Arquivo de Brasil - Times Capital https://timescapital.com.br/category/noticias-nacionais/ Mercado, investimentos, empresas Fri, 02 Oct 2026 03:02:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://timescapital.com.br/wp-content/uploads/2026/07/cropped-ext-custom-logo-1784768227863-32x32.webp Arquivo de Brasil - Times Capital https://timescapital.com.br/category/noticias-nacionais/ 32 32 Economista de Piracicaba, Bruno Piacentini chega ao Top 20 do Prêmio iBest https://timescapital.com.br/economista-de-piracicaba-bruno-piacentini-chega-ao-top-20-do-premio-ibest/ https://timescapital.com.br/economista-de-piracicaba-bruno-piacentini-chega-ao-top-20-do-premio-ibest/#respond Fri, 02 Oct 2026 03:02:34 +0000 https://timescapital.com.br/?p=233 Sócio da B7 Eu me banco, faculdade voltada a formar profissionais do mercado financeiro, é o primeiro piracicabano

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Sócio da B7 Eu me banco, faculdade voltada a formar profissionais do mercado financeiro, é o primeiro piracicabano a alcançar o Top 20 da categoria de economia e negócios do prêmio e o segundo representante da cidade na história da premiação. 

O economista e sócio da B7 Eu me banco, Bruno Piacentini, está entre os 20 principais influenciadores de Economia e Negócios do Brasil na edição 2026 do Prêmio iBest. Em sua primeira participação na premiação, o profissional alcançou uma colocação que também marca um feito para Piracicaba: ele é o primeiro economista da cidade a chegar ao Top 20 da categoria e o segundo piracicabano da história a conquistar uma posição entre os 20 primeiros do iBest, considerando todas as categorias.

A trajetória de Bruno até o Top 20 começou com uma desvantagem em relação aos demais concorrentes. Ele entrou na disputa duas semanas após o início da votação, na 77ª posição, e conseguiu avançar gradualmente até figurar entre os 20 primeiros. Para ele, o resultado representa uma das principais conquistas de sua trajetória profissional.

“Toda conquista gigante requer um processo gigante. Estudo economia há mais de 10 anos e gero conteúdo de valor para as pessoas há mais de 7 anos. Toda essa construção de autoridade e influência foi dia após dia, com muito conteúdo no Instagram, LinkedIn, YouTube e em muitas aulas para os alunos da B7 Eu me banco”, afirma.

Piracicaba no cenário nacional

Natural de Piracicaba, Bruno afirma que a cidade está diretamente ligada à sua produção de conteúdo e à forma como construiu sua relação com o público. O economista costuma mencionar o município em suas aulas e nas redes sociais, criando uma conexão que, segundo ele, ultrapassa a própria comunidade local.

“Eu falo sobre Piracicaba em muitos conteúdos e aulas e todos que estudam comigo, se tornam seguidores, passam a ter carinho pela cidade e isso me deixa muito feliz. Piracicaba é a cidade em que nasci, cresci, aprendi muito e sou apaixonado. Levo o nome da cidade com muito orgulho em todas as comunicações”, diz. 

Para Bruno, a presença nas redes sociais tem papel importante na democratização do acesso a conteúdos sobre economia e negócios. Seu trabalho combina a produção de conteúdo digital com a atuação educacional na B7, aproximando assuntos que tradicionalmente são considerados complexos de um público mais amplo.

“Sou completamente indignado com o ensino tradicional, que nos ensina pouco ou nada do que usaremos no dia a dia em nossas vidas e profissões. E gerar conteúdo sobre economia e negócios nas redes sociais, é levar conhecimento útil e gratuito a milhares de pessoas, que são impactadas e conquistam empregos e promoções no mercado financeiro”, comenta.

Bruno atribui parte da identificação do público com seu trabalho ao desenvolvimento da didática e da comunicação ao longo dos anos, além da disciplina para manter uma produção constante. A experiência também inclui transmissões de longa duração nas redes sociais.

Apesar do reconhecimento, Bruno afirma que pretende manter o foco no processo e na continuidade do trabalho que o levou até a atual colocação.

O Top 20 também representa o primeiro resultado de Bruno no iBest. A votação final ocorrerá entre 14 de dezembro e 31 de janeiro, e os vencedores do público e da Academia iBest serão anunciados durante a cerimônia, em março de 2027.

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Copom adota tom mais duro e sinaliza cautela para próximos passos, avalia Bruno Perri https://timescapital.com.br/copom-adota-tom-mais-duro-e-sinaliza-cautela-para-proximos-passos-avalia-bruno-perri/ https://timescapital.com.br/copom-adota-tom-mais-duro-e-sinaliza-cautela-para-proximos-passos-avalia-bruno-perri/#respond Thu, 17 Sep 2026 02:51:31 +0000 https://timescapital.com.br/?p=229 O comunicado divulgado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe um tom mais duro em relação às comunicações

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O comunicado divulgado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe um tom mais duro em relação às comunicações anteriores, mas dentro do que era considerado razoável diante do cenário atual para a inflação, na avaliação de Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Fórum Investimentos.

Para Perri, o Banco Central reconheceu no comunicado fatores que ainda pressionam o cenário prospectivo de inflação, especialmente a inflação de serviços e a inflação de demanda. “A inflação de serviços, a inflação de demanda têm uma melhora mais lenta do que o ideal. E o ritmo corrente dela está incompatível com o centro da meta”, afirma.

Segundo o economista, parte importante da melhora observada recentemente nos índices de inflação veio de fatores relacionados à oferta, especialmente da queda nos preços dos alimentos, e não necessariamente de uma desaceleração mais consistente dos componentes ligados à demanda.

O comunicado também destacou a moderação da atividade econômica, mas, na avaliação de Perri, esse processo ocorre de maneira gradual. “A atividade modera, mas vai moderando de forma lenta e paulatina”, diz. Ele acrescenta que alguns dados recentes podem ter reforçado essa percepção, enquanto o mercado de trabalho continua apresentando condições compatíveis com o cenário considerado pelo Banco Central.

Outro ponto destacado pelo economista é a sinalização do Copom em relação aos riscos para a inflação. Segundo Perri, o Banco Central voltou a mencionar a existência de riscos assimétricos para o cenário prospectivo, com maior relevância para os fatores de alta da inflação.

“Ele reforça bastante de que os riscos altistas são mais relevantes”, afirma. Na avaliação do economista, a comunicação também deixou claro que a autoridade monetária não está se comprometendo antecipadamente com uma decisão específica para a próxima reunião.

Perri avalia que o Banco Central adotou uma postura de maior dependência dos dados, condicionando os próximos passos à evolução do ambiente econômico. “Ele não se compromete com nenhum movimento na próxima reunião, num modo bem data dependente”, afirma.

Considerando apenas o conteúdo do comunicado e o cenário atual, que inclui preços do petróleo elevados e incertezas relacionadas às eleições, o economista considera provável uma pausa no próximo encontro do Copom. “Eu acho muito provável que a gente veja uma pausa no próximo Copom considerando exclusivamente o comunicado”, diz.

Apesar disso, Perri ressalta que ainda haverá tempo para mudanças no cenário até a próxima reunião e que novos dados econômicos poderão alterar as perspectivas para a política monetária.

“Acredito que a gente tende a ter bastante coisa para acontecer daqui até lá”, afirma. Segundo ele, neste momento, o compromisso do Banco Central é manter uma postura de neutralidade, enquanto novas informações poderão indicar os próximos movimentos da autoridade monetária.

Para os mercados financeiros, o economista projeta uma reação aos sinais mais duros apresentados pelo Copom. “Pelo tom mais hawkish — tudo mais constante — espero bolsa para baixo, dólar para baixo e juros para cima amanhã”, afirma.

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Evento reúne especialistas do mercado financeiro em imersão na Arena B3 nesta sexta https://timescapital.com.br/evento-reune-especialistas-do-mercado-financeiro-em-imersao-na-arena-b3-nesta-sexta/ https://timescapital.com.br/evento-reune-especialistas-do-mercado-financeiro-em-imersao-na-arena-b3-nesta-sexta/#respond Wed, 16 Sep 2026 02:05:58 +0000 https://timescapital.com.br/?p=225 Evento Trader Experience promove um dia de conteúdo prático sobre operações, gestão de risco, investimentos e novas tecnologias

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Evento Trader Experience promove um dia de conteúdo prático sobre operações, gestão de risco, investimentos e novas tecnologias

A B.Trader realiza nesta sexta-feira (18), na Arena B3, em São Paulo, a terceira edição do Trader Experience, evento que reunirá cerca de 150 participantes em um dia de imersão presencial sobre mercado financeiro. Com programação das 9h às 17h, o encontro terá a participação de especialistas em operações, investimentos, análise técnica, gestão de risco, tecnologia e mercados nacional e internacional.

A proposta do evento é aproximar a comunidade de traders do ambiente da Bolsa e ampliar a visão dos participantes sobre o mercado financeiro, combinando conhecimento prático de operação, gestão, tecnologia e investimentos. A programação foi estruturada para atender desde operadores de intraday até investidores interessados em conhecer diferentes estratégias e possibilidades de atuação no mercado.

“O Trader Experience nasceu com essa proposta de aproximar as pessoas do mercado de uma maneira muito prática. É uma oportunidade de reunir traders, investidores, alunos e profissionais em um mesmo ambiente e discutir não apenas operações, mas também gestão de risco, investimentos e as transformações que estão acontecendo no mercado financeiro”, afirma Marcos Bassani, sócio-fundador da B.Trader.

Entre os temas que serão abordados, estão mini índice e mini dólar, gerenciamento de risco, mercado à vista, investimentos, produtos da B3, juros, moedas, criptoativos, análise quantitativa e análise de fluxo. A programação também terá participação de profissionais ligados ao BTG Pactual e painéis voltados a diferentes estratégias e perspectivas para o mercado.

A agenda trará temas como mini índice e mini dólar, gerenciamento de risco, investimentos inteligentes, apresentação da Casa do Trader, entre outros temas. 

Lançamento da Casa do Trader

Um dos destaques do Trader Experience será o lançamento da Casa do Trader, novo programa criado para clientes da Boa Brasil Capital e que funcionará como um clube de benefícios voltado à comunidade de traders.

A iniciativa reunirá conteúdos, ferramentas e produtos direcionados a quem atua no mercado financeiro. Entre os benefícios previstos estão acesso ao Trade News, com notícias e informações sobre o mercado, além de produtos da Monalisa Research, incluindo plataformas voltadas à operação de índice, dólar e opções.

Um dos principais diferenciais será o Trader Score, ferramenta desenvolvida para auxiliar no gerenciamento de risco e no acompanhamento da performance dos operadores. A Casa do Trader também terá diferentes níveis de acesso e benefícios.

“A Casa do Trader é uma evolução dessa conexão que queremos construir com a comunidade. A ideia é oferecer não apenas conteúdo, mas um ecossistema de ferramentas e informações que ajudem o trader a tomar decisões melhores, principalmente quando falamos de gestão de risco, disciplina e acompanhamento da própria performance”, explica Marcelo Bassani, sócio da B. Trader e fundador da Boa Brasil Capital, escritório parceiro do banco BTG Pactual.

A realização acontece na Arena B3, no Centro Histórico de São Paulo, espaço que ocupa o antigo ambiente de pregão da Bolsa e recebe eventos empresariais, educacionais e culturais.

A B.Trader é uma empresa educacional que oferece cursos e treinamentos sobre o mercado financeiro. Já formou mais de 40 mil alunos e reúne mais de 300 mil seguidores em suas redes sociais.

Serviço

  • Evento: Trader Experience 2026
  • Data: 18 de setembro de 2026 (sexta-feira)
  • Horário: das 9h às 17h
  • Local: Arena B3
  • Endereço: Praça Antônio Prado, 48 – Centro Histórico – São Paulo (SP)
  • Programação: conteúdos sobre operações, gestão de risco, investimentos, tecnologia, produtos B3, análise quantitativa e análise de fluxo
  • Mais informações: online.btrader.com.br/trader-experience

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Alta dos juros americanos não indica mudança estrutural no risco dos EUA, Marcelo Cabral https://timescapital.com.br/alta-dos-juros-americanos-nao-indica-mudanca-estrutural-no-risco-dos-eua-marcelo-cabral/ https://timescapital.com.br/alta-dos-juros-americanos-nao-indica-mudanca-estrutural-no-risco-dos-eua-marcelo-cabral/#respond Wed, 09 Sep 2026 01:12:31 +0000 https://timescapital.com.br/?p=221 Para Marcelo Cabral, gestor de investimentos e sócio-fundador da Stratton Capital Nova Iorque, alta dos juros longos reflete

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Para Marcelo Cabral, gestor de investimentos e sócio-fundador da Stratton Capital Nova Iorque, alta dos juros longos reflete inflação, petróleo, déficit e competição por capital, enquanto nova comunicação do Fed adiciona incerteza ao mercado

A alta dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos voltou a alimentar preocupações sobre a sustentabilidade da dívida americana. Com a Treasury de 30 anos rompendo a marca de 5,3%, o debate sobre uma possível mudança estrutural na percepção de risco ganhou força entre investidores. Para Marcelo Cabral, gestor de investimentos e sócio-fundador da Stratton Capital, porém, o movimento não deve ser interpretado dessa forma.

“Em nossa opinião, não existe mudança estrutural na percepção de risco”, afirma. Segundo ele, a alta dos yields é resultado da combinação entre fatores como o aumento do preço do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio, o elevado volume de emissão de dívida corporativa para financiar investimentos em inteligência artificial e as preocupações com o déficit fiscal americano, que aumentam o prêmio de prazo exigido pelos investidores.

Cabral ressalta ainda que a alta das taxas não é exclusividade dos Estados Unidos. “É importante ressaltar que a mesma dinâmica de aumento nas taxas soberanas de longo prazo também está se manifestando fora dos Estados Unidos: as taxas dos títulos do Japão, França, Alemanha e Inglaterra recentemente atingiram máximas de múltiplas décadas, sinalizando uma reprecificação global”, diz. Na avaliação do gestor, o movimento deve ser observado dentro de um cenário mais amplo de reprecificação dos juros globais.

Outro ponto destacado por Cabral é que a Treasury de 30 anos não deve ser analisada isoladamente. Para ele, a alta dos juros longos está relacionada principalmente à combinação entre inflação, petróleo e à disputa por financiamento provocada pelos investimentos em inteligência artificial.

A elevação dos yields também pode ocorrer mesmo sem uma expectativa de alta da taxa básica do Federal Reserve. Isso acontece porque o Fed Funds e os títulos longos são instrumentos distintos. “Trata-se de duas taxas completamente diferentes. Enquanto o Fed Funds é uma taxa de curtíssimo prazo definida pelo FOMC, o yield de uma Treasury de 30 anos é determinado pelo mercado e incorpora expectativas de inflação, crescimento, risco fiscal, oferta e demanda e prêmio de prazo”, diz.

 

Novo presidente do FED e recompras

Na avaliação do gestor, a condução do Federal Reserve por Kevin Warsh adiciona uma camada de incerteza ao cenário. Segundo Cabral, o novo presidente do Fed tem adotado uma comunicação mais enxuta e menos previsível, evitando oferecer o nível de forward guidance ao qual os investidores estavam acostumados. “Esse vácuo de sinalização tem custo”, afirma. Para ele, a alta do prêmio de prazo e o bear steepening da curva após as primeiras reuniões de Warsh “não são pura coincidência”.

As recompras de Treasuries anunciadas pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, também têm efeito limitado na avaliação de Cabral. “O volume das recompras (cerca de US$ 4 bilhões por operação) foi bastante pequeno, quase irrisório, tanto em termos absolutos quanto em relação ao volume líquido de emissão de Treasuries”, comenta. Segundo ele, as operações parecem mais voltadas à inclinação da curva do que à redução efetiva do nível dos juros.

O gestor vê, porém, um risco institucional na medida: “O ponto mais relevante, e negativo, das recompras, na nossa leitura, é que ‘yield curve control’ é um instrumento de política monetária tradicionalmente pilotado pelo Banco Central, não pelo Tesouro”. Na avaliação de Cabral, uma aproximação entre as políticas fiscal e monetária pode gerar dúvidas sobre a independência e a credibilidade do Fed.

Para o gestor, também não existe um nível específico de yield que determine quando a dívida americana passa a representar um risco de sustentabilidade fiscal. “Esse limiar não é definido por um número mágico de yield, mas pela dinâmica de sustentabilidade da dívida mediante a capacidade de crescimento da economia”, afirma. Nesse sentido, a relação entre a taxa de juros paga pela dívida e o crescimento nominal do PIB seria mais relevante.

Apesar dos déficits elevados nos EUA, Cabral destaca a posição do dólar como moeda de reserva global: “Um diferencial estrutural e não replicável é o dólar, que segue sendo a única alternativa de moeda de reserva global, o que permite ao Tesouro americano emitir dívida na própria moeda que controla, eliminando o risco cambial que historicamente compromete a sustentabilidade fiscal dos outros países”.

Impactos dos juros altos

A alta persistente dos juros, entretanto, tende a produzir efeitos diferentes entre os mercados. Para a Bolsa americana, o impacto é negativo, com compressão de múltiplos e mudanças na atratividade relativa dos setores. Para o dólar, yields maiores podem favorecer a moeda ao atrair fluxos financeiros. Já para emergentes como o Brasil, o cenário é mais desafiador, com menor liquidez internacional, aumento do custo de capital e maior volatilidade cambial.

“Já para mercados emergentes e Brasil, juros mais altos no hemisfério norte reduzem a liquidez internacional e pioram as condições financeiras globais, provocando aumento do custo de capital, maior volatilidade cambial e queda nos mercados”, afirma Cabral. Para ele, esse ambiente reforça a necessidade de internacionalização patrimonial, mas não representa, até o momento, uma ruptura estrutural na percepção de risco sobre a dívida americana.

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Serasa: Mais da metade dos trabalhadores termina o mês sem dinheiro https://timescapital.com.br/serasa-mais-da-metade-dos-trabalhadores-termina-o-mes-sem-dinheiro/ https://timescapital.com.br/serasa-mais-da-metade-dos-trabalhadores-termina-o-mes-sem-dinheiro/#respond Wed, 26 Aug 2026 01:01:15 +0000 https://timescapital.com.br/?p=214 Pesquisa divulgada neste mês mostra que 53% dos brasileiros vivem no limite do orçamento. Jeff Patzlaff explica como

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Pesquisa divulgada neste mês mostra que 53% dos brasileiros vivem no limite do orçamento. Jeff Patzlaff explica como identificar o desequilíbrio, reorganizar as dívidas e começar a construir uma reserva de emergência

Mais da metade dos trabalhadores brasileiros termina o mês sem dinheiro, segundo pesquisa da Serasa, e 53% afirmam viver no limite do orçamento. O cenário ajuda a dimensionar uma dificuldade que deixou de ser pontual para se tornar uma realidade financeira recorrente para milhões de pessoas. A pressão também aparece nos dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que apontam que 82% das famílias brasileiras estão endividadas, maior patamar da série histórica, em meio ao custo de vida elevado e às taxas de juros ainda altas.

Para o planejador financeiro Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP®️ e especialista em investimentos, o primeiro passo para mudar esse cenário é compreender com clareza a própria situação financeira. “Para iniciar a virada desse jogo, é preciso ter clareza sobre o momento atual, saber tudo que entra (salário+extras), todos os gastos (essenciais, lazer), e só assim conseguir mudar o jogo”, afirma Jeff.

Outros dados do Banco Central mostram que quase 30% da renda das famílias está comprometida com o pagamento de dívidas. Ao mesmo tempo, a inflação acumulada reduz o poder de compra. Nesse ambiente, recursos como o cheque especial e o crédito rotativo do cartão podem passar a ser utilizados como extensão da renda, agravando o desequilíbrio financeiro.

A diferença entre orçamento apertado e desequilíbrio financeiro

Um levantamento da Serasa sobre uma década do Mapa da Inadimplência mostrou que 42% das pessoas que estão negativadas atualmente já enfrentavam a mesma restrição há dez anos. A compreensão do orçamento é, segundo Patzlaff, fundamental para identificar em que estágio está a vida financeira: “Um orçamento apertado é aquele em que a renda consegue cobrir as despesas essenciais e algum lazer, sem a contratação de novas dívidas, mas não permite formar uma reserva. Nesse caso, qualquer imprevisto pode levar ao endividamento”.

Já o desequilíbrio aparece quando as despesas passam a superar a renda, levando a pessoa a recorrer ao limite do cheque especial ou a pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão de crédito. “Entender o seu orçamento ajuda a sair do fundo do poço. O orçamento apertado é aquele que empata no zero a zero, a pessoa consegue pagar os gastos essenciais, como alimentação e contas básicas de consumo, ter o mínimo de lazer, não contrai novas dívidas, mas também não guarda nada, ficando totalmente exposta a qualquer imprevisto. O desequilíbrio financeiro acontece quando a conta entra no vermelho e o mês se torna maior que o salário, situação evidenciada quando o limite do cheque especial passa a ser encarado como parte da renda ou quando se começa a pagar apenas o mínimo da fatura do cartão de crédito”, diz.

A partir daí, pode se formar uma bola de neve. O descontrole financeiro nem sempre começa com uma grande despesa, mas pode surgir de uma sequência de pequenas decisões de consumo. Na vida financeira, o fenômeno pode aparecer na chamada inflação do estilo de vida. Um aumento salarial, por exemplo, pode ser acompanhado pela aquisição de um carro mais caro, que também eleva gastos com seguro, estacionamento e manutenção. Dessa forma, a renda aumenta, mas as despesas crescem junto.

“Você recebe um aumento, financia um carro melhor, que exige um seguro mais caro, lavagens premium e estacionamentos mais caros. O consumo puxa mais consumo, e a renda maior desaparece no ralo invisível das pequenas parcelas”, explica.

A chamada fadiga de decisão também pode influenciar os gastos. Segundo Jeff, a força de vontade diminui ao longo do dia, o que ajuda a explicar por que compras por impulso, como pedidos de delivery e compras online, podem ocorrer com maior frequência à noite, quando a pessoa está cansada.

“O salário não acaba porque a pessoa é irresponsável, mas porque ela sofre de fadiga de decisão. Daniel Kahneman (ganhador do prêmio nobel de economia) provou que a nossa força de vontade é como a bateria de um celular, ela acaba ao longo do dia. O cérebro cansado desliga a racionalidade e compra conforto imediato”, diz.

Como reorganizar as dívidas e recuperar o controle financeiro

Para quem já está endividado, o primeiro passo é fazer um levantamento completo das dívidas, identificando credores, valores e taxas de juros. Aplicativos gratuitos de organização financeira, como Minhas Economias, Mobills e Organizze, podem auxiliar no registro e na categorização dos gastos, permitindo visualizar para onde a renda está sendo direcionada.

“A tecnologia é a maior aliada para tirar esse peso das costas e abandonar as velhas anotações em papel que acabam esquecidas. Pode ser um baque no início, logo a ansiedade gerada pela incerteza começa a dar lugar ao controle, permitindo estancar o sangramento financeiro aos poucos”, alerta.

Na definição de prioridades, as despesas essenciais devem vir antes das demais obrigações: “É fundamental garantir as despesas essenciais que mantêm a segurança, a alimentação e a capacidade de trabalho da família, seguidas pela proteção dos bens em garantia, como o financiamento do imóvel ou do veículo. Somente depois de assegurar o básico, o foco deve se voltar com toda a força para encerrar o rotativo do cartão e o cheque especial, que são os verdadeiros destruidores de patrimônio”, argumenta o planejador financeiro.

Em um cenário onde a taxa de juros continua alta, 14% ao ano, sendo um desafio pesado, uma estratégia inteligente, de acordo com Jeff, é trocar uma dívida cara por outra mais barata. “Buscar uma linha de crédito com taxas menores, como um empréstimo consignado ou com garantia, para quitar as faturas abusivas à vista pode ser a salvação do orçamento, desde que se preste total atenção ao custo efetivo total (CET) do novo empréstimo, que mostra todas as taxas escondidas, e não apenas os juros. O mais importante é ter disciplina rigorosa de acompanhar os gastos e mudar os hábitos para não se endividar mais”, diz.

A reorganização financeira também não significa necessariamente cortar todas as despesas consideradas supérfluas: “Essa travessia exige adaptação e o controle total da sua vida financeira, não significa que você deva sair cortando tudo, tente entender o que faz sentido ou não, por exemplo faz sentido sempre pedir um delivery ou é melhor cozinhar. Ter consciência dos seus gastos faz com que você faça escolhas melhores e não desista no meio do caminho”.

Depois de quitar as dívidas, o próximo objetivo passa a ser a formação de uma reserva de emergência. A recomendação apresentada por Patzlaff é utilizar investimentos atrelados à Selic ou ao CDI e com liquidez diária, de forma que os recursos possam ser acessados em caso de imprevistos.

“O método 50/30/20 também pode ser utilizado como referência para organizar a renda, destinando 50% às despesas essenciais, 30% ao lazer e 20% aos investimentos. A divisão, no entanto, precisa ser adaptada à realidade de cada orçamento. Construa uma reserva de emergência em investimentos atrelados a Selic ou ao CDI e que tenha liquidez diária, para blindar a família contra sustos”, aconselha o especialista.

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IPCA sobe 0,07% em julho e fica acima das expectativas; energia elétrica pressiona inflação https://timescapital.com.br/ipca-sobe-007-em-julho-e-fica-acima-das-expectativas-energia-eletrica-pressiona-inflacao/ https://timescapital.com.br/ipca-sobe-007-em-julho-e-fica-acima-das-expectativas-energia-eletrica-pressiona-inflacao/#respond Tue, 11 Aug 2026 14:01:51 +0000 https://timescapital.com.br/?p=211 Para Gabriel Magno, especialista em investimentos e sócio da AW Capital, o número ficou próximo das projeções e

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Para Gabriel Magno, especialista em investimentos e sócio da AW Capital, o número ficou próximo das projeções e não deve mudar trajetória da taxa Selic

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,07% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa desaceleração em relação à alta de 0,16% registrada em junho. No acumulado de 2026, o IPCA registra avanço de 3,44%, enquanto a inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,44%.

Apesar da desaceleração mensal, o resultado veio levemente acima das expectativas do mercado. Para Gabriel Magno, especialista em investimentos e sócio da AW Capital, o número ficou próximo das projeções dos analistas e, por isso, não deve alterar significativamente o cenário para a política monetária.

“IPCA veio levemente acima do esperado frente ao que o mercado projetava. O índice registrou alta de 0,07% frente um consenso de 0,03%”, diz.

Entre os grupos que mais pressionaram o índice em julho, destaque para Habitação, que apresentou alta de 0,99%, acima da variação de 0,63% registrada em junho. Dentro do grupo, a energia elétrica residencial foi o principal vetor de pressão, passando de alta de 1,53% em junho para 3,09% em julho.

“A maior variação do índice foi no setor de habitação, no qual teve uma variação de 0,99% (0,63% em junho) e que teve a energia elétrica como principal vetor de alta, que saiu de alta de 1,53% em junho para 3,09% em julho. Outro setor que impactou o IPCA foi a parcela de saúde e cuidados pessoais, que subiu 0,40% frente a 0,23% em junho”, comenta.

Segundo Magno, os reajustes tarifários aplicados por concessionárias de energia em diferentes regiões do país ajudam a explicar o avanço observado no segmento: “Na minha visão, o principal impacto na energia eletrica é devido aos reajustes tarifários, 8,85% em uma das concessionárias em SP, 14,89% em uma das concessionarias em Porto Alegre e 19,55% em Curitiba. Basicamente foi o que mais impactou a parte de habitação”.

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais também apresentou aceleração em julho. Entre os itens que contribuíram para o resultado, os artigos de higiene pessoal registraram alta de 0,64%, com destaque para perfumes e planos de saúde.

“Quanto a saúde e cuidados pessoais, os artigos de higiene pessoal subiram 0,64%, com destaque para perfumes (1,04%) e para planos de saúde (0,42%), sendo este último, os reajustes que foram autorizados pela ANS.”

Na direção oposta, Alimentação e Bebidas foi o principal alívio para o IPCA em julho. O grupo registrou queda de 0,67% e contribuiu negativamente em 0,14 ponto percentual para o índice. O resultado foi influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que recuou 1,14% no mês.

“O principal destaque de queda ficou com alimentação e bebidas, que caiu 0,67% e impactou o IPCA em -0,14 p.p, principalmente por influência da alimentação no domicílio, que recuou 1,14% em julho. Alimentos em gerais, por exemplo, preço do tomate caiu 29,09%, batata inglesa 19,59%, cenoura 14,41%. Alimentos que tem um bom impacto na cesta de compras do brasileiro”, afirma.

Para Magno, o resultado de julho não deve ser suficiente para alterar a trajetória esperada para a política monetária. A avaliação é de que o Banco Central deve continuar acompanhando outros indicadores de inflação e fatores externos antes de tomar novas decisões sobre os juros.

“Não acredito que estes dados do IPCA vão impactar as próximas decisões de juros. Como a diferença entre realizado e projetado pelos analistas foi bem pequena, acredito que o Copom ainda terá um tom mais cauteloso, observando outras diretrizes de fora e outros dados de inflação para os próximos meses”, diz.

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Pesquisa de preços pode garantir economia de até 2.700% na compra de presentes no Rio. https://timescapital.com.br/pesquisa-de-precos-pode-garantir-economia-de-ate-2-700-na-compra-de-presentes-no-rio/ https://timescapital.com.br/pesquisa-de-precos-pode-garantir-economia-de-ate-2-700-na-compra-de-presentes-no-rio/#respond Thu, 06 Aug 2026 00:56:43 +0000 https://timescapital.com.br/?p=208 Quem deixou a compra do presente de Dia dos Pais para a última hora ainda pode economizar bastante,

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Quem deixou a compra do presente de Dia dos Pais para a última hora ainda pode economizar bastante, desde que pesquise antes de ir às compras. Um levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Sedecon), por meio do Procon Carioca, mostra que a diferença de preços para um mesmo tipo de produto pode ultrapassar 2.700% entre estabelecimentos da cidade do Rio de Janeiro.

A pesquisa, realizada entre os dias 13 e 24 de julho, analisou 1.539 preços válidos de 26 produtos comercializados por 23 redes varejistas instaladas em diversos shoppings da capital. O objetivo foi oferecer aos consumidores um panorama dos preços praticados às vésperas de uma das datas mais importantes para o comércio brasileiro, considerada a quarta mais relevante do calendário do varejo, atrás apenas do Natal, da Black Friday e do Dia das Mães.

O estudo apontou que o Shopping Santa Cruz, na Zona Oeste, apresentou o menor preço médio entre os centros comerciais pesquisados, consolidando-se como a opção mais econômica para quem pretende comprar presentes. Na sequência aparecem o Park Shopping Sulacap e o Center Shopping Rio, também com médias inferiores às registradas em outros empreendimentos da cidade.

Foram analisados produtos de categorias tradicionalmente procuradas para presentear os pais, como vestuário, calçados, acessórios, eletrônicos, perfumaria e artigos esportivos. Entre os itens pesquisados estão camisa polo, camisa social, jaqueta, sapatênis, tênis casual, mochila executiva, carteira de couro, kit de cuecas boxer, bolsa esportiva, relógio inteligente, fones de ouvido Bluetooth, caixa de som portátil e churrasqueira elétrica.

Diferenças de preços chamam atenção

Os dados revelam que o consumidor pode economizar centenas ou até milhares de reais ao comparar preços entre diferentes lojas e shoppings. A maior variação foi registrada na categoria mochila executiva, encontrada por R$ 79,99 na Renner do Shopping Santa Cruz e por R$ 2.299 na Foxton do Barra Shopping, uma diferença de 2.774,11%.

Outro caso de grande disparidade foi o kit com três cuecas boxer, vendido por R$ 9,90 na C&A do Shopping Santa Cruz e por R$ 249 na Reserva do Barra Shopping. A diferença chegou a 2.415,15%.

Na categoria jaqueta casual básica, o menor preço foi de R$ 79,99, também na Renner do Shopping Santa Cruz, enquanto o maior atingiu R$ 2.000 na Brooksfield do Barra Shopping, representando uma variação de 2.400,31%.

Já o tênis casual branco apresentou preços entre R$ 49,99, na Di Santinni do Bangu Shopping, e R$ 1.199, na Adidas do Barra Shopping, uma diferença de 2.298,48%.

A camisa polo básica também registrou ampla variação. O produto foi encontrado por R$ 39,99 na Hering do Shopping Santa Cruz, enquanto na Foxton do Barra Shopping chegou a R$ 699, um aumento de 1.647,94%.

Pesquisa antes da compra faz diferença

Segundo o Procon Carioca, as diferenças não significam necessariamente que os produtos sejam idênticos, já que fatores como marca, material, acabamento e tecnologia podem influenciar os preços. Ainda assim, o levantamento reforça a importância de comparar valores antes da compra e avaliar o custo-benefício de cada opção.

Além da pesquisa de preços, o órgão orienta os consumidores a verificar as condições de troca, principalmente em produtos como roupas e calçados, exigir nota fiscal, conferir a política de garantia e guardar todos os comprovantes da compra.Também é recomendado comparar ofertas em lojas físicas e plataformas digitais, observando possíveis custos de frete e prazos de entrega.

Com o Dia dos Pais se aproximando, a expectativa do setor varejista é de aumento no fluxo de consumidores nos shoppings e no comércio de rua. Para quem ainda não escolheu o presente, a pesquisa do Procon Carioca mostra que dedicar alguns minutos para comparar preços pode representar uma economia significativa e evitar gastos desnecessários.

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AW Capital: corte da Selic foi acertado e mercado deve ter reação limitada, avalia Augusto Parente https://timescapital.com.br/aw-capital-corte-da-selic-foi-acertado-e-mercado-deve-ter-reacao-limitada-avalia-augusto-parente/ https://timescapital.com.br/aw-capital-corte-da-selic-foi-acertado-e-mercado-deve-ter-reacao-limitada-avalia-augusto-parente/#respond Wed, 05 Aug 2026 23:47:50 +0000 https://timescapital.com.br/?p=204 Especialista em investimentos afirma que comunicado do Copom manteve tom cauteloso, mas destaca que juro real elevado, commodities

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Especialista em investimentos afirma que comunicado do Copom manteve tom cauteloso, mas destaca que juro real elevado, commodities mais baratas e desaceleração da atividade sustentaram a decisão do Banco Central.

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (5), em uma decisão amplamente esperada pelo mercado. Apesar do corte, o Banco Central manteve um discurso cauteloso ao destacar os riscos para a inflação, especialmente diante da alta do petróleo e dos efeitos climáticos sobre os custos de energia.

Para Augusto Parente, especialista em investimentos e sócio da AW Capital, a redução dos juros foi acertada, mesmo em um ambiente que ainda exige prudência por parte da autoridade monetária.

“O tom do comunicado veio cauteloso, chamando atenção para os choques inflacionários com a alta do petróleo e efeitos climáticos que impactam o custo de energia. Acredito que a decisão de queda de juros foi acertada, visto que apesar de um tom cauteloso, seguimos com o juro real elevado e temos também alguns pontos positivos com relação a pressão inflacionária, como por exemplo, o preço das commodities mais baixo e uma desaceleração da atividade econômica maior do que a projetada pelo banco central.”

Na avaliação do especialista, o comunicado divulgado após a reunião não trouxe mudanças significativas em relação ao encontro anterior, reforçando que o corte não compromete o processo de convergência da inflação para a meta.

“Entendo que não há grande diferença entre os comunicados de junho e de agosto, entretanto, o Copom decide por cortar os juros já que este movimento não vai impactar a convergência da inflação para a meta do longo prazo.”

Parente acredita que o Banco Central deverá manter uma postura conservadora nos próximos meses, diante das incertezas do cenário internacional e da possibilidade de juros elevados nos Estados Unidos.

“Espero que a cautela se mantenha até o final de 2026, em função do cenário externo e a possibilidade de juros mais altos no mercado americano. Acredito que o impacto da alta do petróleo pode ser sentido nos mercados por mais tempo.”

Para os mercados financeiros, a expectativa é de uma reação contida, uma vez que a decisão já estava incorporada aos preços dos ativos.

“Sem dúvidas, o comunicado já vinha sendo bem precificado no mercado e acredito que a amanhã há pouco espaço na bolsa para grandes oscilações que venham apenas do tema COPOM, já que não veio nenhuma surpresa. As tendências de curto prazo devem se manter em dólar, juros e bolsa.”

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Rio recebe maior edição da história do evento com foco em tecnologia, ciência, empreendedorismo e impacto social. https://timescapital.com.br/rio-recebe-maior-edicao-da-historia-do-evento-com-foco-em-tecnologia-ciencia-empreendedorismo-e-impacto-social/ https://timescapital.com.br/rio-recebe-maior-edicao-da-historia-do-evento-com-foco-em-tecnologia-ciencia-empreendedorismo-e-impacto-social/#respond Wed, 05 Aug 2026 11:12:12 +0000 https://timescapital.com.br/?p=196 O Rio de Janeiro se transforma, a partir desta terça-feira (4), em um dos principais centros de inovação

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O Rio de Janeiro se transforma, a partir desta terça-feira (4), em um dos principais centros de inovação da América Latina com o início da sexta edição do Rio Innovation Week (RIW), realizada no Píer Mauá, na região portuária da capital. O evento segue até sexta-feira (7) e deve reunir cerca de 180 mil participantes, consolidando-se como um dos maiores encontros de tecnologia, inovação, empreendedorismo e negócios do continente.

A expectativa da organização é que esta seja a maior edição já realizada.Ao longo dos quatro dias, o público terá acesso a aproximadamente 60 conferências, distribuídas em 40 palcos temáticos, além da participação de cerca de 2 mil startups, representantes de grandes empresas, universidades, centros de pesquisa, investidores, órgãos públicos e especialistas de diversas áreas do conhecimento.

Neste ano, o tema escolhido é “Simbiose, o futuro não acontece isolado”, destacando a importância da colaboração entre diferentes setores para enfrentar desafios globais, como transformação digital, mudanças climáticas, inteligência artificial, saúde, educação, mobilidade urbana, segurança, sustentabilidade e desenvolvimento econômico.

Grandes nomes nacionais e internacionais

A programação reúne algumas das principais referências mundiais em ciência, tecnologia, educação, direitos humanos e inovação. Entre os convidados estão a vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, reconhecida mundialmente pela defesa do direito das meninas à educação; o vencedor do Nobel de Medicina, Edvard Moser, referência em neurociência; o físico teórico Brian Greene, conhecido por seus estudos sobre cosmologia e teoria das cordas; e o neurocientista David Eagleman, especialista em funcionamento do cérebro e comportamento humano.

O evento também contará com a participação da ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia, da filósofa Djamila Ribeiro, do líder indígena Ailton Krenak e dos artistas Seu Jorge e Zélia Duncan, que discutirão temas ligados à cultura, diversidade, inclusão, democracia, criatividade e inovação.

Novidades da edição de 2026

Entre os destaques deste ano está a realização do 1º Fórum Econômico RIW FGV, que reunirá autoridades, economistas, empresários e especialistas para discutir os impactos da transformação tecnológica na economia global, além de temas como geopolítica, inteligência artificial, produtividade e competitividade.

Outra novidade é o palco Immersive Talks, voltado às tecnologias imersivas, como realidade virtual, realidade aumentada, metaverso e experiências digitais interativas. O espaço Palavras e Encontros também estreia nesta edição, promovendo debates sobre literatura, pensamento contemporâneo, filosofia, comunicação e produção de conhecimento.

O tradicional espaço instalado no NAM Atlântico, maior porta-helicópteros da Marinha do Brasil, retorna à programação oferecendo palestras, exposições tecnológicas, demonstrações de equipamentos militares, atividades educativas e experiências interativas para o público.

Espaço para startups e novos negócios

O empreendedorismo continua sendo um dos pilares do Rio Innovation Week. O Startup Program foi ampliado para fortalecer a conexão entre empreendedores, pesquisadores, investidores e grandes empresas, criando oportunidades para apresentação de projetos inovadores, captação de investimentos e formação de parcerias estratégicas.

Mais de 50 fundos de venture capital participarão da iniciativa em busca de startups com potencial de crescimento, reforçando o papel do evento como ambiente de geração de negócios e atração de investimentos para empresas de base tecnológica.

Pela primeira vez, o RIW também sediará o Fórum Internacional de Negócios Aeroespaciais, promovido pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro discutirá temas ligados à exploração espacial, inovação tecnológica, satélites, sustentabilidade e cooperação internacional, ampliando a presença do Brasil nas discussões sobre a economia espacial.

Impacto para o Rio de Janeiro

Além do conteúdo técnico e científico, o Rio Innovation Week movimenta significativamente a economia da cidade. O evento impulsiona setores como hotelaria, turismo, transporte, gastronomia e comércio, atraindo visitantes de diversos estados brasileiros e do exterior.

A realização do encontro também reforça o posicionamento do Rio de Janeiro como um dos principais polos de inovação do país, estimulando a criação de novos negócios, o intercâmbio de conhecimento entre universidades e empresas e a aproximação entre poder público, iniciativa privada e comunidade científica. A expectativa é que as conexões estabelecidas durante o evento gerem investimentos, projetos de pesquisa e oportunidades de desenvolvimento econômico e tecnológico que ultrapassem os quatro dias de programação

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Crescimento econômico faz Goiás ganhar protagonismo na expansão das franquias https://timescapital.com.br/crescimento-economico-faz-goias-ganhar-protagonismo-na-expansao-das-franquias/ https://timescapital.com.br/crescimento-economico-faz-goias-ganhar-protagonismo-na-expansao-das-franquias/#respond Wed, 05 Aug 2026 11:11:13 +0000 https://timescapital.com.br/?p=198 Estado reúne indicadores acima da média nacional e se consolida como um dos principais destinos do franchising Goiás

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Estado reúne indicadores acima da média nacional e se consolida como um dos principais destinos do franchising

Goiás deixou de ser apenas uma potência do agronegócio para se consolidar como um dos mercados mais promissores do país para novos negócios. O estado encerrou 2025 na liderança do crescimento econômico brasileiro, com alta de 4,4% no Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), indicador do Banco Central considerado uma prévia do PIB, superando a média nacional de 2,5%.

O bom momento da economia também tem reflexos diretos no empreendedorismo. Dados do Sebrae Goiás mostram que os pequenos negócios responderam por 68% dos empregos formais gerados no estado no início de 2026, enquanto os microempreendedores individuais (MEIs) já representam 54% de todos os pequenos negócios goianos, reforçando a força do mercado local.

Esse cenário colocou Goiás no radar do franchising, a Azul Empréstimos, rede especializada em soluções financeiras que ultrapassou a marca de mil unidades comercializadas no Brasil, definiu o estado como uma das prioridades de expansão. “O empreendedor goiano está cada vez mais profissionalizado e busca crédito para investir, expandir ou organizar o fluxo de caixa. O estado reúne crescimento econômico, geração de renda e um ambiente favorável para quem empreende”, afirma Ademilson Mendes, CEO da Azul Empréstimos.

A estratégia da Azul acompanha uma tendência observada em todo o mercado de franquias: o avanço para estados que apresentam crescimento acima da média nacional e forte interiorização da economia. Em vez de concentrar investimentos apenas nas grandes capitais, redes buscam cidades médias com elevado potencial de consumo e empreendedorismo.

Para a empresa, Goiás reúne exatamente esse perfil. A combinação entre crescimento econômico consistente, aumento do número de pequenos negócios e necessidade crescente de acesso ao crédito faz do estado um dos mercados mais promissores para o segmento financeiro em 2026.

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