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Governo Trump sanciona funcionários palestinos da Cisjordânia

O governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (31/07) a imposição sanções, além da proibição de vistos a funcionários da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), alegando supostas “violações diplomáticas”. Segundo a Casa Branca, a medida impede que os indivíduos afetados recebam vistos para viajar aos Estados Unidos, […]

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EUA: Senado rechaça resolução de Sanders para cortar venda de armas a Israel

O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta quarta-feira (30/07) uma resolução que visava interromper a venda de armas fabricadas no país ao Estado de Israel. A proposta foi apresentada pelo senador Bernie Sanders, representante da ala mais progressista do Partido Democrata e foi rechaçada pelo setor mais conservador da sigla. Com isso, a votação sobre […]

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EUA procuram Brasil para negociar tarifaço; Haddad considera ‘ponto de partida favorável’

Após a assinatura do decreto que formaliza a tarifa de 50% contra produtos do Brasil, a Secretaria de Tesouro dos Estados Unidos procurou o Ministério da Fazenda, revelou nesta quinta-feira (31/07) Fernando Haddad, responsável pela pasta.  “A assessoria do secretário [Scott] Bessent fez contato ontem e finalmente vai agendar uma segunda conversa. A primeira, como […]

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RDC põe em risco florestas tropicais ao leiloar perfuração de petróleo

O governo da República Democrática do Congo (RDC) está abrindo extensas áreas de florestas tropicais e habitats críticos de vida selvagem para exploração de petróleo e gás, em um movimento que ameaça comprometer compromissos ambientais internacionais. Segundo reportagem do Guardian, o país planeja licitar mais da metade de seu território em blocos de combustíveis fósseis, […]

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Direita chilena tenta politizar alerta de tsunami após 1,5 milhão retornarem para casa

O alerta de tsunami acionado pelo governo do Chile nesta quarta-feira (30/07) se transformou em tema de controvérsia no país, devido à tentativa dos partidos de direita e extrema direita, opositores ao governo de Gabriel Boric, de politizar a questão, acusando o governo de demorar em permitir o retorno das pessoas às suas casas. Após […]

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Missão internacional à Ásia busca atrair investimentos e ampliar mercados para MS


Missão conjunta para a Ásia foi anunciada nesta quinta-feira (31).
João Carlos Corrêa/TV Morena
A Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), o Governo do Estado e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) anunciaram, nesta quinta-feira (31), uma missão conjunta para a Ásia entre os dias 4 e 16 de agosto, com foco em atrair investimentos e ampliar mercados.
As visitas também pretendem mitigar os efeitos do aumento de tributos imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
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A agenda inclui reuniões na Índia, Japão e Singapura. A iniciativa alinha os esforços do setor produtivo e do setor público na promoção internacional do Estado.
Entre os objetivos da missão, segundo a Fiems, estão:
Atrair investimentos diretos do exterior;
Ampliar o acesso a mercados estratégicos do agronegócio e da indústria;
Posicionar Mato Grosso do Sul como referência em sustentabilidade e inovação;
Estimular a cooperação internacional nas áreas de logística, energia e tecnologia;
Incluir o Estado em debates globais sobre segurança alimentar e transição energética.
Foi elaborado um plano estratégico voltado à geração de novos negócios. A comitiva terá encontros com empresas e autoridades locais, com o objetivo de reduzir os impactos dos tributos americanos e viabilizar projetos como a Rota Bioceânica.
Segundo o diretor de Relações Internacionais da Fiems, Aurélio Rocha, os principais temas do cenário global são transição energética e segurança alimentar.
“É necessário que se faça, diante dessa conjuntura econômica global, a diversificação de produtos para serem exportados e também de destinos de exportação. Por isso que nós estamos mirando hoje num continente que apresenta as maiores taxas de crescimento tanto populacional, quanto econômica”, afirma.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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Vereadores aprovam aumento no IPTU de Ponta Grossa em sessão ‘surpresa’; veja como calcular o novo valor do imposto


Vereadores aprovam aumento no IPTU em Ponta Grossa em 2026
Os vereadores de Ponta Grossa aprovaram nesta quarta-feira (30) um projeto de lei (PL) elaborado pela Prefeitura Municipal que vai resultar em um aumento no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a partir de 2026.
O PL não constava na ordem do dia, que define as propostas que serão votadas em cada sessão, e foi incluído após uma suspensão da sessão para a inclusão da pauta extra. Ele também foi aprovado nas duas votações no mesmo dia, já que uma sessão extraordinária foi realizada para a segunda discussão do projeto. Saiba mais abaixo.
O texto institui uma nova Planta Genérica de Valores para o cálculo do IPTU. Na prática, será feita uma atualização do valor do metro quadrado dos terrenos, que é um dos índices usados no cálculo do IPTU e se baseia em critérios como a metragem do terreno, a localização dele, a valorização imobiliária, entre outros.
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Com a mudança proposta pelo projeto, o valor do imposto poderia subir até 50%. No entanto, uma emenda parlamentar limita que a cobrança possa aumentar no máximo 30% em 2026, e limita que o reajuste de até 20% sobre o exercício anterior nos anos seguintes. Veja como calcular o novo valor do imposto mais abaixo.
Agora, o projeto foi encaminhado para sanção da prefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil).
Outro projeto de lei aprovado nesta quarta-feira (30) ainda reduz de 15% para 5% o desconto a quem opta por pagar o IPTU à vista em Ponta Grossa.
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Emenda parlamentar limita reajuste do IPTU de Ponta Grossa
RPC
Como votou cada vereador
O projeto de lei que vai resultar em um aumento no IPTU de Ponta Grossa teve 12 votos favoráveis e seis contrários, além de uma ausência, de uma vereadora que não estava presente na sessão. Veja abaixo como votou cada vereador:
➡️Votos favoráveis
Divo (União Brasil)
Dr. Zeca (União Brasil)
Fábio Silva (Republicanos)
Florenal (Podemos)
Guilherme Mazer (PT)
Jairton da Farmácia (PDT)
Júlio Kuller (MDB)
Leandro Bianco (Republicanos)
Pastor Ezequiel (DC)
Paulo Balansin (União Brasil)
Professor Careca (PV)
Teka dos Animais (União Brasil)
➡️Votos contrários
Enfermeira Marisleidy (PMB)
Maurício Silva (PSD)
Geraldo Stocco (PV)
Ricardo Zampieri (PL)
Dr. Erick (PV)
Léo Farmacêutico (União Brasil)
➡️Ausente
Joce Canto (PP)
Câmara Municipal de Vereadores de Ponta Grossa
RPC
Votação surpresa
Como de costume, ps vereadores de Ponta Grossa se reuniram na quarta-feira (30), por volta das 14h, em mais uma sessão ordinária da Câmara Municipal. Na pauta do dia, havia oito projetos de lei, sendo seis em primeira discussão e dois em segunda votação.
No entanto, com menos de meia hora de sessão, o presidente da Câmara, vereador Julio Kuller (MDB), pediu a paralisação dos trabalhos e uma reunião entre todos os vereadores no seu gabinete.
Cerca de 50 minutos depois, os vereadores voltaram e a sessão foi retomada com uma pauta extra, que não estava prevista na ordem do dia: a análise de um pacote fiscal protocolado pela Prefeitura Municipal em 15 de julho, que incluía o PL sobre o aumento no IPTU.
Minutos depois disso, a sessão foi suspensa novamente e os vereadores saíram, de novo, do plenário. Eles retornaram cerca de duas horas depois, às 17h, para votar os seis PLs previstos no “pacotão” da prefeitura. Eles tratam sobre:
venda e retomada de terrenos no Distrito Industrial;
adequação no Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN);
diminuição no desconto do pagamento do IPTU à vista para 5%;
programa de Recuperação Fiscal (refis);
nova Planta Genérica de Valores para cálculo do IPTU;
aumento do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) para 2,5%.
Todos foram aprovados em primeira discussão. Na sequência, o presidente da câmara convocou uma uma sessão extraordinária, para que os projetos da prefeitura fossem votados em segunda discussão, e todos foram aprovados novamente.
Como calcular o novo valor do IPTU
IPTU em Ponta Grossa: Aprenda a calcular valor estimado do seu imposto em 2026
O primeiro passo é acessar o mapa com os valores atualizados do metro quadrado dos terrenos da cidade. A prefeitura disponibilizou um mapa na internet, no qual é necessário dar zoom até achar o próprio imóvel.
Acesse neste link
Pegue este número do mapa, que indica o valor do metro quadrado, e multiplique pelo tamanho do terreno. O resultado é o chamado valor venal do terreno.
Depois, você vai precisar de uma informação que consta no boleto do seu IPTU: o valor venal da edificação, que representa quanto vale a construção que existe no terreno.
Some o valor venal da edificação ao valor venal do terreno.
Se o terreno fica em uma área residencial e tem uma casa construída, multiplique o resultado anterior por 0,8%. Se não há construções, ou seja, o terreno é baldio, multiplique por 2%.
O resultado final é o valor estipulado do seu IPTU para 2026. Se ele é 30% superior ao valor cobrado em 2025, o excedente será cobrado nos próximos anos.
Veja o resumo:
valor do metro quadro X tamanho do terreno = valor venal do terreno
➡️ (valor venal do terreno + valor venal da edificação) X 0.8% para áreas residenciais com edificações
ou
➡️ (valor venal do terreno + valor venal da edificação) X 2% para terrenos baldios
IPTU Ponta Grossa
Millena Sartori/g1
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VÍDEO: Chuva forte alaga vias e complica trânsito em Manaus nesta quinta-feira


Chuva causa alagamentos e trânsito em ruas de Manaus na tarde desta quinta-feira
A forte chuva que atingiu Manaus na tarde desta quinta-feira (31) alagou ruas e deixou o trânsito lento em várias áreas da cidade. Vídeos registram os transtornos enfrentados por motoristas. Assista acima.
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Na Bola das Letras, na Zona Centro-Oeste, a água da chuva cobriu as vias. Carros se arriscaram a passar devagar para seguir caminho.
Na Avenida Darcy Vargas, na Zona Centro-Sul, um carro precisou ser guinchado após a via alagar perto de um shopping.
Já no V8, motociclistas se abrigaram sob o viaduto enquanto o trânsito ficou carregado.
O g1 procurou a Prefeitura de Manaus para saber se houve registro de ocorrências relacionadas à chuva, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.
Chuva causa alagamentos e trânsito em ruas de Manaus na tarde desta quinta-feira.
Reprodução/Rede Amazônica
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Telegram diz que removeu grupos de forrozeiros acusados de vazar cenas de sexo com mulheres que conheceram em casas de forró


Mulheres acusam homens de vazarem fotos e vídeos íntimos após encontros em casas de forró
O Telegram informou na quarta-feira (30) ao g1 que removeu dois grupos usados por forrozeiros denunciados por vazar e vender cenas de sexo com mulheres que conheceram em casas de shows e festivais de forró no Brasil e no exterior. Ainda segundo a plataforma digital, as identidades e os dados de quem comete crimes virtuais podem ser divulgados às autoridades mediante decisão judicial (saiba mais abaixo).
As vítimas foram fotografadas e filmadas por esses homens, sem conhecimento delas, durante relações sexuais consensuais que tiveram com os parceiros fora dos locais dos eventos. Depois souberam ou viram que esses nudes não autorizados por elas acabaram divulgados nos grupos “Cremosinhas da Putaria” e “Vazadinhas Inéditas”, ambos hospedados no Telegram.
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“Os grupos que você nos enviou já foram removidos pelos moderadores. Se você encontrar qualquer outro conteúdo para denunciar, eu agradeceria muito se pudesse compartilhar os links para que os moderadores possam investigar mais a fundo”, respondeu o representante do Telegram no Brasil por e-mail à equipe de reportagem.
“O Telegram pode divulgar para autoridades o endereço IP [sigla para Protocolo de Internet] e o número de telefone de criminosos que violam seus termos de serviço em resposta a solicitações legais válidas. Essa política está em vigor desde 2018 e permite que o Telegram auxilie investigações policiais e mantenha a plataforma segura”, informa um dos trechos da nota da plataforma (veja abaixo o restante do comunicado).
A remoção dos grupos ocorreu alguns dias depois de o g1 entrar em contato com o Telegram informando da existência do “Cremosinhas da Putaria” e do “Vazadinhas Inéditas”. E de que eles compartilhavam imagens íntimas de mulheres.
PF vai investigar grupos
Telegram informou que os grupos “Cremosinhas da Putaria” e “Vazadinhas Inéditas” (nas fotos à esquerda e à direita, respectivamente) foram removidos da plataforma após reportagem do g1. Ao centro, casais dançam forró em uma das casas citadas num dos grupos
Reprodução
Na terça-feira (29) o g1 noticiou que a Polícia Federal (PF) de São Paulo vai investigar esses grupos por revenge porn (pornografia de vingança) e assédio sexual. Como outras mulheres que chegaram a namorar os forrozeiros também os acusaram por agressões e perseguições, a PF poderá apurar lesão corporal e ameaça.
A Polícia Federal ainda tentará identificar e responsabilizar os homens que cometeram esses crimes contra as vítimas. Pelo menos 12 mulheres procuraram a Bancada Feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e na Câmara Municipal da cidade para denunciar os abusadores.
Sete delas afirmaram que tiveram fotos e vídeos íntimos compartilhados sem autorização por homens que conheceram no ano passado em eventos de forró. Outras cinco relataram ter sido assediadas e agredidas por frequentadores de casas do gênero e professores de escolas de dança.
Os crimes ocorreram na capital paulista, em Cotia, na região metropolitana de São Paulo, no Rio de Janeiro e em Turim, na Itália.
Vítimas são abordadas no forró
Mulheres denunciam homens por venderem fotos íntimas
O g1 conversou com duas dessas mulheres e recebeu o áudio de uma outra vítima. Elas aceitaram falar sem que fossem identificadas. As entrevistas foram gravadas em vídeo (veja acima).
“Minha vida virou um inferno. Eu não dormia mais, já estava com crise de pânico, de ansiedade”, disse uma mulher que acusa um ex-namorado que conheceu no Remelexo de ter divulgado fotos nuas dela no “Cremosinhas da Putaria”.
Segundo um ex-membro do “Cremosinhas da Putaria”, que denunciou o grupo a uma das vítimas, ele foi criado há quase uma década, tinha cerca de 150 participantes e cobrava taxa de R$ 50 mensais deles. O denunciante encaminhou prints da página para a mulher, que teve imagens suas exibidas na rede.
Entre os membros desse grupo estavam forrozeiros, professores e músicos de bandas que frequentavam, davam aulas ou tocavam em oito casas e projetos ligados ao forró: Remelexo, Canto da Ema, Baile dos Ratos, Forró dos Ratos, Miliduki, Jai Club, To The Sea e Giramundo.
Ainda segundo o ex-membro do grupo, eram nesses espaços que os integrantes do “Cremosinhas da Putaria” abordavam as mulheres para tentar ter relações sexuais com elas fora dali. Para isso, combinavam quem seriam as vítimas e trocavam informações sobre elas, como vídeos e fotos, dados pessoais, eventos de forró que iam, preferências na cama, se transavam após as baladas de forró, fragilidades e se tinham filhas.
‘Carne para ser consumida’
Mulher recebeu na rede social print com foto dela em página de grupo de forrozeiros no Telegram. Segundo denunciante, homens postavam imagens nuas de mulheres com as quais tiveram relacionamento
Reprodução
Os participantes do grupo chamavam as mulheres de “presas” e diziam compartilhar vídeos “das mais gostosas do forró para sexo fácil” no “Cremosinhas da Putaria”.
“Vocês são vistas como carne para ser consumida”, escreveu o ex-membro do grupo, numa das trocas de mensagens com uma das vítimas. O g1 teve acesso a essa e outras conversas (veja nesta reportagem).
Em fevereiro deste ano a capa do “Cremosinhas da Putaria” foi exposta como forma de denúncia em redes sociais voltadas ao público que frequenta o forró. Entre as fotos, estavam algumas de mulheres fazendo sexo com homens (as imagens foram borradas nesta matéria pelo g1). Houve repercussão à época, inclusive com posicionamentos de algumas casas citadas no grupo. Músicos e mulheres também comentaram.
Posteriormente, surgiram outras vítimas e mais denúncias parecidas. Em uma delas, uma brasileira que vive em Turim contou à Bancada Feminista que suspeita que sua imagem íntima foi gravada e divulgada sem o seu consentimento no “Vazadinhas Inéditas” do Telegram. Ela desconfia de um italiano e de um inglês com quem se relacionou após ter conhecido em festivais de forró na Itália.
“Eu só consegui ver uma imagem de uma… como se fosse um vídeo, a capa de um vídeo. Porque eu lembro que tinha o logo do play e um pedaço de pele da cor da minha”, falou a mulher.
Grupo na Europa é investigado
‘Vazadinhas Inéditas’ é outra página que circula na Europa e mostra imagens íntimas sem autorização de mulheres que frequentam o forró
Reprodução
Assim como o “Cremosinhas da Putaria”, o “Vazadinhas Inéditas” também é voltado a homens que frequentam forrós, mas na Europa. O grupo se descreve como um espaço no qual são compartilhados vídeos “caseiros das mais gostosas do forró para sexo fácil”. E cita Portugal e Alemanha como alguns dos países onde as vítimas poderiam ser encontradas.
Outras mulheres também disseram ter nudes divulgados em alguns desses grupos. Uma outra vítima que mora em São Paulo falou que viu o vídeo íntimo dela e se reconheceu nele porque aparecia sua tatuagem nas costas. A imagem foi compartilhada com ela por um amigo.
Após isso, a mulher contou que ficou com receio de voltar a dançar. “Fiquei muito mal com essa história, nem quero mais colar nos forrós de São Paulo”, num áudio enviado ao g1.
Mais vítimas relataram ter sofrido outros tipos de violência no contexto do forró, como ameaças de morte e agressões físicas cometidas por frequentadores e músicos de bandas. Também disseram que ocorreram comportamentos inapropriados e assédio sexual por parte de frequentadores e professores de forró durante a dança.
Feministas criam rede de apoio
Mulheres da Bancada Feminista do PSOL mostram flor de crochê que será distribuída a frequentadoras de casas e festivais de forró para protestar contra o assédio
g1 SP
Todas essas denúncias feitas para a Bancada Feminista seguiram para o Ministério Público Federal (MPF), na capital paulista. A Procuraria acompanha o caso e pediu para a PF abrir inquérito. Alguns dos abusadores foram identificados previamente pelas mulheres, outros ainda não.
“Tem fortes indícios, pelo que a gente conseguiu levantar e coletar, de que é uma organização criminosa. As denúncias seriam a ponta de um iceberg que vai revelar uma rede que tem probabilidade de ser inclusive internacional”, falou ao g1 a advogada Gabriela Nery Rossi Leão, que colabora com a bancada.
Segundo Debora Machado, assessora cultural da bancada, a intenção das feministas não é a de criminalizar o forró, mas levar a discussão sobre misoginia às casas de shows. Até para que homens possam abraçar a campanha de conscientização e garantir que mulheres continuem a frequentar esses espaço, mas com segurança.
“As mulheres acham que esse caso acaba sendo individual, quando a gente foi percebendo que isso está sendo uma prática dentro do ambiente do forró. O que é muito triste, mas a gente também quer que essas mulheres se encorajem para falar”, disse Debora.
Flor de crochê contra misoginia
Frente Fulô iniciou campanha contra assédio e misoginia no forró no festival nacional em Itaúnas, em julho de 2025 no Espírito Santo
Divulgação
Com esse propósito, a bancada lançou a Frente Fulô — sigla para Forró Unido Livre de Ódio —, que faz referência a uma flor de crochê. “A gente está começando uma campanha de conscientização que vai circular por dentro do ambiente do forró para trazer uma mudança”, falou a assessora.
A proposta é que a flor de crochê seja usada por forrozeiras, cantores e cantoras em casas de shows e festivais, como símbolo da luta contra a misoginia. Quem quiser fazer denúncias contra assédio no forró pode acessar a página da Fulô na internet.
Um relatório da SaferNet Brasil, enviado em 2024 ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal e a autoridades francesas, aponta que mais de 1,25 milhão de usuários do Telegram no Brasil participam de grupos que compartilham crimes digitais. Entre eles estão a venda e a divulgação de imagens íntimas vazadas sem consentimento, material pornográfico criado com inteligência artificial e conteúdos de abuso sexual infantil.
O g1 procurou todas os oito espaços citados. Até a última atualização desta reportagem, somente Jai Club e Forró dos Ratos não haviam se pronunciado. As demais repudiaram as atitudes de homens que abordam mulheres que frequentam suas casas para expor elas nas redes sociais. Veja aqui o que elas disseram.
O que diz o Telegram
Telegram
Getty Images
O Telegram foi procurado para comentar o assunto antes da publicação da reportagem, mas não havia respondido o g1 até a sua publicação na terça-feira (29). A empresa foi questionada sobre que medidas irá tomar diante da denúncia de que grupos da plataforma estão divulgando imagens íntimas de mulheres sem autorização.
Na quarta-feira (31), o Telegram se posicionou por meio da nota abaixo:
“Pornografia não consensual é estritamente proibida pelos Termos de Serviço do Telegram e é removida prontamente. O Telegram monitora proativamente as partes públicas do aplicativo e aceita denúncias para remover milhões de conteúdos nocivos todos os dias, incluindo pornografia não consensual.
O Telegram aceita denúncias de todos os usuários e organizações por meio das ferramentas de denúncia no aplicativo e pelos canais dedicados por e-mail, como abuse@telegram.org. Toda denúncia é analisada.
Para informações mais detalhadas e estatísticas diárias, visite a página de moderação do Telegram em https://telegram.org/moderation.
Adicionalmente, gostaria de aproveitar para fornecer um posicionamento sobre a afirmação da SaferNet, presente na notícia do G1, segue:
A afirmação de que 1 milhão de usuários brasileiros do Telegram estão em grupos que compartilham material de abuso sexual infantil (CSAM) é certamente um número absurdo, já que o Telegram está totalmente comprometido em impedir que conteúdos ilegais, incluindo CSAM e mídia não consensual, apareçam em sua plataforma, e aplica uma política rigorosa de tolerância zero.
Desde 2018, todo conteúdo de mídia enviado à plataforma pública do Telegram é verificado em comparação com um banco de dados abrangente de CSAM previamente removido pelos moderadores do Telegram. Esse banco de dados é reforçado com dados da Internet Watch Foundation. O Telegram pode divulgar para autoridades o endereço IP e o número de telefone de criminosos que violam seus termos de serviço em resposta a solicitações legais válidas. Essa política está em vigor desde 2018 e permite que o Telegram auxilie investigações policiais e mantenha a plataforma segura.”
Ao menos 12 mulheres levaram denúncias para grupo feminista. Casos estão com o Ministério Público Federal
g1 Design
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