Economia

Milhares pedem justiça por triplo feminicídio na Argentina

Organizações feministas, movimentos populares, partidos políticos e familiares e amigos das três vítimas de feminicídio se reuniram em Buenos Aires, na Argentina, neste sábado (27/09) para cobrar celeridade nas investigações e justiça no caso. A marcha começou na Praça de Maio, por volta das 16h, e terminou em frente ao Congresso argentino, onde houve repressão […]

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Economia

Chico Chico lança no fim de outubro o álbum solo ‘Let it burn / Deixa arder’


Chico Chico canta músicas como ‘Tempo de louças’ no álbum ‘Let it burn / Deixa arder’
Zabenzi / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♪ Let it burn / Deixa arder é o título bilíngue do terceiro álbum solo gravado em estúdio por Chico Chico com produção musical de Pedro Fonseca. O lançamento do sucessor dos álbuns Pomares (2021) e Estopim (2024) na discografia solo do artista carioca tem lançamento programado para 24 de outubro.
O repertório do álbum Let it burn / Deixa arder alterna composições de autoria de Chico, casos de Tanto pra dizer e Tempo de louças, com regravações de músicas alheias como Vila do sossego (1978), sucesso de Zé Ramalho.
Economia

Jovem relata cegueira temporária após beber gin com metanol em SP; amigo segue em coma


Casos de intoxicação por metanol vêm sendo registrados em diferentes cidades de São Paulo.
Reprodução/Fantástico
O estudante Diogo Marques viveu momentos de desespero após uma noite entre amigos em São Paulo. Horas depois de consumir gin com energético, ele acordou sem enxergar nada.
“Acordei, abri o olho e estava tudo preto, com uma dor de cabeça muito forte”, contou em entrevista ao Fantástico.
Diogo sobreviveu, mas precisou ficar internado três dias depois que exames confirmaram a presença de metanol em seu sangue. “É assustador. Meu amigo está internado há um mês”, disse.
O amigo a quem ele se refere é Rafael, internado em estado grave há 28 dias. Ele está em coma desde 1º de setembro, quando foi diagnosticada a ingestão de bebida adulterada. A mãe, Helena Martins, que é enfermeira, descreveu o quadro como irreversível.
“Ele está respirando pelo ventilador, não tem fluxo sanguíneo cerebral. Segundo a medicina, é irreversível.”
Segundo familiares, o grupo de amigos comprou as bebidas em uma adega conhecida. A polícia apreendeu garrafas de gin no local e as encaminhou para perícia. Ainda não há informações sobre a origem da contaminação.
O metanol é um álcool usado na indústria para solventes e produtos químicos. No corpo humano, se transforma em substâncias tóxicas que atacam fígado, rins, cérebro e nervo óptico, podendo causar cegueira, convulsões e morte.
Casos semelhantes vêm sendo registrados em diferentes cidades do estado. De acordo com a Vigilância Sanitária de São Paulo e o Centro de Investigação Toxicológica da Unicamp, ao menos 16 pessoas estão sob investigação, com seis confirmações de intoxicação por metanol e três mortes.
Atendimento rápido é essencial
Outra vítima é Rhadarani Domingos, que relatou por chamada de vídeo ao Fantástico que ficou cega após beber três caipirinhas de vodca em uma festa. A irmã, Lalita, contou que ela convulsionou já na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e precisou ser intubada. “A expectativa é que a gente consiga algum tratamento para que ela volte a enxergar.”
Especialistas reforçam que a busca por atendimento rápido é essencial. O oftalmologista Fábio Ejzenbaum, da Santa Casa de São Paulo, explica que sintomas como alterações visuais, mal-estar persistente por mais de 12 horas e convulsões são sinais de alerta.
Os sintomas ainda podem incluir ataxia, sedação, desinibição, dor abdominal, náuseas, vômitos, dor de cabeça, taquicardia, convulsões e visão turva, principalmente após ingestão de bebidas de procedência desconhecida.
Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico de emergência. A população pode localizar o serviço mais próximo pela plataforma estadual de saúde.
O Ministério da Justiça emitiu nota de alerta, informando que a ingestão de metanol ocorreu em ambientes sociais, com diferentes tipos de bebidas, como gin, uísque e vodca. O órgão recomendou que bares e estabelecimentos reforcem a vigilância sobre a procedência dos produtos.
Familiares pedem respostas. “É um crime o que estão fazendo. Hoje é meu filho, amanhã não sei quem pode ser”, disse Helena.
O que diz a Secretaria Estadual da Saúde
“O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo informa que, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol, dos quais dois resultaram em óbito — um em São Bernardo do Campo e outro na capital.
Atualmente, há dez casos sob investigação com suspeita de intoxicação por consumo de bebida contaminada, na capital.
O CVS está apoiando e monitorando o trabalho dos Municípios na fiscalização dos estabelecimentos de comércio de bebidas (distribuidoras, bares etc.) envolvidos na comercialização e distribuição dos produtos contaminados. O CVS reforça que o consumo de bebidas alcoólicas de origem clandestina ou sem procedência confiável representa risco à saúde, já que podem conter substâncias tóxicas.
A recomendação é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos, e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco.”
O que diz o governo federal
“Nesta sexta-feira (26), a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) recebeu, por meio do Sistema de Alerta Rápido (SAR), notificação que reporta nove casos de intoxicação por metanol, no estado de São Paulo, num período de 25 dias, todos a partir da ingestão de bebida alcoólica adulterada.
O número de casos registrado, inicialmente, pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), de Campinas (SP), e encaminhado ao Comitê Técnico do SAR é considerado fora do padrão para o curto período de tempo e também por desviar dos casos até hoje notificados de intoxicação por metanol.
O Ciatox recebeu, nos últimos dois anos, casos de intoxicação por metanol a partir de consumo de combustíveis por ingestão deliberada em contextos de abuso de substâncias, frequentemente associada à população de rua. Contudo, de acordo com a notificação de hoje, a ingestão se deu em cenas sociais de consumo alcoólico, incluindo bares, e com diferentes tipos de bebida, como gin, uísque e vodca. São registros inéditos no referido centro toxicológico. É possível haver outros casos não notificados, uma vez que nem todos os casos de intoxicação chegam aos órgãos de vigilância e controle.
A ingestão acidental ou intencional de metanol leva a intoxicações graves e potencialmente fatais. O cenário de adulteração é particularmente relevante do ponto de vista de saúde pública, pois episódios dessa natureza frequentemente resultam em surtos epidêmicos com múltiplos casos graves e elevada taxa de letalidade, afetando grupos populacionais vulneráveis e exigindo resposta rápida das autoridades sanitárias. Nesse sentido, requer alerta à população, considerando, inclusive, o início do fim de semana, quando há maior frequência a bares e consumo de bebidas alcoólicas.
SAR — O Sistema de Alerta Rápido sobre drogas do Brasil (SAR) é um subsistema do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas — Sisnad, gerenciado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), vinculado ao Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid).”
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Depoimentos inéditos mostram como PCC ameaçava empresários para lavar dinheiro do crime

Depoimentos inéditos mostram como quadrilha de lavagem de dinheiro obrigava empresários a entregar negócios para o crime
O Fantástico exibiu depoimentos de empresários ameaçados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro do crime. A organização usava motéis, postos de combustível e jogos de azar para movimentar bilhões de reais de forma ilícita.
As declarações das vítimas expõem intimidações, fraudes e violência. Empresários relatam que foram obrigados a vender negócios sob ameaças de morte. Os nomes dos empresários não serão revelados na reportagem para garantir a sua segurança.
Um deles tinha um posto de combustível, estava precisando de dinheiro e recebeu uma proposta de compra. Mas ele não sabia os supostos compradores eram ligadas ao crime e que nunca o dariam o valor prometido.
Ele contou que ao tentar desfazer o contrato, passou a ser intimidado.
“Ele começou a falar: ‘É, tem pai matando o filho por causa de dinheiro. Tem filho matando o pai por causa de dinheiro. Se mata muito fácil por causa de dinheiro’”, relatou.
A quadrilha manteve o posto em seu nome e passou a vender combustível adulterado, deixando-o como responsável legal.
“Elas eram vítimas até duas vezes. Primeiro, porque não recebiam e depois num segundo momento porque passavam a responder inclusive pelos crimes praticados pela organização criminosa”, diz o promotor de Justiça Sílvio Loubeh.
Outro dono de posto relatou situação parecida. Ele vendeu o estabelecimento em 2018.
“Você vai vender o posto por bem ou por mal”, teria ouvido de um dos criminosos.
Ele diz que teve sua assinatura falsificada para novos contratos e hoje ainda negocia com bancos para tentar quitar dívidas feitas pela quadrilha.
Durante depoimento, ele reconheceu os responsáveis pelo golpe: Alexandre Leal, que segundo ele, foi a pessoa que foi comprar o estabelecimento. Ele também citou Wilson Pereira Júnior, conhecido como Wilsinho.
Segundo o Ministério Público, Wilsinho comprava os postos em sociedade com o empresário Flávio Silvério Siqueira, apontado como um dos principais beneficiários do esquema.
O advogado de Flávio Silvério Siqueira disse que seu cliente “não tem contato com ninguém do PCC” e que “o PCC mexe com crime e não com motéis ou qualquer outra empresa”.
O advogado de Wilson Pereira Júnior afirmou que ele “não foi formalmente citado no processo” e que “qualquer esclarecimento será prestado às autoridades”.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Alexandre Leal, outro citado pelas vítimas.
Enquanto as investigações continuam, as vítimas tentam reconstruir a vida.
“Perdi meu ganha-pão. E aí, a gente fica um desespero”, disse uma delas.
Outra disse:“Eu sabia que ia dançar financeiramente, que não ia ter mais vida pra nada. Mas pelo menos eu toco minha vida”.
A investigação
A investigação é do Ministério Público e da Receita Federal. Segundo os órgãos, trata-se de um “esquema sofisticado, societário e financeiro” para acobertar crimes.
Os promotores afirmam que a quadrilha controlava centenas de negócios de fachada. Entre eles, 267 postos de combustível e 60 motéis no estado de São Paulo.
Como o PCC usava rede de motéis para lavar dinheiro em SP?
Em quatro anos, as empresas ligadas ao grupo movimentaram cerca de R$ 6 bilhões.
Segundo um dos investigadores, motéis são propícios para lavar dinheiro porque não há controle de entrada e saída de clientes, o que facilita a maquiagem das receitas.
O esquema usava fintechs (instituições financeiras digitais) para centralizar o dinheiro ilícito.
A principal delas era a BK Bank, que, de acordo com os investigadores, recebia transferências milionárias dos postos e motéis.
A defesa da BK Bank diz que a instituição é regulada e autorizada pelo Banco Central e nega envolvimento com os investigados.
Ao sair da fintech, o dinheiro era usado para comprar itens de luxo para os criminosos.
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Exclusivo: esposa de Bruce Willis fala sobre luta do ator contra demência


Emma Willis fala sobre doença do marido, o astro de Hollywood Bruce Willis
Em entrevista exclusiva ao Fantástico, em Los Angeles (EUA), a mulher de Bruce Willis conversou sobre o estado de saúde do ator, que está fora dos sets de filmagem desde que anunciou uma disfunção neurológica.
O astro dos filmes de ação, de 70 anos, convive há três anos com os sintomas da demência frontotemporal, uma doença grave e incurável que prejudica a fala e os movimentos.
Num livro corajoso que acabou de lançar, Emma Heming Willis conta como encontrou forças para seguir adiante diante dessa nova fase da família.
“Eu ouvi, de diferentes neurologistas, que esta é a pior de todas as demências”, diz Emma. “É uma doença tão incerta… e no começo, é muito difícil identificar os sinais, porque eles vêm aos poucos”.
É o tal “rumo inesperado”, que dá título ao livro de Emma Willis. Num relato corajoso, a mulher de Bruce Willis conta como ela e a família foram atravessadas pelo diagnóstico do ator.
Emma conta que chegou a duvidar do próprio casamento, porque não conseguia compreender certos comportamentos que o marido passou a ter. “Às vezes, eu pensava: ele tá falando sério? Tá fingindo? Ou eu tô ficando louca?”, escreve ela no livro.
“A desconexão era sutil, mas cada vez mais frequente.”
A mulher de Bruce Willis falou ao Fantástico sobre o estado de saúde do ator, que está fora dos sets de filmagem desde que anunciou uma disfunção neurológica.
Reprodução/Fantástico
Questionada sobre como Bruce está hoje, ela responde: “É uma doença muito agressiva, mas no geral eu acho que ele tá se saindo muito bem”.
“A gente começou a perceber [em 2015] coisas estranhas na forma como ele se comunicava. Ele começou a ter muita gagueira, como tinha na infância, e eu não imaginava que eram sinais da demência”, conta.
“Precisei de um tempo para assumir esse papel de cuidadora. No começo, queria resolver tudo sozinha. Era muito resistente à ideia de aceitar ajuda. Quando a doença dele começou a evoluir, o neurologista dele me alertou: ‘Cuidadores que não cuidam de si mesmos podem morrer antes de quem amam’. Foi quando eu entendi que pedir ajuda era muito importante.”
Mais do que simplesmente escrever um diário da vida deles depois do diagnóstico de Bruce, Emma espera, com o livro, ajudar outras pessoas que enfrentam a mesma situação. Veja mais na reportagem completa acima.
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Fantástico revela áudios exclusivos de operação que prendeu presidente da Império de Casa Verde


Tem droga no samba. Investigação aponta participação do presidente da escola Império de Casa Verde em quadrilha internacional de tráfico
O Fantástico teve acesso a áudios exclusivos que revelam conversas entre suspeitos de integrar uma quadrilha de tráfico internacional de drogas com conexões próximas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Escute no vídeo acima.
Entre eles está Alexandre Constantino Furtado, presidente da escola de samba Império de Casa Verde e vice-presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo. Ele foi preso nesta terça-feira (23).
Relatórios financeiros levantam a suspeita de que a escola de samba tenha sido usada para lavar dinheiro dos traficantes.
PERFIL: Quem é Alexandre Furtado, o Teta, presidente da Império de Casa Verde preso em operação desta terça-feira
Áudios revelados
Em uma das mensagens, Alexandre, apelidado de “Samba”, aparece negociando valores com João Carlos Camisa Nova Júnior, conhecido como “Don Corleone”. Segundo a Polícia Federal, eles discutiam os valores de uma remessa de cocaína para a Europa.
Em um dos trechos, João Carlos pergunta: “Você sabe me dizer quanto é que tão vendendo lá?”. Alexandre responde: “Então, diz que estava 28 ou 29 (mil). Quinta-feira, a gente sabe… porque todo dia muda.”
Áudios revelam conversas entre suspeitos
Reprodução/Fantástico
De acordo com a investigação, o grupo era chefiado por Fernando Cavalcanti Ribeiro, o “Pato Donald”, que controlava a produção da droga na Bolívia e negociava com compradores europeus.
Alexandre seria o número dois da organização. Já João Carlos cuidava do transporte para países como a Holanda.
Em outra mensagem, João Carlos cita os contêineres que seriam usados para transporte de uma operação em 2021 e fala sobre as facilidades no uso de navios.
“Esse navio nosso que está à disposição nossa, nós podemos trocar a tripulação, quando quiser. Você tá me entendendo? Se quiser vai fazer uma rota tranquila, quente, lindo e maravilhoso”, diz.
Mas o esquema não saiu como planejado. As mensagens reveladas pela PF mostram falhas logísticas que causaram irritação no líder do grupo.
Sem registro do embarque da cocaína no porto do Pará, “Pato Donald” alerta: “Sem prova é o seguinte: Se perdeu na lata, os caras não “vai” pagar porra nenhuma porque não tem prova que tava lá na lata”.
O carregamento, no entanto, foi interceptado pela polícia antes mesmo de deixar o país.
Outras trocas de mensagens entre Alexandre e João Carlos mostram um esquema de envio de drogas pelo Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, em 2021.
Segundo João Carlos, quatro pessoas do grupo fariam o despacho da droga no aeroporto e ficariam nas mãos dos traficantes até a cocaína chegar à Europa. “Vou mandar os quatro ficar no barracão. Se o bagulho não chegar lá, já frita os quatro”, diz.
A operação policial desta semana, cumpriu 16 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão em cinco estados.
Assim como Alexandre Furtado, Fernando Cavalcanti Ribeiro foi preso na última terça-feira (23). João Carlos já estava preso desde o fim de 2021, suspeito de envolvimento em outro caso de tráfico internacional de drogas.
Outro lado
As defesas de Fernando Cavalcanti Ribeiro e Alexandre Constantino Furtado negam envolvimento dos investigados no esquema. O Fantástico não conseguiu contato com o advogado de João Carlos Camisa Nova Júnior.
Em nota, a Império de Casa Verde afirmou que ainda não há confirmação oficial sobre o teor da ação. Já a Liga das Escolas de Samba de São Paulo declarou, em publicação na internet, manter compromisso com transparência e integridade institucional.
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