Economia

Brasileiros têm escolhido destinos mais perto de casa na hora de viajar, diz IBGE


O IBGE divulgou um retrato do turismo no Brasil
O IBGE divulgou um retrato do turismo no Brasil e revelou que os viajantes estão optando por destinos perto de casa e gastando mais.
O advogado Alex Batista saiu do Espírito Santo com a família e acabou de pisar no Rio de Janeiro.
“Dá para dar uma refrescada, vim comer uma comida boa, dar uma passeada. Acho que a metade do voo é capixaba aqui no hotel”, diz.
Os brasileiros fizeram mais de 20 milhões de viagens dentro e fora do Brasil em 2024 – mesmo patamar do ano anterior. Mas os gastos com viagens nacionais aumentaram mais de 11%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pelo IBGE.
“Barato não está, mas ainda está dando”, diz auditora contábil Tamires Costa.
“Temos dois fatores que podem afetar nisso. Um é o custo da viagem, principalmente porque aumentou o número de pessoas que viajam de avião, e segundo também porque as pessoas gastam mais dinheiro no destino que elas estão visitando”, ressalta a especialista em turismo e ex-presidente da Embratur, Janine Pires.
Em cada dez destinos, oito eram na mesma região de origem do turista. A pesquisa mostrou que 75% das viagens são curtas. A maior parte dos brasileiros fica até três noites no destino escolhido. O principal motivo para arrumar as malas? O lazer. De preferência, se o destino for com sol e praia.
Os viajantes também querem ir a shows, espetáculos e comer bem. O turismo cultural e gastronômico foi o único que cresceu desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2020. São Paulo foi o primeiro destino de viagem, seguido de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.
A pesquisa também mostrou uma estratégia do brasileiro para passear mais: 40,7% dos viajantes se hospedam na casa de amigos ou parentes. A aposentada Maria Lima é do Pará e está na casa da amiga, a Miriam.
Miriam Lima, aposentada: Já é a segunda vez que ela me aconchega no lar dela.
Repórter: E o que você acha de bom de ficar com esse aconchego, qual a parte boa?
Miriam: Muita economia.
E em 2026, essa amizade pode continuar. Até porque, dos dez feriados nacionais, nove caem perto do fim de semana. E, se der uma esticadinha, vira um feriadão.
Repórter: Tem data prevista para voltar?
Miriam: Tenho. Preciso trazer tapioca, goma para fazer tapioca aqui e o açaí.
Repórter: Bom negócio, hein?
Miriam: E ela faz o café do Pará, gostoso, antigo café que não tem em Copa.
Brasileiros têm escolhido destinos mais perto de casa na hora de viajar, diz IBGE
Reprodução/TV Globo
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Economia

Quase 10 milhões de contribuintes ficam isentos do Imposto de Renda com o projeto aprovado na Câmara


Câmara aprova ampliação da isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil
A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês.
A aprovação foi por unanimidade. Todos os 493 deputados que participaram da sessão votaram sim. A proposta isenta do pagamento do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês. De acordo com uma simulação divulgada pela equipe econômica, um trabalhador que recebe esse salário – e hoje desconta mensalmente R$ 335 de IR – vai ficar isento. No ano, segundo a Receita Federal, são R$ 4.467 a menos para o Leão – dinheiro que ficará no bolso do contribuinte.
A nova regra vai isentar mais 9,4 milhões de pessoas, que se somarão aos mais de 17,2 milhões que já não pagam o imposto. Assim, 65% dos contribuintes brasileiros não pagarão Imposto de Renda.
O projeto também beneficia quem ganha acima de R$ 5 mil e menos que R$ 7.350. Nessa faixa, vai valer uma redução parcial no valor descontado no contracheque. O desconto é menor à medida que a renda aumenta. Para quem ganha acima de R$ 7.350, nada muda. O contribuinte vai seguir pagando o mesmo que já paga hoje, como está previsto na tabela mensal de desconto do Imposto de Renda – uma alíquota de 27,5%.
Com as novas regras, o governo previa deixar de arrecadar quase R$ 26 bilhões por ano. Mas o projeto aprovado na Câmara estima valor maior: R$ 31 bilhões. Para compensar essa perda de receita, a proposta prevê cobrar mais Imposto de Renda de aproximadamente 140 mil pessoas, contribuintes com renda acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano em dividendos – parte dos lucros pagos por empresas a acionistas.
Para essas pessoas, que contribuem proporcionalmente menos que trabalhadores com carteira assinada, o governo estabeleceu uma alíquota progressiva de cobrança. Quem ganha R$ 650 mil por ano em lucros e dividendos, por exemplo, terá de pagar uma alíquota de 0,83%. A alíquota vai aumentando, e pode chegar a 10% para quem recebe anualmente R$ 1,2 milhão ou mais. Se esse contribuinte já tiver pago 7% de Imposto de Renda sobre esses rendimentos, só pagará os outros 3% para chegar ao teto da alíquota.
Quase 10 milhões de contribuintes ficam isentos do Imposto de Renda com o projeto aprovado na Câmara
Jornal Nacional/ Reprodução
Quem tem como principal fonte de renda o salário, não vai ser afetado, porque hoje o Imposto de Renda já é descontado no contracheque, pela alíquota máxima de 27,5%. A nova regra também não afeta honorários, aluguéis ou outras rendas já tributadas na fonte.
O relator na Câmara, deputado Arthur Lira, do Progressistas, acredita que o debate no Congresso Nacional seja concluído ainda em 2025:
“A gente espera, sim, que agora o projeto tramite no Senado, cumpra a sua função – outra casa, casa independente – e que ele chegue com toda a capacidade de fazer com que ele cumpra o papel que se dispôs, que é justamente fazer essa justiça tributária, corrigir essa defasagem que a gente tem principalmente econômica no país”.
O Senado deve começar a discutir a proposta na semana que vem. O governo tem pressa; quer que as novas regras sejam aprovadas com urgência e passem a valer já no primeiro dia de 2026. Por isso, espera que os senadores não mudem o texto, para evitar que ele volte para nova votação na Câmara.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemorou:
“Foi um golaço do Congresso Nacional, e eu não acredito que nós vamos ter problema nenhum no Senado, a julgar pelo que o Senado já votou e que tem muitas semelhanças com o que foi votado ontem na Câmara”.
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Economia

Relator de MP alternativa do IOF diz que vai derrubar do texto a taxação para LCI, LCA e LCD

Entenda o que fica valendo com a decisão sobre o IOF
O relator da Medida Provisória (MP) que substituiu o aumento do Imposto Sobre Operações Financeira (IOF), Carlos Zarattini (PT-SP), afirmou que vai manter a isenção para as Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito Agropecuário (LCA) e Letra de Crédito de Desenvolvimento (LCD).
Ao editar a MP, o governo propôs a cobrança de Imposto de Renda sobre LCIs e LCAs, que atualmente são isentas.
A votação do texto estava prevista para esta semana, mas foi adiada após pressão de deputados ligados ao agronegócio.
“Temos várias outras possibilidades. Estamos discutindo outras possibilidades, mas essa [isenção] está acordada com os líderes e o Ministério da Fazenda. Estamos conversando para ver se a gente vai compensar essa mudança de outra forma ou não”.
Na última semana, em seu parecer, Carlos Zarattini sugeriu aumentar a alíquota proposta pelo governo de 5% para 7,5%, mas recuou da medida.
O governo corre contra o tempo para aprovar a matéria, que perde validade no dia 8 de outubro. A votação da proposta no plenário deve ocorrer na próxima terça-feira (7).
O que prevê a MP
A MP foi editada depois do desgaste político criado por um decreto presidencial, que elevou o IOF em diversas transações financeiras.
O governo então revogou parte da medida no mesmo dia, mantendo a cobrança apenas em algumas operações, e se comprometeu a apresentar uma alternativa.
Além da taxação de LCI, LCA e LCD, que sairão do texto, a proposta prevê outras medidas de compensação, como:
-Aumento da alíquota sobre apostas esportivas de 12% para 18%;
-Tributação de criptoativos;
-Uniformização da alíquota de IR sobre aplicações financeiras (17,5%);
-Alíquota de CSLL para instituições financeiras entre 15% e 20%;
-Corte de 10% em gastos tributários;
-Regras mais rígidas para compensações de crédito tributário.
Economia

Inmet emite alerta amarelo para temporais e queda de granizo em SC; veja previsão


Confira a Previsão do Tempo em SC
🌧️🧊O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de “perigo potencial” para todos os municípios de Santa Catarina entre esta quinta (2) e sexta-feira (3). O aviso prevê chuva entre 20 e 30 mm/h, rajadas de vento de 40 a 60 km/h e possibilidade de granizo até as 10h.
A Defesa Civil também divulgou uma nota sobre o risco de chuva intensa e temporais isolados até sábado (4), especialmente nas regiões do Meio-Oeste, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis e Norte do estado.
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🔴 O Inmet, atualmente ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, mantém o “Alert-AS – Centro Virtual para Avisos de Eventos Meteorológicos Severos”. Além da previsão e do monitoramento do tempo em geral, ele emite “avisos meteorológicos”, nos quais classifica em três níveis de intensidade o fenômeno observado: amarelo (perigo potencial), laranja (perigo) e vermelho (grande perigo).
☔Previsão
Chuva intensa e temporais isolados entre a quinta-feira (02) e o sábado (04)
Defesa Civil de Santa Catarina
Ainda de acordo com o órgão, a mudança nos ventos para leste/nordeste está trazendo mais umidade para o estado, o que, combinado com instabilidades na atmosfera, aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos pontuais. O risco é considerado de moderado a alto.
A partir da noite de sexta-feira (3), a chuva persistente dá lugar a temporais isolados com raios e rajadas de vento. O risco passa a ser baixo a moderado para ocorrências como destelhamentos, queda de árvores e danos na rede elétrica.
Os temporais devem começar pelo Extremo Oeste e avançar para outras regiões ao longo do sábado. Já no Leste catarinense, a chuva tende a perder força com a mudança na circulação marítima.
Recomendações da Defesa Civil:
Durante os temporais busque um local abrigado, longe de janelas e objetos que possam ser arremessados;
Em caso de ventos fortes evite transitar e ou abrigar-se próximo de árvores, placas, muros e postes de energia;
Em caso de chuva intensa com alagamentos, jamais atravesse ruas alagadas ou pontes e pontilhões submersos.
Previsão de chuva nesta segunda-feira, 27 de maio, em Santa Catarina
Ricardo Wolffenbuttel/Secom/Arquivo
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