Economia

Círio de Nazaré 2025 é oficialmente aberto com iluminação da Basílica e show musical

Abertura oficial do Círio de Nazaré reúne missa, música e homenagens
A 233ª edição do Círio de Nazaré foi aberta oficialmente na noite desta terça-feira (7) com a tradicional cerimônia de iluminação da fachada da Basílica Santuário de Nazaré, em Belém.
O evento teve início às 18h, com uma missa presidida por Dom Júlio Akamine, arcebispo metropolitano, que reuniu representantes do Clero, da Diretoria da Festa e autoridades do Governo do Estado e da Prefeitura de Belém.
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Bendito Encontro
Logo após a cerimônia, a Praça Santuário se transformou em palco para o espetáculo “Bendito Encontro”, que reuniu artistas do segmento católico para homenagear Nossa Senhora de Nazaré.
Padre Cavalcante, Felipe Alcântara, Walmir Alencar (Adoração e Vida), Davison Silva e Rafael Morel embalaram o público com canções dedicadas à padroeira da Amazônia. A abertura teve coreografia de Rolon Ho e o balé da Cia dos Cabanos, tornando a celebração ainda mais especial.
“A ideia do Bendito Encontro é unir fé e cultura. Este ano, o show destaca só artistas católicos homenageando a Mãe de todos nós. Esse é um sinal de maturidade do projeto, que não é meu, é Dela. Sigo sendo um instrumento de Nossa Senhora”, afirma Tayana dos Santos, idealizadora do projeto.
Solidariedade
Além da música, o “Bendito Encontro” incentivou a solidariedade com uma campanha de doação de alimentos e materiais de limpeza em apoio ao Hospital Ophir Loyola e à campanha Outubro Rosa.
Desde 2022, o evento marca o início das festividades e reúne milhares de devotos na Praça, transformando a abertura do Círio em um espetáculo de fé coletiva e celebração cultural.
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Economia

Três cientistas que aplicaram a física quântica em tecnologias do dia a dia ganham o Prêmio Nobel


Três cientistas que aplicaram a física quântica em tecnologias do dia a dia ganham o Prêmio Nobel
Reprodução/TV Globo
Os ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 2025 foram cientistas que descobriram fenômenos fundamentais para chips e computadores mais potentes.
É um comportamento muito estranho. Se você jogar uma bolinha na parede, ela quica e volta para você, certo? Mas se essa bolinha for uma partícula muito pequena, menor do que um átomo do tamanho de um elétron -, isso não necessariamente é verdade. Você poderia jogar e ela poderia atravessar a parede.
O mundo dessas partículas microscópicas desafia a física clássica porque seguem leis bem diferentes. A física quântica é estudada desde o começo do século 20. Mas, nos anos 1980, o cientista britânico John Clarke, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, quis entender se dava para aplicar essas leis no nosso dia a dia e usou uma ideia chamada tunelamento quântico – que é quando a partícula não quica – e sim atravessa uma barreira de energia, que é a parede.
No laboratório de Clarke trabalhavam também o pesquisador Michel Devoret, francês, que desenhava os experimentos, e o cientista John Martinis, americano. O trio usou fios supercondutores. Eles transmitem as partículas como um trem super-rápido, que não perde energia. Os cientistas colocaram um material isolante no meio do fio – como se fosse uma parede. O esperado é que várias dessas bolinhas – os elétrons – parassem de circular. Mas eles passaram e não como bolinhas separadas, mas como um bloco único. Uma partícula gigante que ocupava todo o circuito ao mesmo tempo.
A descoberta no laboratório rendeu aos três, nesta terça-feira (7), o Nobel de Física. O presidente do comitê da premiação disse que não há tecnologia avançada hoje que não dependa da física quântica e que os estudos na área impulsionaram o desenvolvimento de telefones celulares, da fibra óptica e de câmeras fotográficas.
Mas a maior promessa dessa pesquisa está gerando uma corrida tecnológica pelo mundo todo: a criação do computador quântico. Ainda é muito difícil ter uma máquina que funcione com estabilidade por que as partículas não se comportam de forma consistente. O chip precisa estar mais frio do que a temperatura no espaço sideral.
No começo de 2025, o Fantástico visitou o computador quântico da IBM, em Nova York:
“Isso é a tecnologia mais complexa que o ser humano já viu. São cabos superfinos e placas de ouro que servem para compartimentar os espaços. A gente poderia pensar que esse é o computador quântico, mas é, na verdade, só uma grande geladeira – a mais cara e complexa que o ser humano já fez -, porque o verdadeiro computador é esse quadradinho aqui. Aqui há um universo microscópico que é capaz de mudar o mundo.”, contou o correspondente Felipe Santana.
O computador que você usa hoje funciona assim: a energia elétrica é enviada para dentro dos chips. De maneira básica, se ela passa, é 1. Se não passa, é 0. Zero, um, zero, um são as bases dos cálculos que vão se transformar em todos os programas que você usa. São bits. A pesquisa dos vencedores do Nobel pavimentou a criação dos q-bits – ou bits quânticos.
Nos circuitos quânticos, as contas não são feitas com zero e um, mas com probabilidades. Imagina que você gira várias moedas ao mesmo tempo e tira uma foto. Elas podem estar mais para cara, mais para coroa, ou em algum espaço entre os dois.
A promessa é que esses novos computadores consigam resolver problemas que pareciam impossíveis. Como fazer um tratamento de câncer personalizado para cada paciente ou entender o efeito das mudanças climáticas em cada sistema meteorológico do mundo ou nos explicar como funciona o mundo quântico. O mundo das coisas invisíveis e estranhas que forma tudo e sobre o qual conhecemos tão pouco.
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Economia

Conheça técnicas inovadoras que diminuem o impacto ambiental da produção de carne


Novas técnicas diminuem o impacto ambiental da produção de carne
Nessa semana, o Jornal Nacional está apresentando uma série especial de reportagens sobre a produção de alimentos em meio às mudanças do clima. No episódio desta terça-feira (7), Tiago Eltz e Daniel Torres mostram técnicas novas que diminuem o impacto ambiental da produção de carne.
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Será que do auge da época de seca no interior de São Paulo dá para enxergar o futuro da pecuária brasileira?
Tiago Eltz, repórter: Olha aqui, aqui, aqui. Acho que dá para ver certinho, né? Do lado direito lá tem uma linha bem clara que é de onde não reformou.
Carla Namour, pecuarista: E do lado esquerdo é a forma nova que a gente está formando este ano.
Guarda aí na cabeça essa divisão e o pasto verde na seca. Porque é preciso traçar linhas quando se fala da produção do alimento mais caro e desejado do prato da maioria dos brasileiros. Da trinca arroz, feijão e carne, é ela a que tem o maior peso ambiental. De acordo com o SEEG, do Observatório do Clima, o Brasil é o quinto maior emissor de gases do efeito estufa e a pecuária, sozinha, corresponde a 20% das emissões brasileiras.
“Não é exatamente um problema, mas é uma grande oportunidade para o Brasil. Porque ele está trabalhando em algo que vai posicionar o Brasil na fronteira, à frente do resto dos países do mundo em questão de produção sustentável de carne bovina”, diz o pesquisador da Embrapa Rodrigo Gomes.
A parte do trabalho que o Rodrigo está fazendo no Mato Grosso do Sul inclui capturar o arroto do boi com um equipamento. Você já deve ter ouvido falar, e é verdade: 64% do que o agro brasileiro inteiro emite de gás do efeito estufa vem do arroto do bicho.
“Essa ponta aqui fica em cima da narina do bovino e fica, então, recolhendo o gás que ele está emitindo. Esse gás então é direcionado para esse reservatório, para depois a gente levar para o laboratório”, explica Rodrigo Gomes.
Os vidrinhos, que parecem vazios, estão cheios de informações que guiam os cientistas. Lá, eles buscam, por exemplo, uma espécie de antiácido para o gado.
“Hoje tem produtos que são adicionados na dieta do animal que conseguem reduzir em torno de 40% o que ele produz de metano”, afirma Rodrigo Gomes.
Ou mesmo um boi que naturalmente produza menos metano.
“Quanto menos ele comer e mais peso ele ganhar, menor vai ser a emissão de metano desse animal. E aí identificar esses indivíduos e fazer com que eles sejam pais de novas gerações, e essas gerações vão produzir menos metano também”, diz Rodrigo Gomes.
Conheça técnicas inovadoras que diminuem o impacto ambiental da produção de carne
Jornal Nacional/ Reprodução
Mas nada é mais eficiente para compensar as emissões da pecuária do que cuidar do que o boi come. Só que 60% das pastagens brasileiras têm algum grau de degradação.
Tiago Eltz, repórter: Quando a gente chega no lugar que nesse aqui dá para olhar e dizer que o pasto está se degradando, é visual?
Manuel Macedo, pesquisador da Embrapa: Visual. Você tem baixa fertilidade do solo, alta ocorrência de cupins, de formiga. O animal pisa, compacta o solo, a água não infiltra, a água começa a escorrer, começa a ter erosão, você vai entupindo a calha dos rios.
A área degradada serve de comparação para as alternativas testadas pela Embrapa em Campo Grande. O mais básico já traz efeitos enormes. Adubar o solo e não colocar mais animais do que a área suporta.
Manuel Macedo: Se você fizer isso, nós temos pasto aqui de 30 anos sem fazer nada.
Repórter: E aí ele não degrada?
Manuel Macedo: Não degrada.
Mas o maior impacto vem de um sistema também relativamente simples. Intercalar lavouras de grãos, soja ou amendoim, por exemplo, com o pasto.
Manuel Macedo: Nós fizemos quatro anos: um ano de lavoura, três de pasto, um de lavoura, três de pasto. Então, isso aqui é um sistema que está rodando há 32 anos. E mais: aqui eu tenho cinco toneladas a mais de carbono até um metro de profundidade do que lá na vegetação natural do Cerrado.
Repórter: Você está me dizendo que no pasto bem cuidado aqui eu tenho mais carbono sequestrado, mais carbono no solo do que ali no Cerrado original?
Manuel Macedo: Sem dúvida. Medido durante 32 anos. Agora veja bem, a biomassa do Cerrado acima do solo lá, você tem 150 toneladas para cima e 150 para baixo. Se você derruba o Cerrado e queima, você emite uma quantidade absurda.
Conheça técnicas inovadoras que diminuem o impacto ambiental da produção de carne
Jornal Nacional/ Reprodução
E todo o trabalho lá tem como norte também justamente não desmatar nenhum centímetro para produzir mais. Pasto bem cuidado permite engordar boi em um espaço menor de terra.
“Um exemplo é este estado, o Mato Grosso do Sul. Nesses últimos 15 anos, nós diminuímos entre três ou quatro milhões de hectares de pasto. Nós aumentamos o rebanho e melhoramos a produtividade. Nós estamos produzindo mais do que nós produzíamos há 15, 20 anos atrás”, afirma Manuel Macedo.
A estimativa da Embrapa é que dá para mitigar metade das emissões de gases do efeito estufa da pecuária só recuperando pastagens. E a teoria já está sendo colocada em prática. No interior de São Paulo, tocando uma boiada diferente. Os milhares de bois criados na fazenda da família da pecuarista Carla Namour já eram exportados para 117 países. Mas, agora, eles conquistaram um novo cliente especial. A carne produzida lá vai ser servida na COP30, como a primeira carne brasileira certificada de baixo carbono.
“Dá um orgulho. É o reconhecimento do trabalho. A COP é pensando nas próximas gerações, na sustentabilidade. Então, ela é muito legal, um baita reconhecimento saber que a gente vai alimentar o pessoal da COP”, comemora a pecuarista Carla Namour.
A primeira certificação começa com 20 exigências, e a total termina com 67. Critérios de solo, legislação ambiental e trabalhista, bem-estar animal. A fazenda da Carla já cumpria vários requisitos e foi sendo redesenhada para cumprir outros. Por exemplo, para que os animais fiquem em áreas pequenas, recebam ração suplementar balanceada e não precisem nem andar muito para beber água.
“Ter água limpa e com volume, com pressão à disposição e sempre no mesmo lugar é o que dá também essa serenidade nos animais”, afirma Carla Namour.
Lembra daquela linha verde no começo da história? As áreas de rotação de lavoura com pasto permitem que o boi continue engordando, mesmo na época mais difícil.
“Aqui ó, desde o dia 30 de maio, ele só ganhou 3 kg. É um ganho ruim, mas como estamos na época da seca, é um ganho aceitável”, diz a pecuarista Andrea Namour.
A intenção é que o boi saia de lá em menos tempo. Um dos maiores objetivos da certificação.
“Eu diria que o principal seria a idade de abate dos animais. Até 30 meses. Se a gente for considerar que a idade de abate média brasileira é em torno dos 40 meses. Então, só aí a gente já tá tirando dez meses de emissões dos animais”, explica o pesquisador da Embrapa Roberto Giolo.
Conheça técnicas inovadoras que diminuem o impacto ambiental da produção de carne
Jornal Nacional/ Reprodução
Todas as mudanças na produção e o sequestro de carbono no solo da pastagem bem cuidada podem levar a um bife com até 85% menos emissões de gases do efeito estufa. Agora, se baixo carbono não é o suficiente, e você quer é carbono neutro, siga o boi na sombra.
Repórter: Parece que estamos em um mundo completamente diferente do mundo da pecuária. Sombra, árvore…
Rodrigo Gomes, pesquisador da Embrapa: Sim. Esse é o sistema silvipastoril.
Repórter: E isso dá para ter pecuária de carbono neutro aqui?
Rodrigo Gomes: A gente acredita que sim. Porque, hoje, a gente está levando em consideração o carbono que está na madeira e propriamente as raízes. Existe uma quantidade de carbono muito grande fixada nas raízes.
Por outro lado, o pasto na sombra cresce menos, o que reduz a produtividade.
Repórter: Significa menos lucro?
Rodrigo Gomes: Menos produção pecuária, mas não significa menos lucro. Porque se o produtor tiver acesso ao mercado madeireiro, no caso, ele vai ter essa receita a mais.
Repórter: O ideal é que você faça sistemas onde a diminuição da produtividade da produção do pasto vá ser compensada com alguma outra renda, aqui no caso, árvores.
Rodrigo Gomes: Sim. Esse é o conceito do sistema integrado.
Alternativas existem. O Brasil tem o maior rebanho do mundo, tem mais gado que gente. E é o maior exportador do planeta. Encontrar formas de produzir uma carne ambientalmente melhor passa por melhorar vidas.
“A pecuária está presente em todos os municípios brasileiros. Cerca de 70% dos produtores de corte são pequenos produtores. Então, a função social da pecuária é muito grande no Brasil. Nossa preocupação tem que ser colocada também em relação a essa população de produtores, para que eles consigam avançar de forma sustentável, que eles consigam manter suas famílias, melhorar seu bem-estar e suas condições de vida, mas se mantendo na pecuária”, diz o pesquisador da Embrapa Rodrigo Gomes.
Na quarta-feira (8), o Jornal Nacional vai mostrar como as mudanças climáticas dificultaram a produção de café no Brasil.
Economia

Ilha do Japonês seca: fenômeno muda paisagem paradisíaca e impressiona banhistas em Cabo Frio


Ilha do Japonês surpreende visitantes com maré muito baixa em Cabo Frio
A paisagem paradisíaca da Ilha do Japonês, um dos principais cartões postais de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, foi transformada pela maré baixa.
Quem conhece o local sabe que é possível chegar até a ilha atravessando a pé, em meio às águas claras e rasas, mas, nesta terça-feira (7), foi possível registrar o fenômeno de bicicleta (veja no vídeo acima).
A maré extremamente baixa surpreendeu os visitantes, mas, ao g1, o secretário municipal de Meio Ambiente, Jailton Nogueira, disse que não há motivo para preocupação e que o fenômeno não representa risco ao ecossistema marinho da região.
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Ele explicou que o evento é causado por uma combinação de fatores naturais, como a influência da lua, que interfere diretamente na variação da maré, e também pela ação dos ventos.
Ilha do Japonês, atração turística de Cabo Frio, ficou mais seca que o normal e visual chamou a atenção
Mari Ricci/Secom e Visite Região dos Lagos
“Essa semana estamos com maré alta de 1,3 metros e maré baixa de 0,1 metro. A diferença é grande. É como se a gente abaixasse o nível de um aquário”, explicou o secretário.
Ele destacou ainda que a Ilha do Japonês é considerada um “fiel depositário da erosão eólica”, acumulando areia trazida pelos ventos e mantendo o equilíbrio do ecossistema local.
“Esse é o ciclo da natureza. Não é a ilha desaparecendo, nem o mar invadindo. É só a natureza agindo. Basta respeitá-la”, completou.
Banhistas desfrutando da ilha no período de baixa maré
Mari Ricci/ SECOM
A Ilha do Japônes é um dos cartões postais de Cabo Frio
Mari Ricci/ SECOM
Economia

Cães vítimas de maus-tratos são resgatados durante operação da PF em RO


O que fazer em casos de maus-tratos a animais?
A Polícia Federal resgatou cães em situação de maus-tratos durante a Operação “Abomination”, realizada em Porto Velho. O investigado, que não teve a identidade revelada, também é suspeito de abuso sexual contra crianças e adolescentes e de manutenção ilegal de fauna silvestre.
Segundo a PF, a investigação começou a partir de informações enviadas pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que apontavam suspeitas de crimes sexuais. Com apoio técnico da Polícia Federal, foram realizadas perícias em equipamentos eletrônicos, que resultou na identificação de provas de exploração sexual infantojuvenil e indícios de maus-tratos a animais.
Além disso, uma decisão liminar da 2ª Vara de Fazenda e Saúde Pública proibiu o investigado de manter qualquer animal sob sua guarda.
Cães vítimas de maus-tratos são resgatados em RO
Divulgação/PF