Economia

Paz assume na Bolívia e promete ‘capitalismo para todos’

O conservador Rodrigo Paz, de 58 anos, tomou posse como presidente da Bolívia neste sábado (08/11), encerrando quase duas décadas de governos de esquerda no país latino-americano. “Hoje começa uma nova era de independência, a serviço do povo. Esta é a nova Bolívia que se abre para o mundo”, discursou ele em La Paz. “Nunca […]

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Economia

Maniçoba e filhote: chef conta os destaques e os bastidores do cardápio da COP 30 em Belém


O chef dos chefes na COP
A missão de escolher os pratos e alimentar cerca de 1.700 convidados da COP 30, realizada em Belém, é do chef paraense Saulo Jennings, conhecido por valorizar ingredientes amazônicos. Para o evento, ele comanda uma equipe de mais de 200 profissionais.
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“Eu brinco que cozinhar, eu até posso saber pouco. Mas eu sei muito sobre os ingredientes que eu uso”, contou.
A equipe do Fantástico visitou a cozinha e conversou com o chef para saber todos os bastidores do cardápio da COP30.
Para o almoço das autoridades, Saulo decidiu manter a tradição. O prato principal é a maniçoba. A receita tradicional, feita com maniva cozida por sete dias e acompanhada de carnes de porco, divide espaço com o peixe filhote, outro destaque do cardápio.
“A estrela mesmo do dia é um prato que às vezes tem até um pouco de polêmica ou de críticas, que seria um prato ‘muito feio”‘, conta.
Saulo explica que, para o preparo, deve-se triturar a folha da mandioca-brava, chamada de maniva. Depois, deve ser hidratada e cozida por sete dias, para receber as proteínas. Entram charque, bacon, panceta, calabresa e toucinho. “É como se fosse uma feijoada”, explica.
Os ingredientes vêm do Mercado Ver-o-Peso. Ali, Saulo escolhe pescados, frutas e ervas. É, também, onde compra o filhote, peixe mais presente em sua cozinha.
A ligação com o ingrediente chegou a gerar polêmica com um visitante ilustre durante a conferência. Havia uma proposta para que Saulo preparasse um jantar totalmente vegano para um príncipe. Ele recusou: “Mas eu não cozinho também para ninguém se for sem peixe”.
E explicou o motivo: “Porque eu acho que o peixe é meu propósito hoje. Porque muitas pessoas vivem desse peixe. Só do nosso restaurante são mil famílias que fazem manejo sustentável”.
Antes de se tornar chef, Saulo viveu outra realidade. Ao ficar desempregado, começou a dar aulas de kitesurf no Tapajós. “Velejar no Tapajós, na Amazônia, é incrível, né?”, disse. No fim das aulas, servia um lanche para os alunos. “E aí com o tempo percebi que eles gostaram mais da comida do que da aula de kite”. O boca a boca consolidou o início da carreira.
Nascido e criado às margens do rio, ele relembra a infância: “A gente aprendeu que tudo que era bom vinha do rio”.
E com esse mesmo pensamento, Saulo não se intimida ao servir um prato regional a lideranças internacionais. “Isso é alta gastronomia. Isso é gastronomia internacional. Isso é cultura alimentar”. E, nos bastidores da COP, as panelas foram aprovadas. Quem provou, raspou o prato.
A comitiva brasileira vê a culinária como parte da imagem do país. Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, reforçou: “Eu sempre falei, né, que eu acho que a comida brasileira tinha que realmente chegar a um nível de ser uma comida gastrodiplomática”. Para ele, é pela comida que muitas pessoas lembram um país.
Chef COP30
Reprodução/TV Globo
Economia

Cuidadores de Idosos: o retrato de uma profissão invisível e os dilemas de quem quer contratar

Como é eu quero estar quando envelhecer? Envelhecer com saúde é o que a gente mais quer, mas nem sempre é possível estar 100% independente nessa etapa da vida. E é preciso se preparar pra, um dia, precisar de ajuda nas tarefas mais simples.
A reportagem especial do Fantástico deste domingo abordou os dilemas e as preocupações das famílias que precisam contratar cuidadores. O retrato de uma profissão cada vez mais necessária…
Como estão sendo cuidados os idosos das nossas famílias? Que tipo de formação existe hoje pra quem quer ser cuidador? E como se preparar para esse momento da vida?
Neste episódio do podcast do Fantástico, Renata Capucci e Maria Scodeler recebem o repórter Guilherme Belarmino, que fez a reportagem especial, e a antropóloga, cientista social e professora da Unicamp, Guita Grin Debert.
Economia

Estudantes de alta renda de Indaiatuba recebem R$ 513 mil em bolsa da prefeitura para alunos em vulnerabilidade


Estudantes de Indaiatuba-SP recebem bolsa de estudos mesmo sem ter direito ao auxílio 
Três estudantes de faculdades particulares, com alto padrão de vida, têm algo em comum: receberam dinheiro público de um programa destinado a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Os casos ocorreram em Indaiatuba, no interior de São Paulo, município conhecido pelos condomínios fechados e casas de alto padrão.
A prefeitura mantém há cerca de 20 anos o programa Passe Bolsa, que prevê reembolso de mensalidades para alunos “em situação socioeconômica desfavorável” matriculados em cursos superiores ou técnicos.
A lei que criou o benefício veda o pagamento a estudantes de segunda graduação e pós-graduação e exige comprovação de necessidade financeira.
Mas, segundo apuração do Fantástico, ao menos 25 estudantes que receberam o auxílio não se enquadrariam nessas condições.
Caso Ísis Furlan
Uma das beneficiárias é Ísis Furlan, formada em administração e atualmente estudante de medicina.
Nas redes sociais, Ísis relata viagens e cursos no exterior, como um estágio no Japão. Os repórteres também identificaram outros registros de viagens ao país.
Ísis atende em uma clínica de estética de alto padrão, com jardins e tanque ornamental. Quando uma produtora do Fantástico marcou consulta, Ísis respondeu por mensagem:
“Eu sou estudante de medicina, e até dia 20/11, estarei em avaliações práticas e teóricas na faculdade, portanto, não estou atendendo.”. A equipe tentou falar com a estudante na clínica. Quem atendeu foi o pai:
Repórter: “Ela recebeu 55 mil reais. Só que a lei diz que esse reembolso tem que demonstrar a carência de recursos financeiros, né? E ela não tem essa carência”.
Pai: “Tem, ué? Eu que estou pagando, pô”.
Repórter: “Ela não tem condições, então?”.
Pai: “Não tem”.
Repórter: “Mesmo morando aqui?”.
Pai: “Claro, eu que fiz a casa pra ela. Ela é minha filha”.
Repórter: “Pelo que eu estou entendendo, o senhor tem condições”.
Pai: “Desde quando só pessoas vulneráveis têm direito a alguma bolsa?”.
Repórter: “Não, é porque é a lei”.
Pai: “Que lei? Eu conheço milhares de pessoas na minha toda que recebeu bolsa que se for ver direitinho nem teria direito”.
Repórter: “Quer dizer, ela pegando esse reembolso não tá tirando de quem realmente precisa?”.
Pai: “Não, acho que não. Porque a prefeitura tem dinheiro, ela tem verba pra isso”.
Em mensagem ao Fantástico, Ísis disse que “não tem nada a esconder” e que é “apenas uma estudante que fez inscrição”. Um promotor ouvido pela reportagem questionou:
“Se a prefeitura não ajudasse ela a pagar a faculdade de medicina, ela conseguiria estudar? Ah, ela conseguiria mesmo assim. Então você começa a fazer qual é o conceito de vulnerabilidade”.
Caso Samya Arthuzo
Outra beneficiária é Samya Arthuzo, também estudante de medicina. Ela recebeu quase R$ 33 mil entre 2024 e 2025.
A estudante vive em um condomínio onde cada casa é avaliada entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões. A mãe de Samya é procuradora do município de Salto e recebe salário de R$ 41 mil mensais.
“A renda familiar deve ser considerada como daquele que de alguma forma sustenta aquela pessoa”, explica o promotor.
Recentemente, os pais da jovem concederam uma entrevista a um podcast que recebe profissionais bem sucedidos.
Já a filha deles fez um estágio em um hospital de Orlando, nos Estados Unidos. Em um vídeo nas redes sociais, Samya falou sobre a experiência:
“Eu achei que eu ia gastar muito e, enfim, na realidade, como eu consegui ficar na casa dos meus padrinhos, eu não estou gastando com quase nada”.
Em nota, os pais afirmaram que, quando solicitaram o benefício, “não havia indicação de que o benefício estivesse restrito a pessoas carentes”. Mas a lei de 2005 é bem clara: o programa é destinado a famílias que comprovem carência financeira.
Caso Luana Scallet
Em depoimento ao Ministério Público, o prefeito Custódio Tavares Dias Neto (MDB) afirmou que realiza um levantamento para identificar pagamentos indevidos e que os estudantes cadastrados em 2025 estariam dentro das regras, por isso, têm direito ao reembolso.
No entanto, o Fantástico teve acesso à ficha de inscrição. Nela, a estudante de medicina Luana Scallet foi aprovada para receber o auxílio em 2025.
Ela vive em uma casa grande, em um condomínio fechado, e seus pais são donos de uma das principais imobiliárias da cidade.
Nas redes sociais, a jovem publicou viagens recentes à Argentina, Uruguai e Itália. Mesmo assim, recebeu R$ 10.145 em reembolsos nos primeiros meses de 2025 pelo curso de medicina.
A família informou que a bolsa foi concedida “seguindo rigorosamente todos os critérios e requisitos”.
Investigação
O Fantástico procurou o prefeito de Indaiatuba, mas só consegui falar com o secretário de Negócios Jurídicos.
“Eu preciso definir se é um erro do servidor ou se é uma má prestação de informações por parte do beneficiário”, disse Tiago.
Na semana passada, a prefeitura informou que “em 2024 identificou inconsistências no programa Passe Bolsa”.
Segundo a administração municipal, a servidora responsável pela análise das concessões foi demitida, e os “beneficiários irregulares foram notificados para devolver valores recebidos”.
O Fantástico fez um levantamento a partir de documentos da prefeitura e do Ministério Público:
170 estudantes receberam recursos do Passe Bolsa.
O total pago foi de R$ 967 mil entre 2023 e julho deste ano.
Mais da metade do valor — R$ 513 mil — foi para apenas 25 alunos, justamente os que têm indícios de não precisavam desse dinheiro para estudar.
Estudantes de alta renda de Indaiatuba recebem R$ 513 mil em bolsa da prefeitura para alunos em vulnerabilidade
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Economia

Shutdown: Senado dos EUA pode votar neste domingo projeto para encerrar paralisação do governo


Shutdown cancela mais de mil voos e provoca atraso de quatro mil nos EUA
O Senado dos Estados Unidos iniciou neste domingo (9) os preparativos para votar a reabertura do governo federal, em meio ao otimismo de que o fim do shutdown histórico — agora em seu 40º dia — esteja próximo.
🔎 “Shutdown” significa paralisação. Nos EUA, o termo é usado para descrever quando o governo federal suspende parte de suas atividades por falta de aprovação, pelo Congresso, do orçamento anual ou de um financiamento provisório para os gastos públicos.
Os senadores esperam realizar uma votação na noite de domingo para avançar em um projeto já aprovado pela Câmara, que será modificado para combinar uma medida de financiamento temporário — válida até janeiro de 2026 — com um pacote de três projetos de orçamento anual, segundo o líder da maioria no Senado, John Thune.
Segundo a agência de notícias Reuters, há votos suficientes de senadores democratas para aprovar o projeto de lei que põe fim à paralisação do governo.
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O pacote emendado ainda precisará ser aprovado pela Câmara dos Representantes e enviado ao presidente Donald Trump para sanção, em um processo que pode levar vários dias.
Até o início da noite, democratas no Senado têm resistido à aprovação de uma medida de financiamento, tentando pressionar republicanos a aceitarem mudanças no sistema de saúde, como a extensão de subsídios prestes a expirar sob a Lei de Cuidados Acessíveis (Affordable Care Act).
Pelo acordo em discussão, o Senado concordaria em realizar uma votação separada sobre os subsídios em outro momento.
O senador Richard Blumenthal, democrata, disse a jornalistas que votará contra a medida de financiamento, mas sugeriu que pode haver apoio suficiente entre os democratas para aprová-la.
“Não estou disposto a aceitar uma promessa vaga de uma votação em algum momento indeterminado, sobre alguma medida indefinida que estenda os créditos fiscais de saúde”, disse Blumenthal.
O domingo marcou o 40º dia da paralisação do governo americano, que afastou funcionários federais e afetou a assistência alimentar, parques e viagens, enquanto a falta de controladores de tráfego aéreo ameaça prejudicar o transporte durante o movimentado feriado de Ação de Graças, no fim deste mês.
O senador Thom Tillis, republicano da Carolina do Norte, disse que os efeitos crescentes da paralisação estão levando o Senado a buscar um acordo.
Ele afirmou que a peça final — uma nova resolução que financiaria as operações do governo até o fim de janeiro — também reverteria parte das demissões em massa da administração Trump.
“As temperaturas esfriam, a pressão atmosférica aumenta lá fora e, de repente, parece que as coisas vão se encaixar”, disse Tillis a jornalistas.
Caso o governo continue fechado por mais tempo, o crescimento econômico pode ficar negativo no quarto trimestre, especialmente se o tráfego aéreo não voltar ao normal até o feriado de Ação de Graças, alertou o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, no programa Face the Nation, da CBS. O feriado será em 27 de novembro deste ano.
Trump mira subsídios de saúde
As discussões no Capitólio ocorrem enquanto Trump volta a pressionar pela substituição dos subsídios dos planos de saúde da Lei de Cuidados Acessíveis (ACA) por pagamentos diretos aos indivíduos.
Os subsídios — que ajudaram a dobrar o número de inscritos no ACA para 24 milhões desde 2021 — estão no centro da paralisação. Os republicanos afirmam que só aceitarão tratar do tema depois que o governo for reaberto.
Trump usou sua rede Truth Social neste domingo para criticar os subsídios, chamando-os de “um lucro inesperado para as companhias de seguro saúde e um desastre para o povo americano”, e exigiu que os recursos fossem enviados diretamente às pessoas para que comprem cobertura por conta própria.
“Estou pronto para trabalhar com ambos os partidos para resolver esse problema assim que o governo for reaberto”, escreveu.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o senador Lindsey Graham, aliado de Trump, disseram em entrevistas na TV que a proposta de saúde de Trump não será apresentada antes de o Congresso aprovar uma medida de financiamento do governo.
“Não estamos propondo isso ao Senado agora”, disse Bessent no programa This Week, da ABC. “Não vamos negociar com os democratas até que reabram o governo.”
Os americanos que procuram planos de saúde do Obamacare para 2026 estão enfrentando uma mais que duplicação dos prêmios mensais, segundo especialistas, já que os subsídios criados durante a pandemia expiram no final deste ano.
Os republicanos rejeitaram uma proposta feita na sexta-feira pelo líder democrata no Senado, Chuck Schumer, para reabrir o governo em troca de uma extensão de um ano dos créditos fiscais que reduzem o custo dos planos do ACA (Obamacare).
O senador democrata Adam Schiff afirmou neste domingo acreditar que a proposta de Trump visa enfraquecer o ACA e permitir que as seguradoras neguem cobertura a pessoas com condições pré-existentes.
“As mesmas companhias de seguro que ele critica nesses posts — ele está dizendo: ‘Vou lhes dar mais poder para cancelar apólices e não cobrir pessoas com condições pré-existentes’”, disse Schiff no This Week, da ABC.
A bandeira dos Estados Unidos sobre o Capitólio no primeiro dia da paralisação do governo, em Washington, 1º de outubro de 2025.
AP Photo/J. Scott Applewhite
Economia

Transporte público: Campinas cria nova linha de ônibus e altera horários de três a partir desta segunda


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A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) coloca em operação, a partir desta segunda-feira (10), uma linha do transporte público para ligar o Terminal BRT Satélite Íris ao Shopping Parque das Bandeiras. Outras três linhas tiveram os horários alterados.
A nova linha, chamada 246 – Bela Aliança, conta com um ônibus que parte do Terminal BRT Satélite Íris. Antes de chegar ao shopping, o coletivo para no Residencial Bela Aliança e segue pela marginal da Avenida John Boyd Dunlop (JBD), onde fica o centro de compras no Jardim Ipaussurama.
O único ônibus vai levar meia hora do ponto inicial ao final, o que significa que voltará ao terminal BRT a cada uma hora. No entanto, vai rodar em intervalos de horário que excluem parte do dia. Confira:
4h20 às 8h20
15h às 18h
21h45 às 22h45
Ou seja, a nova linha fará o trajeto de 4h20 às 8h20, fica sem rodar até 15h e segue ativa até 18h, quando para novamente, voltando às 21h45.
Segundo a Emdec, “o objetivo é promover a conexão com um polo gerador importante, o Shopping das Bandeiras, e também com o Terminal BRT Satélite Íris”.
“De lá, os usuários podem acessar o Centro, realizando a integração com outras linhas convencionais e com as quatro linhas do BRT Campo Grande (20, 21, 25 e 26)”, completou a empresa.
Mudanças em horários
Terminal Satélite Íris, em Campinas
Emdec
🚌Linha 226 – Residencial Sírius/Terminal Satélite Íris, em dias úteis: partidas do Terminal BRT Satélite Íris entre 4h42 e 1h.
🚌 Linha 230 – Jardim Ipaussurama/Parque dos Resedás, em dias úteis: partidas entre 4h50 e 22h50 do Ipaussurama e entre 6h10 e 22h50 dos Resedás.
🚌 Linha 499 – Iporanga terá alterações na programação horária para atender a Escola Estadual “Dr. Disnei Dr. Francisco Scornaienchi”, no Parque Jambeiro, também em dias úteis. As partidas do bairro vão ocorrer entre 5h e 23h40; e do Centro, entre 5h35 e 0h10.
VÍDEOS: os destaques de Campinas e região
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