Economia

Iniciativas sustentáveis que buscam reaproveitar minérios impulsionam práticas de economia circular no Pará


Instalações da Alunorte, em Barcarena
Divulgação/ Hydro
A busca por soluções sustentáveis permeia vários setores industriais no Brasil e no mundo. As iniciativas são para mitigar impactos ambientais, diminuir emissões de gases de efeito estufa e ainda assim manter ou até ampliar a capacidade de produção.
No setor da mineração do Pará, a discussão se estabelece no paradoxo entre a crescente demanda global por minerais, essenciais para o desenvolvimento sócio-econômico das cidades, e o alto impacto ambiental, típico da atividade.
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As soluções podem vir da ciência e do desenvolvimento tecnológico. No estado, o trabalho é realizado pelo Instituto Senai de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM). As pesquisas voltadas à mineração têm como foco as áreas de biotecnologia mineral, economia circular, transformação digital, saúde e segurança do trabalho.
O objetivo é tornar a mineração mais sustentável, diminuir a pegada de carbono no processo produtivo e aumentar a competitividade da mineração.
Entre os projetos estão o tratamento de resíduos da indústria mineradora, o uso de microrganismos em substituição a processos químicos, tratamento e reabilitação de áreas de mineração e o uso de subprodutos da mineração em outros setores industriais.
Pesquisa avalia uso de resíduo de bauxita na melhora da qualidade dos solos
Uma das iniciativas transforma o pó de basalto, resíduo do processamento da rocha utilizada como matéria-prima para produção de materiais da construção civil, em um fertilizante com capacidade de sequestrar carbono da atmosfera. Outro projeto mistura resíduo de bauxita e biomassa de dendê para produzir condicionador de solo e fertilizante (veja no vídeo acima).
O instituto também desenvolve estudos para a criação de uma bactéria redutora de ferro que tem a capacidade de auxiliar na reabilitação ambiental das minas de Carajás, a maior mina de minério de ferro do mundo, localizada no município de Parauapebas, sudeste paraense. A pesquisa permite que espécies que só existem nessa região do país e correm risco de extinção possam voltar às áreas reabilitadas e, assim, fortalecer a biodiversidade local.
“A gente diminui a pressão sobre a necessidade de aumento das minas, então já seria uma vantagem inicial. Em segundo lugar, há a valorização desses resíduos em outras cadeias industriais, também diminui a pressão e isso também é economia circular. Isso permite depois a recuperação, o reflorestamento, fixando carbono também em biomassa, fixando carbono no solo”, explica o diretor do Instituto Senai de Inovação em Tecnologias Minerais, Adriano Luchetta.
Adriano Luchetta, diretor do Instituto Senai de Inovação em Tecnologias Minerais
Reprodução/TV Liberal
Nesse contexto, o conceito de economia circular, que é uma forma de organizar a produção e consumo evitando desperdício e aproveitando ao máximo recursos, é adaptado, já que a mineração reutiliza subprodutos do setor e rejeitos da mineração. Ainda assim é possível manter o valor daquele bem por mais tempo e o material, que já teve uma pegada de carbono maior durante o momento de extração, passa a ser uma matéria-prima com uma pegada de carbono mais baixa do que o mineral primário.
“O foco é melhorar a vida útil da bacia”
Em meio a essa realidade, a mineradora Artemyn, que atua com a extração e beneficiamento do caulim nos municípios paraenses de Barcarena e Ipixuna, desenvolveu o projeto premiado Working Horse 2 (WH2), que reaproveita o material depositado em bacias de rejeitos para produzir novos produtos, como papel e cerâmica.
Roberto Antonio Macedo Silva, coordenador de produção da Artemyn.
Artemyn
O grande desafio e elemento central de engenharia do projeto era chegar na “blendagem ideal”, que tornou viável o reaproveitamento do rejeito do WH2, permitindo que o material depositado substituísse o insumo de maior qualidade que era historicamente utilizado. A blendagem é a fórmula de mistura que permite o reaproveitamento do material da bacia para substituir o material mais nobre.
Essa nova metodologia de reaproveitamento gera menos impacto ambiental, pois a utilização desses rejeitos aumenta a vida útil das bacias e evita a necessidade da criação de outras, é o que explica Roberto Antônio Macedo Silva, coordenador de produção da Artemyn.
“O foco principal não era nem financeiro, era mais questão de melhorar a vida útil da bacia. Tem um potencial maior de vida útil”, diz Roberto.
Segundo Roberto, o objetivo é transformar o que é considerado um passivo ambiental em matéria-prima com valor comercial, reduzindo ainda a retirada do material virgem diretamente da mina, minimizando o uso de combustível, a operação de caminhões e máquinas e a geração de poluentes associados ao transporte e à extração.
Roberto destaca que projetos como o WH2 estão alinhados com as tendências globais de sustentabilidade e que existe um esforço para encontrar soluções menos nocivas ao meio-ambiente.
“No último ano, nós estamos tendo um uma sinergia muito grande com a Semas [Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade], de questões ambientais. Então, estamos tendo reuniões todos os meses, até quinzenal, para alinhar e deixar bem claro o que a empresa pretende, junto com as comunidades, principalmente, não só trabalhando para ganhar dinheiro, mas trabalhando com as comunidades”.
“Questão de sobrevivência”
Doutor em ciências ambientais e mestre em engenharia urbana, Paulo Pinho destaca a necessidade de pensar o processo da mineração de forma mais ampla. O trabalho deve considerar não só o beneficiamento de minério, mas toda a cadeia produtiva, incluindo a destinação e uso potencial de rejeitos.
“Eu tenho que pensar como eu vou extrair, quanto rejeito eu vou produzir, quanto desse rejeito eu vou reaproveitar. Tudo isso diminui os impactos ambientais, tudo isso diminui a emissão de CO2”.
O conceito aplicado resulta em uma economia circular, a partir do desenvolvimento tecnológico. Significa usar a ciência para criar novos produtos e subprodutos que têm como matéria-prima os rejeitos da indústria mineral.
Para o especialista, é uma questão de sobrevivência que deve estar associada também ao consumo sustentável. “No caso do setor da mineração, é preciso produzir consumindo menos água, consumindo menos energia, gerando menos resíduos, aproveitando os resíduos. Isso é uma nova forma de desenvolvimento. Internamente uma mineradora, uma empresa pode e deve realizar isso”.
Ferro metálico “verde”
Na refinaria Alunorte, braço da Hydro, em Barcarena, no Pará, o conceito de economia circular será aplicado com a construção da planta de demonstração semi-industrial da New Wave, que visa transformar o resíduo de bauxita em ferro metálico.
A expectativa é que o ferro metálico produzido tenha uma pegada ambiental que é menos da metade daquela gerada por qualquer processo que não utilizam iniciativas sustentáveis. Por essa razão, o produto é classificado como um “ferro metálico verde”.
O consultor sênior em tecnologia da Hydro, Raphael Costa, explica que a refinaria Alunorte gera mais de 4,5 milhões de toneladas por ano de resíduos, os quais possuem uma concentração significativa de óxido de ferro (mais de 30%).
Refinaria Alunorte
Alunorte
A inovação reside no processo de extração, que é descrito como “completamente pioneiro” e “muito limpo na questão ambiental”.
A planta de demonstração, que processará 50.000 toneladas de resíduo por ano, utiliza um método de tratamento térmico avançado.
“Ela [a planta] pega o resíduo, peletiza e coloca numa câmara, numa correia que passa por várias câmaras de micro-ondas”, explica Raphael Costa.
Este tratamento inicial com micro-ondas faz com que o óxido de ferro no resíduo se altere, tornando-se magnetizado e “fácil de separar”. Após essa etapa, o material é levado a um forno de indução.
O grande diferencial na sustentabilidade está na fonte de energia. Costa explica que tanto o micro-ondas quanto o forno de indução são movidos a eletricidade, não queimando “nenhum combustível fóssil”.
“Microondas é a fonte é elétrica. Energia limpa. Depois, passa por um forno de indução que também é elétrico”, diz o consultor sênior em tecnologia da Hydro.
“Circularidade”
Embora exija uma pequena quantidade mínima e precisa de carbono que deve reagir com óxido de ferro para convertê-lo totalmente em ferro metálico, essa fonte no futuro pode ser biomassa, “que também é um impacto zero ambiental”, segundo Costa.
O grande benefício para a refinaria é buscar a circularidade, transformando o que é estocado hoje em uma matéria-prima com valor comercial. O objetivo é eliminar gradualmente a necessidade de estocagem permanente de resíduo, o que gera um “impacto brutal, positivo na sociedade”. Para ele, o trabalho é um indicativo de que a sustentabilidade e a viabilidade econômica andam juntas.
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Decisão do Congresso e resultado das estatais pioram a situação das contas públicas


Decisão do Congresso e resultado das estatais pioram a situação das contas públicas
Um motivo de grande preocupação na economia é com a situação das contas públicas do Governo. A pressão aumentou depois de o Congresso derrubar na quinta-feira (27) vetos ao Programa que renegocia as dívidas dos Estados. E, nesta sexta-feira (24), o Banco Central divulgou números sobre o prejuízo bilionário das empresas estatais. R$ 6,35 bilhões é o rombo em apenas dez meses das empresas estatais federais, e está se aproximando ao de todo 2024, que foi recorde, o pior da série histórica, iniciada em 2002: R$ 6,734 bilhões.
Esse resultado ruim foi agravado, principalmente, pelos Correios, que até o terceiro trimestre acumularam um prejuízo de R$ 6 bilhões.
“No caso das estatais, a gente tem observado déficits: em 2025, R$ 7,4 bilhões de janeiro até outubro. Em 2024, R$ 8 bilhões já do ano inteiro. 2023, um valor menor: R$2,3 bilhões. Essa sequência de déficits mostra que, de fato, a tendência da dívida líquida é de aumento. E, se esses resultados forem devidos a investimentos e se eles se provarem rentáveis e tiveram melhores resultados futuros, a gente pode intertemporalmente imaginar um equilíbrio, mas o que temos visto nos últimos três anos é um aumento da dívida líquida, que gera uma maior conta de juros”, comenta Fernando Rocha, chefe de estatísticas do BC.
Em nota, o Ministério da Gestão e da Inovação afirmou que o déficit das estatais não pode ser interpretado como prejuízo operacional, e que o prejuízo se deve, na maior parte, ao aumento de investimentos e pagamento de dividendos.
Mas esses números já têm reflexo nas contas públicas. Por causa do rombo maior que o previsto para 2025, o Governo precisou bloquear R$ 3 bilhões do orçamento, dinheiro que poderia ser liberado para serviços básicos e que agora fica retido para compensar o resultado negativo das estatais federais. E o Ministério da Fazenda vai ter mais uma preocupação.
Na quinta-feira (27), o Congresso derrubou seis vetos do Governo à Lei que criou o Programa de Renegociação das Dívidas dos Estados. Antes, por exemplo, quando um Estado recapeava uma estrada federal, não podia descontar esse gasto da sua dívida com a União. Agora, com a derrubada do veto, esses gastos serão abatidos.
O mesmo valerá para serviços com segurança, defesa civil e saúde. Com a decisão do Congresso, os Estados também vão poder usar o dinheiro do Fundo de Desenvolvimento Regional para pagar juros da dívida, mas o propósito do Fundo é outro: projetos de infraestrutura, desenvolvimento tecnológico e inovação.
A derrubada dos vetos favorece os Estados que mais devem à União: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás respondem por mais de 90% das dívidas dos Estados. Dívida que está concentrada principalmente em contratos, e a maioria deles já em renegociação com o Governo Federal, o equivalente a cerca de R$ 820 bilhões. Os Estados também devem em precatórios, dívidas judiciais, cerca de R$ 100 bilhões.
O economista Armando Castelar, pesquisador da FGV, diz que o rombo das estatais, a permissão para Estados renegociarem dívidas que já estavam em renegociação e o aumento das despesas públicas impedem, por exemplo, um corte mais expressivo e rápido dos juros. Também haverá menos dinheiro para investimentos em áreas essenciais para a população.
“É todo mundo tentando dar uma abocanhada no bolo, como se o bolo não tivesse que ser pago depois. O resultado é uma carga tributária muito alta no Brasil, atrapalha o crescimento econômico, gera informalidade; e obviamente um custo de oportunidade muito grande, porque a gente deixa de fazer investimentos necessários para cobrir gastos correntes, para cobrir prejuízos de empresas. Um bom exemplo é esse do prejuízo dos Correios, que aumentou o déficit das estatais e forçou o Governo a cortar outros gastos. Isso chega na forma de menos gasto de saúde, menos investimentos em segurança, em mobilidade urbana. Então, assim, os serviços sociais e públicos que a sociedade recebe são prejudicados porque se gasta com coisas que não beneficiam diretamente a população”, diz Armando Castelar, pesquisador da FGV.
Decisão do Congresso e resultado das estatais pioram a situação das contas públicas
Reprodução/TV Globo
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Alexandre de Moraes, Primeira Turma do STF, vota para condenar 5 dos 7 ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do DF


Começa julgamento de ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do DF por omissão nos atos golpistas de 8/1
O ministro Alexandre de Moraes votou para condenar cinco dos sete ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal. Eles são acusados de omissão durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que os sete réus sabiam dos riscos de invasão aos prédios na Praça dos Três Poderes, tinham o dever de agir e os meios necessários para evitar a destruição, mas deixaram os atos de vandalismo acontecer.
A PGR ressaltou que, a Lei Penal Brasileira permite a punição por omissões, por isso, sete ex-integrantes da cúpula militar do Distrito Federal respondem pelos crimes que não evitaram.
No voto que abriu o julgamento virtual na Primeira Turma do STF, o relator Alexandre de Moraes pediu a condenação de cinco dos sete réus:
Fábio Augusto Vieira, que era o comandante da PM do DF no dia dos atos golpistas;
Klepter Rosa Gonçalves – subcomandante.
E os coronéis:
Jorge Eduardo Naime Barreto;
Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra;
Marcelo Casimiro Vasconcelos.
O relator entendeu que houve condutas omissivas e anuência desses PMs nos Atos do 8 de Janeiro.
“Com a aproximação do mês de janeiro, os réus receberam alertas de inteligência — oriundos da própria Polícia Militar do Distrito Federal, da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e do Ministério da Justiça — que apontavam para a organização de atos violentos e golpistas em Brasília. Apesar disso, optaram por não adotar medidas preventivas suficientes, permitindo a mobilização e aproximação da turba golpista aos prédios públicos.”
Eles respondem por:
Tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito;
Golpe de Estado;
Dano qualificado contra o patrimônio da União;
E deterioração de patrimônio tombado.
Moraes propôs — para cada um — a pena de 16 anos de prisão, além da perda dos cargos públicos. A defesa afirma que eles não cometeram crime ou conduta irregular e pediram a absolvição dos policiais.
Alexandre de Moraes votou pela absolvição de dois réus: o Major Flávio de Alencar e o Tenente Rafael Martins — por entender que não existem provas suficientes contra eles.
O julgamento da Primeira Turma do STF no Plenário Virtual vai até a próxima sexta-feira. Ainda faltam os votos dos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Alexandre de Moraes, Primeira Turma do STF, vota para condenar 5 dos 7 ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do DF
Reprodução/TV Globo
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Corregedoria da PM do Rio prende 5 PMs suspeitos de furtar fuzis na megaoperação de outubro


Corregedoria da PM do Rio prende 5 PMs suspeitos de furtar fuzis na megaoperação de outubro
Reprodução/TV Globo
A Corregedoria da Polícia Militar do Rio prendeu cinco PMs suspeitos de terem cometido crimes durante a megaoperação do Complexo do Alemão e da Penha, em outubro.
Uma das tropas de elite do Rio na mira da Corregedoria da PM. Todos atuam no Batalhão de Choque. Segundo as investigações, os cinco policiais de uma unidade foram flagrados pelas câmeras corporais em situações suspeitas. Eles estavam na megaoperação contra o Comando Vermelho nos Complexos do Alemão e da Penha, há exatamente um mês, quando 122 pessoas morreram, entre elas cinco policiais.
Os quatro sargentos e o subtenente presos nesta sexta-feira (28) participaram do cerco à casa de uma moradora, invadida por mais de 20 traficantes. Em um vídeo, o bando aparece rendido. A Polícia disse que apreendeu 19 fuzis dentro da residência. Mas, de acordo com a Corregedoria, um dos fuzis recolhidos não entrou nesta lista porque foi desviado pelos cinco policiais. E um segundo fuzil também foi furtado.
O inquérito mostra o momento que um dos policiais pega a arma, e revela diálogos captados pelas câmeras corporais.
“Você colocou na sua mochila?”, pergunta o Subtenente Marcelo Luiz do Amaral.
“Está dividido, eu desmontei”, responde o Sargento Eduardo de Oliveira Coutinho.
Depois, o Sargento Diogo da Silva Souza diz:
“Tem que ir para um lugar deserto colocar na caçamba.”
A prisão dos cinco PMs do Batalhão de Choque foi pedida pela Corregedoria da Corporação e decretada pela Justiça Militar.
Além dos dois fuzis, a investigação aponta que esse grupo de policiais desmontou e furtou peças de uma picape que estava na comunidade.
A Corregedoria também apura o envolvimento de mais cinco policiais no caso, e o destino das peças e armas que sumiram.
A Polícia Militar do Rio declarou que não compactua com possíveis desvios de conduta e crimes praticados por agentes, e que pune com rigor os envolvidos quando os fatos são constatados.
A defesa do Sargento Diogo da Silva Souza afirmou que a decretação da prisão não tem fundamentação jurídica, e que as imagens anexadas ao processo precisam passar por perícia.
O Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa dos outros PMs citados.