Economia

ANS nega recurso da Hapvida (HAPV3) e empresa terá de reapresentar balanço regulatório à agência

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou que a Hapvida (HAPV3) revise o seu balanço regulatório, com ajuste de quase R$ 866 milhões referentes ao Programa Desenrola. No julgamento de hoje, os diretores da agência reguladora julgaram improcedente um recurso da operadora de saúde. A empresa havia contabilizado o crédito fiscal relacionado ao programa, […]
Economia

Ações para ter na carteira: Ibovespa despenca; o que comprar? 17 analistas elegem suas apostas

O Ibovespa caminhava para renovar máximas nesta sexta-feira (5), mas foi atingido por uma bomba: Jair Bolsonaro indicou o seu filho, Flávio Bolsonaro, para concorrer à Presidência. Parte considerável do mercado acreditava que o governador Tarcísio de Freitas, mais alinhado aos interesses econômicos, fosse o escolhido. Outro risco é a própria divisão na direita, já […]
Economia

Após fortes chuvas, moradores de Paraibuna e Itirapina podem usar FGTS


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A Caixa Econômica Federal começou a receber as solicitações de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade dos moradores de Paraibuna.

A partir de amanhã (6), ela receberá também os pedidos dos moradores de Itirapina.

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As duas cidades do estado de São Paulo foram afetadas por fortes tempestades em novembro. O benefício estará disponível até os dias 4 e 5 de março de 2026.

Segundo a assessoria da Caixa, é necessário possuir saldo na conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e não ter realizado saque pelo mesmo motivo num período inferior a 12 meses.

Dinheiro

O valor máximo para retirada é de R$ 6.220 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível na conta. A solicitação pode ser feita pelo Aplicativo FGTS.

O Saque Calamidade é um benefício que pode ser pedido pelo trabalhador por motivo de necessidade pessoal, urgente e grave em caso de desastre natural (alagamentos, deslizamentos de terra, fortes chuvas etc.) que tenha atingido sua residência, após declaração oficial da Defesa Civil da cidade.

A lista dos 112 municípios que já estavam habilitados até hoje, com datas limite que variam deste mês até março de 2026, está no site do Caixa. Ali, também podem ser consultados os documentos que o trabalhador tem de apresentar.

Economia

Bolsa cai 4,31% em dia tenso e reverte início positivo de mês

Num dia marcado por tensões internas, a bolsa sofreu forte queda e reverteu o desempenho positivo do começo de dezembro. O dólar teve alta expressiva e fechou no maior valor em quase dois meses.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (5) a 157.369 pontos, com recuo de 4,31%. O indicador aproximou-se da marca inédita de 165 mil pontos pouco antes das 13h, mas caiu vertiginosamente no início da tarde.

O desempenho desta sexta fez a bolsa brasileira encerrar a semana com perda de 1,07%. Até a quinta-feira (4), o Ibovespa acumulava ganho de mais de 3% na semana. Mesmo com a forte queda desta sexta, a bolsa sobe 30,83% em 2025.

O dia também foi turbulento no mercado de câmbio. O dólar comercial fechou a sexta vendido a R$ 5,433, com alta de R$ 0,123 (+4,31%) em apenas um dia. A cotação operou próxima da estabilidade durante a manhã, mas disparou a partir das 11h20. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,48.

Nesta sexta, o mercado financeiro distanciou-se do cenário internacional, em que o dólar recuou perante as principais moedas e a maioria das bolsas subiram. A reversão de movimento ocorreu logo após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciar, nas redes sociais, que o ex-presidente Jair Bolsonaro o escolheu para candidatar-se nas eleições presidenciais de 2026.

A notícia provocou nervosismo no mercado financeiro, provocando um forte movimento especulativo.

A moeda estadunidense está no maior valor desde 16 de outubro, quando estava em R$ 5,44. A divisa, que caía em dezembro, passou a acumular alta de 1,84% no mês. Em 2025, no entanto, o dólar cai 12,05%.

* Com informações da Reuters

Economia

TV Brasil é uma das vencedoras do Prêmio Sebrae de Jornalismo


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A TV Brasil foi uma das vencedoras da etapa nacional da 12ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo. O episódio Negócios 60+, o poder da experiência, do programa Caminhos da Reportagem, conquistou o primeiro lugar na categoria Jornalismo em Vídeo. A cerimônia de premiação foi realizada na quinta-feira (4), no Espaço Alvorada, em Brasília (DF).

Com produção de Carina Dourado, Patrícia Araújo, Sigmar Gonçalves, Rafael Calado e Márcio Stuckert, a reportagem retrata o envelhecimento da população brasileira e o avanço da chamada economia prateada, também conhecida como economia da longevidade. 

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No Brasil, a população 60+ (15,6%) ultrapassou o número de jovens entre 15 e 24 anos (14,8%), segundo o IBGE. Com mais tempo pela frente após a aposentadoria, o empreendedorismo tem ganhado força nessa faixa etária: entre 2012 e 2023, houve um crescimento de 42% no número de donos de negócios com mais de 60 anos.

“Receber esse prêmio é profundamente gratificante. Ele mostra que as reportagens do Caminhos têm contado histórias que impactam vidas, trazido dados que revelam a realidade do país e dado visibilidade a pessoas que muitas vezes passam despercebidas pela sociedade. Falar sobre a longevidade no Brasil e sobre como ela transforma alguns setores do país é lançar luz sobre desafios que já nos afetam e que, certamente, influenciarão o futuro de todos nós”, disse a repórter Carina Dourado.

O episódio apresenta exemplos de empreendedores com mais de 60 anos que se reinventaram no mercado de trabalho. Destaca as vantagens dos empreendedores mais velhos, como resiliência e experiência, e os desafios que enfrentam. 

Essa é mais uma importante conquista do Caminhos da Reportagem que reafirma o compromisso da TV Brasil e da EBC com um jornalismo relevante, sensível e conectado com as transformações do país. Estamos felizes em receber mais um reconhecimento que valoriza nossa equipe e reforça a importância de contar histórias importantes”, destacou a diretora de Jornalismo da EBC, Cidinha Matos.

Exibida em abril deste ano, a reportagem já havia vencido a etapa distrital do prêmio.

Confira o episódio na íntegra:

Economia

Ferramenta do BC bloqueia 6.879 tentativas de abertura de conta falsa


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Na primeira semana de funcionamento, o serviço BC Protege+, do Banco Central, bloqueou 6.879 tentativas de abertura de contas fraudulentas. Segundo o balanço mais recente divulgado pela instituição, 238,6 mil pessoas ativaram a proteção, e as instituições financeiras fizeram 5,2 milhões de consultas ao sistema para verificar pedidos de abertura de contas ou inclusão de titulares.

Os dados foram apurados até as 16h15 desta sexta-feira (5). Lançado na segunda (1º), o BC Protege+ é um serviço gratuito para reforçar a proteção de cidadãos e empresas contra fraudes na abertura de contas-correntes, poupança e contas de pagamento pré-pagas.

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Ao ativar o serviço, o usuário comunica oficialmente que não deseja abrir contas nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros. A consulta ao sistema pelas às instituições financeiras é obrigatória antes da abertura de qualquer conta.

O recurso funciona como uma camada adicional de segurança para prevenir fraudes de identidade e evitar que produtos financeiros sejam contratados em contas abertas ilegalmente em nome do cidadão ou da empresa.

Como ativar o BC Protege+

  • Acesse a área logada do Meu BC com Conta gov.br nível prata ou ouro e verificação em duas etapas habilitada;
  • Localize o serviço BC Protege+ e ative a proteção;
  • Colaboradores de empresas registrados no gov.br também podem ativar a proteção em nome da organização;
  • A escolha fica registrada no sistema e é informada automaticamente às instituições financeiras quando elas consultam os dados do cliente.

Desativação para abertura de contas

Caso o usuário deseje abrir uma conta ou ser incluído na de terceiros, é necessário acessar novamente o BC Protege+ e desativar a proteção temporariamente. O Banco Central recomenda programar uma data de reativação automática, garantindo que a segurança seja restabelecida após o procedimento.

O serviço é gratuito e pode ser ativado ou desativado a qualquer momento.

Economia

Em 10 anos, 60,7% dos beneficiários conseguiram deixar o Bolsa Família


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De cada dez pessoas que recebiam o Bolsa Família em 2014, seis conseguiram deixar o programa assistencial nos dez anos seguintes. A constatação faz parte do estudo Filhos do Bolsa Família, divulgado nesta sexta-feira (5) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

O levantamento feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mostra também que a maior taxa de saída do programa é dos que eram adolescentes em 2014.

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Enquanto a taxa média de saída dos beneficiários foi de 60,68%, entre os jovens de 15 a 17 anos de idade, a proporção chega a 71,25%. Ou seja, de cada dez, sete deixaram de precisar da transferência de renda nos dez anos seguintes.

Em seguida, figura a faixa de 11 a 14 anos, com 68,80%. Já entre as pessoas que tinham até 4 anos de idade, a proporção das que deixam o programa no intervalo de uma década foi de 41,26%.

O público avaliado na pesquisa é classificado como a “segunda geração” do programa criado em 2003.

Mobilidade social

Autor do estudo, o professor de economia da FGV Valdemar Rodrigues de Pinho Neto classifica o Bolsa Família não só como um alívio dos efeitos da pobreza imediata, mas também como forma de mobilidade social.

Ele destaca a importância das condicionalidades de saúde e educação, como a obrigatoriedade de o responsável manter crianças na escola, cobertura vacinal em dia e realização de exame pré-natal.

“Transferência de renda e, ao mesmo tempo, viabilizar o fomento de capital humano desses jovens, para que no futuro, tendo oportunidades de trabalho, de empreendedorismo, eles consigam acessar o setor produtivo, ter melhores condições socioeconômicas e, de certa forma, viabilizar essa mobilidade”, diz.

O pesquisador aponta que a saída de pessoas do Bolsa Família é fator determinante para a continuidade da política social.

“No contexto de recursos escassos para o governo, saber que os filhos do Bolsa Família não necessariamente estarão presentes no programa no futuro, de certa forma, diz um pouco também a respeito da própria sustentabilidade do programa.”

Valdemar Neto assinala que as pessoas que deixaram o Bolsa Família não ficaram desprotegidas. No grupo dos que tinham 15 a 17 anos em 2014, 28,4% tinham vínculo formal de emprego dez anos depois; e mais da metade (52,67%) tinha deixado o Cadastro Único (CadÚnico), porta de entrada para programas sociais do governo, voltado à população mais vulnerável.

A pesquisa buscou informações do mercado de formal de trabalho por meio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, declaração anual obrigatória que as empresas enviam ao governo para registrar dados sobre trabalhadores.

Situação ao redor

A pesquisa concluiu que o ambiente socioeconômico no qual estão inseridos os beneficiários do Bolsa Família influenciou a taxa de saída do programa no período de 2014 a 2025.

Entre outras constatações, o levantamento aponta que:

  • Em áreas urbanas, a taxa de saída de jovens de 6 a 17 anos (67%) supera a de regiões rurais (55%);
  • Jovens de 6 a 17 anos em famílias na qual a pessoa de referência tem emprego com carteira têm taxa de saída (79,40%) superior à de quem trabalha sem carteira (57,51%) e por conta própria (65,54%);
  • Jovens de 6 a 17 anos em famílias na qual a pessoa de referência tem ensino médio têm taxa de saída (70%) acima de quando a escolaridade é apenas fundamental completo (65,31%).

“Pais que têm mais acesso à educação conseguem romper a pobreza que a gente chama de pobreza intergeracional. Então, filhos de pais mais educados, obviamente, também conseguem sair mais do programa”, avalia Neto.

Difícil estudar com fome

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, comemorou os números de saída do programa e afirmou que “o Bolsa Família não é um fim, mas um começo”.

“É muito difícil dar passos largos sem tirar da fome. É difícil estudar se não tirar da fome. É difícil trabalhar se não tirar da fome. Esse passo justifica os mais pobres no Orçamento”, afirma.

Tendência recente

O estudo da FGV traz dados do Novo Bolsa Família, a versão atual do programa, iniciada em 2023.

Entre os beneficiários observados no início de 2023, cerca de um terço (31,25%) já não estava mais no programa em outubro de 2025. Entre jovens de 15 a 17 anos, a saída é ainda mais elevada nos três anos: 42,59%

Nesse período, a entrada mensal de famílias no programa (359 mil em média) fica abaixo da média de saída, 447 mil.

“Já oferece uma ideia do que a gente pode esperar na década seguinte”, aponta Valdemar Pinho Neto.

“Assim como a [taxa de saída da] segunda geração foi melhor que a da primeira, a terceira espera-se que seja melhor que a da segunda”.

A pesquisa da FGV foi divulgada na mesma semana em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que mais de 8,6 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024, reduzindo a proporção da população na pobreza para 23,1%, a menor já registrada desde 2012, quando começou a série histórica do instituto.

O mercado de trabalho aquecido e programas sociais foram apontados como motivos da redução no número de pobres.

Mecanismo de autonomia

O pesquisador Valdemar Pinho Neto enfatizou a importância de duas características da nova versão do programa.

Um é a regra de proteção, que não tira automaticamente da lista de beneficiário a pessoa que conseguiu emprego. Há um período de adaptação e a garantia de que ela poderá voltar a ser atendida, sem fila de espera, caso perca o emprego.

O outro é o Programa Acredita, que oferece microcrédito para apoiar empreendedores de baixa renda.

“A ideia é que a transição do Bolsa Família para o mercado de trabalho seja algo mais suave e não uma decisão muito drástica na vida dos beneficiários”, salienta o professor.

Bolsa Família

O critério inicial para uma pessoa ser beneficiária do Bolsa Família é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa (quanto a família ganha por mês, dividido pelo número de pessoas).

O benefício base é de R$ 600, que pode ser aumentado em casos de haver criança e grávida na família, por exemplo. O valor médio do benefício está em R$ 683,28. Em novembro, o programa tinha 18,65 milhões de famílias e custava R$ 12,69 bilhões.

Economia

PicPay fecha acordo com INSS e devolverá R$ 1 mi de cobrança de seguro no consignado

O PicPay firmou um termo de compromisso com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e se comprometeu a devolver cerca de R$ 1 milhão cobrados de beneficiários em operações de crédito consignado, referentes à contratação de seguro prestamista -modalidade de seguro vinculada ao empréstimo que quita a dívida em situações como morte, invalidez ou desemprego.
Leia mais (12/05/2025 – 19h46)