Economia

Lula reafirma apoio a Bachelet no comando da ONU: ‘altamente qualificada’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou neste sábado (28/03) o apoio do Brasil à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração ocorre após a retirada do respaldo à política pelo governo chileno. Em publicação na plataforma X, Lula destacou que o Brasil […]

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Economia

Superoferta de energia solar provoca sobrecarga no sistema elétrico brasileiro e obriga desligamento de usinas


Superoferta de energia solar provoca sobrecarga no sistema elétrico brasileiro e obriga desligamento de usinas
Reprodução/Jornal Nacional
A superoferta de energia solar tem provocado sobrecarga no sistema elétrico brasileiro, e algumas usinas são desligadas diariamente para evitar apagões.
A energia solar gerada em telhados de casas, comércios, propriedades rurais e indústrias já soma cerca de 44 mil megawatts de capacidade instalada no país. A chamada geração distribuída é hoje a segunda maior fonte do Brasil entre as renováveis, atrás apenas das hidrelétricas, e segue em expansão.
A produção solar se concentra principalmente entre 10h e 16h. Nesse período, há uma oferta de energia muito superior à demanda, o que pressiona o sistema elétrico.
Com o crescimento das fontes renováveis, o Operador Nacional do Sistema Elétrico tem feito ajustes diários. O operador passou a solicitar que usinas solares e eólicas reduzam a geração para evitar instabilidades.
Dados do ONS mostram que, no ano passado, usinas eólicas e solares deixaram de produzir mais de 20% da energia que poderiam gerar, tanto por determinação do operador quanto por limitações de infraestrutura.
Diante dessas perdas, empresas do setor pediram compensações ao governo. O Ministério de Minas e Energia abriu, no fim do ano passado, uma consulta pública para discutir o tema.
O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar, Rodrigo Sauaia, afirma que o principal problema é a falta de infraestrutura para escoar a energia produzida. Ele defende investimentos em redes e mudanças no consumo.
“As principais soluções são melhorar e tornar mais robusta a infraestrutura elétrica — linhas de transmissão, distribuição e subestações — para que possamos usar mais a energia limpa produzida no Brasil. Também é necessário estimular o consumo de energia elétrica pela sociedade, como veículos elétricos, indústrias eletrificadas, exportação para países vizinhos, atração de data centers e produção de hidrogênio verde. Além disso, é importante incentivar o uso de energia durante o dia, quando ela está disponível, e desestimular o consumo à noite, quando é mais cara.”
Sauaia também destacou o potencial de crescimento da energia solar no país: “Países como a Austrália já têm um a cada três telhados gerando energia solar. No Brasil, é menos de um a cada dez. Ainda estamos no começo, e a energia solar é uma forma barata, competitiva e limpa de reduzir a conta de luz. O setor elétrico precisa se adaptar para permitir esse avanço.”
O Ministério de Minas e Energia informou que, desde 2023, investiu cerca de R$ 70 bilhões em novas linhas de transmissão e melhorias no sistema, e que pretende reduzir os cortes na geração renovável.
Já o presidente da Associação dos Grandes Consumidores de Energia, Paulo Pedrosa, avalia que o país precisa aperfeiçoar a forma como incentiva as renováveis. “O país está fazendo o certo do jeito errado. A energia renovável é a mais barata e, com baterias, pode ser distribuída ao longo do tempo. Mas as regras atuais incentivam uma expansão desordenada dos painéis solares, que não são controlados pelo sistema. Em momentos de muito sol, isso pode até ameaçar o fornecimento, obrigando o operador a desligar usinas e até a desperdiçar água de hidrelétricas para manter a estabilidade.”
Economia

CPI do INSS encerra trabalhos sem aprovar relatório final


CPI do INSS encerra trabalhos sem aprovar relatório final
Reprodução/Jornal Nacional
Depois de quase 16 horas de discussão, a CPI do INSS encerrou os trabalhos na madrugada deste sábado (28) sem aprovar um relatório final.
O parecer do deputado Alfredo Gaspar, do União Brasil, pedia o indiciamento de 216 pessoas por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.
Durante a sessão, parlamentares da base do governo e da oposição trocaram acusações sobre a origem dos desvios e as responsabilidades pelo combate às irregularidades.
O deputado Rogério Correia afirmou: “Essa é a gênese do que aconteceu, e o governo Bolsonaro não combateu. Foi preciso o governo do presidente Lula para iniciar esse combate, por meio da Controladoria-Geral, da Polícia Federal e da comissão. O relatório parecia abordar apenas o que aconteceu após o governo Bolsonaro, como se não existisse passado. Parece uma sina dos bolsonaristas: esquecem o passado. É o negacionismo da história”.
Já o senador Rogério Marinho disse: “Foi esta comissão que impediu a investigação seletiva. Quando a AGU e a CGU começaram a se debruçar de forma mais séria sobre o tema, apenas 11 entidades estavam na investigação inicial. Foi a CPMI que fez com que essa apuração fosse ampliada para mais de 30 associações, inclusive aquelas protegidas pelo governo atual”.
Parlamentares da base apresentaram um relatório alternativo. Durante a madrugada, a senadora Eliziane Gama levantou uma questão de ordem e defendeu que o texto alternativo fosse votado.
“Vencido o relator e havendo a apresentação de relatório alternativo, é consequência lógica das disposições regimentais que ele seja submetido à apreciação do colegiado na mesma reunião, se a maioria assim decidir”, ela afirmou.
A votação do relatório oficial começou depois da 1h. O texto foi rejeitado por 19 parlamentares da base do governo e do Centrão. Outros 12, da oposição, votaram a favor.
Após o resultado, o presidente da comissão, senador Carlos Viana, respondeu ao questionamento e indeferiu o pedido. Ele afirmou: “Compete a esta presidência decidir sobre a designação de um novo relator quando este é vencido. Não há prazo para essa designação, que é discricionária. Desse modo, a questão de ordem é descabida”.
O senador informou que uma cópia do relatório de Alfredo Gaspar será enviada à Polícia Federal, ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República.
A CPI mista do INSS teve duração de seis meses e foi criada para investigar descontos ilegais em benefícios de milhões de aposentados e pensionistas. Segundo a Polícia Federal, o esquema pode ter desviado até R$ 6 bilhões.
Economia

Programação do São João 2026 de Bananeiras, PB, tem Xand Avião, Flávio José, Luan Santana e mais; veja atrações


São João de Bananeiras no Brejo da Paraíba
Divulgação
A programação completa do São João de Bananeiras, no Brejo da Paraíba, foi divulgada neste sábado (28). Um dos festejos juninos mais tradicionais do estado, o evento vai acontecer entre os dias 20 e 23 de junho. Entre as atrações confirmadas estão Flávio José, Xand Avião, Leonardo e Luan Santana (veja a programação completa ao fim desta matéria).
O São João de Bananeiras acontece numa área às margens da PB-103, no sentido Bananeiras – Dona Inês. Segundo a prefeitura da cidade, a área tem 41 mil metros quadrados e espaço para shows, camarotes, alimentação e estacionamento.
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Em 2025, o São João de Bananeiras reuniu nomes como a dupla sertaneja Zé Neto & Cristiano e o grupo de pagode Menos é Mais. Este ano, Bruno e Marrone e o grupo Falamansa estão entre os confirmados.
Luan Santana garante emoçã, fantasia e clima de nostalgia aos fãs que acompanham o cantor em quase duas décadas de carreira
Thomaz Marostegan/g1
Programação São João 2026 de Bananeiras
20 de junho (sábado)
Bruno e Marrone
Flávio José
Giullian Monte
Curió & Pingo
21 de junho (domingo)
Xand Avião
Eliane
Raynel Guedes
Wagner Viana
22 de junho (segunda-feira)
Leonardo
Zé Cantor
Ranniery Gomes
Djael Wagner
23 de junho (terça-feira)
Luan Santana
Falamansa
Gui Matos
Fogo na Brasa
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Economia

Empresário morre em tentativa de assalto no Butantã, em São Paulo


Empresário morre em tentativa de assalto no Butantã, em São Paulo
Reprodução/Jornal Nacional
Um empresário morreu durante uma tentativa de assalto no bairro do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. A esposa da vítima afirma que ele foi morto por um policial que o confundiu com um dos criminosos.
Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, voltava de um almoço com a mulher em uma motocicleta quando o casal foi abordado por dois assaltantes, também em uma moto.
Um policial de folga, que passava de carro pelo local, tentou intervir. Segundo a Polícia Militar, houve troca de tiros, e os disparos atingiram Celso e um dos suspeitos. O outro criminoso conseguiu fugir.
A esposa do empresário, que não quis se identificar por segurança, contesta a versão de confronto. Ela afirma que não houve troca de tiros e que o marido foi atingido pelas costas.
“Não houve confronto de tiros. Os dois assaltantes chegaram e apresentaram a arma. Era um revólver calibre 38, de tambor prateado. Eu saí correndo para trás. Como o trânsito estava parado, tirei o capacete. Nesse momento, ouvi uma pessoa vindo de trás e atirando. Olhei para ele e disse: ‘O que você fez? É o meu marido. Ele não é o assaltante’. Mas ele já tinha disparado dois tiros, um na nuca e outro nas costas, porque meu marido estava de costas. Comecei a gritar: ‘Olha o que você fez, é o meu marido’. Ele atirou porque imaginou que ele era o bandido.”
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que as polícias Civil e Militar apuram as circunstâncias do caso e que todas as mortes decorrentes de intervenção policial são rigorosamente investigadas.
Economia

Espetáculo da Paixão de Cristo emociona público no maior teatro ao ar livre do mundo


Espetáculo da Paixão de Cristo emociona público no maior teatro ao ar livre do mundo
Globo
Há quase 60 anos, o Agreste pernambucano é palco da encenação da Paixão de Cristo, uma tradição apresentada no maior teatro ao ar livre do mundo.
Quando os profetas anunciam a passagem bíblica da vinda de Jesus, a cidade-teatro ganha uma atmosfera especial. Dentro das muralhas de pedra de Nova Jerusalém, o público é levado ao ano da morte de Cristo. Está aberta mais uma temporada do espetáculo da Paixão de Cristo, em Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco.
Ao todo, são nove cenários que contam a história dos últimos momentos da vida do Messias. Cerca de 450 figurantes compõem o elenco, que tem, neste ano, Dudu Azevedo no papel de Jesus, Beth Goulart como Maria, Marcelo Serrado interpretando Pilatos e Carlo Porto como Herodes.
O espetáculo, que começou na década de 1960, celebra neste ano o centenário do criador da cidade-teatro, Plínio Pacheco, representado em um monumento que está sempre em movimento, assim como o público. Um movimento de história e tradição que, a cada ano, se reveste de fé e inovação.
A aposentada Maria Isabel voltou ao espetáculo décadas depois. “É a segunda vez, mas sabe quando eu vim? Em 1983.” Ao relembrar a experiência, destacou as mudanças: “Mudou muito.”
Entre as novidades apresentadas estão figurinos ricos em detalhes, além de um show de luzes e sons. Um dos momentos mais esperados pelo público é a ascensão de Cristo. O efeito criado pela produção faz com que o personagem principal suba cerca de 100 metros, desaparecendo no céu e emocionando os espectadores.
A servidora pública Ivete Lacerda se impressionou com a grandiosidade da apresentação. “Extraordinário, muito emocionante. Estão todos de parabéns, porque foi uma superprodução.”
A professora Elane Lucena também destacou o impacto do espetáculo. “Maravilhoso, espetacular. A gente nunca viu algo assim. É emocionante, não tem como não se emocionar.”
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