Economia

Guarda Revolucionária do Irã diz que atacou maior porta-aviões dos EUA; Pentágono nega

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), principal braço das forças armadas iranianas, afirmou neste domingo (01/03) ter atacado o porta-aviões USS Abraham Lincoln no Golfo após o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, ser assassinado em ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel. “O porta-aviões norte-americano Abraham Lincoln […]

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Economia

Instituição oferece bolsas de estudo para curso de técnico de enfermagem em Salvador


Instituição oferece bolsas de estudo para curso de técnico de enfermagem em Salvador
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O Monte Tabor disponibilizou 20 bolsas integrais para o curso de técnico em enfermagem, em Salvador. As inscrições começam na segunda-feira (2) e seguem até o dia 13 de março.
O processo é realizado na sede do Centro de Educação Profissional Ludovica, unidade de ensino mantida pelo Monte Tabor, no bairro de Pau da Lima.
As vagas são destinadas a candidatos com mais de 18 anos, que tenham concluído o ensino médio e que comprovem situação de vulnerabilidade socioeconômica.
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Além disso é preciso apresentar resultado do Enem com mínimo de 400 pontos e obter média 7 na avaliação escrita de Matemática e Português, que será realizada no ato da inscrição, com duração de duas horas.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O resultado final será divulgado no dia 17 de março, no site da instituição e no perfil do Instagram. O curso será realizado de forma presencial e as aulas têm início previsto para 24 de março de 2026.
Segundo a instituição, além da formação técnica, o programa aposta em um modelo pedagógico inovador, que integra o desenvolvimento socioemocional e digital, preparando o aluno para atuar com empatia e excelência no cuidado com o outro.
Cronograma
Inscrições: 02/03/2026 a 13/03/2026
Resultado final e matrícula: 17/03/2026
Início das aulas: 24/03/2026
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Economia

‘Cenário sombrio’: Após ataque no Irã, especialistas avaliam risco de escalada nuclear global


Perigo cada vez mais real: como estão caindo as proteções contra armas nucleares
“O Irã nunca terá uma arma nuclear”. A frase foi repetida três vezes no discurso deste sábado (28) do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O programa nuclear iraniano é antigo. Começou em 1957 com apoio dos Estados Unidos, quando o Irã vivia a ditadura do xá Mohammad Reza Pahlavi, muito antes da revolução islâmica de 1979.
Oficialmente tinha o objetivo de produzir energia nuclear. E a versão oficial do governo islâmico continua a mesma: o atual programa nuclear tem fins pacíficos.
Mas os Estados Unidos e Israel não acreditam nisso.
Em junho do ano passado, os dois países alegaram ter destruído o programa na operação “Martelo da Meia-noite”, que atacou bases onde estavam as plantas de enriquecimento de urânio, material que pode ser usado na fabricação de arma nuclear. Mas parece que não foi bem assim.
Ataque às instalações em junho de 2025
“Provavelmente, as plantas de enriquecimento do Irã foram realmente destruídas. Mas acontece que destruir as plantas não significa destruir o programa, porque os técnicos, os cientistas envolvidos no desenvolvimento do programa continuam vivos e com ‘know-how’ “, explica Marco Antônio Saraiva Marzo, físico nuclear e engenheiro nuclear.
“Por outro lado, o Irã possuía 408 quilos de urânio. Esse urânio poderia ter sido escondido, transportado em pequenos contêineres”, pontua o especialista.
“Esses ataques retardaram o programa nuclear iraniano, sem dúvida alguma, mas não o eliminaram”, também destaca Matias Spektor, professor de relações nternacionais Fundação Getúlio Vargas (SP).
Em paralelo ao conflito militar, Irã e Estados Unidos estavam em negociações sobre o programa nuclear desde abril do ano passado. Mas, após várias rodadas de conversas, não houve acordo.
“Os Estados Unidos pediram o fim completo do programa nuclear, que o regime não topa fazer”, explica o professor.
“Porque o Irã interpreta que este programa simboliza a capacidade que o país tem de ter uma vida autônoma, independentemente da oposição que recebe dos Estados Unidos há quase 50 anos, e a oposição sistemática de Israel, que essa era uma maneira do Irã mostrar ao mundo a sua grandeza”, completa.
Repórter: “E agora, como ficará o programa deles? O que a gente sabe?”.
Matias Spektor: “Houve vários ataques a instalações nucleares, novamente. Então, provavelmente, o programa nuclear do Irã está sendo realmente destruído. Mas se a situação continuar como está, daqui a alguns anos eles podem voltar a desenvolver instalações nucleares, especialmente instalações de enriquecimento”.
As potências nucleares mundiais
O mundo tem hoje nove países com armas de destruição em massa, nove potências nucleares, incluindo as duas que atacaram o Irã neste sábado: Estados Unidos e Israel.
“O principal aliado internacional do Irã é a Rússia. No entanto, a Rússia não tem condições materiais hoje de sair em apoio ativo para o Irã, porque a Rússia está lutando a própria guerra dela na Ucrânia”, pontua o professor de relações internacionais.
Ele esclarece que a China já deu sinais de que não vai se envolver no conflito. “Ela não rasgará a camisa pelo Irã. Não tem nenhum país na Europa hoje aliado do regime dos aiatolás, muito pelo contrário. A mesma coisa vale para Índia e Paquistão”.
E também para a Coreia do Norte. O Irã, porém, conta com outro tipo de apoio, como lembra o professor Tanguy Baghdadi em entrevista ao repórter Rodrigo Carvalho.
“O Irã tem vários grupos no Oriente Médio que são aliados dele. Hezbollah, Hamas, os Huthis, no Iêmen, que podem efetivamente fazer ataques em seu nome. São grupos que estão enfraquecidos, mas que eventualmente podem recorrer, por exemplo, a táticas terroristas na região e fora da região”, explica o especialista.
Mas esses grupos não têm armas nucleares.
O futuro das armas nucleares
Então, será que o mundo está mais seguro? “A situação mundial na questão do risco nuclear é muito sombria”, ressalta o físico Marco Antônio Marzo.
“Muitos países hoje estão pensando ativamente se não deveriam construir artefatos nucleares. Tem conversas a esse respeito na Coreia do Sul, na Alemanha, na Polônia, no próprio Japão”, diz Sperktor.
Cada país por um motivo diferente: uns por proteção e outros para garantir influência numa disputa global que muda rápido.
“Tem conversas a esse respeito na Coreia do Sul, na Alemanha, na Polônia, no próprio Japão”, aponta o professor.
E não é só isso. Para o físico, existem alguns pontos importantes em jogo para entender o futuro das armas nucleares:
Todos os países nucleares estão modernizando seus arsenais;
a China está expandindo o seu arsenal nuclear;
e na última semana, expirou o último tratado de redução de armas nucleares estratégicas entre a Rússia e os Estados Unidos;
“Isso significa que hoje não existe nenhum tratado em vigor de redução de armas nucleares no mundo. O desarmamento nuclear vem praticamente paralisado há décadas. Parece que o risco nuclear é uma coisa lá dos países do norte, mas se houver uma guerra nuclear total, todos os continentes, o hemisfério norte, o hemisfério sul, todos são atingidos. Esse é um problema também nosso”, comenta.
Especialistas comentam sobre perigo de guerra nuclear
Repórter: Quanto tempo duraria uma guerra nuclear?
“É muito difícil de responder, mas uma guerra total nuclear envolvendo esses países, especialmente Estados Unidos, Rússia e China, poderia levar à destruição do mundo”, diz Marco Antônio.
Repórter: Tem gente que faz essa previsão de que duraria poucas horas.
“Esse é um exercício mental que diz assim, que diante de um ataque nuclear haveria uma retaliação imediata do atacado com armas nucleares, levando a um contra-ataque e a uma escalada. Haveria ou aniquilação mútua ou você emitiria tanta radiação no planeta que acabaria a vida na Terra”, diz Spektor.
“O lance com a guerra nuclear é que a gente nunca viveu uma, e é melhor assegurar que a gente nunca viverá uma”, completa.
‘Cenário sombrio’: Após ataque no Irã, especialistas avaliam risco de escalada nuclear global
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Trump escala conflito no Irã e contraria promessa de campanha de evitar guerras, avalia Guga Chacra

Guga Chacra comenta movimento de Donald Trump, que prometeu parar guerras
O presidente Donald Trump inicia uma guerra aberta contra o regime de Teerã, no Irã, e marca uma mudança drástica em sua postura política. A decisão contraria o discurso de sua campanha de reeleição, quando ele prometia não embarcar em novos conflitos internacionais.
Segundo o Guga Chacra, o presidente afirmava que resolveria impasses externos assim que assumisse o poder.
“Não é o que vem acontecendo ao longo desse primeiro ano de mandato. Basta ver primeiro a intervenção na Venezuela. Mas ali ele obteve um resultado positivo, foi muito pontual, capturou Maduro e fez um acordo com o regime chavista. No Irã é diferente. No Irã o Trump lançou uma mega operação militar com Israel agora, primeiro em junho, mas ali também foi contra instalações nucleares. Dessa vez é uma guerra aberta contra o regime de Teerã”, apontou Guga Chacra.
Como resultado imediato, Trump exibe a eliminação do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, como um troféu político.
A postura do presidente desperta críticas severas dentro do Partido Democrata. Os opositores questionam a constitucionalidade da ação, já que Trump não consultou o Congresso americano para iniciar a guerra. A falta de diálogo institucional é um dos principais pontos de desgaste no cenário político de Washington.
Até mesmo a ala à direita do movimento “Make America Great Again” (MAGA) demonstra insatisfação. Membros desse grupo avaliam que o presidente prioriza os interesses de Israel em vez dos Estados Unidos. O descontentamento na base aliada sinaliza uma fragmentação no apoio ao conceito de “America First”.
Guga Chacra traça um paralelo histórico com a gestão de George W. Bush na Guerra do Iraque.
“Bush derrubou o Saddam Hussein e a gente sabe como terminou a história do Bush, uma catástrofe, a guerra do Iraque”, aponta Guga.
O temor é que a história se repita com o atual confronto contra o Irã e o Talebã. O cenário econômico também apresenta riscos globais imediatos.
Um eventual fechamento do Estreito de Ormuz pode gerar impactos negativos nos países aliados do Golfo Pérsico. Qualquer desestabilização financeira severa prejudica diretamente a imagem do presidente no longo prazo.
Atualmente, Trump não detém o controle total sobre os desdobramentos da guerra. Embora a queda do regime iraniano possa representar uma vitória, outros cenários são preocupantes.
O custo elevado da operação militar e a incerteza política podem influenciar as eleições no fim do ano. O impacto econômico e o desgaste diplomático servem como combustíveis para a oposição.
“Todos são cenários preocupantes para o presidente americano que podem impactar nas eleições no final do ano”, comenta Guga Chacra.
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Economia

Quem pode liderar o Irã agora? Herdeiro da antiga monarquia quer comandar transição de poder no país


O que se espera para o futuro do Irã?
Quase cinquenta anos depois da revolução dos aiatolás, o príncipe da antiga monarquia anunciou que se dispõe a liderar uma transição. Um cenário improvável, na opinião dos especialistas.
Entre a memória do regime do xá, a repressão da república islâmica e uma sociedade marcada por divisões e protestos, o país se vê diante da mesma encruzilhada de 1979.
Mal começaram os bombardeios neste sábado (28), e um homem, de postura solene, gravou uma mensagem em persa ao povo do Irã:
“A ajuda que o presidente dos estados unidos da américa prometeu ao bravo povo iraniano acaba de chegar”, disse Reza Pahlavi.
Reza Pahlavi é filho de Mohamed Reza Pahlevi, o último xá do Irã. Em persa, o xá é o rei dos reis.
“Eu espero estar ao seu lado o mais breve possível para que, juntos, possamos retomar o Irã e reconstruí-lo”.
O autointitulado príncipe do Irã, exilado aos 18 anos com o próprio pai, que havia sido deposto pela revolução, tem se apresentado como a salvação de um país em crise.
“Eles me convocaram. Eu vou voltar ao Irã e garantir uma transição estável”, apontou o Pahlavi.
Mas quem está querendo a volta da monarquia? O principal apoio vem de fora, dos iranianos que foram exilados com a família real.
“Essa comunidade da diáspora é uma grande apoiadora da família da dinastia Pahlavi. Já dentro do Irã, a situação é mais multifacetada. O apoio a ele já não é tão grande assim”, explica o historiador especialista em política internacional Filipe Figueiredo.
O analista Paulo Hilu diz que a monarquia teria apoio de alguns setores, como os comerciantes, e se favorece da falta de memória. A maior parte da população nasceu e cresceu depois da revolução que depôs o xá em 1979.
“Na verdade, o príncipe não é nenhuma alternativa, ele representa justamente esse descrédito geral das figuras políticas dentro do Irã. Tendo dito isso, ele voltar sobre bombas americanas israelenses e tanques americanos israelenses, obviamente, não vai garantir com ele nenhuma legitimidade”, comenta o coordenador do núcleo de estudos do Oriente Médio na Universidade Federal Fluminense (UFF).
O Irã antes da Revolução de 1979
Que Irã era esse sob o comando do xá, o pai dele? Imagens da época apresentam um país moderno, com jeito ocidental, mulheres de minissaia — um contraste com a polícia de costumes, que hoje espanca e mata mulheres que se recusem a usar o véu.
Mas era também uma monarquia absolutista violenta.
“Esse mesmo governo do xá, que tem essa imagem liberal, essa imagem de ter sido um governo tolerante, é governo que tinha a polícia política, que tinha prisões, que tinha torturas, que tinha centros de tortura em que pessoas desapareciam”, destaca Figueiredo.
A dinastia Pahlavi tomou o poder num golpe militar há 100 anos. O primeiro monarca, avô do candidato ao trono, ficou no comando até a Segunda Guerra Mundial.
Numa posição geográfica estratégica — entre a União Soviética e o Império Britânico —, o Irã foi ocupado por ambos, então aliados.
Os britânicos tinham um interesse adicional: o acesso ao petróleo iraniano, ameaçado em 1951.
“Os iranianos elegem um líder social-democrático que vai buscar a nacionalização do petróleo como meio de garantir o desenvolvimento do país, como meio de garantir divisas para o desenvolvimento e industrialização do Irã”, diz o historiador.
Dois anos depois, apoiado pelos ingleses, o xá dá um golpe e depõe o primeiro-ministro.
“Como consequência desse golpe, nós vamos ter uma concentração de poderes na mão da monarquia, na mão do xá”.
A Revolução Islâmica
Na noite deste sábado, as cenas de pessoas comemorando a morte do aiatolá Khamenei lembraram as celebrações de 1979, quando a revolução depôs o xá Reza Pahlevi. Lá estavam unidas a esquerda, os democratas e os religiosos.
No primeiro ano da revolução, o poder ainda era fragmentado, como ficou evidente quando um grupo de estudantes tomou a embaixada americana e fez dezenas de reféns.
Na época, o Jornal Nacional enviou dois repórteres especiais, Sérgio Mota Melo e Paulo Zero, para a cobertura. Eles entraram na embaixada dos Estados Unidos, que estava ocupada pelos estudantes iranianos que seguiam o aiatolá Khomeini, e entrevistaram o líder do grupo dos sequestradores.
Sérgio Mota: “Afinal, quem é que vai decidir a sorte dos reféns aqui na embaixada? São vocês, os estudantes, ou o aiatolá Khomeini?”
Estudante: “As decisões gerais e políticas são tomadas pelo Imam Khomeini. As especificamente ligadas à embaixada são tomadas por nós”.
“A república islâmica, embora tenha sido declarada em 1979, ela só é efetivamente consolidada em 1982”, esclarece Paulo Hilu.
É quando o religioso xiita, aiatolá Khomeini, vira o líder supremo: uma espécie de chefe de estado, com poder sobre as forças armadas.
O presidente é eleito, mas só pode concorrer quem tem a aprovação do clérigo.
“O presidente governa. Ele decide os ministérios, qual vai ser a política, a política pública de saúde. Só que o presidente não controla as Forças Armadas, que é um elemento fundamental do poder. É importante entender que o estado iraniano é organizado de uma maneira em que o poder é extremamente fragmentado em diversas estruturas políticas”, diz Hilu.
O Irã de Khamenei
Com a morte do aiatolá Khomeini em 1989, assumiu o aiatolá Ali Khamenei, morto nos ataques deste sábado por inimigos que Khamenei alimentou em quase 50 anos ao se opor à hegemonia americana e israelense na região. Ao mesmo tempo, ele criava inimigos internos com a repressão violenta.
“A repressão política existia, porém, a grande diferença para o regime pós-1979 e especialmente para o Irã pós-guerra com o Iraque, pós-1988, certamente, é a violência de gênero”, aponta Figueiredo.
Violência voltada especialmente às mulheres. A morte da jovem curda Mahsa Amini, em 2022, espancada por se recusar a usar o véu, levou a uma série de protestos no país.
A repressão aos manifestantes, com milhares de pessoas mortas, pode explicar as comemorações à morte de Khamenei.
Mas quais são as chances desse país, com tantas etnias e religiões e quase 100 milhões de habitantes, sair dessa guerra sem cair em outra ditadura?
“Existem pessoas que batalham para isso. Você tem grandes pensadores políticos, você tem grandes atores políticos, você tem pessoas que atuaram, inclusive, dentro da própria estrutura da república islâmica, que tentaram efetivamente levar a uma direção mais democrática. Então, sim, existe um setor da sociedade que é secular, secularizado, existe um pluralismo de formas de entender o que é religião. Então, sim, existem todas as condições, mas isso é possível se houver uma transição real a um regime realmente inclusivo e democrático”, comenta Hilu.
Quem pode liderar o Irã agora? Herdeiro da antiga monarquia quer comandar transição de poder no país
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Vídeo mostra momento em que água volta a correr em rio no Piauí após 8 meses de seca


Vídeo mostra momento em que água volta a correr em rio no Piauí após 8 meses de seca
Um vídeo gravado na manhã deste domingo (1º) mostra o momento em que a água voltou a correr pelo leito do Rio Boa Vista, no Sul do Piauí. As imagens registram a chegada do volume de água ao povoado Peixe, na zona rural de Massapê do Piauí, após as chuvas registradas nos últimos dias na região.
O vídeo passou a circular entre os moradores da região e chamou a atenção por marcar o retorno do fluxo do rio após um período de oito meses de seca, que afetou comunidades rurais, a agricultura familiar e o abastecimento de água no município.
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Segundo Rafael Coutinho, autor das filmagens, a água que aparece no vídeo teria origem no município de Simões, que enfrenta longo volume de chuvas, o que teria contribuído para a retomada do curso natural da água.
Em nota, a Prefeitura de Massapê do Piauí comemorou a chegada das águas ao Rio Boa Vista e destacou que o momento simboliza um alento após um dos períodos mais críticos de seca enfrentados nos últimos anos.
Nota da Prefeitura de Massapê do Piauí
A Prefeitura Municipal de Massapê do Piauí confirma, com grande alegria e sentimento de gratidão, a chegada das águas ao Rio Boa Vista, no povoado Peixe, fato que simboliza não apenas um fenômeno natural, mas um verdadeiro alento para todo o nosso município.
Após enfrentarmos um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos, marcado por estiagem severa, redução dos reservatórios, prejuízos à agricultura familiar, dificuldades no abastecimento hídrico e impactos diretos na economia local, a chegada das chuvas renova a esperança do nosso povo. Foi um ano de grandes provações, em que a gestão municipal precisou adotar medidas emergenciais, intensificar o apoio às comunidades rurais, realizar limpeza e recuperação de barreiros e açudes, além de buscar permanentemente parcerias institucionais para garantir segurança hídrica à população.
Ver novamente o leito do Rio Boa Vista recebendo água é presenciar a força da natureza e, ao mesmo tempo, a resiliência do povo massapeense. É a certeza de que dias melhores estão se consolidando, especialmente para os produtores rurais, para as famílias que dependem da agricultura e para todos aqueles que têm na água o elemento essencial da sua subsistência e dignidade.
A gestão municipal permanece atenta e comprometida. Estamos monitorando as condições climáticas, acompanhando as áreas ribeirinhas e reforçando o planejamento hídrico, de modo a transformar esse período chuvoso em oportunidade de recomposição dos reservatórios e fortalecimento da nossa segurança hídrica estrutural.
Recebemos as imagens com emoção, porque elas retratam não apenas a chegada da água, mas a chegada da esperança. Massapê do Piauí é um município de fé, trabalho e perseverança. Seguiremos firmes, com responsabilidade administrativa, planejamento técnico e sensibilidade social, para que cada ciclo de chuva represente mais desenvolvimento, mais produção e mais qualidade de vida para o nosso povo.
Vídeo mostra momento em que água volta a correr em rio no Piauí após chuvas
Arquivo Pessoal/Rafael Coutinho
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