Economia

África do Sul diz que foi ‘desconvidada’ de cúpula do G7 na França por pressão dos EUA

O governo da África do Sul anunciou nesta quinta-feira (26/03) que o presidente Cyril Ramaphosa não é mais convidado de Paris para participar da cúpula do G7, devido à pressão “contínua” dos Estados Unidos. O evento vai acontecer em junho, em Evian, no sudeste da França. “Ficamos sabendo que, devido a pressões contínuas, a França […]

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Economia

Por 8 votos a 2, Supremo decide que cabe ao Congresso prorrogar ou não a CPMI do INSS


STF derruba liminar de André Mendonça que prorrogava a CPMI do INSS
Por oito votos a dois, o STF – Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe ao Congresso prorrogar ou não a CPMI do INSS.
O plenário do Supremo analisou a decisão individual do relator. O ministro André Mendonça havia determinado a prorrogação da CPMI do INSS com o argumento de que a minoria parlamentar tem direito a dar continuidade às investigações. A comissão apura fraudes nos descontos de aposentados e pensionistas e termina oficialmente no sábado (28).
Desde dezembro de 2025, integrantes da CPI vinham pedindo a extensão do prazo, sem resposta do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, do União. No início de março, eles acionaram o Supremo.
Na segunda-feira (23), o ministro André Mendonça determinou a prorrogação dos trabalhos e deu prazo para que o presidente do Congresso oficializasse a decisão. Se Alcolumbre não se manifestasse, o presidente da CPMI poderia prorrogar os trabalhos. O prazo de 48 horas começou a valer na terça-feira (24) e terminou na manhã desta quinta-feira (26).
No STF, o primeiro a votar foi o relator. André Mendonça defendeu o direito de a minoria parlamentar, composta por partidos de oposição, em se manifestar e buscar a extensão dos trabalhos. O ministro votou por prorrogar a CPMI por 60 dias:
“É como se nós autorizássemos a instalação. A minoria consegue as assinaturas para a instalação, mas na composição dos membros, a minoria já não tem a mesma força e se compõe com a maioria as comissões. Então, se criam obstáculos de impedimentos, de leituras de requerimentos, de aprovação de requerimentos, até que se esgote o prazo e depois não se prorrogue. Se criam os obstáculos até que se escoe os prazos”.
Por 8 votos a 2, Supremo decide que cabe ao Congresso prorrogar ou não a CPMI do INSS
Jornal Nacional/ Reprodução
O ministro Flávio Dino votou em seguida e abriu a divergência. Ao contrário de Mendonça, Dino afirmou que o tema é de competência interna do Congresso:
“A Constituição não trata de prorrogação de CPI. A Constituição trata – e a jurisprudência do Supremo trata – de criação, jamais de prorrogação, porque a Constituição é silente quanto a isto”.
Alexandre de Moraes também votou contra a posição do relator de prorrogar a CPI mista. Ele ressaltou que a Constituição limita os trabalhos de comissões a um fato determinado por prazo certo, específico:
“A Constituição coloca um requisito objetivo e coloca um requisito de restrição, seja do exercício do poder, seja do abuso do poder. Prazo certo. A Constituição não fala prazo certo mais prorrogação”.
Os ministros Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques seguiram a divergência, contra a prorrogação da comissão. O ministro Luiz Fux acompanhou o relator. Ele afirmou que a minoria parlamentar tem o direito de buscar a prorrogação das investigações, como consta no regimento do Congresso:
“Sendo prerrogativa das minorias a instauração da CPI, é natural e indispensável que essa prerrogativa também alcance a prorrogação de suas atividades, considerando a subsistência do seu objeto de investigação, respeitando apenas o prazo de término na mesma legislatura – consoante também destaca não só a Constituição mas complementada pelo regimento interno do Senado Federal”.
Dias Toffoli e Cármen Lúcia acompanharam os votos da divergência, formando maioria para derrubar a liminar de André Mendonça que autorizou a prorrogação da CPI.
Ao longo do julgamento, o ministro Gilmar Mendes criticou quebras de sigilos sem fundamentação, exposição de conversas íntimas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, com a então namorada, Martha Graeff, e o vazamento de informações sigilosas. Ao votar, Gilmar reforçou os argumentos e acompanhou a maioria contra a decisão de Mendonça:
“Porque eu não acompanho Sua Excelência, o relator? Eu vou pedir todas as vênias para, a partir do próprio texto do parágrafo terceiro que diz diante de requerimento de 1/3 para apuração de fato determinado e por prazo certo, dizer não é o caso de mandado de segurança. Não devemos inaugurar uma possibilidade de prorrogação. Isto é matéria do Congresso Nacional”.
O último a votar, o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, também seguiu a maioria, para negar a prorrogação da CPI mista. Por oito votos a dois, o Supremo entendeu que a prorrogação de comissões é uma questão interna do Congresso e não representa um direito automático. Portanto, não caberia interferência da Justiça. Com a liminar de André Mendonça sem efeito, a previsão é que a CPMI do INSS encerre os trabalhos no prazo original – sábado (28).
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Economia

COP15: ariranha entra em lista mundial de risco e terá novas medidas de proteção


Ariranhas cavando toca e reação hilária.
Redes sociais/ Projeto Ariranhas
A ariranha, maior espécie de lontra do mundo, foi incluída na lista da Organização das Nações Unidas (ONU) que reúne animais migratórios ameaçados de extinção. A decisão foi aprovada por unanimidade nesta semana, durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), realizada em Campo Grande (MS), com a participação de representantes de mais de 130 países.
Na prática, a inclusão significa que a espécie deve receber mais medidas de proteção internacional, com ações coordenadas entre os países onde ela ainda existe.
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A partir desta semana, especialistas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) vão se reunir com representantes dos países que abrigam a espécie para elaborar um plano de ações. O objetivo é definir estratégias conjuntas para proteger as populações remanescentes.
Ariranha vive apenas na América do Sul
A ariranha (Pteronura brasiliensis) é a maior entre as 14 espécies de lontras existentes no mundo e vive exclusivamente na América do Sul.
Originalmente, o animal era encontrado em 11 países, desde a Venezuela até o Uruguai. No entanto, a espécie já foi extinta em território uruguaio e enfrenta risco crítico em países como Argentina, Paraguai e Equador.
Ao longo das últimas décadas, a ariranha perdeu cerca de 40% da sua área original de ocorrência, principalmente por causa da destruição do habitat e da redução das populações.
Hoje, o Brasil, especialmente nas regiões do Pantanal e da Amazônia, concentra as maiores populações que ainda restam.
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Entenda o que muda com a inclusão nas listas da ONU
A proposta para incluir a ariranha nas listas internacionais foi apresentada pelo governo da França em outubro de 2025. O pedido foi feito devido à perda de habitat e ao declínio das populações da espécie.
A Convenção sobre Espécies Migratórias divide os animais em duas listas principais, chamadas de Anexo I e Anexo II, que determinam o nível de proteção.
“O anexo 1 são espécies ameaçadas. E aí a restrição é muito forte para qualquer uso dessas espécies”, explicou Braulio Ferreiro de Sousa Dias.
Já o Anexo II reúne espécies que ainda não estão em situação crítica, mas que exigem atenção constante.
“Tem um anexo II das espécies que estão com uma situação de preocupação”, disse o especialista.
Na prática, a inclusão em uma dessas listas faz com que os países sejam incentivados a cooperar entre si e criar planos conjuntos de proteção.
Ariranha leva chuva de terra no rosto.
Redes sociais/Reprodução
O que é a COP15
A Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15) reúne delegações de mais de 130 países em Campo Grande (MS).
O encontro discute acordos internacionais para proteger animais que atravessam fronteiras entre países, como aves, mamíferos e peixes.
As decisões aprovadas durante o evento definem estratégias globais para preservar espécies ameaçadas e evitar novos riscos de extinção.
Trabalho em equipe: ariranha leva ‘chuva de terra’ no rosto no Pantanal
Veja vídeos Mato Grosso do Sul
Economia

Inmet emite alerta de chuvas intensas para João Pessoa e mais 22 cidades da Paraíba; veja lista


Chuvas intensas provocaram alagamentos em João Pessoa nesta quinta-feira (5)
Everaldo Ricardo/CBTU
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta quinta-feira (26), um alerta de chuvas intensas para 23 cidades da Paraíba, incluindo a capital João Pessoa. O alerta é amarelo, e corresponde, na escala do Inmet, a perigo potencial. Confira a lista de cidades afetadas no final desta reportagem.
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O período de alerta começa às 0h de sexta-feira (27) e segue até as 23h59 do dia. De acordo com o Inmet, as chuvas podem variar de 20 a 30 mm/h, podendo chegar a 50 mm/dia.
O alerta amarelo apresenta baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos e árvores, alagamento e descargas elétricas.
Em casos de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
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Veja os municípios sob alerta
Alhandra
Baía da Traição
Bayeux
Caaporã
Cabedelo
Capim
Conde
Cruz do Espírito Santo
Itabaiana
João Pessoa
Juripiranga
Lucena
Mamanguape
Marcação
Mataraca
Pedras de Fogo
Pilar
Pitimbu
Rio Tinto
Santa Rita
São Miguel de Taipu
Sapé
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