Economia

Governo de Israel fecha escolas e suspende ensino presencial após retaliação iraniana

As aulas presenciais em âmbito nacional foram canceladas neste domingo (22/03) e seguirão suspensas na próxima segunda-feira (23/03) sob determinação do ministro da Educação de Israel, Yoav Kisch, após as forças iranianas lançarem ofensivas retaliatórias nas cidades Dimona e Arad, ao sul do país. A decisão, de acordo com a autoridade sionista do governo de […]

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Economia

Pedro Mariano defende a controvertida remixagem do álbum de Elis Regina de 1973: ‘não houve falta de respeito’


Capa do álbum ‘Elis’, gravado em 1973 por Elis Regina (1945 – 1982) e relançado em edição remixada e remasterizada
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O protesto público de Cesar Camargo Mariano contra a remixagem do álbum “Elis” (1973) – disponível desde terça-feira, 17 de março, dia do 81º aniversário de nascimento de Elis Regina (1945 – 1982), em edição com novas mixagem e masterização – gerou discussões acaloradas nas rede sociais ao longo do fim de semana.
A maioria dos internautas tendeu a concordar com a indignação de César Camargo Mariano, pianista, arranjador e diretor musical do álbum “Elis”. Na visão de Cesar, com a remixagem, foram “jogados no lixo” todos os planos originais de gravação e mixagem estudados e pensados pelo músico e arranjador com Elis.
Filho de César e de Elis, Pedro Mariano vinha acompanhando as discussões dos últimos dois dias e, na noite deste domingo, se posicionou nas redes sociais, defendendo a remixagem orquestrada pelo engenheiro de som Ricardo Camera sob a supervisão de João Marcelo Bôscoli, filho primogênito de Elis.
“Não houve falta de respeito, critério e carinho em nenhuma etapa”, sentenciou Pedro Mariano, contrariando a visão do pai.
♫ Eis, na íntegra, o texto de Pedro Mariano sobre a remixagem do álbum “Elis”:
“Olá, gente! Tudo bem? Estou vindo aqui pra me posicionar em relação a uma certa comoção que vem ganhando reverberação por aqui nas redes quanto ao lançamento do disco da Elis de 1973, que foi remixado pelo Ricardo Camera, sob a supervisão e direção do João Marcello, meu irmão. Confesso que não entendi o motivo da polêmica!
Como herdeiros, João Marcello, Maria Rita e eu, detemos o direito total irrestrito de aprovação e de veto de qualquer projeto que venha ao nosso encontro que tenha a Elis como seu objeto principal. Temos ao nosso lado as gravadoras que possuem os materiais originais e que são as proprietárias dos fonogramas contendo as vozes da Elis. Temos também competentes e experientes escritórios de advocacia especializados nas questões jurídicas e artísticas que envolvem todas as liberações. Há décadas estamos à frente de uma empreitada gigante de manter o legado da Elis vivo e presente.
Enfrentamos muitos desafios que vão desde a perda de memória cultural até os algoritmos de hoje em dia. Mesmo assim, os fãs da Elis tiveram biografias, filmes, documentários, peças de teatro, musicais e uma enormidade de homenagens em álbuns, audiovisuais e publicidade. Sempre respeitando a liberdade artística dos que criam e geram esses conteúdos.
Se um projeto da Elis está no ar, foi porque nós, o herdeiros, aprovamos. Isso é ponto pacífico. Não existe, portanto, a menor possibilidade de um projeto que estejamos envolvidos ter sido feito à nossa revelia. Remixagens feitas por DJs mundo afora frequentemente chegam até nós e, a despeito de qualquer gosto artístico ou estético, nossa maior preocupação é manter o legado da Elis vivo. Estando tecnicamente correto e com todas as questões legais envolvidas resolvidas, que Elis siga cantando para o maior número de pessoas.
O disco em questão, ‘Elis’, de 1973, passou por processo rigoroso de recuperação e, após essa etapa, foi decidido que seria remixado e relançado sob essa bandeira de “Remix”, mantendo o álbum original em todas as plataformas onde as duas versões podem coexistir. Trata-se de uma nova visão de um álbum incrivelmente bem sucedido em todas as suas características, com o propósito de trazer às novas audiências uma nova experiência, sob a luz das novas tecnologias disponíveis hoje em dia.
Não houve falta de respeito, critério e carinho em nenhuma etapa. Não faltou dedicação, seriedade e amor no processo. Fizemos algo semelhante há alguns anos com o disco ‘Elis & Tom’, onde novos “momentos” foram resgatados e uma nova abordagem em termos de mixagem também foi utilizada.
Não é obrigatório gostar do álbum! Apenas lembrem que nós, João Marcello, Maria Rita e eu, estamos envolvidos e em nenhum momento estivemos munidos de qualquer sentimento que não fosse o melhor para a obra dela. Aos que não gostaram, segue o original nas plataformas, para seguirem curtindo, como sempre! Aos que estão abertos às novas experiências, que as novas tecnologias nos proporcionam:
Viva Elis!”
Pedro Mariano
Economia

KATSEYE entrega show com coreografias impecáveis para bom público no Lolla, mas nada além


Katseye se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Globo
Após passagem pelo Lolla Chile, as cinco remanescentes do KATSEYE chegaram ao Brasil com um repertório adaptado para as performances em quinteto.
Desfalcado, o grupo fez uma apresentação de 60 minutos neste domingo (22), embalada por uma precisão quase que milimétrica de coreografias, reflexo direto da sua origem fabricada.
Lolla 2026: Veja fotos do 3º dia
Formado entre 2023 e 2024 pelo reality show “Dream Academy”, o KATSEYE consolidou-se um girl group que, apesar de reunir integrantes dos EUA, Coreia do Sul, Suíça e Filipinas (se definem como um “grupo internacional”), carrega mesmo é toda a estética e o investimento da indústria pop coreana.
Um negócio de caso pensado que, aparentemente, deu muito certo. O grupo ostenta números no streaming que rivalizam com os dos outros dois artistas graúdos deste domingo, Lorde e Tyler, The Creator.
Quanto custa comer no Lolla?
Outra prova do sucesso: apesar da apresentação ter sido no mesmo horário do rapper Tyler (headliner inédito no Brasil), milhares de pessoas preferiram acompanhar o pop coreografadinho e chiclete do grupo.
O grosso do público era formado por crianças (muitas aparentavam não passar dos 10) e adolescentes. A maioria dos adultos que se via, acompanhava elas.
Sem álbum de estúdio lançado oficialmente (apenas EPs e singles soltos), o grupo tem um repertório enxuto de letras feitas para se conectarem mesmo com essa faixa etária. Como em “Monster High Fright Song”, uma das tocadas da noite: “O ensino médio me dá calafrios. Mas quando estou com a minha galera você não pode nos ignorar”, diz trechinho do refrão.
No palco em Interlagos, Daniela Avanzini, Lara Raj, Megan Skiendiel, Sophia Laforteza e Yoonchae Jeung tentaram fazer jus aos números do streaming, as indicações ao Grammy 2026 (Melhor Artista Revelação e Melhor Performance Pop em Duo ou Grupo) e aos fãs que estavam presentes. Não conseguiram.
E não foi por falta de esforço. É justamente o contrário: elas até estavam entusiasmadas (“A gente esperou muito tempo para vir ao Brasil)”, disse uma delas.
Em músicas como “Internet Girl”, elas desfilaram em fila, rebolaram até o chão e fingiram estar teclando em um laptop imaginário na bunda umas das outras.
Mas tudo na apresentação é coreografado demais, robótico demais. Nada sai do roteiro.
Katseye se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Globo

Nem mesmo quando elas se apresentaram uma a uma após “I’m Pretty” e tentaram desenrolar algumas palavras em português. O máximo que saiu foi um “e aí, gatinhas”.
Os pontos altos do show foram mesmo os momentos em que os hits “Gabriela” e “Gnarly” tocaram. Muita batida de leque e dancinha sensual de TikTok, por parte da galera.
O que se viu no palco realmente pode ter impressionado os pequeninos e animados fãs, mas faltou de um headliner de festival uma das partes mais interessantes de se ver em um evento desse tipo: pulsação, improviso, alma.
É o que se espera de artistas, não?
O que ficou da apresentação foi a sensação de um espetáculo eficiente, mas que é arrumadinho demais.
O KATSEYE é um produto amarrado num lacinho, fofo, mas que foi feito de caso pensado para exportação. Não tinha como ser diferente.
Katseye se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Globo
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Economia

‘Golpe do exame’: criminosos usam entrega falsa de resultados médicos para roubar dados bancários; veja como se proteger


O golpe da falsa entrega de resultado de exames médicos
O Fantástico deste domingo (22) mostrou um novo golpe que vem fazendo vítimas em todo o Brasil: criminosos se passam por laboratórios e oferecem a entrega de resultados de exames em casa por uma taxa.
O pagamento, no entanto, só pode ser feito com cartão — estratégia usada para capturar dados bancários das vítimas. Em alguns casos, os golpistas chegam a informar até o nome do médico que solicitou o exame para dar credibilidade à abordagem.
Laurenci, uma aposentada de Porto Alegre foi uma das vítimas do “golpe dos exames” após procurar atendimento em um hospital particular.
Duas semanas depois da consulta, ela recebeu uma ligação informando que os exames estavam prontos e poderiam ser entregues em casa por cerca de R$ 4,99. No momento da entrega, o golpista se recusou a aceitar dinheiro e exigiu pagamento com cartão.
Durante a operação, ele manipulou a máquina e conseguiu capturar os dados bancários. Horas depois, foram feitas compras no cartão da vítima que somaram R$ 8,5 mil.
A fraude só foi percebida quando o banco enviou alertas de transações. Com juros, a dívida ultrapassou R$ 15 mil.
O golpe está tão comum que os hospitais começaram a colocar avisos em suas dependênciase alertas em seus canais de atendimento.
Outro casal, no Rio, perdeu 89 mil reais.
‘Golpe dos exames’ engana pacientes e rouba dados bancários
Reprodução/TV Globo
Como se proteger
Especialistas orientam que, em caso de golpe, a vítima registre um boletim de ocorrência, comunique o banco e procure um órgão de defesa do consumidor para tentar o ressarcimento. Se não houver solução administrativa, o caso pode ser levado à Justiça.
“Os hospitais são extremamente prejudicados por isso, e a responsabilidade do hospital é com o paciente. Então nós estamos numa luta há um ano e meio, com a ajuda da polícia, tentando identificar de onde podem surgir esses vazamentos, que nós sequer sabemos se são dentro dos hospitais”, afirmou Antônio Brito, diretor executivo da Associação Nacional dos Hospitais Privados.
Também em nota, a Confederação Nacional de Saúde orienta que o paciente desconfie de qualquer ligação, mensagem ou contato não solicitados que ofereçam entrega de exames em domicílio e que, diante de qualquer abordagem desse tipo, procure confirmar a informação diretamente nos canais oficiais da instituição de saúde, por meio de números disponíveis em seus sites.
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Economia

‘Pagou, passou’: PF revela como funcionava esquema de fraudes em concursos públicos


Investigação desmontou esquema de fraudes em concurso público
Reprodução/TV Globo
Pagou, passou. O Fantástico teve acesso com exclusividade a uma investigação da Polícia Federal que desmontou uma quadrilha especializada em fraudar diversos concursos públicos com propina, ponto eletrônico e professores cooptados.
Um esquema que, segundo a PF, incluía o chefe de polícia de Alagoas como um dos mentores.
Tudo começou com uma denúncia anônima que levou os investigadores até o ex-policial militar Wanderlan Limeira de Sousa, na cidade de Patos, na Paraíba. Ele e dois parentes foram aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024 para o cargo de auditor fiscal do trabalho, com salário superior a 22 mil reais.
No celular da sobrinha dele, Larissa Neves, a polícia encontrou áudios que ajudam a explicar o esquema. Em uma conversa, o irmão de Wanderlan detalha a necessidade de subornar vigilantes, desligar câmeras e até usar um “boneco” — alguém pago para fazer a prova no lugar do candidato.
De acordo com a investigação, a quadrilha utilizava diferentes métodos: pontos eletrônicos para transmitir respostas durante a prova, fotos de cadernos de questões e até acesso antecipado ao gabarito.
A Polícia Federal afirma que os valores cobrados variavam conforme o cargo. Para funções mais altas, como auditor fiscal, o preço podia chegar a 500 mil reais.
Horas antes da prova para auditor fiscal, Larissa enviou mensagens para o pai cobrando as respostas. A investigação aponta que, antes mesmo do início do exame, ela já tinha recebido o tema da redação e o gabarito.
Investigação de fraude em concursos públicos
Reprodução/TV Globo
Um dos personagens centrais do esquema é Waldir Luiz de Araújo Gomes, conhecido como “Mister M”. Ele trabalhava na Cesgranrio, organizadora do CNU e, depois, entrou no Tribunal Regional da Paraíba. Segundo a PF, ele teve acesso antecipado às provas e explicava como violar os envelopes sem deixar vestígios.
“O lacre é fácil demais, tanto romper e botar de novo”, disse em um dos áudios vazados.
As investigações também identificaram Thyago José de Andrade como chefe da organização criminosa. Ele seria responsável por cooptar funcionários de instituições organizadoras de concursos em todo o Brasil. Além do CNU, o grupo atuava em seleções para tribunais, bancos federais e universidades.
Mensagens interceptadas mostram negociações que envolviam centenas de milhares de reais. Em um dos áudios, Wanderlan fala sobre uma dívida de 400 mil reais à Thyago por um serviço prestado a um candidato.
Segundo a PF, alguns beneficiados não tinham condições de pagar à vista e faziam acordos, incluindo parcelamentos e entrega de bens como carros e viagens.
Avanço das investigações
A investigação avançou após a delação de Thyago e da namorada dele, Laís Giselly Nunes de Araújo. A partir daí, surgiram novos nomes, entre eles o do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento.
De acordo com a Polícia Federal, Thyago afirmou que foi obrigado a trabalhar para o delegado, fraudando concursos para pessoas indicadas por ele. A PF também aponta que a esposa de Gustavo, Aially Xavier, tentou usar um ponto eletrônico em uma prova para delegado, mas o equipamento não funcionou.
Outro nome citado é o de um investigador da Polícia Civil de Alagoas e vereador em Arapiraca, que, segundo a PF, também participava do esquema: Ramon Isidoro Alves.
Na última semana, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão em Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Dois professores suspeitos de resolver provas para candidatos foram presos. O delegado-geral de Alagoas foi alvo de busca e apreensão.
Outro caso investigado é o de uma candidata, Larissa Saraiva Alencar, que ficou em primeiro lugar no concurso para auditora fiscal do trabalho. Segundo a PF, o marido dela, delegado em Pernambuco, teria pago pela sua aprovação. Ela continua trabalhando como auditora.
As defesas dos investigados Antônio Limeira das Neves e Larissa de Oliveira Neves negam as acusações ou afirmam que ainda não há denúncia formal. Thyago José e Laís dizem que não fazem parte de nenhuma organização criminosa e que são inocentes.
A fundação responsável pela organização do concurso diz que também é vítima das fraudes.
Os outros não conversaram com a reportagem. Os investigados podem responder por crimes como fraude em concurso público, organização criminosa e concussão.
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