Economia

Seis pit bulls são abandonados sem comida em casa no litoral de SP, diz protetora; VÍDEO


Vídeo mostra pitbulls abandonados em casa no litoral de SP
Seis cães da raça pit bull foram abandonados sem comida em uma casa em Cananéia, no litoral de São Paulo. As informações são da diretora da Associação de Proteção Animal do município (APAC), Maria de Lourdes de Souza, que registrou o caso junto à Polícia Civil. Segundo ela, os animais estão sozinhos no local há aproximadamente oito dias.
Em imagens obtidas pelo g1, os cães podem ser vistos debaixo de estruturas de madeira no imóvel (assista acima). O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Cananéia como omissão de cautela na guarda de animal. A equipe de reportagem não localizou o responsável pelo imóvel.
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De acordo com o boletim de ocorrência, o caso chegou ao conhecimento da protetora a partir de uma vizinha da residência. Segundo o relato da mulher, o cachorro dela entrou no quintal da casa, onde foi atacado e morto pelos pit bulls.
Cachorro de uma vizinha da residência (à esq.) foi morto pelos pit bulls abandonados
Reprodução/APAC
Maria afirmou que, dos seis pit bulls, três são filhotes e têm cerca de um ano de idade. A protetora disse acreditar que o local funcionava como um possível canil clandestino para a venda de animais.
Ainda segundo ela, um dos cães apresenta sinais de sarna, e todos demonstram comportamento agressivo, possivelmente agravado pela situação de abandono. A protetora acrescentou que está em contato com a Prefeitura de Cananéia, além de veterinários e adestradores, para viabilizar o resgate, a ressocialização e a futura adoção dos animais.
O g1 entrou em contato com a Prefeitura do município, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
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Economia

Brasil tem potencial para recuperar 13 milhões de hectares de florestas até 2035, diz estudo


Proposta de expansão e restauração das florestas brasileiras
Reprodução/TV Globo
Estudos feitos por ambientalistas apontam medidas simples e eficientes que podem ajudar a preservar a vegetação em todos os biomas brasileiros.
O Brasil vem reduzindo o desmatamento em todos os biomas. Mas ainda derruba muito mais floresta do que consegue recuperar.
Em 2024, o país perdeu mais de 1 milhão de hectares de vegetação, segundo o MapBiomas. No mesmo período, restaurou 600 mil hectares de áreas degradadas.
Se mantiver o ritmo atual, o Brasil ainda deve perder 5 milhões de hectares até 2035, mas tem potencial para recuperar 13 milhões — o que daria um saldo positivo de 8 milhões de hectares.
Esse saldo é o que vai permitir uma espécie de equilíbrio florestal e climático.
“A nossa avaliação é de que a partir de 2030 essas curvas vão se inverter. Então a gente vai chegar em 2035 com mais florestas e eventuais áreas desmatadas serão plenamente compensadas pelo fato de que a gente está plantando muito mais ou permitindo que a floresta volte naturalmente”, explicou Beto Veríssimo, cofundador do Imazon.
Em Sete Lagoas, região central de Minas Gerais, um projeto vem recuperando áreas particulares degradadas.
“Nós só explicamos os benefícios, fizemos uma carta de anuência com os proprietários, eles toparam e agora a gente começou já as atividades de plantio”, disse Jéssica Terra, engenheira florestal e presidente do Instituto Terrenus.
A meta é plantar 120 mil mudas de ipê-amarelo do Cerrado para ajudar na recuperação ambiental da região.
Segundo pesquisadores, esse é um exemplo de como é possível expandir as florestas no Brasil para reverter os danos causados pelo desmatamento.
O estudo sugere dois modelos para expandir as florestas: a restauração com o plantio, dispersão de sementes ou regeneração natural.
E a silvicultura, que combina produção econômica com conservação de matas nativas na mesma propriedade.
O Brasil tem 11 milhões de hectares aptos a receber florestas produtivas. Um exemplo disso vem de Mato Grosso do Sul.
Ribas do Rio Pardo tinha a segunda maior área degradada do país e conseguiu reverter o cenário em menos de quatro anos — com apoio da iniciativa privada.
“Trazendo a vegetação para essas áreas, mais eu tenho ali a possibilidade de fazer a remoção do CO₂, o grande vilão do aquecimento global. Você pode trabalhar projetos florestais para trazer cobertura verde de novo e vida, e trazer a ciclagem de nutrientes, de água e de vida nesses locais”, afirmou Adriana Maugeri, presidente da Câmara Setorial de Florestas do Ministério da Agricultura.