Economia

O contragolpe do INSS nos assassinos de mulheres

O feminicídio não é uma violência apenas contra a mulher e a sociedade, também contra os cofres da Previdência Social. Infelizmente essa conta só vem crescendo. Conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2015 foram registrados 449 casos de feminicídio. Dez anos depois, o número saltou para 1.568.
Leia mais (04/07/2026 – 20h30)
Economia

Trump recua de novo após ameaças, e Irã celebra ‘derrota inegável e histórica do inimigo’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, no final da tarde desta terça-feira (07/04), que suspendeu mais uma vez o ataque prometido contra o território do Irã, decisão que levou o país persa a publicar, minutos depois, um comunicado celebrando a medida. A nota difundida pelo Conselho de Segurança Nacional do Irã afirma que […]

O post Trump recua de novo após ameaças, e Irã celebra ‘derrota inegável e histórica do inimigo’ apareceu primeiro em Opera Mundi.

Economia

Argentinos protestam contra Milei por eliminação de programa social

Trabalhadores argentinos de mais de 70 organizações sociais fizeram uma série de protestos nesta terça-feira (07/04), em várias regiões país, contra as medidas de austeridade do governo Javier Milei e o fim do antigo programa “Potenciar Trabajo” (aprimorar o trabalho, em tradução livre). Houve repressão da polícia federal com lançamento de gás lacrimogênio contra trabalhadores […]

O post Argentinos protestam contra Milei por eliminação de programa social apareceu primeiro em Opera Mundi.

Economia

‘Repressora que virou babá’: Austrália autoriza extradição de chilena acusada de ligação com ditadura

Em uma decisão anunciada nesta terça-feira (07/04), o tribunal australiano rejeitou o último recurso apresentado pela defesa de Adriana Elcira Rivas, de 72 anos, para tentar impedir sua extradição para o Chile. A sentença concluiu o último trâmite antes do envio de Rivas ao seu país natal, onde ela é acusada de participar do sequestro, […]

O post ‘Repressora que virou babá’: Austrália autoriza extradição de chilena acusada de ligação com ditadura apareceu primeiro em Opera Mundi.

Economia

Movimentos cobram investigação de crimes da ditadura contra indígenas

Participantes do Acampamento Terra Livre (ATL 2026) cobram do Estado brasileiro a instalação de uma comissão responsável por aprofundar a investigação das violências que agentes públicos cometeram contra comunidades indígenas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988. A criação de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade é uma das 13 […]

O post Movimentos cobram investigação de crimes da ditadura contra indígenas apareceu primeiro em Opera Mundi.

Economia

Irã suspende comunicação com os EUA após novas ameaças de Trump

O Irã suspendeu nesta terça-feira (07/04) todos os canais de comunicação diplomáticos e indiretos com os Estados Unidos, segundo informou o jornal estatal Tehran Times. De acordo com o veículo, “todas as trocas de mensagens também foram interrompidas”. Vale ressaltar que a medida foi tomada horas antes do prazo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, […]

O post Irã suspende comunicação com os EUA após novas ameaças de Trump apareceu primeiro em Opera Mundi.

Economia

Dia do Jornalista: do analógico ao Big Data, profissionais da Amazônia se reinventam como guardiões da democracia


Comunidade ribeirinha no Amazonas.
Divulgação/FAS
Houve um tempo em que o jornalismo na Amazônia era feito ao som de máquinas de escrever, com imagens captadas em câmeras enormes e fitas de áudio editadas manualmente. Hoje, o cenário se transformou: drones sobrevoam áreas remotas da floresta e algoritmos de Big Data (imenso volume de dados digitais que exigem tecnologia de ponta para tratamento) cruzam informações para detectar crimes ambientais em tempo real.
Neste 7 de abril, Dia do Jornalista, a profissão dedicada a narrar o cotidiano da maior floresta do mundo não celebra apenas uma data, mas uma verdadeira metamorfose.
Em meio à ‘Infodemia’, saturação de informações que muitas vezes dificulta o acesso a fontes confiáveis, e ao avanço das inteligências artificiais, o jornalista amazônico emerge como um guardião da democracia, unindo a sensibilidade do olhar humano ao rigor técnico no trato com os dados.
📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp
Para a jornalista e doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Edilene Mafra, essa evolução é uma missão de vida. Com uma trajetória que atravessa a transição do analógico para o digital, Edilene não apenas acompanhou a mudança tecnológica, mas se apropriou dela para se ‘ferramentar’ e fortalecer o direito à informação.
“Comecei minha caminhada quando as notícias eram datilografadas em laudas de papel. Viver a transição para o ecossistema digital não foi apenas um desafio tecnológico, mas uma oportunidade contínua do exercício da práxis e da ética”, diz Edilene, que reforça que o uso de inteligências de fontes abertas ajuda a revelar o que está submerso em volumosos bancos de dados.
“Acredite: agora, ‘entrevistamos’ os dados para consolidar matérias que podem transformar a realidade das pessoas”.
Para quem conhece os desafios de atuar na Amazônia, a autoridade do profissional na região depende de um binômio inegociável: o domínio de ferramentas avançadas e o conhecimento profundo do ambiente.
“Para ser jornalista em nosso território, é preciso compreender nossa geografia complexa, nossa história muitas vezes invisibilizada e a alma dos nossos povos. Só assim os dados deixam de ser apenas códigos, vídeos, textos ou sons e passam a ser histórias de vida ou provas cruciais contra a desinformação”, afirma a jornalista.
Academia como Escuta
A celebração da data também marca os 57 anos do curso de jornalismo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o pioneiro na região. Como parte das comemorações, o V Congresso de Jornalismo da Amazônia (Conjor) traz o tema ‘Fronteiras Digitais, Vozes Reais’. O evento ocorre entre os dias 22 e 24 de abril.
Segundo a coordenadora do curso de jornalismo, Grace Soares, a temática nasceu de um paradoxo: embora a Amazônia esteja há décadas no centro do debate climático global, as narrativas raramente partem de quem vive na região.
“É uma reflexão complexa que nos obriga a pensar o jornalismo amazônida sob a perspectiva de contar nossa história de ‘dentro para fora’, resistindo a visões estrangeiras estereotipadas e simplistas. Precisamos garantir o direito à informação mesmo em cenários de ‘desertos de notícias’, um conceito que exige toda a nossa atenção”, destaca.
Ao final, a professora Grace Soares define a tônica deste Dia do Jornalista: resistência e inovação. “É chegando aos lugares ‘invisíveis’, investindo em um jornalismo profundo e independente, que combateremos a desinformação. Na era digital, a tecnologia é o instrumento capaz de amplificar nossas vozes, levando-as onde antes o alcance era limitado”, conclui.
Professora Grace Soares durante edição do Conjor.
Divulgação
Voz que transcende o território
A transformação do perfil jornalístico na região também passa pelo protagonismo de quem sempre foi objeto da notícia. Tainara Kambeba, jovem liderança do povo Omagua Kambeba, é um exemplo dessa nova era.
Nascida na Aldeia Jaquiri, em Alvarães, e criada pelos bisavós na Comunidade indígena Três Unidos, na margem esquerda da Área de Proteção Ambiental (APA) no Rio Cuieiras, região do Rio Negro. Lá, Tainara aprendeu desde cedo que a preservação da floresta e da cultura ancestral é imprescindível para o futuro.
Seu interesse pela comunicação despertou aos 12 anos, por meio do projeto “Repórteres da Floresta”, da Fundação Amazônia Sustentável (FAS). O que começou como um sonho de infância para vencer a timidez e produzir jornais impressos na comunidade, sem acesso à internet, tornou-se seu projeto de vida. Para concretizá-lo, Tainara deixou sua casa e passou a morar em Manaus, onde cursa a graduação em jornalismo.
“Eu era muito tímida e mal conseguia me expressar, mas ao participar do projeto, me desenvolvi. Na época, produzíamos jornais impressos para distribuir nas comunidades locais. Descobri na comunicação o sentido para a minha vida e para as atividades que realizo pelo bem do meu povo e da nossa floresta, e foi assim que estive em lugares que nunca tinha imaginado que chegaria. Tudo é comunicação”, afirma.
Hoje, a jovem que distribuía informativos de papel na comunidade ocupa palcos globais e vê no jornalismo a ferramenta definitiva para qualificar seu ativismo. Tainara chegou a participar em duas edições da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP).
Como Jovem Ativista da Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no período de 2023-2025, Tainara representou o Brasil na COP27 (Egito) e na COP30 (Brasil), além de integrar a Rede de Comunicadores Jovens da Makira-E’ta. Para ela, ocupar esses espaços globais é cumprir um papel que já compreende com clareza: ecoar as vozes de seu povo com técnica e autoridade.
“Nossos ancestrais lutaram muito para que estivéssemos aqui hoje. Carrego a voz daqueles que não podem estar nos lugares onde chego, levando as pautas do nosso território. Através do jornalismo, posso dar visibilidade à cultura e às lutas indígenas, levar informações sobre mudanças climáticas para as pessoas entenderem a importância da floresta. Nessa luta a minha arma é a palavra e a minha voz, afirma a estudante.
Jornalistas Edilene Mafra e Tainara Kambeba.
Divulgação
O futuro da notícia
Neste 7 de abril, o recado é claro: em meio a algoritmos e fronteiras digitais, a verdade continua sendo o território mais importante a ser desbravado. Com o uso de drones, análise minuciosa de satélites e o cumprimento esperado da Lei de Acesso à Informação (LAI), o jornalismo amazônico reafirma seu papel como sistema indispensável de fiscalização e promoção da cidadania.
Mais do que nunca, a união entre a alta tecnologia e a alma amazônica prova que a informação de qualidade é a bússola que orienta o desenvolvimento sustentável e protege as vozes reais da floresta. O futuro da notícia já começou, e ele é escrito com ética, rigor e um compromisso inabalável com a democracia.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Economia

Atlético-MG faz acordo com Galo da Madrugada para uso da marca; relembre batalha judicial


Montagem de fotos do Galo da Madrugada e o mascote do Atlético-MG
Foto: Rafael Medeiros/G1 e Pedro Souza
O Atlético-MG informou por meio de nota, divulgada nesta terça-feira (7), que firmou acordo com o Galo da Madrugada para o uso da marca “Galo Folia”. Segundo o clube, ficou definido que o bloco de carnaval mantém seus direitos sobre a marca e não poderá fazer nenhum registro do nome em âmbito desportivo.
O Atlético, por sua vez, não poderá registrar nem se opor a novos pedidos de registro com a expressão Galo na área cultural, eventos e de entretenimento. Além disso, não irá requerer o registro de marcas contendo o termo Galo para eventos carnavalescos.
“Com o acordo, foi requerida a extinção do processo judicial que tinha curso perante a Justiça no Rio de Janeiro. O Clube Atlético Mineiro e o Clube das Máscaras O Galo da Madrugada reiteram o espírito colaborativo na condução das tratativas e o respeito mútuo que existe entre as duas instituições”, informou em nota.
O Atlético movia um pedido de anulação do registro da marca “Galo Folia”, feito pelo Galo da Madrugada, o maior bloco de Carnaval do Recife, em Pernambuco.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Relembre o caso
Em fevereiro, a Justiça negou o pedido do clube, entendendo que não havia conflito direto entre as marcas, já que elas atuam em segmentos distintos — o futebol profissional e o entretenimento carnavalesco. A sentença foi publicada pela juíza Quézia Silvia Reis, da 9ª Vara Federal do Rio de Janeiro.
O time mineiro, cujo mascote é um galo, tinha reivindicado judicialmente que o grupo recifense fosse proibido de usar a marca, sob a justificativa de violação de direitos de propriedade. No entanto, a Justiça Federal rejeitou o pedido e condenou o clube a arcar com as custas do processo.
LEIA TAMBÉM:
Lojas de luxo vendiam por R$ 1,1 mil roupas compradas por R$ 33 em oficinas investigadas por trabalho análogo à escravidão
Tragédia em Brumadinho: STJ decide reincluir ex-presidente da Vale em ação sobre rompimento de barragem
Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas: