Economia

Colômbia tem campanha presidencial mais sangrenta em meio a atentados nas vésperas da votação

A Colômbia caminha para uma eleição presidencial profundamente polarizada, em meio à retomada do conflito armado e ao aumento da violência às vésperas da votação. A campanha eleitoral que antecede o primeiro turno das eleições, a ser realizado em 31 de maio, tornou-se a mais sangrenta da Colômbia em décadas, tendo sido marcada pelo assassinato […]

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Economia

‘Israel abandonou qualquer pretensão de conter invasão no Líbano’, diz pesquisadora

“Israel abandonou qualquer pretensão de conter o conflito no Líbano e suas ações indicam uma campanha prolongada, com o objetivo explícito de desmantelar a capacidade militar do Hezbollah e ocupar o sul” do território. A afirmação é da pesquisadora Muna Omran, especialista na geopolítica sobre Oriente Médio e docente da PUC Minas. Em 8 de […]

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Economia

Evo Morales propõe novas eleições em 90 dias na Bolívia em meio a protestos

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, propôs neste domingo (24/05) a convocação de novas eleições dentro de 90 dias “para evitar mortes e feridos” diante dos protestos contra o governo de Rodrigo Paz. Durante seu programa semanal na Rádio Kawsachun Coca, o líder indígena disse que o atual mandatário “tem dois caminhos: uma decisão suicida, […]

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Economia

Morte em caverna nas Maldivas: o que pode ter causado tragédia com turistas italianos


Líder da equipe de resgate que encontrou mergulhadores italianos nas Maldivas fala ao Fantástico
Um passeio de mergulho em um iate de luxo nas Maldivas terminou em tragédia na semana passada. Cinco turistas italianos morreram após entrarem em uma caverna submersa a cerca de 60 metros de profundidade.
Um sargento mergulhador das Maldivas também morreu durante as buscas pelos corpos.
➡️ Especialistas ouvidos pelo Fantástico explicam que o mergulho em cavernas é considerado um dos mais técnicos e perigosos do mundo e exige treinamento específico, equipamentos avançados e protocolos rigorosos de segurança.
As imagens das águas cristalinas das Maldivas ajudam a entender por que tantos mergulhadores se interessam pela região. O país é formado por quase 1.200 ilhas e atrai turistas do mundo todo para mergulhos recreativos.
Mas o cenário paradisíaco também esconde riscos.
A caverna onde aconteceu o acidente fica no atol de Vaavu. A entrada está a cerca de 50 metros abaixo da superfície. Segundo especialistas, cavernas submersas funcionam como labirintos, com túneis e ramificações que podem causar desorientação.
O finlandês Sami Paakkarinen, mergulhador especializado em resgates, participou da operação que recuperou os corpos dos turistas. Segundo ele, o ambiente exige treinamento específico e uso de misturas especiais de gases.
“Profundidades entre 60 e 70 metros geralmente exigem equipamentos especializados, gases especiais e treinamento especializado”, afirmou.
Os cinco italianos haviam saído para um passeio de mergulho em um iate de luxo. As vítimas foram identificadas como a professora de ecologia Mônica, sua filha Giorgia, a pesquisadora Muriel, o biólogo marinho Frederico e o instrutor de mergulho Gianluca. Eles deveriam retornar ao meio-dia, mas desapareceram.
Nos dias seguintes, equipes de resgate recuperaram os corpos. Durante a operação, o sargento mergulhador Mohamed morreu tentando participar das buscas.
Autoridades das Maldivas classificaram o caso como a maior tragédia desse tipo já registrada no país.
O instrutor brasileiro Eduardo Macedo, que atua com mergulho em cavernas há 30 anos, explicou ao Fantástico que esse tipo de atividade exige anos de preparação.
“O mergulho em caverna é mais técnico, mais difícil, mais complexo e mais perigoso”, disse. Segundo ele, o treinamento costuma durar cerca de um ano e envolve dezenas de mergulhos.
Além da formação, o equipamento também muda completamente em relação ao mergulho recreativo. Lanternas extras, máscaras reservas, cilindros adicionais, carretilhas com cabos-guia e sistemas de reciclagem de ar fazem parte da operação.
Um dos equipamentos usados é o “rebreather”, aparelho que recicla o gás respirado pelo mergulhador e permite permanência por até cinco horas debaixo d’água.
Girardi afirma que a redundância é essencial porque, dentro de uma caverna, não é possível simplesmente subir até a superfície em caso de emergência. “Qualquer problema que eu tenho lá dentro, eu tenho que resolver lá dentro”, explicou.
Diferença entre mergulho recreativo e técnico
Mergulho técnico.
Reprodução/TV Globo
Especialistas destacam que existe uma grande diferença entre o mergulho recreativo — voltado ao lazer — e o mergulho técnico em cavernas.
O recreativo costuma ter limite de até 40 metros de profundidade e utiliza equipamentos mais simples. Já o mergulho técnico ocorre em profundidades maiores e em ambientes fechados, como cavernas submersas.
Segundo o Fantástico apurou, ainda não foram divulgadas informações sobre os equipamentos usados pelos italianos nem se todos tinham habilitação específica para mergulho em cavernas.
Sami Paakkarinen afirmou apenas que os equipamentos utilizados não eram adequados para esse tipo de ambiente.
Baixa visibilidade pode ter causado desorientação
Uma das hipóteses investigadas é que os mergulhadores tenham perdido a visibilidade dentro da caverna após a areia do fundo se espalhar na água.
Segundo especialistas, isso pode transformar o ambiente em um “breu total”, dificultando encontrar a saída.
Os corpos foram encontrados em uma ramificação sem saída da caverna, a cerca de 60 metros de profundidade. O médico hiperbárico Francisco Lobo explica que a desorientação pode provocar pânico e acelerar a respiração do mergulhador.
“Ele pode começar a respirar rápido dentro d’água, consumindo todo o ar que está dentro do cilindro”, afirmou.
Morte do socorrista
A causa da morte do sargento Mohamed já foi identificada: doença descompressiva. O problema acontece quando bolhas de gás, principalmente nitrogênio, se formam no sangue e nos tecidos do corpo.
Segundo especialistas, o tratamento exige fornecimento imediato de oxigênio e uso de uma câmara hiperbárica, equipamento que simula novamente a pressão do fundo do mar para ajudar a dissolver as bolhas de gás.
Mohamed não chegou a usar esse equipamento. Ele foi encontrado já sem vida.
Apesar da tragédia, especialistas afirmam que o mergulho continua sendo uma atividade considerada segura quando os protocolos são seguidos.
“Eu mergulho há 30 anos e nunca tive um acidente. A diferença é equipamento e treinamento adequado”, disse Eduardo Girardi.
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Economia

Ebola volta a assustar África em meio à guerra e à pobreza no Congo


Surto de ebola preocupa o mundo
A República Democrática do República Democrática do Congo enfrenta um novo surto de ebola em meio a conflitos armados, pobreza extrema e dificuldades no acesso à saúde. Segundo especialistas, a doença voltou a circular no país com uma variante rara do vírus, considerada altamente letal.
Este é o 17º surto de ebola registrado no Congo desde 1976. Desta vez, a variante identificada foi a Bundibugyo, que pode levar à morte em até 40% dos casos.
Cristian, morador da cidade de Bukavu, vive na região afetada pelo surto junto da esposa e dos quatro filhos. “Estamos realmente numa situação muito difícil. Só Deus pode nos ajudar”, disse.
Além do medo da doença, a população enfrenta há décadas conflitos armados na região. Segundo militares brasileiros que atuam em missão de paz da ONU, milhares de pessoas vivem deslocadas em condições precárias.
Como o vírus age
Entenda como age o vírus ebola.
Reprodução/TV Globo
O ebola é transmitido principalmente pelo contato com fluidos corporais, como sangue, saliva, vômito, urina e lágrimas.
Segundo o virologista Rômulo Neris, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o vírus consegue se multiplicar rapidamente antes de ser percebido pelo sistema imunológico.
Os primeiros sintomas incluem febre, vômito e diarreia. Em casos graves, o paciente pode sofrer hemorragias internas e externas. “A pessoa pode sangrar pelas gengivas, pelo nariz, pelos olhos”, explicou o especialista.
Ainda segundo os pesquisadores, morcegos são considerados os principais reservatórios naturais do vírus.
Guerra dificulta combate à doença
Especialistas afirmam que o conflito armado na região tornou o controle do surto ainda mais difícil.
A médica Rachel Soeiro, dos Médicos Sem Fronteiras, afirma que muitos moradores adoecem dentro de casa sem conseguir chegar aos hospitais. “Tem pessoas morrendo em casa sem chegar a um atendimento”, disse. A principal concentração de casos está na província de Ituri.
Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde elevou para “muito alto” o risco de disseminação do surto dentro da República Democrática do Congo.
Para países vizinhos, o risco é considerado alto. Já a possibilidade de expansão para fora da África segue classificada como baixa.
Medo, desinformação e estigma
O surto também provocou pânico entre moradores da região. Segundo relatos, pessoas com suspeita da doença passaram a ser evitadas até por familiares. “Você não pode nem cumprimentá-los”, contou Cristian.
A desinformação também preocupa autoridades. O general brasileiro Ulisses Gomes, que atua na missão da ONU no Congo, afirmou que equipes enfrentam dificuldades para conscientizar a população sobre os riscos de transmissão.
Segundo ele, um hospital chegou a ser incendiado por moradores após a morte de um paciente.
Isso porque, na cultura local, familiares costumam tocar e velar os corpos por vários dias — prática que pode aumentar o risco de contágio em casos de ebola.
Apesar do alerta internacional, especialistas afirmam que não há sinais de que o vírus possa provocar uma nova pandemia global. “Não são cenários comparáveis”, disse o virologista Rômulo Neris ao comentar comparações com a Covid-19.
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Economia

Como agia o homem apontado pela PF como o maior ladrão de livros raros do Brasil


Laéssio Rodrigues de Oliveira, apontado pela Polícia Federal como o maior ladrão de livros raros do Brasil, voltou a ser preso após novas investigações sobre furtos de obras históricas e até roubos de quadros valiosos em São Paulo.
Segundo investigadores, ele já foi preso ao menos 11 vezes e é suspeito de furtar livros centenários avaliados em milhões de reais para abastecer o mercado ilegal de obras raras.
Imagens obtidas pela investigação mostram Laéssio e comparsas dentro de bibliotecas e instituições históricas. Em um dos casos, registrado neste ano no Clube Português, em São Paulo, o grupo aproveita a saída de uma funcionária para esconder livros históricos dentro da roupa.
De acordo com a investigação, 16 livros centenários foram levados.
Fabíola Neves, representante da instituição, afirma que é difícil estimar o valor das obras furtadas. “São obras de 1600, 1700”, disse.
Disfarce de pesquisador
Como agia o homem apontado pela PF como o maior ladrão de livros raros do Brasil
Reprodução/TV Globo
Segundo o Fantástico, Laéssio voltou também ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, local onde já havia furtado peças em 2006.
Desta vez, ele e os comparsas se apresentaram como pesquisadores interessados em documentos ligados à Revolução Constitucionalista de 1932.
O diretor da instituição, João Tomás do Amaral, desconfiou do grupo e reconheceu Laéssio mesmo usando máscara. “Eu identifiquei pela testa”, contou.
Segundo ele, o suspeito não conseguiu levar nada nessa nova tentativa. Já no crime de 2006, peças históricas desapareceram e nunca foram recuperadas.
João Tomás afirma que esse tipo de furto representa uma perda histórica difícil de medir. “Nós perdemos parte da nossa identidade”, afirmou.
Obsessão por livros raros
Laéssio virou personagem de um documentário sobre roubos de patrimônio histórico
Reprodução/TV Globo
Laéssio virou personagem de um documentário sobre roubos de patrimônio histórico. A produção mostra que a obsessão dele começou por materiais ligados à cantora Carmen Miranda. Segundo o próprio suspeito, a primeira revista furtada tinha a artista na capa.
As investigações apontam que ele atuava de diferentes formas para acessar os acervos. Segundo a Polícia Federal, um dos métodos era tentar subornar vigilantes para facilitar os furtos e substituir livros originais por réplicas.
Em um áudio obtido pela investigação, Laéssio oferece dinheiro a um funcionário para conseguir acesso às obras.
“Eu não sei se você tem casa própria, se você quer fazer uma faculdade, se você quer comprar um carro”, diz ele na gravação.
A PF afirma ainda que uma mulher teria sido recrutada para tentar seduzir vigilantes e ajudar na ação criminosa. Laéssio e dois comparsas foram presos recentemente em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
Suspeita de participação em roubo de quadros
As investigações avançaram e ligaram Laéssio também ao roubo de 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, ocorrido no ano passado. Entre as obras roubadas estavam quadros de Henri Matisse e Candido Portinari.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, Laéssio é apontado como o mentor intelectual do crime.
Investigadores encontraram mensagens trocadas entre ele e Gabriel Rodrigues Pereira de Mello, identificado como um dos criminosos envolvidos na ação.
Em outra gravação, Laéssio afirma que estava “migrando” dos furtos de livros para os roubos de quadros. “Minha especialidade mesmo é livro”, diz ele no áudio.
Nenhuma das obras roubadas foi recuperada até agora. Mesmo preso, Laéssio recebeu mais um mandado de prisão.
Para as instituições vítimas dos furtos, a principal preocupação continua sendo encontrar as obras desaparecidas. “Quem são os receptadores dessas obras?”, questionou Fabíola Neves.
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Foragida é presa ao tentar visitar o filho em presídio de Bangu


Foragida é presa ao tentar visitar filho no Complexo de Gericinó
Reprodução/TV Globo
Uma mulher foragida da Justiça foi presa neste sábado (23) ao tentar entrar no Presídio Alfredo Tranjan, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), Paula Santanna de Oliveira, de 50 anos, foi abordada durante o procedimento de entrada para visitar o filho, que está custodiado na unidade. Ela é acusada de associação para o tráfico de drogas.
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A captura foi resultado de troca de informações de inteligência e monitoramento entre policiais penais da Subsecretaria de Inteligência da Seppen e policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Baixada Fluminense (DRFC-BF).
Após a abordagem, Paula foi levada para a 34ª DP (Bangu), onde foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra ela.
De acordo com a Polícia Penal, a mulher será encaminhada para uma unidade prisional, onde ficará à disposição da Justiça.
Agora no g1
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Economia

Tradição e devoção marcam o encerramento da Festa do Divino de Mogi das Cruzes 2026


Império da Festa do Divino de Mogi das Cruzes foi fechado com o encerramento do evento
Cauê Adamuz/g1
A Procissão e a missa de Pentecostes junto com a queima dos pedidos e o fechamento do Império marcaram o encerramento da programação da Festa do Divino Espírito Santo 2026, em Mogi das Cruzes, na tarde deste domingo (24).
Nem a chuva afastou os devotos, que acompanharam a Procissão de Pentecostes pelas ruas da cidade.
Os fiéis tomaram conta das ruas durante as paradas da procissão. Cada uma delas representou um dos sete dons do Espírito Santo: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.
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Ao longo do percurso, devotos com bandeiras aguardavam a passagem do cortejo. Entre eles estava o aposentado Donizeti Antônio Rodrigues, que acompanha a Procissão de Pentecostes desde a infância.
“Meus pais já faleceram e eles me levavam e eu continuo. Sempre fui devoto do Divino é o auge do catolicismo. O divino Espírito Santo é o próprio Deus. É rememorar o que aconteceu em Pentecostes. Então, é muito bom você estar aqui.”
Donizeti Antônio acompanha a Procissão de Pentecostes desde criança
Cauê Adamuz/g1
Moradora do Jardim Camila, a rezadeira Tatiane Santos também participou da Procissão de Pentecostes. Há três anos na função, ela contou que a celebração desperta um sentimento de união e fé entre os devotos.
“Eu falo que quanto mais a gente abre o coração, mais a gente sente esse amor de Deus. Esse amor, né, que ele contagia assim a todos. Eu falo que a cidade fica uma cidade cheia de luz, né, nesse tempo. E é maravilhoso servir o Senhor.”
Tatiane Santos é rezadeira e participou da Procissão de Pentecostes em Mogi das Cruzes
Cauê Adamuz/g1
A família Mármora mantém há gerações a tradição e a devoção ao Divino Espírito Santo em Mogi das Cruzes.
Gioconda Mármora contou que o altar do sétimo dom, o Temor de Deus, era montado tradicionalmente em frente ao prédio onde morava a tia dela, Elvira Mármora.
Família Mármora no alta do dom do Temor de Deus na Procissão de Pentecostes em Mogi das Cruzes
Cauê Adamuz/g1
“Ela trouxe essa tradição, acho que ela ficou há mais de 80 anos fazendo aqui o altar. Ela veio a falecer em 2017 com 107 anos. Aí a gente assumiu essa responsabilidade, essa bênção, essa graça de continuar com o altar do Divino Espírito Santo nessa festa em Mogi que dura mais de 413 anos. É uma bênção pra a gente, é uma honra pra gente fazer parte dessa festa, dessa cidade, e tá servindo ao nosso Pai e ao Espírito Santo.”
No final da Procissão de Pentecostes os devotos lotaram a Catedral de Sant’Ana para acompanhar a celebração comandada pelo bispo diocesano dom Pedro Luiz Stringhini.
Missa de Pentecostes na Catedral de Sant’Ana em Mogi das Cruzes
Cauê Adamuz/g1
Queima dos pedidos e fechamento do Império
Depois do encerramento da missa, os devotos foram para a praça coronel Benedito de Almeida acompanhar a queima dos pedidos. Eles foram depositados pelos devotos nas urnas das rezadeiras durante as visitas para orações durante o ano.
Rezadeiras fazem a incineração dos pedidos recolhidos nas casas dos devotos em Mogi das Cruzes
Cauê Adamuz/g1
O fechamento do Império foi feito pelo bispo dom Pedro Luiz Stringhini e pelos festeiros Ricardo Medina Alvarez e Maria de Lourdes Pereira da Silva Medina e os capitães-de-mastro foram Maurício de Lima Ramos e Tavane Prado Rodrigues Ramos.
Dom Pedro Luiz Stringhini afirmou que foram dez dias intensos de festa que deixam saudade, mas que o Espírito Santo continua derramando os seus dons. “Vamos testemunhar a presença de Jesus Cristo e o dom do Espírito Santo que é uma certeza.”
Ele também destacou a fé dos devotos que não abandonaram a procissão por causa da chuva.
“De chuva, sem chuva, nós vamos rezar, nós vamos cantar, nós vamos nos encontrar, nós vamos festejar o Divino Espírito Santo. Então, esse ano foi diferente sim, porque normalmente são dias de sol, bastante mais frio do que foi e sol, e esse ano foi menos frio e a chuva, e nada atrapalhou, seguimos adiante.”
A festeira Maria de Lourdes Pereira da Silva Medina afirmou que a preocupação maior com a condição climática era com a quermesse. Isso por conta das entidade beneficentes que comandam as barracas.
“Esses 11 dias de festa, eles compram tudo que tem que fazer. Algumas ganham, mas ganham algumas coisas de doação. Então a maior parte do que eles fazem lá na festa dos insumos são eles que compram. Então, a gente ficou preocupado nisso. Meu Deus tem que dar tanto para conseguir cobrir para conseguir pagar para conseguir, enfim, terminar a festa redondinha. Para a gente entregar para o próximo festeiro aí tudo certo. Mas graças a Deus deu tudo certo.”
Segundo a festeira, a Procissão de Pentecostes foi um sucesso, assim como toda a festa.”Muita gente na rua assistindo, a igreja lotada. A gente conseguiu entregar, né? Cumprir com a nossa missão que foi levar a paz pra todo mundo. Tá cumprindo, eu espero que esteja assim no coração de todo mundo também.”
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