Economia

EUA lançam novo ataque contra embarcação no Pacífico e matam dois homens

O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom, na sigla em inglês) informou ter realizado um “ataque cinético letal” a uma embarcação no Pacífico Oriental na sexta-feira (08/05), resultando na morte de dois homens e deixando um sobrevivente. A operação foi ordenada pelo General Francis L. Donovan, comandante da força-tarefa “Southern Spear”, alegando suspeita de “tráfico […]

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Economia

‘Não é a nova covid’, diz chefe da OMS antes de navio com foco de hantavírus chegar em Tenerife

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, assegurou neste sábado (09/05) aos moradores de Tenerife que é “baixo” o risco de propagação de hantavírus relacionado à chegada de um navio de cruzeiro onde há um foco da doença. Segundo ele, a situação não pode ser comparada à pandemia de Covid-19. “Preciso […]

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Economia

Agronegócio bate recorde de empregos no Brasil com crescimento de vagas fora do campo


O agronegócio bateu recorde de empregos no Brasil e as oportunidades de trabalho vão muito além das fazendas do interior do país.
É quase que automático: para muita gente, quando se fala em agronegócio, vem logo uma fazenda na cabeça.
Mas o agro não está só dentro da porteira. A alta produtividade no campo também passa pelas estradas e pelos escritórios da maior cidade do país.
Em uma empresa de tecnologia voltada para o agro, em São Paulo, os funcionários analisam dados como estoque e quantidade de insumos em fazendas do interior do estado e da região Centro-Oeste.
A Giulia trabalha há seis meses no marketing e descobriu um mundo novo.
“Agora eu trabalho com o agro e a tecnologia aplicada à indústria e ao agro. Você tem que desbravar, tem que aprender e tem que ter curiosidade, não tem como”, diz Giulia Muraro
A cadeia do agronegócio envolve pelo menos três etapas. Além do trabalho direto no campo, tem os processos que vêm antes do plantio e depois da colheita. E a maioria das oportunidades de trabalho vem surgindo bem neste segmento, fora das fazendas.
“A nossa empresa contratou ano passado 30 novos funcionários, e esse ano tem o projeto de contratar mais 50”, conta Carolina Ramos, gerente comercial.
O aumento na oferta de vagas fez o agronegócio brasileiro bater recorde no ano passado, com mais de 28 milhões de pessoas empregadas, 26% do total do país.
É o maior número desde 2012, quando o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea) começou a fazer esse levantamento. Os chamados agroserviços puxaram o crescimento.
“Desde transporte, armazenamento, comercialização, que são os serviços mais óbvios, logísticos, mas também trabalhadores de restaurantes, um advogado que presta serviços para o produtor rural, um consultor, um contador, isso tudo é contabilizado nesses agroserviços”, diz Nicole Rennó Castro, professora da Esalq/USP e pesquisadora do Cepea.
O agro só não contratou mais porque o número de trabalhadores dentro das porteiras caiu.
Especialistas dizem que é um fenômeno que já ocorreu em outros países, por fatores como a mecanização do trabalho e a migração da mão de obra para centros urbanos.
O levantamento mostrou ainda que cresceu o número de empregados no agro com carteira assinada e aumentaram as contratações de funcionários com ensino superior.
Nesta empresa em Rancharia, interior de São Paulo, a soja passa por um processo de limpeza e seleção antes de ser exportada.
No ano passado, o quadro de funcionários aumentou 40%, principalmente em áreas de maior qualificação.
“Nós saímos de 160 colaboradores e hoje estamos com 230. A área comercial, administrativa, que nós estamos exportando para três continentes, né, Europa, Ásia e Oriente Médio, e na área de operação”, diz Veronei Alves, diretor executivo.
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Economia

Tesouro lança novo produto para incentivar brasileiros a fazerem reserva de emergência


Tesouro lança novo produto para incentivar brasileiros a fazerem reserva para emergências
Para incentivar os brasileiros a criarem uma reserva de emergência, o Tesouro Nacional vai lançar um novo produto na próxima semana.
A vida de quem trabalha por conta é uma gangorra. “A gente vende muito num mês e, no outro mês, pode acontecer de ninguém aparecer”.
Marcela desenha e vende joias na periferia de São Paulo. Sempre guarda uma parte do que ganha.
“10% eu guardava antes e agora venho aumentando para 20 a 25, chegando a 30. Eu aprendi que, se eu não juntasse, em outro mês eu poderia não ter nada”, conta Marcela Pinheiro.
Esse tipo de economia é conhecido como reserva de emergência. A orientação de economistas é que esse recurso fique sempre disponível e em aplicações de baixo risco.
O Tesouro Nacional mantém uma plataforma oficial para a compra de títulos públicos por pessoas físicas e anunciou o lançamento de uma nova opção com características para quem precisa ter dinheiro separado para imprevistos.
É possível começar a investir no Tesouro Reserva com um real. A rentabilidade será diária, pela taxa Selic, que está em 14,5% ao ano.
Hoje, o Tesouro Direto oferece um outro título atrelado à Selic, mas a aplicação mínima é mais alta. Na nova modalidade, o resgate pode ser feito a qualquer momento, em qualquer dia da semana.
A pessoa recebe o que investiu mais o tanto que rendeu até o saque. Há desconto de Imposto de Renda sobre o lucro.
“Hoje a gente está num mundo cada vez mais automático, digital, em que não existe mais feriado, todo dia é dia útil. Então, se você quiser resgatar, ele vai estar na sua conta ali, imediatamente”, explica Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional.
A partir de segunda-feira (11), todos os clientes do Banco do Brasil já vão poder comprar o novo título, e os outros bancos também ficam liberados para aderir. A Marcela diz que é guardando dinheiro que equilibra a gangorra financeira.
“Quando eu pensei em guardar dinheiro, eu pensei: como isso pode me auxiliar? Então, me dando uma boa qualidade de vida, saúde. Então, quando eu comecei a guardar dinheiro, foi pensando nos próximos passos, né? Pensando no futuro mesmo”.
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Economia

Mudanças no abono salarial devem excluir mais de 4 milhões de trabalhadores até 2030


Mais de quatro milhões de trabalhadores deixarão de receber o abono salarial até 2030. Só este ano, serão mais de 500 mil.
O abono salarial é um benefício anual pago a trabalhadores de baixa renda cadastrados no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
O dinheiro vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador. A parcela anual é calculada de acordo com os meses trabalhados, podendo chegar a um salário mínimo.
Com as novas regras, o teto da renda para conseguir o abono salarial não será mais de dois salários mínimos — haverá uma redução gradual. A renda máxima para ter acesso ao benefício passa a ser corrigida apenas pela inflação.
Este ano, terá direito quem teve uma renda média mensal de até R$ 2.765,93 em 2024, o equivalente a 1,96 salário mínimo.
Em 2027, o abono só será pago para quem receber até 1,89. O valor vai diminuindo até chegar ao teto de um salário mínimo e meio em 2035.
O governo estima que, só este ano, mais de 559 mil trabalhadores perderão o benefício. No ano que vem, outros 1,58 milhão de trabalhadores.
O Ministério do Trabalho calcula que, até 2030, mais de 4,5 milhões de trabalhadores deixarão de receber o abono salarial.
A estimativa do governo é de que as mudanças tragam uma economia acumulada de quase R$ 25 bilhões até 2030.
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Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria até que STF analise ações que questionam a regra


Moraes suspende Lei da Dosimetria até que STF analise ações que questionam a regra
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu a aplicação da lei da dosimetria até que o plenário analise ações que questionam a validade da regra.
O ministro afirmou que é preciso esperar o julgamento pelo STF das ações apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela Federação PSOL/Rede, que questionam a constitucionalidade da Lei da Dosimetria.
A decisão de Alexandre de Moraes que suspende a aplicação da lei foi uma resposta a pelo menos 10 pedidos de revisão de sentenças feitos pelas defesas de condenados.
Na prática, os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 terão que aguardar os ministros decidirem se a lei respeita as regras da Constituição.
Segundo Moraes, a apresentação das ações diretas de inconstitucionalidade configuram fato processual novo e relevante, que poderá influenciar no julgamento dos pedidos realizados pela defesa.
Parlamentares apresentaram o projeto da lei da dosimetria na câmara dos deputados em maio de 2023. O objetivo era diminuir as penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro.
A Câmara e o Senado aprovaram a proposta em dezembro passado.
O texto da Lei da Dosimetria impede a soma das penas de dois crimes: abolição violenta do Estado democrático de direito e golpe de Estado.
Fica valendo apenas a punição considerada mais grave e altera as regras de progressão de regime.
A lei prevê também a redução da pena pra crimes em contexto de multidão, desde que o condenado não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.
Em janeiro, o presidente Lula (PT) vetou integralmente o texto por considerar que a redução das penas poderia estimular crimes contra a ordem democrática. Na semana passada, Câmara e Senado derrubaram o veto.
O presidente Lula tinha 48 horas para promulgar a lei. Como ele não assinou, a tarefa coube ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, do União Brasil.
Na ação apresentada ao STF, a ABI afirma que aplicar a Lei da Dosimetria banaliza os ataques à democracia e desorganiza o sistema penal e de execução da pena.
A Federação PSOL/Rede, que também pede a suspensão e eventual anulação da lei, afirma que ela é incompatível com a Constituição Federal, e beneficia agentes envolvidos em graves ataques às instituições republicanas.
O ministro Alexandre de Moraes pediu que a Presidência da República e o Congresso enviem a posição deles sobre a Lei da Dosimetria.
Depois, Moraes ainda vai ouvir a Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União antes de concluir o voto dele para que o caso vá a julgamento do plenário do STF.
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