Um novo vazamento de documentos relacionados à produção do filme Dark Horse revela que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro teria atuado diretamente na gestão financeira do projeto, através de uma conta nos Estados Unidos que servia para captar os recursos destinados à obra.
A informação foi divulgada em uma nova reportagem do site The Intercept Brasil, que mostra provas documentais sobre a atuação de Eduardo, incluindo documentos assinados por ele como “produtor executivo” do filme.
Um dos documentos revelados pela reportagem é o contrato de produção do filme, que foi assinado digitalmente por Eduardo no dia 30 de janeiro de 2024 – outro político que assina o contrato como produtor executivo é deputado federal Mário Frias (PL-SP).
O documento também oficializou que a produtora do filme seria empresa GoUp Enterteinment, sediada nos Estados Unidos e cujos sócios são a brasileira Karina Ferreira da Gama e o brasileiro naturalizado norte-americano Michael Brian Davis.
A revelação pode corroborar a nova linha de investigação do caso, anunciada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, de que os valores pedidos por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro em meados de 2025 não teriam sido usados somente para a produção do filme Dark Horse como também para financiar gastos de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Vale lembrar que o caso veio à tona na quarta-feira (13/05) graças a outra reportagem do The Intercept Brasil, que revelou como Flávio negociou diretamente com Vorcaro o valor de R$ 134 milhões para a produção do filme, e que ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente depositados nas contas indicadas pelo senador carioca.
Ademais, Vorcaro está em prisão preventiva em Brasília desde o dia 4 de março, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras através do Banco Master, de sua propriedade.

Agência Câmara
Sobre ‘Dark Horse’
Os produtores de Dark Horse anunciaram o filme como uma cinebiografia de Jair Bolsonaro, com foco no episódio da facada, durante a campanha eleitoral de 2018, mas que também contaria episódios da sua vida pregressa, incluindo seus anos como deputado e um suposto envolvimento na repressão à luta armada durante a Ditadura Militar (1964-1985) – situação que não é historicamente comprovada.
A obra será estrelada pelo ator norte-americano Jim Caviezel (no papel de Jair Bolsonaro) e tem data de lançamento marcada para o próximo mês de setembro, poucas semanas antes do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil.
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