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Breno Altman: Brasil precisa adotar medidas práticas para defender soberania

“Se o governo brasileiro não adotar medidas políticas e práticas para defender a soberania, o país estará sem forças para resistir à pressão imperialista”, declarou o jornalista Breno Altman no programa 20 MINUTOS ANÁLISE. Para o fundador de Opera Mundi, os impactos a médio e longo prazo da sobretaxa de Trump deverão ser mensurados com […]

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Policial filmado arrastando cachorro amarrado a moto no Ceará é afastado


Cachorro preso a corda é arrastado por moto em Ipu, interior do Ceará
O subtenente da Polícia Militar Ronaldo Moreira da Silva, filmado arrastando um cachorro amarrado a uma moto na cidade de Ipu, no interior do Ceará, foi afastado das funções pela Controladoria Geral de Disciplina (CGD), conforme publicado no Diário Oficial do Estado da última terça-feira (29).
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Conforme a CGD, o subtenente pilotava a motocicleta com seu filho de cinco anos na garupa e um cachorro amarrado, sendo arrastado pelo chão.
Além disso, o policial reagiu à prisão, sendo necessário apoio da do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (Bepi)
A Controladoria abriu um Conselho de Disciplina para apurar a conduta do policial. Durante o processo, ele ficará afastado das funções por 120 dias.
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Prisão
Imagens também mostram momento em que o homem é levado pela polícia.
Reprodução
Após a imagem viralizar nas redes sociais, o agente foi preso e autuado com base no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais.
Porém, ele teve a liberdade concedida na Audiência de Custódia, mediante o cumprimento das seguintes medidas cautelares: proibição de mudança de endereço sem aviso e suspensão do porte e posse de arma de fogo.
💡 Maltratar animal é crime previsto em lei federal com penas que variam de três meses a um ano de detenção, além de multa. Para maus-tratos a cães e gatos, a Lei nº 14.064/2020 aumenta a pena para reclusão de dois a cinco anos.
A prefeitura de Ipu afirmou ter comunicado os órgãos competentes para apurar o caso. “Esperamos que os responsáveis sejam punidos conforme determina a legislação vigente. Reforçamos nosso compromisso com a proteção e o bem-estar dos animais e pedimos à população que denuncie qualquer ato de crueldade”, acrescentou o órgão.
A criança foi entregue aos cuidados da mãe, enquanto o cachorro foi acolhido por uma ONG de proteção animal. “Durante a vistoria no imóvel, não foram encontrados armamentos ou materiais ilícitos”, complementou a PM.
Canais de denúncia
O combate aos crimes de maus-tratos contra animais conta com diversas medidas do Governo do Estado, incluindo canais específicos para denúncias.
Para denúncias de crimes ambientais, pode-se ligar para o Disque-Denúncia (181) ou para o WhatsApp da Secretaria da Segurança Pública (85) 3101-0181. Em casos de emergência, o número 190 também pode ser utilizado.
Outros exemplos de maus-tratos que devem ser denunciados: abandono, envenenamento, confinamento em correntes ou cordas curtas, manutenção em condições anti-higiênicas, mutilação, confinamento em espaço inadequado ao porte do animal, ausência de iluminação e ventilação, uso em shows que possam causar lesão, pânico ou estresse, agressão física, exposição a esforço excessivo (como tração de cargas por animais debilitados), participação em rinhas, entre outros.
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Sanção contra Moraes sela destino de Eduardo Bolsonaro no STF e não altera julgamento do ex-presidente

Depois da sanção adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra Alexandre de Moraes, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliaram que o destino do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está selado dentro do tribunal.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo magistrados do STF, deu a prova final para o inquérito que investiga a atuação dele contra a soberania nacional e o Judiciário.
Eduardo Bolsonaro comemorou ontem a decisão de Trump de aplicar a Lei Magnistky contra o ministro Alexandre de Moraes, repetindo que foi a partir de uma ação dele que o presidente dos Estados Unidos sancionou o relator da ação penal do golpe.
“Ele já vinha dando seguidas provas de cometimento de um crime contra a soberania nacional, agora selou seu destino dentro do STF”, disse um interlocutor de ministros do tribunal.
Em relação ao julgamento de Bolsonaro, apontado por Trump como um dos motivos para a decisão do tarifaço contra o Brasil e as sanções direcionadas a Alexandre de Moraes, nada muda dentro do STF.
A nota divulgada pelo tribunal ontem em defesa do ministro Moraes reforçou o que, segundo magistrados, é “por demais óbvio”. A ação penal segue seu curso normal e tudo caminha para o julgamento possa acontecer já no mês de setembro.
No Palácio do Planalto, a avaliação da equipe do presidente Lula é que, se havia alguma dúvida que Trump está agindo politicamente para beneficiar Bolsonaro, ela foi totalmente desfeita ontem.
A decisão divulgada pelo presidente dos Estados Unidos foi totalmente explícita ao defender o ex-presidente Jair Bolsonaro, atacar Alexandre de Moraes e proteger as big techs.
Argumentos econômicos ficaram totalmente sem segundo plano. Citações a problemas na importação de produtos praticamente não foram feitas. Não por outro motivo a sanção a Alexandre de Moraes e o tarifaço, que ficou bem aquém do prometido, foram celebrados pelos apoiadores do ex-presidente Bolsonaro e criticados pela equipe do presidente Lula.
Só que, até agora, estão na alíquota de 50% produtos como café, frutas e carnes, do agronegócio da ala de Bolsonaro, por isso o governo não quer escalar a crise.
– Esta reportagem está em atualização
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Raquel Lyra pede ajuda à União para reduzir efeitos do tarifaço em PE; estado deve ter prejuízo de R$ 377 milhões


Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD)
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Pernambuco deve ter um prejuízo de mais de R$ 377 milhões devido à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Embora o tarifaço tenha poupado uma lista de itens exportados, ficaram de fora da lista de isentos alguns dos produtos mais exportados pelo estado, como frutas e açúcar, este último com uma exportação anual de 58 mil toneladas.
Diante do cenário, a governadora Raquel Lyra (PSD) emitiu um pronunciamento em que disse ter pedido auxílio ao governo federal para proteger os empregos e empresas pernambucanos. A gestora solicitou, entre outras coisas, linhas emergenciais de crédito e medidas compensatórias para os setores afetados.
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Do total de produtos exportados por Pernambuco, cerca de 4,5% foram para os Estados Unidos, o que equivale a, aproximadamente, US$ 54 milhões. Mangas, uvas, cana-de-açúcar e aço são alguns dos itens que não foram isentos do tarifaço e que, agora, devem ser impactados (veja vídeo abaixo).
Pernambuco deve ter prejuízo de R$ 377 milhões com tarifaço imposto por Donald Trump
Em seu pronunciamento, Raquel Lyra disse que a medida adotada pelo presidente estadunidense Donald Trump “gera instabilidade e pode afetar as relações comerciais com Pernambuco”, e que o governo estadual tem como prioridade máxima “proteger os milhares de empregos que dependem do dinamismo da economia do estado, atuando ao lado do setor produtivo”.
A governadora informou que, na terça-feira (5), vai a Brasília, com os outros governadores do Nordeste, para uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
As medidas pedidas pelo estado serão as seguintes:
Disponibilização, via Banco do Nordeste, de linhas emergenciais de crédito para os setores afetados, com condições especiais de carência, prazos e taxas;
Medidas compensatórias, como incentivo à diversificação de mercados internacionais, facilitação de acesso a países parceiros e políticas de apoio à exportação;
Proteção e promoção dos interesses dos setores produtivos do Nordeste na interlocução com os Estados Unidos.
Sobre o tarifaço
A decisão da taxação foi tomada pelo presidente Donald Trump, que assinou uma ordem executiva e declarou uma nova emergência nacional para justificar a medida.
O governo americano afirma que o Brasil adotou ações recentes que representam uma ameaça à segurança nacional, à economia e à política externa dos Estados Unidos. Por isso, decidiu aumentar em 40 pontos percentuais a tarifa que já existia, totalizando agora 50%.
A ordem executiva americana também traz duras críticas ao governo brasileiro. Segundo o texto, o Brasil estaria promovendo perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, além de adotar práticas que violam direitos humanos e enfraquecem a democracia.
O documento cita diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de emitir ordens secretas para obrigar empresas americanas a censurar discursos políticos, entregar dados de usuários e alterar suas políticas internas sob ameaça de sanções.
Um dos casos mencionados é o de Paulo Figueiredo, que reside nos Estados Unidos e estaria sendo processado criminalmente no Brasil por declarações feitas em solo americano.
Além da tarifa, o presidente Trump determinou, no último dia 18 de julho, o cancelamento dos vistos de Alexandre de Moraes, de seus aliados no STF e de seus familiares.
VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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Polícia muda presos de celas durante operação contra o domínio de facções em presídio do Amapá


Operação Tabuleiro
Polícia Penal/Divulgação
Uma ação de combate ao domínio de grupos criminosos dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) foi realizada nesta quinta-feira (31). Durante a operação Tabuleiro, cerca de 900 presos foram transferidos para outras celas.
A operação foi realizada na penitenciária masculina e foi conduzida pela Polícia Penal com apoio das polícias Civil e Militar (PM). Segundo a administração do presídio, essa é uma estratégia para impactar a organização das facções, evitando políticas de lideranças no Iapen. 
“Trata-se de uma medida de inteligência penitenciária voltada ao enfrentamento do crime organizado, à contenção da comercialização ilícita de vagas nos pavilhões e ao enfraquecimento da estrutura criminosa interna que se vale do controle territorial para exercer poder paralelo”, explicou o diretor da instituição, Luiz Carlos Gomes Júnior.
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Há registros de pavilhões comandados por determinados grupos, os quais fazem uso de celulares, escondem ilícitos e dão ordens para prática de crimes fora da penitenciária. 
“Com a implantação de uma política permanente de redistribuição entre pavilhões, o Iapen assegura que nenhum interno terá a expectativa de permanência contínua em determinado espaço, quebrando a lógica de posse e controle de esconderijos utilizados para armazenar objetos ilícitos. Ao perder a previsibilidade de ocupação, reduz-se a eficiência das ações de comunicação e articulação criminosa no interior da unidade”, disse Luiz Carlos.
Novas medidas no Iapen 
Medida passou a valer a partir no último dia 21
Jorge Júnior/Rede Amazônica
No último dia 21, a entrada de celulares e aparelhos eletrônicos na penitenciária masculina de Macapá foi proibida. A medida vale para advogados, policiais penais, servidores, prestadores de serviço e visitantes.
De acordo com o instituto, o Amapá foi o último estado da região Norte a adotar a política de controle sobre a entrada de celulares nas unidades prisionais. O Iapen destacou ainda que a decisão tem respaldo no Código Penal Brasileiro.
A penitenciária masculina concentra cerca de 80% de toda a população carcerária no estado, segundo o instituto.
Crimes no Iapen 
A Polícia Civil apurou que a ordem para matar o do policial penal Estevam Carvalho Trindade, de 49 anos, partiu de dentro do Iapen. 
Durante o interrogatório, Marcos Luan Silva Carvalho, de 19 anos, confessou durante interrogatório que não sabia da profissão da vítima e que teria sido contratado por um detento do Instituto de Administração. 
Acusado de matar policial penal do AP por ordem de detento diz que não sabia da profissão da vítima
Suspeito de matar o policial penal Estevam confessou o crime
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VÍDEOS com as notícias do Amapá:
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Brasileira que mora no Japão recebeu aviso mesmo longe de região afetada por tsunami: ‘A gente sempre vai ficar em alerta’


Isabela Sayuri Kogure Endo mora no Japão e conta que ficou assustada com alertas de tsunami após terremoto na Rússia
Arquivo pessoal
O tsunami que atingiu a ilha de Hokkaido, no Japão, na quarta-feira (30) acendeu o alerta também em Nagano, onde vive Isabela Sayuri Kogure Endo, de 26 anos.
Os dois pontos ficam a mais de mil quilômetros de distância, mas a jovem, que é de Ribeirão Preto (SP), conta que se assustou. A cidade onde ela mora, Matsumoto, é montanhosa e fica no meio do país, mas os avisos por telefone chamaram a atenção.
“Foi só um susto, até porque o mar somente subiu, não deu um tsunami igual em 2011 e 2024. Só que a gente sempre vai ficar em alerta, porque o mar é traiçoeiro. Como não chegou a tremer muito forte por aqui, a gente se assustou com os alertas de telefone, todos os telefones praticamente tocaram o aviso de tsunami pro lado do Pacífico, a gente se assusta”.
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O alerta foi emitido após um terremoto de 8.8 de magnitude em Kamtchatka, na Rússia, que ocorreu na manhã de quarta-feira (30), pelo horário local — noite de terça-feira (29), no Brasil. Além do Japão, o Havaí, nos Estados Unidos, também foi afetado.
Isabela trabalha com logística em uma empresa de exportação de carros e a maior preocupação era que alguns veículos já tinha sido levados para o porto, para serem enviados a outros países.
“Nossos carros, geralmente, a gente manda para o porto central de Yokohama, que fica do lado do Pacífico. Ontem [quarta-feira] teve um surto aqui na empresa, porque a gente ficou meio preocupado com os carros, alguns já estão no porto, e vai que dá um maremoto e arrasta todos os nossos carros? Mas aqui no Japão tem seguro para esse tipo de acontecimento”.
Sob alerta de tsunami, Japão registra ondas enormes na costa da ilha de Hokkaido
Segundo ela, o país está em alerta amarelo, que é quando as autoridades chamam a atenção para a possibilidade de um desastre natural.
“A orientação que passaram aqui é pra ninguém chegar perto do mar por enquanto, enquanto ainda tem o alerta amarelo”.
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Dois outros avisos, ela explica, podem aponta o perigo iminente, que são os alertas vermelho e roxo.
“O alerta vermelho é para as pessoas começarem a fugir já, a evacuar [o local]. E o alerta roxo, é um alerta que está chegando um tsunami muito grande, de muitos metros de alturas. Então, tem essas três escalas e, por enquanto, está na escala amarela. Em muitos lugares está proibindo as pessoas de ir para as praias”.
Isabela Sayuri Kogure Endo mora no Japão e conta que ficou assustada com alertas de tsunami após terremoto na Rússia
Arquivo pessoal
Irmãos de Isabela, Pedro Kazuhiro Kogure, de 21 anos, mora na região de Ishikawa, também longe de Hokkaido, mas, por ser uma área litorânea, entrou em estado de atenção.
“Eu estava no meio da reunião do serviço e disparou alerta de tsunami no celular. Ligamos a televisão pra poder saber o que estava acontecendo e levamos um susto pela notícia”.
Os pais de Isabela e Pedro, que também moram no Japão, estão de férias aqui no Brasil.
Pedro Kazuhiro Kogure, de 21 anos, mora na região de Ishikawa, que também entrou em estado de atenção.
Arquivo pessoal
Estoque de água e lanterna
Mesmo longe do perigo, Isabela diz que é comum no Japão manter estoques de água, alimentos e lanterna.
“Aqui onde estou morando, como é mais montanha e está mais tranquilo, não vi as pessoas saírem comprando para estocar as coisas dentro de casa, mas, obviamente, cada casa tem de ter sempre um estoque de água, de alimentos, de lanterna. Na minha casa, pelo menos, eu tenho estoque de água e de lanterna para se acontecer alguma coisa”.
Como o país costuma registrar diferentes fenômenos naturais, que vão de terremotos e maremotos a tufões e tsunamis, a jovem conta que as pessoas precisam estar sempre preparadas.
“Japão é um país que pode ter desastres naturais a qualquer momento, então, aparentemente, depois do terremoto de 2024, as pessoas começaram a estocar mais alimentos e coisas para dentro de sua própria casa”.
No dia 1 de janeiro de 2024, um terremoto de magnitude 7,6 atingiu costa oeste do Japão e os irmãos estavam muito próximos do local afetado. Eles lembram que tiveram de ser rápidos para deixar a cidade.
“O alerta de terremoto e de tsunami não parava de tocar no celular, tocava no microfone da cidade também. Foi muito assustador. O terremoto foi forte no nível que não conseguimos ficar em pé, os móveis caíram no chão, a porta de casa não abria porque saiu do lugar. Eu e minha irmã arrombamos a porta para poder sair de casa, não teve tempo de pegar os sapatos, só pegamos o cachorro e a gata e fugimos pra montanha”, diz Pedro.
Isabela conta que o trânsito era tanto, que se as ondas fossem mais altas, poderia alcançar as pessoas que tentavam deixar a cidade.
“O mar subiu e, como meu pai mora muito pertinho do mar, deu o terremoto e imediatamente nós pegamos o carro, colocamos os bichinhos, e saímos correndo para a montanha. Estava um trânsito, mas estava um trânsito, que se o mar realmente subisse demais, ia alcançar a gente no meio da rua e, talvez, a gente tinha sido arrastado pelo tsunami”.
Ainda assim, ela afirma que se sente segura, independentemente dos desastres que possam, eventualmente, atingir o país.
“A gente nunca fica calmo. O Japão é um país cheio de catástrofes naturais, só que cada terremoto que dá, a gente vai atrás de saber onde foi o epicentro e, dependendo da região, a gente sabe mais ou menos onde que afeta. Dessa vez, eu sabia que não ia afetar tanto o lado onde meus pais moram, então eu fiquei mais tranquila, claro que não pelas pessoas que moram na região do Pacífico, mas a gente continua vivendo dessa forma, sempre em alerta”.
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‘Congresso não admite interferências nos Poderes’, diz Alcolumbre após sanção dos EUA contra Moraes


Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Jefferson Rudy/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se manifestou nesta quarta-feira (30) após a divulgação das sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Sem citar o nome do ministro, Alcolumbre divulgou nota à imprensa em que diz que tem “confiança no fortalecimento das instituições, entre elas o Poder Judiciário”.
“O Congresso Nacional não admite interferências na atuação dos nossos Poderes”, afirma.
No documento, Alcolumbre também diz que o Parlamento do Brasil “permanece unido na defesa dos interesses nacionais, sempre vigilante na proteção das nossas instituições e da soberania do país”.
Ao comentar o tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil, o presidente do Senado diz que a instituição tem atuado para “reforçar o diálogo e buscar soluções equilibradas”.
Após a divulgação das sanções nesta quarta (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou favorável a Moraes.
“A interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira é inaceitável”, disse.
“O governo brasileiro se solidariza com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses.”
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Lei Magnitsky
Washington impôs as punições ao ministro com base na chamada Lei Magnitsky. A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro norte-americano nesta quarta (30).
Segundo o governo americano, todos os eventuais bens de Alexandre de Moraes nos EUA estão bloqueados, assim como qualquer empresa que esteja ligada a ele. O ministro também não pode realizar transações com cidadãos e empresas dos EUA — usando cartões de crédito de bandeira americana, por exemplo.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mencionou diretamente uma suposta “caça às buxas” tendo o ex-presidente Jair Bolsonaro como alvo por parte do ministro.
“Alexandre de Moraes assumiu para si o papel de juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas dos Estados Unidos e do Brasil”, disse Bessent.
“Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos judicializados com motivação política — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará responsabilizando aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”, afirma o secretário, em comunicado.
Estados Unidos aplicam sanções financeiras contra Alexandre de Moraes
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Trump x Brasil: ataque político e recuo tarifário – O Assunto #1523


Às vésperas do 1° de agosto, data em que as tarifas de 50% entrariam em vigor, Donald Trump publicou o decreto que determina as regras da medida. E o que se viu no texto foi a repetição de um roteiro já conhecido: depois de seguidas ameaças ao Brasil, o presidente americano adiou o início das tarifas para 6 de agosto e oficializou uma lista com quase 700 produtos isentos da cobrança. O tarifaço veio esvaziado.
Pouco antes do recuo comercial, no entanto, o governo dos EUA impôs sanções a Alexandre de Moraes. Ao anunciar a Lei Magnitsky contra o ministro do STF, Trump agravou a níveis inéditos a crise política e diplomática contra o Brasil, ao citar o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro e os interesses das big techs. Essa lei, originalmente criada para punir ditadores, bloqueia bens que eventualmente Moraes tenha nos EUA. O ministro também não pode realizar transações com cidadãos e empresas nos EUA.
Para explicar os significados do tarifaço esvaziado e da ofensiva de Trump contra o ministro do Supremo, Alan Severiano recebe Guilherme Casarões. Professor da FGV-SP e pesquisador do Observatório da Extrema Direita, Casarões responde sobre os efeitos econômicos e simbólicos do recuo tarifário imposto pelos EUA. Ele também comenta a gravidade da ofensiva do presidente americano contra as instituições brasileiras.
O que você precisa saber:
Ao adiar e amenizar taxas, Trump repete roteiro de negociação com ameaças
O QUE ESTÁ NA LISTA: Café e carne estão entre os produtos taxados
TARIFAÇO DE TRUMP: Aviões da Embraer, suco de laranja e outros produtos ficam de fora
BLOG DA ANA FLOR: O tarifaço desidratou — e novos produtos ainda podem ser poupados
LEIA A ÍNTEGRA: Decreto relaciona tarifaço a Bolsonaro
LEI MAGNITSKY: Trump impõe sanções financeiras a Moraes e escala crise
‘PENA DE MORTE FINANCEIRA’: Entenda a lei aplicada contra Moraes
O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Carlos Catelan. Apresentação nesta semana: Alan Severiano.
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Presidente dos EUA, Donald Trump
Jim Watson/AFP
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Pescadores se unem pelo recolhimento de algas vivas na Lagoa de Araruama


262 trabalhadores estão inseridos na Mobilização Ambiental e Social do Pescador, que já recolheu mais de 140 toneladas de de algas
Divulgação/Prolagos
Pescadores de cinco comunidades retomaram, na semana passada, os trabalhos integrados para recolhimento de algas vivas na Lagoa de Araruama. A intervenção, denominada Mobilização Ambiental e Social do Pescador (MASP), tem como objetivo remover as algas ainda vivas no meio da lagoa, evitando o deslocamento e decomposição nas margens das praias, principalmente, do Camerum, Mossoró, Boqueirão e Baixo Grande, em São Pedro da Aldeia, e Praia do Siqueira, em Cabo Frio. Estes locais possuem baixa renovação da água por conta de seu formato e da hidrodinâmica da laguna, o que dificulta a troca natural com o mar e favorece o acúmulo de matéria orgânica.
“Desde a visualização do impacto sobre a Lagoa de Araruama, houve uma corrente de união para eliminar o problema na sua fonte e seus efeitos. Essas ações integradas foram soluções emergenciais discutidas no âmbito do Comitê de Bacia e aprovadas por eles. As ações estão sendo monitoradas, buscando atingir melhores resultados para a Lagoa e seus usuários”, disse a secretária executiva do Consórcio Intermunicipal Lagos São João, Adriana Saad.
A ação tem como objetivo remover as algas ainda vivas no meio da laguna, evitando o deslocamento e decomposição nas margens das praias
Divulgação/Prolagos
Esta é a segunda fase da ação, que recolheu 108 toneladas de algas entre março e abril. Estão participando 262 pescadores locais. Destes, 240 estão realizando os trabalhos em barcos e 15 em três píeres na orla da laguna, além de seis coordenadores de campo e um coordenador geral. A segunda fase foi iniciada na terça-feira (15) e, só nos três primeiros dias, foram recolhidas cerca de 36 toneladas de algas vivas.
“Esta ação vai ajudar bastante e hoje ficou provado. A ideia é retirar aquelas algas vivas, que serão aquelas que irão morrer e depois podem acabar na beira da praia, formando a lama. Com isso, limpamos também a área em que o pescador trabalha. Vai surtir efeito. É importante que tenhamos outras ações coordenadas”, destacou o diretor da Associação de Pescadores Artesanais de Ganchos de Peixe da Laguna de Araruama (APAGPLA), Roni Ribeiro.
Iniciativa visa a proteção, principalmente, das regiões do Camerum, Mossoró, Boqueirão e Baixo Grande, em São Pedro da Aldeia, e Praia do Siqueira, em Cabo Frio
Divulgação/Prolagos
O cronograma foi definido em conformidade com os requisitos legais e ambientais, com obtenção da licença ambiental e realização de planos de trabalho. Para a realização dos trabalhos, cada pescador recebeu um kit, com camisa, boné e protetor solar, além de ajuda de custo com combustível. As ações foram idealizadas pelo Consórcio Intermunicipal Lagos São João (CILSJ) e o Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João (CBHLSJ), com o apoio da Prolagos.
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Concluída nova etapa das obras no Canal do Mossoró


A ampliação do cinturão no Canal do Mossoró é considerada estratégica para a proteção da Lagoa de Araruama
Divulgação/Prolagos
As obras de ampliação do cinturão coletor de esgoto no Canal do Mossoró, em São Pedro da Aldeia, seguem avançando. A Prolagos concluiu uma nova etapa com a implantação de 80 metros de rede de bombeamento utilizando o Método Não Destrutivo (MND), uma tecnologia que permite a instalação de tubulações subterrâneas sem a necessidade de grandes escavações, reduzindo os impactos para o trânsito, o comércio local e a rotina dos moradores.
As frentes de trabalho atuaram parcialmente no período noturno para minimizar os riscos de transtornos. As intervenções foram concentradas, entre segunda e terça-feira (14 e 15), na RJ-140, entre as lojas Amigão e Zooloja, e entre quarta e sexta-feira (16 e 18), nas imediações do canal e da Faetec.
A ampliação do cinturão no Canal do Mossoró é considerada estratégica para a proteção da Lagoa de Araruama. O projeto prevê a instalação de 1,3 quilômetro de rede coletora, 12 captações em tempo seco e uma Estação Elevatória de Esgoto (EEE), com o objetivo de interceptar o esgoto que anteriormente era lançado no canal, garantindo que esse material seja corretamente encaminhado ao sistema de tratamento.
“Com o uso do Método Não Destrutivo, conseguimos executar a obra com mais agilidade e segurança, especialmente em áreas com infraestrutura urbana já consolidada. Além de reduzir o impacto no dia a dia da população, ganhamos eficiência técnica e operacional”, explica Marcos Vinicius Araújo, gerente de Engenharia da Prolagos.
Com a conclusão desta etapa da obra, agora, serão implantados os poços de visita (PVs), que são os locais utilizados para vistoria e manutenção da rede. Além disso, será feita a instalação de parte da tubulação e montagem de conjuntos de equipamentos elétricos de bombeamento, painel de proteção e controle automatizado da operação da rede.
Tecnologia MND permite a instalação de tubulações subterrâneas sem a necessidade de grandes escavações
Divulgação/Prolagos
A previsão é que o novo sistema comece a operar em agosto. Todo o esgoto coletado por mais este trecho do cinturão será direcionado à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de São Pedro da Aldeia, que recentemente passou por um processo de ampliação e modernização. O investimento no cinturão coletor faz parte dos R$ 450 milhões destinados pela Prolagos para o aprimoramento do sistema de esgotamento sanitário nos cinco municípios da área de concessão.
Intervenções visam ampliar a rede de esgotamento sanitário em São Pedro da Aldeia
Além do Canal do Mossoró, a cidade de São Pedro da Aldeia vem recebendo uma série de outras intervenções importantes da Prolagos para ampliar e modernizar o sistema de esgotamento sanitário. No bairro Camerum, por exemplo, estão em andamento obras de extensão da rede coletora e melhorias no sistema de bombeamento, com a ligação de cerca de 15 imóveis ao sistema da concessionária.
Estão sendo realizadas intervenções também na comunidade quilombola Botafogo. No local, serão construídos mais de sete quilômetros de rede coletora, com a expectativa de beneficiar mais de 500 famílias.
Outras obras foram entregues neste ano, como nos bairros São João, Fluminense e Morro dos Milagres, com a implantação de novas linhas de bombeamento de esgoto para o tratamento. Essas ações fazem parte das ações da concessionária para acompanhar o desenvolvimento urbano da cidade.