Economia

Ponte que custou R$ 36 milhões é interditada pouco mais de 2 anos após inauguração no Acre


Inaugurada há 2 anos e meio em Sena Madureira, a estrutura sofreu impactos do fenômeno de erosão conhecido localmente como “terras caídas”
Foto: Rafael Dias/Deracre
A ponte Frei Paolino Baldassari foi interditada Sena Madureira, interior do Acre, nesta quinta-feira (4) após o Corpo de Bombeiros identificar o fenômeno conhecido como terra caídas nas margens do Rio Iaco. Inaugurada há 2 anos e meio, a estrutura apresentou risco devido à instabilidade do solo.
Conforme o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), ao g1, o tráfego não foi interrompido e a passagem é feita através de uma ponte metálica, conhecida como pontilhão.
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Em nota, o Deracre disse que notificou a Construtora Cidade Ltda., responsável pela execução da obra, que vai analisar as medidas a serem adotadas. A ponte segue sem segue sem previsão de liberação.
A vistoria foi feita no último dia 28 após o departamento receber informações sobre uma fenda na estrutura. Conforme o Deracre, na última intervenção executada, ainda no ano passado, não foi identificada nenhuma rachadura ou comprometimento estrutural na ponte.
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🔎O fenômeno das terras caídas ocorre nas margens dos rios, nas áreas fluviais. Ele é comum na região amazônica e se desenvolve através do colapso da margem do rio na maioria das vezes, ou então por erosão muito acelerada da margem do rio, especialmente nas margens que têm uma alta declividade.
Está é a segunda ponte interditada no município, visto que nesta sexta-feira (5), a ponte sobre o Rio Caeté, na BR-364, que liga Sena Madureira ao Vale do Juruá, interior do Acre será interditada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), após movimentação do solo a região.
Ao todo, a estrutura que tem 232 metros de extensão, demorou quase dois anos para ser construída e teve custo de R$ 36 milhões. A ponte liga os distritos da cidade até o centro de Sena Madureira e foi nomeada em homenagem ao Frei Paolino Baldassari, uma importante personalidade da região.
Padre Paolino Baldassari chegou ao Acre em 1954, onde atuou por anos em Brasiléia e Sena Madureira. Em 2017, inclusive, a prefeitura do município instituiu o dia 8 de abril, data da morte do padre Paolino, como feriado municipal.
Nota do Deracre
O governo do Estado do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), informa que, após vistoria técnica realizada pelo 6º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar na ponte Frei Padre Paulino, em Sena Madureira, foi elaborado relatório técnico e encaminhada notificação à empresa responsável pela execução da obra para manifestação sobre a situação observada no local.
Em resposta oficial ao comunicado do Deracre, a Construtora Cidade Ltda., responsável pela execução da obra, seguiu a recomendação do Corpo de Bombeiros Militar quanto a interdição imediata da estrutura em razão do avanço do fenômeno conhecido como “terras caídas” nas margens do Rio Iaco.
Diante da recomendação técnica formal apresentada pela empresa, a medida de interdição preventiva foi adotada visando garantir prioritariamente a segurança imediata da população.A equipe técnica da Construtora Cidade encontra-se mobilizada para as análises necessárias para definição das medidas que deverão ser adotadas para solucionar a situação.
O governo do Estado do Acre segue acompanhando a situação e adotando as providências necessárias, realizando minuciosa fiscalização e acompanhamento para garantir o retorno da trafegabilidade da ponte com fluidez e segurança para veículos e pedestres.
Governo do Estado do Acre
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Economia

Tapetes de Corpus Christi mantêm tradição e fé pelas ruas do Brasil


Católicos celebraram, nesta quinta-feira, o Corpus Christi, com os tradicionais tapetes coloridos
Católicos celebraram nesta quinta-feira (4) o Corpus Christi, com os tradicionais tapetes colorindo as ruas.
Poucas coisas ainda são feitas desse jeito, à mão. Um traço aqui, uma serragem colorida ali, e logo uma figura se forma.
“Eu acho uma experiência muito legal, porque é da nossa cultura, né? Representa a nossa cultura”, conta Camily Vitória Souza.
É cultura que encontra a fé. E uma comunidade que se reúne pelo mesmo objetivo.
“Se não tiver esse trabalho com os alunos, com as crianças mais novinhas, pode ser que daqui no futuro não aconteça mais isso”, diz Marcelo Santiago, secretário de Cultura de Sabará (MG).
Tradição centenária transforma ruas em expressão de fé e cultura
Reprodução/TV Globo
A festa, criada na Europa no século XIII, veio com os portugueses no período colonial e se espalhou pelo Brasil. Em Encantado, no Rio Grande do Sul, os tapetes deram um colorido ao Cristo Protetor, de 43 metros de altura.
Fernanda Dalmoro, empresária:
“Traduzir a imagem de Cristo aqui é muito emocionante, porque a gente trouxe elementos da nossa própria casa, da natureza.”
Rosângela Lucca, ministra da comunidade:
“Celebramos, assim, um momento muito importante da nossa vida de fé cristã. Éuma festa para homenagear o corpo e o sangue de Cristo.”
Cinco mil metros quadrados de tapetes enfeitaram as ruas de Castelo, no Espírito Santo.
“Um dia muito especial, principalmente pra mim, que sou católica. É muito lindo, é emocionante até”, explica a cabeleireira Maria Inês Arpini.
Seiscentas pessoas ajudaram a decorar doze quarteirões em Matão, no interior de São Paulo. Um trabalho que reúne voluntários de todas as idades.
Lurdes Aparecida Brevigliero, servidora pública:
“É um momento único, né? Porque Jesus sai pras ruas, né?”
Quando o sol aparece, as ruas históricas de Sabará, na Grande BH, amanhecem coloridas.
Mônica Maria Granja Silva, aposentada:
“Ensinando paz, amor e alegria. Não há melhor. Não há melhor. Não há melhor.”
Há tradições que sobrevivem porque são guardadas. Outras porque são refeitas. Os tapetes de Corpus Christi são assim. Todos os anos, depois que a procissão passa, eles desaparecem. E todo ano tem gente que sai de casa, vem pra rua e faz tudo de novo. É esse gesto simples que mantém essa celebração que atravessa gerações.
Entre os casarões, famílias inteiras acompanham o cortejo, o momento mais importante do dia. E ocupam as ruas num movimento que vai muito além da cerimônia religiosa. A cada passo, fé e arte se encontram pelo mesmo caminho.
Carlos Morato, aposentado:
“Fé de forma simples e que reúne as pessoas. Isso, para mim, é o mais importante. É um pouco o retrato da cidade.”
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional