Economia

China reconhece território brasileiro como livre da febre aftosa

O governo da China anunciou nesta terça-feira (02/06) o reconhecimento de todo o território brasileiro como área livre da febre aftosa. O anúncio foi feita durante visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao país e ocorre após mais de 20 anos de negociações. A decisão amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e […]

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Economia

Quase 5 mil acadêmicos belgas pedem rompimento com instituições israelenses

Um grupo de cerca de 4,7 mil funcionários, estudantes e detentores de títulos honorários de universidades da Bélgica lançou nesta terça-feira (02/06) uma carta aberta pedindo que as instituições de ensino superior do país rompam todos os laços com universidades e empresas israelenses que, segundo os signatários, estejam envolvidas em violações do direito internacional. Intitulado […]

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Economia

Marco Rubio menciona Brasil em lista de países ‘não amigáveis’ com os EUA

Em declaração diante do Congresso dos Estados Unidos, nesta terça-feira (02/06), o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, se referiu ao Brasil como um país “não amigável” com Washington. Durante sua intervenção na seção parlamentar, Rubio disse que a Casa Branca conta com “coalizão de países amigos” na América Latina, e que o Brasil não […]

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Economia

Presidente Lula, chegou a hora de reconhecer a República Saaraui

Ao longo de sua trajetória política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva construiu uma imagem internacional associada à defesa da autodeterminação dos povos, do multilateralismo e do Direito Internacional.  Foi durante seu governo que o Brasil reconheceu oficialmente o Estado da Palestina, em 2010, reforçando o direito do povo palestino à soberania nacional diante […]

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Economia

Após novo tarifaço, Planalto acusa família Bolsonaro de atuar contra o Brasil

O Governo do Brasil emitiu nesta terça-feira (02/06) uma nota oficial na qual demonstra insatisfação com a proposta dos Estados Unidos de impor um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada após a conclusão de uma investigação comercial que alega a existência de práticas comerciais desleais por parte do Brasil. No […]

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Economia

Mulher de 37 anos finge ter 12 e é presa por estelionato um ano após ser adotada por família em SC, diz polícia


Mulher de 37 anos se passava por adolescente de 12 anos em Joinville (SC)
Polícia Civil/ Divulgação
Uma mulher de 37 anos foi presa nesta terça-feira (2) suspeita de se passar por uma adolescente de 12 anos e viver por 14 meses como filha adotiva na casa de uma família em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Ela confessou o crime, segundo a Polícia Civil.
A “menina” dizia se chamar Gabriele e foi detida na casa das vítimas, no distrito de Pirabeiraba. Ela é investigada por estelionato e falsa identidade e não teve o verdadeiro nome divulgado pela polícia.
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Segundo a Polícia Civil, a suspeita tem antecedentes penais por golpes idênticos em outros estados e “confessou integralmente a autoria dos fatos”. Ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville.
Como família chegou até a mulher?
De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, a mulher chegou até a família após procurar uma igreja em Joinville e relatar ao pastor ter fugido do Pará por sofrer maus-tratos.
Agora no g1
Ela foi acolhida pela comunidade religiosa, que passou a ajudá-la financeiramente e conseguiu uma casa para ela ficar.
Adotada por família
A família que a acolheu acabou se envolvendo emocionalmente e passou a tratá-la como filha por mais de um ano.
Para sustentar o disfarce de adolescente e justificar a aparência adulta, ela alegava falsamente ser portadora de autismo e de outras condições clínicas, argumentando ainda que seus traços adultos eram decorrentes do uso forçado de hormônios durante a infância, quando teria sido abusada.
Ela também dissimulava comportamentos infantilizados, utilizando mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para dormir, conforme a polícia. A investigação apurou que “Gabriele” forjava crises de pânico à noite, afinava a voz e simulava carência para conseguir atenção.
O pai e a mãe chegaram a organizar uma festa de aniversário de 12 anos, arcaram com medicamentos para obesidade e manifestaram interesse em oficializar a adoção – mas a suspeita desconversava ao tocar no assunto. Ela não andava com documentos.
“A menina não ia para a escola porque conseguiu convencer a família adotiva de que, se fosse para a escola, o ‘pai abusador’ saberia onde ela está”, comentou o delegado.
A família procurou a polícia após a denúncia de um parente levar à descoberta do crime.
A investigação descobriu que a mulher é reincidente nessa modalidade de golpes, tendo registros em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
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Economia

Fábrica clandestina que usava livros didáticos para embalar fogos de artifício é interditada na Bahia


Operação flagra livros sendo usados para embalar fogos clandestinos na Bahia
Uma fábrica clandestina que usava livros didáticos da rede pública de ensino, ainda em período de uso, para embalar fogos de artifício foi interditada em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo da Bahia. O local foi encontrado durante uma nova etapa da Operação Flagra Fogos, realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia e outros órgãos.
Conforme o MPT-BA, que divulgou detalhes da operação nesta terça-feira (2), a fábrica era dedicada à produção de “chuvinhas” e ficava no bairro São Paulo. A operação aconteceu na segunda-feira (1º) e contou com a participação de ao menos 40 agentes públicos.
No local, foram encontrados fardos do material escolar, ainda embalado. Segundo informações apuradas pela TV Subaé, os livros faziam parte de uma remessa fornecida pelo Ministério da Educação (MEC) para distribuição nas escolas da cidade no ano passado.
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Fábrica clandestina é interditada após uso de livros didáticos para embalar fogos de artifício na Bahia
MPT-BA
O gerente da fábrica foi encontrado no local, mas investigações serão realizadas para identificar o dono da fábrica clandestina. Além disso, o MPT-BA apura um possível crime de peculato, que consiste em um infração contra a administração pública cometida por um servidor público.
A TV Subaé entrou em contato com o MEC e com a Secretaria de Educação de Santo Antônio de Jesus, mas não recebeu resposta.
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Economia

Ameaça de novo tarifaço americano provoca reações do governo e de pré-candidatos à Presidência da República


A ameaça de um novo tarifaço provocou reações do governo e também de pré-candidatos à Presidência da República.
No início da manhã desta terça-feira (2), o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, disse em entrevista à rádio Itatiaia, em Belo Horizonte, que pediu ao governo americano que não aplicasse tarifas sobre empresas brasileiras.
“Eu pedi expressamente, nas três reuniões que nós tivemos com o presidente Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. Eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz expresso a eles”, diz Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL.
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Horas depois, em discurso em Catalão, Goiás, o presidente Lula atribuiu o novo tarifaço à atuação de filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos:
“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores”.
Em uma entrevista na Megaleite, uma feira agropecuária em Belo Horizonte, os pré-candidatos à Presidência Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo, também falaram sobre o possível tarifaço. Zema criticou a política externa do governo Lula.
“Isso demonstra claramente a inoperância, a incompetência do governo Lula com as relações internacionais. Durante o governo Lula, nós temos assistido o Brasil se aproximar de regimes autoritários, de Cuba, de Irã, de outros governos que são tudo menos democráticos, e se distanciar de países do Ocidente. O resultado está aí mais uma vez. Quem perde é quem trabalha, quem produz. O Brasil precisa, como eu tenho dito, se aproximar do Ocidente”, diz Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo.
Caiado seguiu na mesma linha.
“O que eu entendo é que o Brasil, governado pelo PT, não tem mais uma política no Itamaraty, uma política de Estado. Ele tem uma política de governo, onde o Itamaraty sempre foi um ponto ali de poder produzir grandes acordos internacionais. A chancelaria brasileira sempre foi uma referência mundial. De repente, tomou um lado ideológico e trabalhou todo o tempo para querer romper esse relacionamento com os Estados Unidos”, diz Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD.
Ameaça de novo tarifaço americano provoca reações do governo e de pré-candidatos à Presidência da República
Jornal Nacional/ Reprodução
No início da tarde, o Palácio do Planalto divulgou uma nota:
“O governo brasileiro manifesta indignação com a conclusão preliminar anunciada ontem (1/6) pelo USTR – Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos – relativa à investigação da Seção 301 contra alegadas práticas comerciais desleais do Brasil. Essa investigação teve início em 15 de julho de 2025 por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington. É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares”.
O texto diz ainda:
“O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional”.
E que:
“O governo reafirma a expectativa de que as recomendações não se convertam em tarifas efetivas”.
O vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu com os ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, da Fazenda e da Comunicação Social.
“O governo brasileiro recebe com indignação e entende ser extremamente injusta a recomendação, a proposta do USTR ao presidente Trump. Por que entende que ela é injusta? Porque, das colocações feitas na chamada Seção 301, a primeira delas se refere à questão do PIX. O PIX é um patrimônio nacional, é uma conquista do povo brasileiro, a tecnologia a serviço da sociedade, da economia, sem nenhum custo para as empresas e para a população”, afirma vice-presidente Geraldo Alckmin.
O ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, disse que 21% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estão ameaçadas. São máquinas, equipamentos, plásticos, produtos de madeira, papel, calçados, ferro fundido e o setor de peixes e crustáceos.
Em outro evento em Catalão, o presidente Lula exibiu um cartaz em defesa do PIX e se dirigiu a Trump:
“Trump, é o seguinte, cara: você diz que pintou química entre eu e você. Quem anunciou isso não foi você nem eu. Você me deve uma reunião e eu devo uma para você, porque nós demos 30 dias para os nossos ministros negociarem. Então, eu estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência, porque esse acordo não pode ter sua anuência, porque nós dois combinamos 30 dias, até 15 de julho, para poder ter uma resposta do que nós propusemos”.
Em uma rede social, Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo e uma carta que enviou ao secretário americano Marco Rubio:
“A imposição de novas tarifas causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro – os mesmos cidadãos que veem os Estados Unidos como um parceiro e um amigo. Portanto, escrevo para reiterar, formalmente, o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil”, diz a carta.
“Eu fiz o pedido direto para que os Estados Unidos não taxassem as empresas brasileiras, que já são absurdamente taxadas pelo governo Lula. Os empreendedores brasileiros já estão sufocados com tanto imposto, burocracia, perseguição. Estão até saindo do Brasil. Eu expliquei: não seria justo taxá-los ainda mais. Eu reforcei que os Estados Unidos não precisariam mais usar a política de tarifas para negociar com o Brasil”, afirma Flávio Bolsonaro.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo vai atuar na linha diplomática, considerando que ainda é uma recomendação, que não houve o aumento de tarifa e há tempo para reverter a situação:
“Veja que foi uma recomendação. Não está dado ainda o aumento de tarifa. Tem um período. O ministro Mauro Vieira está amanhã na OCDE com o (Jamieson) Greer, responsável por essa recomendação. Eu mesmo tenho compromissos internacionais, não afasto a hipótese de ir aos Estados Unidos ou entrar em contato com o Scott Bessent, que é secretário do Tesouro. E o presidente Lula certamente vai querer fazer contato com o presidente Trump para que isso não aconteça, porque é uma medida muito injusta”.
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