Economia

Após Copom, Mini-índice cai 0,22% com realização de lucros

O mini-índice (WINV25), ou Ibovespa futuro, encerrou esta quinta-feira (18) em leve queda de 0,22%, aos 146.736 pontos, acompanhando o movimento de realização de lucros no mercado doméstico, impulsionado pela decisão, da véspera, do Comitê de Política Monetária (Copom). A análise técnica do BTG Pactual desta quarta-feira (17), no entanto, mencionou que a tendência é […]
Economia

Ações da WDC (LVTC3) saltam mais de 60% no ano na bolsa e CEO explica porque acha que empresa ainda está barata; ‘valor é muito mais do que está na bolsa’

Uma empresa de tecnologia “Made in Brazil”, e que tem se destacado na Bolsa em 2025. As ações da WDC (LVTC3) acumulam uma valorização superior a 60% na bolsa brasileira e o CEO, Vanderlei Rigatieri, acredita que o valuation ainda está descontado.  “Quando a gente fez o IPO, a empresa foi valorizada em R$ 1,5 […]
Economia

Rede DOr (RDOR3) aprova R$ 500 milhões em juros sobre capital próprio

A Rede D’Or São Luiz (RDOR3) aprovou a distribuição de R$ 500 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), correspondentes a R$ 0,226 por ação ordinária. A deliberação ocorreu em reunião do Conselho de Administração realizada nesta quinta-feira (18), ad referendum da Assembleia Geral Ordinária que apreciará o resultado do exercício de 2025. SAIBA […]
Economia

ONG ajuda mulheres a sair da vulnerabilidade e virar empreendedoras


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Após perder o filho de 2 anos e 4 meses por negligência médica, Evelin de Moura Nascimento, de 38 anos, diz que transformou o luto em luta. Por causa da morte do filho, resolveu criar um projeto para acolher famílias vítimas de negligência médica.

Evelin deu ao projeto o nome “Mufi”, que significa mais um futuro. Assim, começou a confeccionar camisas.


Rio de Janeiro (RJ), 18/09/2025 - Evelin Moura, moradora da Cidade de Deus, formada em Cultura Criativa. Formatura de mulheres empreendedoras na periferia, no Teatro Bangu Shopping, zona oeste da cidade. O Projeto Mulher Potência Empreendedora, do Instituto da Providência, capacita mulheres para pequenos negócios em setores de gastronomia, moda e beleza. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 18/09/2025 - Evelin Moura, moradora da Cidade de Deus, formada em Cultura Criativa. Formatura de mulheres empreendedoras na periferia, no Teatro Bangu Shopping, zona oeste da cidade. O Projeto Mulher Potência Empreendedora, do Instituto da Providência, capacita mulheres para pequenos negócios em setores de gastronomia, moda e beleza. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 18/09/2025 – Evelin Moura criou camisas para alertar sobre negligência médica. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Formada em técnico de produção de moda, fez o curso de capacitação na confecção de camisas no projeto Mulher Potência Empreendedora, do Instituto da Providência. “O curso me ajudou muito nessa fase de perda de um filho, me senti muito acolhida. O Mufi virou uma marca e agora vou criar peças buscando justiça pelo meu filho”.

“Essa luta também é em prol da minha filha de 1 ano e 11 meses para mostrar que, a partir de um luto, a vida não acaba, se inicia um outra”, afirmou.

>> Brasileiras empreendedoras contam suas trajetórias de sucesso

Mulheres empreendedoras

Evelin foi uma das 260 mulheres empreendedoras do projeto que se formaram nesta quinta-feira (18), no Teatro Bangu Shopping, na zona oeste do Rio de Janeiro. Elas cursaram aulas nos setores de gastronomia, moda e beleza por nove meses para estarem aptas a abrir seus negócios. Desde 2022, a iniciativa atendeu a 1,7 mil mulheres e gerou 684 novos negócios.

 Segundo a diretora executiva do Instituto da Providência, Maria Garibaldi, são 260 mulheres que agora conseguem olhar para a frente e ver sua trajetória como empreendedoras, donas dos seus negócios, autônomas e gerando renda.

“As mulheres continuam com mentorias para abertura dos negócios. São mulheres dos 18 aos 60 anos, em situação de vulnerabilidade, residentes na zona oeste do Rio. São mulheres que hoje não geram renda e depois vão ter um aumento exponencial da renda. Isso melhora a renda da família e faz com que ela consiga proporcionar educação, saúde e lazer para sua família”, disse a diretora.

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Raquel Baltar de Paula, de 40 anos, lembra que o marido e o filho de 20 anos foram demitidos na mesma época e as contas da família apertaram com o aluguel e o cuidado com o outro filho de 2 anos. Para ajudar na renda familiar, Raquel começou a trabalhar na produção de salgados de um buffet. 

Então eu vi como uma oportunidade de, em vez de ser funcionária, eu poderia comprar salgados para revender. E foi assim que a minha história começou”, contou.  


Rio de Janeiro (RJ), 18/09/2025 - Raquel Baltar, recém formada em
Rio de Janeiro (RJ), 18/09/2025 - Raquel Baltar, recém formada em
Rio de Janeiro (RJ), 18/09/2025 – Raquel Baltar trabalha com doces e salgados para aumentar a renda familiar – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Raquel lembra que o negócio começou a se expandir. Depois das vendas na rua, passou a vender no bairro inteiro, em Jacarepaguá, na comunidade do Tanque, e como começou a tomar gosto pelo negócio, resolveu procurar cursos para se capacitar.

“Eu conheci o projeto e fiz a inscrição. Fui chamada, e agora eu posso dizer que foi a melhor coisa da minha vida que me aconteceu. Conhecer o projeto, aprender a técnica de doces e salgados. Tive profissionais maravilhosos ali, me ajudando, me apoiando, a questão da rede de apoio também com o meu bebê foi fundamental”, destaca Raquel.

Ela diz com orgulho que começou a deslanchar e já sabe fazer seus próprios salgados, em vez de comprá-los para revendê-los na rua. “Já estou tendo renda. Durante um tempo, eu fui a provedora do meu lar. Meu filho, de 20 anos, vende os salgados na rua também. Só falta meu esposo vir também. Eu quero deixá-lo na parte administrativa do negócio”, disse.

Outra aluna do curso, Claudete Luiz da Costa, de 44 anos, revela que antes de se capacitar ficava em casa, cabisbaixa, de mãos atadas e sem saber o que fazer. Até que uma amiga contou sobre o curso do Instituto da Providência e “graças a Deus, cheguei até aqui”. 


Rio de Janeiro (RJ), 18/09/2025 - Claudete Luiz da Costa, recém formada em
Rio de Janeiro (RJ), 18/09/2025 - Claudete Luiz da Costa, recém formada em
Rio de Janeiro (RJ), 18/09/2025 – Claudete Luiz da Costa fez capacitação na área de estética – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Solteira e sem filhos, Claudete vivia com a ajuda familiar, com o amparo do pai e da irmã. “Mas hoje, com toda certeza, posso dizer que sou capacitada e que serei uma empreendedora de sucesso”.

Ela se capacitou no curso de cílios e sobrancelhas, e não parou por aí.

“Entrei totalmente crua, mas lá a gente não fez só um curso, fomos amparadas também pelas meninas do Instituto da Providência, pelas colegas também de curso, uma segurando a mão da outra. Construímos uma profissão no final, hoje eu estou capacitada para o mercado de trabalho, eu tenho convicção que darei o meu melhor”, relata Claudete.

*Estagiária sob supervisão de Gilberto Costa

Economia

Vendas de produtos de alumínio crescem 3%; exportações caem 11%


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As vendas de produtos de alumínio totalizaram 1.040,9 mil toneladas no primeiro semestre de 2025, uma alta de 2,9% sobre o registrado em igual período de 2024.

As vendas internas foram de 947,9 mil toneladas (alta de 4,6%) e as exportações, 93 mil toneladas, uma queda de 11% em relação aos seis primeiros meses do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).

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Os números confirmam a resiliência da indústria brasileira do alumínio, mesmo em um cenário global marcado por desafios como o tarifaço e a desaceleração da economia mundial. Ainda assim, é importante destacar que já observamos sinais de arrefecimento na demanda, o que reforça a necessidade de mantermos atenção redobrada ao contexto internacional e às políticas comerciais que impactam diretamente nossa competitividade”, afirmou a presidente-executiva da ABAL, Janaina Donas.

Em agosto, os Estados Unidos aliviaram parte das sanções a produtos brasileiros que levam alumínio, aço ou cobre na sua composição. A medida alcança pouco mais de 6% das exportações que eram sobretaxadas e unificou essas tarifas para o mundo todo.

Entre os segmentos que mais cresceram no primeiro semestre, destacam-se o de eletricidade, com aumento de 18% nas vendas, principalmente pelo significativo aumento da demanda por cabos elétricos para transmissão e distribuição de energia; embalagens, com elevação de 7%; e transportes, com alta de 2,4% impulsionada pelas vendas de implementos para caminhões.