Economia

Multidões ocupam capitais brasileiras contra anistia e PEC da Blindagem

Milhares de pessoas foram às ruas das capitais do Brasil neste domingo (21/09) para protestar contra a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado e a chamada PEC da Blindagem, que prevê exigência de autorização do Congresso para processar criminalmente deputados e senadores. Foram registradas multidões nas ruas de grandes cidades como Salvador, […]

O post Multidões ocupam capitais brasileiras contra anistia e PEC da Blindagem apareceu primeiro em Opera Mundi.

Economia

Isso é Fantástico: de peça sem público ao Olavinho de Vale Tudo — a trajetória do ator Ricardo Teodoro


O picareta Olavinho, de Vale Tudo, caiu no gosto popular. O maior 171! E tem gente até torcendo por ele e tia Celina. A repórter Ana Carolina Raimundi entrevistou o ator Ricardo Teodoro, que interpreta Olavinho. E ainda foi às ruas com ele para ver a popularidade do personagem e saber o que o povo prefere: fricassê ou um X-tudão?
Na conversa, Ricardo, que tem 17 anos de profissão, é mineiro e fez faculdade de teatro, passou por muitos dias de luta antes do sucesso.
“Você batalhou muito pra chegar e tá nesse lugar. Fiz peça onde não foi ninguém”
Ouça trechos inéditos desse bate-papo neste episódio do ‘Isso é Fantástico’.
De peça sem público ao sucesso como Olavinho de Vale Tudo — a trajetória do ator Ricardo Teodoro
Ana Carolina Raimundi, Ricardo Teodoro e Maria Scodeler
Fantástico
Economia

Toalha na cabeça, peruca e rosto pintados: quadrilha usava disfarces para desviar benefícios sociais dos cidadãos


Criminosos se fantasiavam para desviar dinheiro de benefícios sociais dos cidadãos
Uma quadrilha conseguiu burlar o sistema de segurança da Caixa Econômica Federal por pelo menos cinco anos, desviando benefícios sociais em um esquema criminoso que dependia diretamente da cooptação de funcionários do banco e de casas lotéricas.
A investigação da Polícia Federal (PF) revelou a crueldade do grupo, que utilizava desde sofisticadas fraudes digitais, disfarces e pessoas vulneráveis para validar cadastros falsos. A reportagem, exibida pelo Fantástico, detalha como o grupo agia para acessar o dinheiro de contas digitais de baixa renda.
O grupo era chefiado por Felipe Quaresma Couto, segundo investigação.
A parceria do crime e a propina
Segundo a PF, o desvio de dinheiro era facilitado por uma “parceria do crime”. A quadrilha acessava as contas dos benefícios com a ajuda de funcionários da Caixa, burlando o sistema de segurança. Em uma mensagem interceptada, Felipe passava um recado ao comparsa: “16 horas o gera começa a soltar.”. “Gera” era um gerente, segundo a polícia.
O delegado da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Wanderson Pinheiro da Silva, explicou que o grupo atuava principalmente na coação de funcionários da Caixa Econômica e de casas lotéricas. A dimensão da corrupção é evidenciada pelo fato de que somente um desses funcionários “recebeu mais de R$ 300 mil de propina”.
O funcionário corrupto fornecia o acesso ao aplicativo Caixa Tem aos criminosos. Isso permitia a alteração de dados cadastrais e até mesmo biométricos dos titulares dos benefícios. A quadrilha tinha acesso a “todos os benefícios pagos pelo aplicativo Caixa Tem, como o FGTS, Bolsa Família, abono salarial, enfim, tudo”, explica o delegado.
Como funcionava o golpe
No esquema, o funcionário envolvido no golpe apagava os dados dos beneficiários. Em seguida, criava um novo. O cadastro era reiniciado com outro e-mail, outro celular e um novo reconhecimento facial, mas mantendo o mesmo CPF, nome e data de nascimento da vítima. Assim, o dinheiro era desviado diretamente para os criminosos.
A maioria das vítimas era de baixa renda. O delegado Wanderson destacou o impacto social, afirmando que ficar “um, dois meses sem receber um benefício assistencial” causa “todo um desgaste emocional” nas famílias, que precisam buscar uma agência, contestar e aguardar o ressarcimento.
O uso de IA
Para burlar o sistema de segurança de reconhecimento facial, o grupo criminoso usou muitas estratégias. A polícia encontrou milhares de fotos geradas por inteligência artificial. O especialista em reconhecimento facial da PF-RJ, Paulo Cesar Baroni, relatou que os criminosos usavam seus próprios rostos.
Para o reconhecimento facial, o grupo não se preocupava em alinhar fotos e nomes dos cadastros. Segundo um áudio, o importante era “ser uma selfie bem tirada, bem clara, bem nítida”. “E quanto mais nova a pessoa, tá passando mais rápido”, diz uma das mensagens interceptadas pela investigação.
Como não podiam repetir a biometria, os golpistas buscavam os chamados “rostos virgens”, pessoas que nunca tinham passado pelo reconhecimento facial do banco. O objetivo era criar clientes falsos com dados verdadeiros roubados das vítimas. Eles conseguiam essas pessoas na rua, “pegando pessoas de vulnerabilidade social, moradores de rua mesmo, utilizando essas imagens”, explicou Wanderson Pinheiro da Silva.
Felipe Quaresma e os comparsas também se disfarçavam, usando perucas louras, rostos pintados de preto e alterando o corte de cabelo para gerar novas fotos de validação. “Vou até fazer a minha barba pra pintar a cara de novo”, contou um dos criminosos em conversa com comparsa.
O grupo era chefiado por Felipe Quaresma Couto, segundo investigação
Reprodução Fantástico
Desdobramento
A Caixa Econômica informou que participou das investigações, denunciou e afastou os funcionários envolvidos. O banco público reforçou que atualiza diariamente o sistema de segurança e reconhecimento facial para dar tranquilidade aos 140 milhões de usuários do Caixa Tem.
Anderson Possa, vice-presidente de segurança, logística e operações da Caixa, destacou que o banco está criando uma diretoria de cibersegurança, focada em prevenir e reprimir os crimes cibernéticos. “O sistema de segurança é atualizado constantemente. Não só nós, como de todo o sistema bancário. E o sistema bancário, há uma transferência também de inteligência e informação entre os diversos bancos que fazem com que esse sistema esteja sempre se retroalimentando e melhorando”, contou Possa.
Contudo, o especialista em segurança da informação Wanderley Abreu Júnior ressaltou: “Nenhuma tecnologia funciona sem o ser humano”. Ele pontuou que se a peça principal, o ser humano, “é corrompida, o sistema cai”.
Felipe Quaresma Couto, monitorado pela PF desde 2022, mas que cometia crimes desde 2020, foi preso na última quinta-feira (18) no bar onde trabalhava. As fotos de disfarce estavam nos celulares dele e de Cristiano Bloise de Carvalho, que também foi preso. Quatro outros integrantes estão foragidos. Os dois presos responderão por estelionato qualificado, corrupção de funcionários públicos, inserção de dados falsos em sistema e organização criminosa.
Felipe e Cristiano já foram transferidos para o Complexo de Bangu. Eles tiraram novas fotos na cadeia esta semana, mas, dessa vez, não sorriram.
Economia

Tiê adoça canções de Rita Lee, Dolores Duran e Adoniran Barbosa em álbum gravado ao vivo em show em São Paulo


Tiê lança o álbum ‘Cartas de amor << Ao vivo no Bona >>’
Lucas Seixas / Divulgação
♫ ANÁLISE
♪ Em 2015, Tiê era uma das cantoras mais populares do Brasil. Uma das pioneiras vozes femininas da cena indie paulistana, a artista foi para o mainstream com a explosão da gravação de A noite, versão em português (escrita por Tiê com Adriano Cintra, André Whoong e Rita Wainer) da canção italiana La notte (Giuseppe Anastasi), apresentada pela cantora italiana Arisa em disco de 2012.
A noite entrou na trilha sonora da novela I love Paraisópolis – exibida pela TV Globo naquele ano de 2015 – e estourou em todo o Brasil, projetando o nome de Tiê e impulsionando o terceiro álbum da cantora, Esmeraldas (2014), lançado no ano anterior.
Dez anos depois, Tiê ainda está vinculada à gravadora multinacional Warner Music, mas parece ter voltado para a cena indie. A artista lançou na sexta-feira, 19 de setembro, o álbum Cartas de amor << Ao vivo no Bona >> com o registro de show captado na casa Bona, em São Paulo (SP), cidade natal de Tiê.
No disco, Tiê revisita músicas da discografia, e claro que A noite está lá, ao lado de canções como Assinado eu (2009), Amuleto (joia do cancioneiro de Bruno Caliman apresentada por Tiê em 2017 no álbum Gaya) e Mapa-múndi (2010), balada de Thiago Pethit regravada pela cantora no segundo álbum, A coruja e o coração (2011).
Contudo, o teor de novidade do atual disco ao vivo de voz e violão reside nas abordagens de músicas alheias que Tiê até então nunca havia gravado. A doçura da voz da cantora se afina com a delicadeza de temas como A noite do meu bem (Dolores Duran, 1959) e Desculpe o auê (Rita Lee e Roberto de Carvalho). A cantora também encara Prova de carinho, música de Adoniran Barbosa (1910 – 1982) e Hervé Cordovil (1914 – 1979) lançada em 1960 pelo Trio Marayá.
E o fato é que, dez anos depois de explodir com A noite, Tiê transita bem no tom delicado deste álbum ao vivo e é prontamente atendida quando, ao fim da música, pede para o público do Bona cantar com ela o refrão dessa canção que marcou em 2015 o ápice comercial da trajetória dessa cantora e compositora que entrou em cena em 2007, há 18 anos.
Capa do álbum ‘Cartas de amor << Ao vivo no Bona >>’, de Tiê
Divulgação
Economia

Imagens exclusivas mostram como foi invasão de milicianos armados para matar desafeto internado em hospital no Rio; VÍDEO

Fantástico revela invasão de criminosos armados em hospital do Rio
Unidades de saúde no Rio de Janeiro vivem em constante estado de vulnerabilidade diante da ação do crime organizado e da milícia. O Fantástico revelou imagens exclusivas da invasão ao Hospital Municipal Pedro II, na Zona Oeste do Rio. Na madrugada da última quinta-feira (18), homens armados invadiram a unidade com o objetivo de matar um paciente internado, expondo como os hospitais se tornam cenários do conflito.
A invasão ao Pedro II no Rio
O alvo era Lucas Fernandes de Souza, de 31 anos, que havia dado entrada no hospital ferido por cinco tiros. Ele foi atendido na emergência, mas as feridas não representavam risco de vida.
A invasão ocorreu às 2h37 da madrugada. A câmera de segurança registrou a chegada de um carro na portaria do hospital. Um dos invasores desceu armado com fuzil e vestia um colete da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, da Polícia Civil. Segundo a própria polícia, esse homem era um miliciano.
Segundo os registros do hospital, os agentes da portaria seguiram os protocolos e pediram para que os invasores se identificassem. O bandido armado com o fuzil desceu e disse que entraria de qualquer jeito para “terminar um serviço”, que era matar Lucas. Ele já havia sido preso por extorsão em 2019 e teve ligações com a milícia, mas mudou de lado, se aliando ao tráfico de drogas.
Ele era um dos 300 pacientes internados quando a unidade de saúde foi invadida.
Dois homens, armados com fuzis, ficaram do lado de fora para dar cobertura. Enquanto outros quatro entraram pelo estacionamento. Eles vestiam casacos pretos com capuz e pareciam portar pistolas. Imagens mostraram que os bandidos usavam luvas médicas. Eles evitaram os elevadores sociais e subiram pelas escadas. Um profissional de saúde confirmou que, aparentemente, ele sabiam onde ficavam os setores do hospital.
O grupo foi direto para o segundo andar, onde fica o centro cirúrgico. Dois bandidos abordaram uma funcionária no balcão e perguntaram pelo paciente “Lucas Fernandes de Souza”. No entanto, Lucas já havia sido operado e estava em uma enfermaria em outro andar. O profissional de saúde relatou que eles “ficaram rondando, interrogando as pessoas para tentar localizar o indivíduo”.
A invasão durou sete minutos. Na saída, os criminosos também evitaram os elevadores e fugiram pelo estacionamento, acesso onde ficava o posto de um policial militar de plantão. Lucas Fernandes foi transferido para outro hospital.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou apenas um dos invasores: o miliciano Erlan Oliveira de Araújo, conhecido como ‘Orelha’. Segundo agentes, Orelha foi encontrado morto na noite de sexta-feira (19), supostamente assassinado pelos próprios milicianos como queima de arquivo. Um colete da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado idêntico ao usado na invasão foi encontrado ao lado do corpo.
Secretário de Saúde fala sobre invasão ao Hospital Pedro II
Medo: atendimentos já foram paralisados 500 vezes
O medo ronda hospitais e postos de saúde em todo o Rio. Um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde mostrou que, só neste ano, unidades de saúde tiveram que paralisar o trabalho mais de 500 vezes em decorrência tiroteios e outras violências. Daniel Soranz, Secretário Municipal de Saúde, afirmou que “a gente não pode naturalizar isso acontecer na cidade do Rio de Janeiro”. Ele citou exemplos de unidades invadidas por traficantes ou policiais em busca de pacientes.
Os dados, entretanto, foram motivo de discordância. O Secretário de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro afirmou a reportagem do Fantástico que só recebeu o ofício com a relação dos 516 casos no dia 18, após a invasão. “Qual é o papel da segurança pública agora? Verificar a procedência da informação. E é isso que nós vamos fazer com cada um dos fatos elencados naquela planilha”, afirmou Victor Santos.
“Toda a sociedade sabe do conflito armado (…) toda a imprensa, toda a notícia, todos os moradores e policiais (…) acompanham o problema” — Daniel Soranz, Secretário de Saúde do Rio de Janeiro.
Secretários de Castro e Paes trocam farpas após invasão armada a hospital no Rio
“A gente não deve politizar dois serviços muito importantes para a população: segurança e saúde pública. Quer trabalhar em conjunto? A Secretaria de Segurança Pública está de portas abertas” — Victor Santos, Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.
Apesar do perigo (o Hospital Pedro II fica em uma área dominada pela milícia), os profissionais de saúde já voltaram ao trabalho. Optando por não se identificar, um deles enfatizou o compromisso: “O serviço não para. Teve a ocorrência, mas a porta está aberta e os pacientes vêm chegando, um atrás do outro. E a gente tem que acolher, é a nossa função”.