Categoria: Mercado Financeiro
Executivos da Disney decidiram tirar Jimmy Kimmel do ar, afirma jornal
Resumo: {excerpt} Fonte: {item_site}
Paulinho diz que foco de projeto muda de anistia para nova dosimetria de penas
Resumo: {excerpt} Fonte: {item_site}
Após Copom, Mini-índice cai 0,22% com realização de lucros
Ações da WDC (LVTC3) saltam mais de 60% no ano na bolsa e CEO explica porque acha que empresa ainda está barata; ‘valor é muito mais do que está na bolsa’
Blau (BLAU3) anuncia pagamento de R$ 17 milhões em juros sobre capital próprio
Banco do Brasil (BBAS3): Luiz Barsi compra ou vende? Investidor dá seu veredito após derrocada dos resultados
Rede DOr (RDOR3) aprova R$ 500 milhões em juros sobre capital próprio
Exportações de alimentos caem em agosto por causa de tarifaço dos EUA
Balanço da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) registrou queda de US$ 300 milhões na exportação de alimentos industrializados em agosto, equivalente a redução de 4,8% em com comparação a julho.

Segundo o levantamento, as exportações somaram US$ 5,9 bilhões em agosto. Deste volume, US$ 332,7 milhões para os Estados Unidos, o que representa uma queda de 27,7% em relação a julho e de 19,9% na comparação com agosto de 2024.
Notícias relacionadas:
- Empresas afetadas por tarifaço podem pedir crédito do Brasil Soberano.
- Exportação de produtos atingidos por tarifaço cai 22% em agosto.
O resultado reflete o aumento das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, além da antecipação dos embarques em julho antes da entrada em vigor da taxação.
Em julho, os EUA haviam importado US$ 460,1 milhões em alimentos industrializados do Brasil.
Os produtos mais afetados para os EUA foram açúcares (recuo de 69,5% em agosto na comparação com julho), proteínas animais (- 45,8%) e preparações alimentícias (- 37,5%).
O desempenho das exportações nos dois últimos meses evidencia uma inflexão clara: o crescimento expressivo de julho foi seguido por ajuste em agosto, sobretudo nos EUA, impactados pela nova tarifa, enquanto a China reforçou seu papel como mercado âncora”, analisa João Dornellas, presidente executivo da ABIA, em nota. Para o representante, a queda observada em agosto mostra que o país precisa diversificar seus parceiros comerciais e aumentar sua capacidade de negociação.
A queda para o mercado norte-americano coincidiu com um aumento substancial das vendas para o México, que comprou um total de US$ 221,15 milhões (3,8% do total), principalmente de proteínas animais.
“O avanço do México, que coincide com a retração das vendas aos Estados Unidos, indica um possível redirecionamento de fluxos e a abertura de novas rotas comerciais, movimento que ainda requer monitoramento para identificar se terá caráter estrutural ou apenas conjuntural”, explica a nota da associação.
No total, os mexicanos compraram 43% a mais de produtores brasileiros em agosto, sendo o mercado que mais aumentou a participação no período.
A perspectiva é que o impacto mais expressivo seja sentido no acumulado do ano. Segundo a ABIA, a estimativa é de que as vendas de alimentos atingidos pelo tarifaço para o mercado norte-americano acumulem, entre agosto e dezembro, queda de 80%, com perda acumulada de US$ 1,351 bilhão.
China
A China, maior comprador de alimentos industrializados, adquiriu US$ 1,32 bilhão em produtos, alta de 10,9% em relação a julho e de 51%, em relação a agosto de 2024. A fatia chinesa representa 22,4% do total exportado em agosto deste ano.
O mercado externo representa 28% do faturamento do setor.
Já os países da Liga Árabe reduziram em 5,2% as compras em agosto em relação a julho, que somaram US$ 838,4 milhões. A União Europeia importou US$ 657 milhões em alimentos, redução de 14,8% sobre julho e de 24,6% quando comparado com agosto de 2024.
De janeiro a julho de 2025, as exportações gerais totalizaram US$ 36,44 bilhões, representando uma queda de 0,3% no mesmo período de 2024, em razão da diminuição de produção do açúcar na entressafra.
Suco de laranja
Setor que não foi taxado, a indústria de suco de laranja teve crescimento de 6,8% em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado, e queda de 11% frente a julho, em razão da antecipação de embarques.
Empregos no setor
A indústria de alimentos registrou, em julho, 2,114 milhões de postos de trabalho formais e diretos. No comparativo interanual, foram criados, de julho de 2024 a julho de 2025, 67,1 mil novas vagas, o que representou um crescimento de 3,3%.
Neste ano, foram 39,7 mil empregos diretos novos e outros 159 mil postos abertos na cadeia produtiva, em setores como agricultura, pecuária, embalagens, máquinas e equipamentos.
ONG ajuda mulheres a sair da vulnerabilidade e virar empreendedoras
Após perder o filho de 2 anos e 4 meses por negligência médica, Evelin de Moura Nascimento, de 38 anos, diz que transformou o luto em luta. Por causa da morte do filho, resolveu criar um projeto para acolher famílias vítimas de negligência médica. 

Evelin deu ao projeto o nome “Mufi”, que significa mais um futuro. Assim, começou a confeccionar camisas.
Notícias relacionadas:
- Metade das empreendedoras do RJ é principal fonte de renda da família.
- Rio lidera ranking dos estados com mais mulheres empreendedoras.
- Empreendedoras gastam 3 vezes mais tempo que homens em serviço de casa.
Formada em técnico de produção de moda, fez o curso de capacitação na confecção de camisas no projeto Mulher Potência Empreendedora, do Instituto da Providência. “O curso me ajudou muito nessa fase de perda de um filho, me senti muito acolhida. O Mufi virou uma marca e agora vou criar peças buscando justiça pelo meu filho”.
“Essa luta também é em prol da minha filha de 1 ano e 11 meses para mostrar que, a partir de um luto, a vida não acaba, se inicia um outra”, afirmou.
>> Brasileiras empreendedoras contam suas trajetórias de sucesso
Mulheres empreendedoras
Evelin foi uma das 260 mulheres empreendedoras do projeto que se formaram nesta quinta-feira (18), no Teatro Bangu Shopping, na zona oeste do Rio de Janeiro. Elas cursaram aulas nos setores de gastronomia, moda e beleza por nove meses para estarem aptas a abrir seus negócios. Desde 2022, a iniciativa atendeu a 1,7 mil mulheres e gerou 684 novos negócios.
Segundo a diretora executiva do Instituto da Providência, Maria Garibaldi, são 260 mulheres que agora conseguem olhar para a frente e ver sua trajetória como empreendedoras, donas dos seus negócios, autônomas e gerando renda.
“As mulheres continuam com mentorias para abertura dos negócios. São mulheres dos 18 aos 60 anos, em situação de vulnerabilidade, residentes na zona oeste do Rio. São mulheres que hoje não geram renda e depois vão ter um aumento exponencial da renda. Isso melhora a renda da família e faz com que ela consiga proporcionar educação, saúde e lazer para sua família”, disse a diretora.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Raquel Baltar de Paula, de 40 anos, lembra que o marido e o filho de 20 anos foram demitidos na mesma época e as contas da família apertaram com o aluguel e o cuidado com o outro filho de 2 anos. Para ajudar na renda familiar, Raquel começou a trabalhar na produção de salgados de um buffet.
“Então eu vi como uma oportunidade de, em vez de ser funcionária, eu poderia comprar salgados para revender. E foi assim que a minha história começou”, contou.
Raquel lembra que o negócio começou a se expandir. Depois das vendas na rua, passou a vender no bairro inteiro, em Jacarepaguá, na comunidade do Tanque, e como começou a tomar gosto pelo negócio, resolveu procurar cursos para se capacitar.
“Eu conheci o projeto e fiz a inscrição. Fui chamada, e agora eu posso dizer que foi a melhor coisa da minha vida que me aconteceu. Conhecer o projeto, aprender a técnica de doces e salgados. Tive profissionais maravilhosos ali, me ajudando, me apoiando, a questão da rede de apoio também com o meu bebê foi fundamental”, destaca Raquel.
Ela diz com orgulho que começou a deslanchar e já sabe fazer seus próprios salgados, em vez de comprá-los para revendê-los na rua. “Já estou tendo renda. Durante um tempo, eu fui a provedora do meu lar. Meu filho, de 20 anos, vende os salgados na rua também. Só falta meu esposo vir também. Eu quero deixá-lo na parte administrativa do negócio”, disse.
Outra aluna do curso, Claudete Luiz da Costa, de 44 anos, revela que antes de se capacitar ficava em casa, cabisbaixa, de mãos atadas e sem saber o que fazer. Até que uma amiga contou sobre o curso do Instituto da Providência e “graças a Deus, cheguei até aqui”.
Solteira e sem filhos, Claudete vivia com a ajuda familiar, com o amparo do pai e da irmã. “Mas hoje, com toda certeza, posso dizer que sou capacitada e que serei uma empreendedora de sucesso”.
Ela se capacitou no curso de cílios e sobrancelhas, e não parou por aí.
“Entrei totalmente crua, mas lá a gente não fez só um curso, fomos amparadas também pelas meninas do Instituto da Providência, pelas colegas também de curso, uma segurando a mão da outra. Construímos uma profissão no final, hoje eu estou capacitada para o mercado de trabalho, eu tenho convicção que darei o meu melhor”, relata Claudete.
*Estagiária sob supervisão de Gilberto Costa