Economia

EUA: funeral de Charlie Kirk gera tensão e segurança reforçada

Poucas horas antes da cerimônia funeral de Charlie Kirk em um estádio de futebol em Glendale, no Arizona, a tensão aumenta na cidade, com as autoridades trabalhando para intensificar as medidas de segurança em meio às altas expectativas em torno do evento e à presença de vários altos funcionários do governo, incluindo o presidente dos […]

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Economia

Papa expressa solidariedade aos palestinos da ‘terra martirizada’ de Gaza

O Papa Leão 14 expressou neste domingo (21/09) a solidariedade da Igreja com a população palestina da “terra martirizada” de Gaza e declarou que “não há futuro baseado na violência, no exílio forçado, na vingança”, ao final da oração dominical do Angelus, na Praça de São Pedro. A declaração do pontífice ocorre no momento em […]

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Economia

EUA ficam fora de evento sobre democracia idealizado por Brasil e Espanha em NY

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano) não foi chamado para a segunda edição do evento Democracia Sempre, que acontece na próxima quarta-feira (24/09), sob liderança do Brasil, Espanha, Chile, Colômbia e Uruguai. O encontro ocorre em paralelo às atividades da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com início nesta segunda-feira […]

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Economia

Flávio Bolsonaro ataca imprensa em evento na Itália

O senador direitista Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou mais cedo neste domingo (21/09) da tradicional festa anual da Liga (sigla populista de direita italiana, liderada por Matteo Salvini), em Pontida, no norte da Itália. Flávio abriu e encerrou seu discurso em italiano, mas fez seu pronunciamento em português acompanhado por uma intérprete que se atrapalhou em […]

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Economia

Multidões ocupam capitais brasileiras contra anistia e PEC da Blindagem

Milhares de pessoas foram às ruas das capitais do Brasil neste domingo (21/09) para protestar contra a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado e a chamada PEC da Blindagem, que prevê exigência de autorização do Congresso para processar criminalmente deputados e senadores. Foram registradas multidões nas ruas de grandes cidades como Salvador, […]

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Economia

Toalha na cabeça, peruca e rosto pintados: quadrilha usava disfarces para desviar benefícios sociais dos cidadãos


Criminosos se fantasiavam para desviar dinheiro de benefícios sociais dos cidadãos
Uma quadrilha conseguiu burlar o sistema de segurança da Caixa Econômica Federal por pelo menos cinco anos, desviando benefícios sociais em um esquema criminoso que dependia diretamente da cooptação de funcionários do banco e de casas lotéricas.
A investigação da Polícia Federal (PF) revelou a crueldade do grupo, que utilizava desde sofisticadas fraudes digitais, disfarces e pessoas vulneráveis para validar cadastros falsos. A reportagem, exibida pelo Fantástico, detalha como o grupo agia para acessar o dinheiro de contas digitais de baixa renda.
O grupo era chefiado por Felipe Quaresma Couto, segundo investigação.
A parceria do crime e a propina
Segundo a PF, o desvio de dinheiro era facilitado por uma “parceria do crime”. A quadrilha acessava as contas dos benefícios com a ajuda de funcionários da Caixa, burlando o sistema de segurança. Em uma mensagem interceptada, Felipe passava um recado ao comparsa: “16 horas o gera começa a soltar.”. “Gera” era um gerente, segundo a polícia.
O delegado da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Wanderson Pinheiro da Silva, explicou que o grupo atuava principalmente na coação de funcionários da Caixa Econômica e de casas lotéricas. A dimensão da corrupção é evidenciada pelo fato de que somente um desses funcionários “recebeu mais de R$ 300 mil de propina”.
O funcionário corrupto fornecia o acesso ao aplicativo Caixa Tem aos criminosos. Isso permitia a alteração de dados cadastrais e até mesmo biométricos dos titulares dos benefícios. A quadrilha tinha acesso a “todos os benefícios pagos pelo aplicativo Caixa Tem, como o FGTS, Bolsa Família, abono salarial, enfim, tudo”, explica o delegado.
Como funcionava o golpe
No esquema, o funcionário envolvido no golpe apagava os dados dos beneficiários. Em seguida, criava um novo. O cadastro era reiniciado com outro e-mail, outro celular e um novo reconhecimento facial, mas mantendo o mesmo CPF, nome e data de nascimento da vítima. Assim, o dinheiro era desviado diretamente para os criminosos.
A maioria das vítimas era de baixa renda. O delegado Wanderson destacou o impacto social, afirmando que ficar “um, dois meses sem receber um benefício assistencial” causa “todo um desgaste emocional” nas famílias, que precisam buscar uma agência, contestar e aguardar o ressarcimento.
O uso de IA
Para burlar o sistema de segurança de reconhecimento facial, o grupo criminoso usou muitas estratégias. A polícia encontrou milhares de fotos geradas por inteligência artificial. O especialista em reconhecimento facial da PF-RJ, Paulo Cesar Baroni, relatou que os criminosos usavam seus próprios rostos.
Para o reconhecimento facial, o grupo não se preocupava em alinhar fotos e nomes dos cadastros. Segundo um áudio, o importante era “ser uma selfie bem tirada, bem clara, bem nítida”. “E quanto mais nova a pessoa, tá passando mais rápido”, diz uma das mensagens interceptadas pela investigação.
Como não podiam repetir a biometria, os golpistas buscavam os chamados “rostos virgens”, pessoas que nunca tinham passado pelo reconhecimento facial do banco. O objetivo era criar clientes falsos com dados verdadeiros roubados das vítimas. Eles conseguiam essas pessoas na rua, “pegando pessoas de vulnerabilidade social, moradores de rua mesmo, utilizando essas imagens”, explicou Wanderson Pinheiro da Silva.
Felipe Quaresma e os comparsas também se disfarçavam, usando perucas louras, rostos pintados de preto e alterando o corte de cabelo para gerar novas fotos de validação. “Vou até fazer a minha barba pra pintar a cara de novo”, contou um dos criminosos em conversa com comparsa.
O grupo era chefiado por Felipe Quaresma Couto, segundo investigação
Reprodução Fantástico
Desdobramento
A Caixa Econômica informou que participou das investigações, denunciou e afastou os funcionários envolvidos. O banco público reforçou que atualiza diariamente o sistema de segurança e reconhecimento facial para dar tranquilidade aos 140 milhões de usuários do Caixa Tem.
Anderson Possa, vice-presidente de segurança, logística e operações da Caixa, destacou que o banco está criando uma diretoria de cibersegurança, focada em prevenir e reprimir os crimes cibernéticos. “O sistema de segurança é atualizado constantemente. Não só nós, como de todo o sistema bancário. E o sistema bancário, há uma transferência também de inteligência e informação entre os diversos bancos que fazem com que esse sistema esteja sempre se retroalimentando e melhorando”, contou Possa.
Contudo, o especialista em segurança da informação Wanderley Abreu Júnior ressaltou: “Nenhuma tecnologia funciona sem o ser humano”. Ele pontuou que se a peça principal, o ser humano, “é corrompida, o sistema cai”.
Felipe Quaresma Couto, monitorado pela PF desde 2022, mas que cometia crimes desde 2020, foi preso na última quinta-feira (18) no bar onde trabalhava. As fotos de disfarce estavam nos celulares dele e de Cristiano Bloise de Carvalho, que também foi preso. Quatro outros integrantes estão foragidos. Os dois presos responderão por estelionato qualificado, corrupção de funcionários públicos, inserção de dados falsos em sistema e organização criminosa.
Felipe e Cristiano já foram transferidos para o Complexo de Bangu. Eles tiraram novas fotos na cadeia esta semana, mas, dessa vez, não sorriram.
Economia

Isso é Fantástico: de peça sem público ao Olavinho de Vale Tudo — a trajetória do ator Ricardo Teodoro


O picareta Olavinho, de Vale Tudo, caiu no gosto popular. O maior 171! E tem gente até torcendo por ele e tia Celina. A repórter Ana Carolina Raimundi entrevistou o ator Ricardo Teodoro, que interpreta Olavinho. E ainda foi às ruas com ele para ver a popularidade do personagem e saber o que o povo prefere: fricassê ou um X-tudão?
Na conversa, Ricardo, que tem 17 anos de profissão, é mineiro e fez faculdade de teatro, passou por muitos dias de luta antes do sucesso.
“Você batalhou muito pra chegar e tá nesse lugar. Fiz peça onde não foi ninguém”
Ouça trechos inéditos desse bate-papo neste episódio do ‘Isso é Fantástico’.
De peça sem público ao sucesso como Olavinho de Vale Tudo — a trajetória do ator Ricardo Teodoro
Ana Carolina Raimundi, Ricardo Teodoro e Maria Scodeler
Fantástico
Economia

Tiê adoça canções de Rita Lee, Dolores Duran e Adoniran Barbosa em álbum gravado ao vivo em show em São Paulo


Tiê lança o álbum ‘Cartas de amor << Ao vivo no Bona >>’
Lucas Seixas / Divulgação
♫ ANÁLISE
♪ Em 2015, Tiê era uma das cantoras mais populares do Brasil. Uma das pioneiras vozes femininas da cena indie paulistana, a artista foi para o mainstream com a explosão da gravação de A noite, versão em português (escrita por Tiê com Adriano Cintra, André Whoong e Rita Wainer) da canção italiana La notte (Giuseppe Anastasi), apresentada pela cantora italiana Arisa em disco de 2012.
A noite entrou na trilha sonora da novela I love Paraisópolis – exibida pela TV Globo naquele ano de 2015 – e estourou em todo o Brasil, projetando o nome de Tiê e impulsionando o terceiro álbum da cantora, Esmeraldas (2014), lançado no ano anterior.
Dez anos depois, Tiê ainda está vinculada à gravadora multinacional Warner Music, mas parece ter voltado para a cena indie. A artista lançou na sexta-feira, 19 de setembro, o álbum Cartas de amor << Ao vivo no Bona >> com o registro de show captado na casa Bona, em São Paulo (SP), cidade natal de Tiê.
No disco, Tiê revisita músicas da discografia, e claro que A noite está lá, ao lado de canções como Assinado eu (2009), Amuleto (joia do cancioneiro de Bruno Caliman apresentada por Tiê em 2017 no álbum Gaya) e Mapa-múndi (2010), balada de Thiago Pethit regravada pela cantora no segundo álbum, A coruja e o coração (2011).
Contudo, o teor de novidade do atual disco ao vivo de voz e violão reside nas abordagens de músicas alheias que Tiê até então nunca havia gravado. A doçura da voz da cantora se afina com a delicadeza de temas como A noite do meu bem (Dolores Duran, 1959) e Desculpe o auê (Rita Lee e Roberto de Carvalho). A cantora também encara Prova de carinho, música de Adoniran Barbosa (1910 – 1982) e Hervé Cordovil (1914 – 1979) lançada em 1960 pelo Trio Marayá.
E o fato é que, dez anos depois de explodir com A noite, Tiê transita bem no tom delicado deste álbum ao vivo e é prontamente atendida quando, ao fim da música, pede para o público do Bona cantar com ela o refrão dessa canção que marcou em 2015 o ápice comercial da trajetória dessa cantora e compositora que entrou em cena em 2007, há 18 anos.
Capa do álbum ‘Cartas de amor << Ao vivo no Bona >>’, de Tiê
Divulgação