Economia

Ataque cibernético afeta quatro grandes aeroportos da Europa


Ataque cibernético afeta as operações em quatro grandes aeroportos da Europa
Um ataque cibernético afetou as operações em pelo menos quatro grandes aeroportos da Europa. Dezenas de voos estão sendo cancelados ou adiados.
Os painéis dão os avisos. As filas são o reflexo.
“Ninguém gosta de tudo lotado”, disse a belga Sabine.
“Estou irritado e com fome”, contou o mexicano Hector.
Cenas assim foram vistas em Londres, no Heathrow — o aeroporto mais movimentado de toda a Europa. Em Dublin, Berlim e em Bruxelas.
Ataque cibernético afeta quatro grandes aeroportos da Europa
Reprodução/Jornal Nacional
A porta-voz do aeroporto da capital belga explicou: “O nosso prestador de serviço, que fornece um sistema de check-in e embarque de passageiros, foi atingido por um ataque cibernético na noite passada”.
A empresa — a Collins Aerospace — prometeu trabalhar para resolver o problema o mais rapidamente possível. E disse que o check-in pode ser feito de forma manual.
Funcionários bem que tentaram. Escreveram tudo à mão… Mas longas filas se formaram. E geraram muito transtorno. A dor de cabeça continua.
O aeroporto de Bruxelas pediu que as companhias aéreas cancelassem metade das decolagens previstas até a madrugada de segunda-feira para evitar as filas.
A União Europeia disse que não há indícios de ataque generalizado ou grave. O bloco informou que a origem do incidente está sendo investigada.
A organização para a segurança da aviação, a Eurocontrol, acrescentou que está monitorando os acontecimentos.
De acordo com um relatório da empresa aeroespacial francesa Thales, o setor de aviação viu um aumento de 600% nos ataques cibernéticos desde o ano passado.
“Acho inexplicável que, com a tecnologia de hoje, não dê pra se defender de algo assim”, desabafou o alemão Siegfried.
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Departamento de Guerra dos EUA impõe restrições a jornalistas


Pentágono impõe restrições a jornalistas
Departamento de Guerra dos EUA impõe novas restrições a jornalistas que trabalham no Pentágono.
O documento de 17 páginas diz que o Pentágono continua comprometido com a “transparência para promover a responsabilização e confiança do público”. Mas determina que qualquer notícia sobre o Departamento de Guerra divulgada pela imprensa seja “aprovada por autoridades apropriadas, antes da publicação, mesmo se não for confidencial”.
As novas diretrizes também restringem a movimentação de jornalistas desacompanhados pelos corredores do Pentágono. O porta-voz do departamento, Sean Parnell, disse que as novas regras são “básicas, de senso comum, feitas para proteger informações sensíveis”.
Atualmente, o Pentágono tem 90 jornalistas credenciados. E exigiu que todos se comprometam por escrito a respeitar o documento. O texto ameaça suspender a credencial de quem não seguir as novas normas.
Departamento de Guerra dos EUA impõe restrições a jornalistas
Reprodução/Jornal Nacional
Em fevereiro, o chefe do departamento, Pete Hegseth, já tinha suspendido a credencial de jornalistas de veículos respeitados, como o New York Times e o canal de TV NBC. No lugar, credenciou profissionais de organizações mais favoráveis ao governo.
Desde que assumiu, Pete Hegseth só deu uma entrevista coletiva, depois do ataque americano a uma usina de enriquecimento de urânio do Irã. E tem acusado a imprensa de sabotar o Departamento de Guerra.
Na sexta-feira (19), numa rede social, escreveu: “A ‘imprensa’ não comanda o Pentágono. O povo que comanda”.
As restrições à imprensa não se limitam ao Departamento de Guerra.
Na Casa Branca, um jornalista da Associated Press foi descredenciado porque a organização se recusou a passar a chamar o Golfo do México de Golfo da América, como determinou o presidente Donald Trump.
Esta semana, Trump ameaçou as empresas que discordem do governo: “Só recebo má publicidade e má cobertura da imprensa. Talvez a concessão deles devesse ser suspensa”.
O Clube Nacional de Imprensa de Washington divulgou, sexta-feira (19), uma nota pedindo a revogação da nova política do Departamento de Guerra.
O clube afirmou que, há gerações, os repórteres que cobrem o Pentágono ofereceram ao público informação vital sobre as guerras, como a defesa gasta o dinheiro e como são tomadas decisões que colocam a vida dos americanos em risco.
Que isso só foi possível porque os jornalistas puderam procurar informação sem a permissão do governo. Que a cobertura independente de questões militares é essencial para a democracia.