Economia

Como a valorização das cartas de Pokémon está levando a uma nova onda de crimes pelo mundo

As cartas de Pokémon deixaram de ser uma ostentação no recreio para ser uma na vida adulta — e criminosos estão se aproveitando disso. Cada vez mais, as cartinhas se tornam, de fato, uma classe de ativos.

Desde 2004, a valorização das cartas é cerca de 3.821%, segundo o Wall Street Journal. Para se ter uma noção:

E onde há oportunidade para fazer dinheiro, há tanto investidores, quanto criminosos.

Na vida real, os Pokémons não batalham

Em janeiro deste ano, três assaltantes armados invadiram a loja Poké Court, em Manhattan (EUA), e levaram cerca de US$ 100 mil em produtos, segundo o dono, US$ 100 mil em produtos.

No mesmo período, um cliente foi assaltado no estacionamento do prédio da RWT Collective, em Los Angeles, e perdeu uma coleção avaliada em cerca de US$ 300 mil.

Em 2025, um ladrão invadiu a 1st Edition Collectibles, também em Manhattan, e levou cerca de US$ 115 mil em cartas raras, ou seja, ele sabia o que buscar.

Esses casos não foram os únicos, outros semelhantes foram registrados em outras regiões dos EUA. E essa onda chegou até o Reino Unido.

Apenas em Nottinghamshire, um condado da Inglaterra, quatro arrombamentos em lojas de cartinhas de grande repercussão foram registrados. A ‘estratégia’ dos criminosos chegou, até mesmo, a envolver a quebra de uma parede de tijolos para invadir o estabelecimento.

Os desenhos do Pikachu são o ouro atual?

Além de ter um mercado interessado, os colecionadores explicam que o interesse pelas cartas do jogo da Nintendo é a facilidade de revenda e dificuldade em rastreá-las. Isso porque não há nenhum registro das cartas, como as joias e obras de arte têm.

Mas não é qualquer carta que possui valor. A Professional Sports Authenticator (PSA) realiza uma autenticação que vai de 0 a 10, sendo 10 considerado “Gem Mint”, a melhor condição que um card pode ter. E, facilmente, as cartas autenticadas podem ser violadas para serem vendidas sem o encapsulamento do PSA.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi


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