O presidente colombiano Gustavo Petro exerceu seu direito de voto neste domingo (31/05) nas eleições gerais, em que os cidadãos vão às urnas para eleger o presidente que assumirá o período constitucional de 2026-2030, que começa em 7 de agosto.
“Cumprimos nosso dever cívico de votar. Meu voto, como qualquer outro, é uma indicação, um mandato dado pelo próprio povo a quem quer que lidere a Colômbia”, disse o mandatário colombiano, após marcar seu voto na seção eleitoral número um, localizada na Plaza de Bolívar, em Bogotá.
Ele enfatizou a importância deste dia, salientando que ele definirá o rumo do país pelos próximos quatro anos. Por isso, convidou seus concidadãos a “votarem livremente”.
“Votar para decidir o rumo do país e fazê-lo com total liberdade (…) deve ser uma decisão livre e soberana do povo colombiano e de mais ninguém. Não existem democracias sob pressão. A democracia é livre; ela se baseia na liberdade individual e social”, afirmou Petro.
Ao mesmo tempo, ele pediu aos seus concidadãos que “protejam o voto” após o fechamento das urnas, pois está preocupado com o processo de apuração dos votos, que, como ele lembrou a todos, está nas mãos de uma empresa privada.
A este respeito, solicitou que o registrador nacional, Hernán Penagos, assegurasse que, após o término das eleições, o Estado detivesse a propriedade do software responsável pela contagem dos votos, em conformidade com uma decisão do Conselho de Estado de 2018.
“Não concordo que a fiscalização deva recair sobre uma empresa que não se permite ser auditada”, insistiu Petro.
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“Eu não gosto de poder”
Finalmente, Petro decidiu responder em seu discurso àqueles que, durante os últimos anos, o acusaram de buscar uma permanência indefinida no poder.
“No início do meu governo, muito se falou sobre a instauração de uma ditadura aqui (…) hoje, os próprios fatos comprovam que tudo não passou de conversa fiada. Nem sequer tentei fazer um gesto que alterasse as regras da reeleição. Não gosto do poder; o poder não tem mais significado do que o poder do povo”, concluiu Petro.
A corrida presidencial está sendo disputada por 11 candidatos. De acordo com as projeções políticas, os principais concorrentes são três figuras opostas: Iván Cepeda, representando a coalizão governista de esquerda, o Pacto Histórico; Abelardo de la Espriella, advogado e representante da direita colombiana; e Paloma Valencia, senadora apoiada pelo tradicional partido de direita Centro Democrático.
Mais de 41 milhões de colombianos são convocados a votar neste domingo nas seções eleitorais dos 1.104 municípios do país, entre 8h e 16h, horário local.
Embora mais de 1,4 milhão de cidadãos estejam aptos a votar no exterior em 67 países, o Cadastro Nacional instalou 3.700 seções eleitorais em 116 consulados para facilitar essa participação.
O desenho constitucional estipula que, se nenhum dos 11 candidatos conseguir ultrapassar o limite de 50% mais um dos votos válidos durante o dia deste domingo, as urnas serão reabertas nos 1.104 municípios e no exterior em 21 de junho para definir a presidência em um segundo turno entre as duas opções mais votadas.
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