O porta-voz do Exército do Irã, Mohammad Akramina, declarou neste domingo (10/05) que não permitirá que embarcações de países que aderem à política de sanções dos Estados Unidos contra o país persa passem pelo Estreito de Ormuz.
“A partir de agora, os países que seguirem o exemplo dos Estados Unidos e imporem sanções à República Islâmica do Irã, sem dúvida, enfrentarão dificuldades para atravessar o Estreito de Ormuz”, disse em entrevista à agência de notícias IRNA.
Akraminia também enfatizou que a guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel forçou o Irã “a usar o potencial geopolítico do Estreito de Ormuz”. Ainda de acordo com o representante iraniano, qualquer embarcação que deseje passar pela estratégica rota marítima deverá, agora, necessariamente “coordenar suas ações com o Irã”. Segundo o porta-voz do exército, essas medidas “podem trazer muitos benefícios” ao país persa.
Pela plataforma X, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, escreveu que “a presença de navios de guerra franceses e britânicos, ou de qualquer outro país que potencialmente acompanhe as ações ilegais e internacionalmente ilegais dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, será recebida com uma resposta decisiva e imediata”.
فرانسه اعلام کرده است ناو هواپیمابر «شارل دوگل» را برای آماده سازی یک ماموریت آینده همکاریهای مشترک میان پاریس و لندن با هدف تقویت آزادی کشتیرانی در منطقه تنگه هرمز، به سمت دریای سرخ و خلیج عدن فرستاده است. در همین حال، دولت انگلیس هم اعلام کرده که در همراهی با فرانسه، یکی از…
— Gharibabadi (@Gharibabadi) May 10, 2026
Na semana passada, o Ministério das Forças Armadas da França havia informado que o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle e navios de escolta estavam indo para a região. Além disso, um contratorpedeiro de defesa aérea britânico, o HMS Dragon, também estaria a caminho.
A decisão foi tomada após a recente escalada na área do Golfo nos últimos dias, quando Washington e Teerã trocaram ataques. Segundo a televisão estatal iraniana, a situação foi desencadeada pelo ataque inicial das forças norte-americanas a um petroleiro iraniano, seguido pela contraofensiva do país persa a três contratorpedeiros inimigos próximos ao Estreito de Ormuz. Depois disso, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês) realizou uma série de bombardeios contra alvos iranianos.
(*) Com TASS
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