O partido governista Contrato Civil, liderado pelo primeiro-ministro Nikol Pashinyan, lidera nas eleições legislativas realizadas neste domingo (07/06) na Armênia, segundo os primeiros resultados divulgados pela Comissão Central Eleitoral do país.
Com 55,72% dos votos apurados até o momento, a legenda aparece à frente de seus principais adversários e caminha para manter a maioria parlamentar.
Na sequência do Contrato Civil aparecem o bloco Armênia Forte, com 21,92%; a Aliança Armênia, com 8,69%; e o partido Armênia Próspera, com 5,05%, todos acima do percentual necessário para conquistar representação na Assembleia Nacional.
De acordo com o presidente da Comissão Eleitoral, Vahagn Hovakimyan, 1.476.597 cidadãos participaram da votação, o equivalente a 58,97% do eleitorado apto.
No poder desde 2018, o premiê Pashinyan busca renovar sua maioria constitucional para governar sem necessidade de coalizões. Seu principal adversário foi Samvel Karapetyan, empresário e um dos homens mais ricos do país, que defende reformas econômicas e a preservação de relações estreitas com a Rússia.
Também teve destaque a candidatura da Aliança Armênia, liderada pelo ex-presidente Robert Kocharyan, crítico da política externa adotada pelo atual governo.

Hayk Manukyan /ArmenPress
Dia de eleições
O processo eleitoral foi acompanhado de denúncias da oposição. Karapetyan afirmou que apoiadores de seu bloco foram alvo de detenções durante o pleito. Segundo ele, mais de cem pessoas teriam sido presas na véspera da votação e novas detenções ocorreram ao longo do domingo.
O opositor acusou o governo de utilizar mecanismos de pressão contra adversários políticos e classificou as tentativas de limitar a participação de seu grupo nas eleições como demonstrações de falta de pluralismo político.
Além da composição do Parlamento, a eleição é vista como decisiva para o posicionamento internacional da Armênia nos próximos anos. Entre os temas centrais da campanha estiveram os laços históricos com Moscou e a aproximação com a União Europeia, defendida por Pashinyan.
Segundo autoridades russas, a União Europeia (UE) tentar enfraquecer os vínculos históricos do país caucasiano com Moscou e seus vizinhos regionais. A Armênia é membro da União Econômica Eurasiática que engloba Bielorrússia, Quirguistão, Cazaquistão e Rússia.
No mês passado, o presidente russo Vladimir Putin sugeriu um referendo sobre a adesão do país à União Europeia para um “divórcio suave” com Moscou. Ele pediu que Yerevan defina rapidamente seu rumo político e econômico.
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