O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (04/06) que, depois do Irã, Washington lidará com Cuba, enquanto a nação caribenha passou meses denunciando a crescente pressão norte-americana e a promoção de uma narrativa para justificar sua agressão e o bloqueio da ilha.
“Vamos cuidar disso (Cuba) assim que terminarmos (com o Irã). Eu gosto de fazer uma coisa de cada vez”, afirmou em uma coletiva de imprensa na Casa Branca. Em sua declaração, ele insistiu: “Cuidaremos da República Islâmica do Irã. E assim que terminarmos, em nosso caminho de volta, faremos uma breve parada (em Cuba). Cuidaremos disso. Queremos dar-lhes uma mão.”
Em paralelo às suas declarações, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou que havia imposto sanções ao presidente cubano Miguel Díaz-Canel e sua esposa, Lis Cuesta Peraza.
A resolução do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) também sancionou as Forças Armadas Revolucionárias, os Comitês de Defesa da Revolução e o Instituto Cubano de Amizade com os Povos, bem como a Amistur Cuba SA, agência de viagens do Instituto.
Na lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas, o OFAC também incluiu o enteado de Díaz-Canel, Manuel Anido Cuesta; e o neto do ex-presidente cubano Raúl Castro Ruz, Raúl Alejandro Castro Calis.

Official White House / Daniel Torok
Irã
Em declarações aos repórteres da Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA poderiam confiscar o urânio enriquecido do Irã, mas não há “nenhum motivo para isso”. “Poderíamos conseguir agora mesmo. Acho que eles não poderiam nos impedir se quiséssemos. Mas não há motivo para isso”, acrescentou nesta quinta-feira (04/06).
Trump também declarou que o material está “sepultado” e afirmou que Washington “tem câmeras filmando o local”. Dessa forma, o presidente não concedeu novos detalhes sobre o andamento das negociações com o país persa.
Mas reiterou que os principais elementos do acordo em negociação são que o Irã não pode ter armas nucleares e que o Estreito de Ormuz deve ser reaberto imediatamente. “Vamos vencer de um jeito ou de outro”, disse Trump. “Será militarmente ou no papel”, acrescentou.
O líder da Casa Branca ainda disse que se sentiria “honrado” em se encontrar com o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. “Não quero encontrá-lo, mas se isso acontecesse, seria uma honra”, disse.
“Mas se chegarmos a um acordo, é possível que eu me encontre com ele. Eu não teria problema nenhum com isso”, disse o presidente dos EUA, acrescentando que seria “respeitoso”.
Líbano
Enquanto declarava aos repórteres da Casa Branca, o presidente dos EUA disse que “seria muito bom se o Líbano pudesse ter um pouco de paz”. Donald Trump acrescentou que Beirute “tem sido atacado há tantos anos e sempre tratado como um azarão, e seria muito bom se isso pudesse acabar” .
Ele também afirmou que conversou com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e com o Hezbollah sobre a situação, dizendo: “Acho que houve progresso”.
Nesse sentido, o presidente declarou que a Resistência Islâmica entrou em contato com representantes americanos para discutir a cessação das hostilidades no Líbano. “Eles nos ligaram e disseram: ‘E se parássemos?’”, declarou e afirmou que a reaproximação inaugurava uma nova etapa nos esforços para reduzir a violência no país árabe.
Em paralelo, nesta mesma quinta-feira (04/06), Israel lançou ataques contra três cidades no Líbano, bem como contra uma área residencial a leste de Tiro: Kaouthariyet al-Ruz, Safad al-Battikh e Ain Qana. Após Tel Aviv ter concordado com os planos para um cessar-fogo no território libanês. O acordo também exigiria uma “cessação completa” dos disparos por parte do Hezbollah, de acordo com uma declaração conjunta após negociações lideradas pelos EUA em Washington, DC.
Diante das ofensivas, o governo do Catar divulgou um comunicado condenando um ataque recente de Israel contra um posto da UNIFIL no sul do Líbano, que resultou na morte de um soldado sérvio e ferimentos em dois soldados de El Salvador e da Espanha.
“O Ministério das Relações Exteriores reitera a completa rejeição do Catar a qualquer ataque contra a UNIFIL, que desempenha um papel vital na manutenção da segurança e da estabilidade no Líbano”, afirmou. “A chancelaria ressalta a necessidade de uma investigação imediata sobre o ataque e de que os responsáveis sejam levados à justiça”, acrescentou.
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