Economia

Dez empresas recebem multas de R$ 7,3 milhões por crimes ambientais no Amazonas; veja infrações


Empresas cometem crimes ambientais em reserva sustentável no Amazonas
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), em parceria com o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), aplicou R$ 7,3 milhões em multas durante a 11ª fase da Operação Região Metropolitana.
As ações de fiscalização, realizadas desde o dia 19 de setembro até esta sexta-feira (3), tiveram como foco os municípios de Manacapuru e Itacoatiara.
Ao todo, as equipes realizaram 22 procedimentos, que resultaram em dez autos de infração, quatro embargos e sete termos de apreensão.
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As principais irregularidades constatadas foram descumprimento de embargos, funcionamento irregular de serrarias, depósito de madeira sem documentação, queima de resíduos sólidos a céu aberto e apresentação de documentos falsos em processos de licenciamento ambiental.
Em Manacapuru, as multas ultrapassaram R$ 3,6 milhões. Entre as empresas autuadas, uma foi penalizada em R$ 2,2 milhões por descumprimento de embargo e funcionamento sem licença, e outra recebeu multa de R$ 256 mil por manter uma serraria clandestina.
Também houve apreensão de equipamentos industriais avaliados em R$ 47,6 mil, além da aplicação de embargos e da doação de madeira ao município.
Em Itacoatiara, uma empresa foi multada em R$ 1,2 milhão por apresentar documentos falsos no processo de licenciamento ambiental e manter depósitos de madeira sem documentação. Durante a ação, foram apreendidos 1.330 metros cúbicos de madeira em tora e 1.820 estéreos de lenha.
Os autuados têm prazo de 20 dias, a contar da notificação, para apresentar defesa administrativa ou efetuar o pagamento das multas, conforme estabelece a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) e o Decreto nº 6.514/2008.
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que a presença constante das equipes em campo é fundamental para combater práticas ilegais. “Estas operações demonstram o compromisso do Ipaam no combate aos crimes ambientais em nosso estado. As empresas que insistem em descumprir a legislação serão rigorosamente penalizadas”, afirmou.
O gerente de Fiscalização Ambiental do Ipaam, Marcelo Barroncas, explicou que a Operação Região Metropolitana é permanente. “Cada fase tem duração de 15 dias, e as rotas de fiscalização são planejadas com base em denúncias recebidas da população”, disse.
Informações e denúncias
As orientações sobre requisitos técnicos e administrativos para atividades como supressão vegetal, manejo florestal e funcionamento de serrarias podem ser consultadas no portal oficial do Ipaam, na seção Serviços.
O Ipaam mantém ainda canal exclusivo para denúncias de crimes ambientais no telefone (92) 98557-9454, vinculado à Gerência de Fiscalização Ambiental.
Economia

A um ano das eleições de 2026, 20 milhões de brasileiros ainda não cadastraram a biometria na Justiça Eleitoral


A um ano das eleições, 20 milhões de brasileiros ainda não cadastraram a biometria
Vinte milhões de brasileiros ainda não cadastraram a biometria na Justiça Eleitoral. Falta um ano para as eleições de presidente, governadores, senadores e deputados.
A dona de casa Isabela Lenigídio não gosta de correria e faz questão de votar. No cartório eleitoral de Belo Horizonte, ela fez o cadastro biométrico, que identifica as digitais e a imagem do eleitor.
“O atendimento muito bom, foi rápido, não deu tempo nem de esquentar o banco”, conta Izabela Lenigíidio.
O Brasil tem hoje mais de 154 milhões de eleitores aptos a votar. Mas quase 20 milhões ainda não cadastraram as digitais na Justiça Eleitoral. Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas são os estados com o menor percentual de eleitores com biometria.
Em Vitória, o acabador Márcio Carneiro procurou o cartório para ficar com tudo em dia.
“Aí acabou, passou um tempo, eu vim cá hoje, regulei o meu título”, conta.
A um ano das eleições de 2026, 20 milhões de brasileiros ainda não cadastraram a biometria na Justiça Eleitoral
Jornal Nacional/ Reprodução
As urnas eletrônicas passam por um processo de verificação constante, e a biometria funciona como uma camada de proteção a mais. Quando o eleitor encosta a digital na urna eletrônica, o sistema faz a comparação automática com os dados cadastrados na Justiça Eleitoral e habilita o equipamento a registrar o voto.
Quem não tiver a biometria continua podendo votar. É só levar um documento de identificação com foto. Mesmo sem ser obrigatório, a Justiça reforça que o cadastro biométrico, além de segurança, agiliza o processo eleitoral.
Neste sábado (4), todos os cartórios eleitorais de Minas estarão abertos para estimular quem ainda não tem o cadastro biométrico e oferecer, também, outros serviços.
Em Santa Catarina, com 90% dos eleitores com as digitais cadastradas, o foco é a transferência de domicílio eleitoral.
No Paraná, o Francisco José Lopez Gonzalez, venezuelano naturalizado brasileiro, procurou o TRE para tirar o título:
“É importante a gente decidir e não deixar que os outros decidam por nós. Então, se eu tenho essa oportunidade com meu voto de decidir o que pode acontecer, contribuir”.
O prazo para fazer o cadastramento biométrico, emissão de primeira via, transferência ou revisão do título de eleitor vai até o dia 6 de maio de 2026.
“O eleitor que puder, vem agora que ele vai ser atendido de forma muito mais confortável e mais célere, sem ter que enfrentar filas”, afirma Rodolfo Pacheco, secretário de gestão administrativa do Cartório Eleitoral de Contagem/MG.
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