Economia

Amazonas adotará medidas contra racismo religioso após recomendação do MPF e MPAM


Cresce número de casos de intolerância religiosa no Brasil
O Amazonas deve retomar a construção do Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial e incluir, ainda em 2026, cursos de capacitação voltados para agentes de segurança pública. As medidas atendem a uma recomendação dos ministérios Público do Estado (MPAM) e Federal (MPF).
Entre as iniciativas está a atualização do curso de Capacitação e Prevenção aos Ilícitos de Intolerância Religiosa, que deve incluir, neste ano, o conceito de racismo religioso de forma específica.
A recomendação foi feita em novembro de 2025 às secretarias de Justiça e de Segurança Pública (SSP), com base no Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). O sistema foi criado pelo Estatuto da Igualdade Racial e prevê políticas para reduzir desigualdades e enfrentar casos de intolerância religiosa.
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Segundo o MPF, a repressão qualificada a esses crimes depende da preparação dos agentes de segurança, principalmente os que atuam na Delegacia Especializada em Ordem Política e Social (Deops). Em 2024, houve divergência nos registros:
📞 SSP contabilizou 13 casos de intolerância religiosa,
📞 Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, recebeu 55 denúncias.
O Iesp também deverá criar um cronograma para garantir a oferta regular do curso de capacitação, com atenção especial aos servidores da Deops. A formação será feita em parceria com a Sejusc.
Para acompanhar o cumprimento das medidas, o MPF instaurou um procedimento administrativo com duração de um ano. O órgão afirma que políticas públicas voltadas para comunidades de terreiro são essenciais para reduzir a violência e promover cidadania, já que denúncias de discriminação continuam sendo registradas no estado e em todo o país.
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Divulgação
Economia

Com nevasca em 17 estados, 1 milhão de pessoas ficam sem luz nos EUA; previsão é de temperaturas ainda mais baixas


Nevasca histórica mata 21 pessoas nos EUA
Subiu para 21 o número de mortos na nevasca histórica que atingiu os Estados Unidos – e a previsão é de mais frio nos próximos dias.
O Rio Hudson, em Nova York, ficou coberto por enormes placas de gelo. Uma visão rara. A câmera de segurança registrou a Times Square, cartão-postal da cidade, ser tomada pela neve em poucas horas. Em algumas áreas da cidade, o acúmulo de neve chegou a 40 cm. Nova York é a maior cidade dos Estados Unidos e as ruas ficaram praticamente vazias. Muitas linhas de ônibus deixaram de circular, e as autoridades pediram para as pessoas não saiam de casa. A nevasca passou, mas as temperaturas vão continuar a cair e devem se aproximar dos -20ºC.
Cenário semelhante ao de outras cidades, que ainda estão cobertas de neve. A tempestade atingiu 17 estados, onde vivem mais de 200 milhões de americanos. Foi tanta neve que dava para ver do espaço, por imagens de satélite.
Cerca de 20 mil voos foram cancelados desde domingo (25). No estado do Maine, um avião caiu logo depois da decolagem. Sete pessoas morreram e um tripulante está em estado grave. Em outras partes do país, o frio extremo e acidentes causados pelo mau tempo provocaram 21 mortes. As temperaturas despencaram em regiões que não costumam registrar tanto frio – como o Novo México e o Texas. Um milhão de pessoas ficaram sem energia.
Com nevasca em 17 estados, 1 milhão de pessoas ficam sem luz nos EUA; previsão é de temperaturas ainda mais baixas
Jornal Nacional/ Reprodução
Mas muitos americanos também aproveitaram a neve para se divertir. Quem foi ao Central Park pôde acompanhar um show de manobras do campeão olímpico de snowboard Shaun White, em visita a Nova York. Em Boston, teve ski nas ruas na traseira do carro. Em Tulsa, no Oklahoma, um exemplo de solidariedade: Ryan tem um caminhão de bombeiros e saiu de casa para ajudar quem não tem onde morar. Ele disse:
“Eu precisava tirar as pessoas do frio. Com 28ºC abaixo de zero, eu não sobreviveria. Então, estou dando abrigo para quem está nas ruas”.
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Economia

Rombo nas contas externas brasileiras é o maior em 11 anos


Contas externas brasileiras fecham 2025 com maior rombo em onze anos
As contas externas brasileiras fecharam 2025 com o maior rombo em 11 anos.
O déficit chegou a quase US$ 69 bilhões – o equivalente a 3% do PIB. Foi o pior resultado desde 2014. Ao longo dos anos, o Brasil vem registrando saldos negativos. Nessa conta entram todas as transações com outros países: o comércio de produtos, de serviços, como gastos de brasileiros no exterior, e rendas – por exemplo, lucros de empresas remetidos do Brasil para fora.
O número é um indicador importante da capacidade do país de se integrar à economia global. Déficits muito elevados por um tempo prolongado tornam a economia mais vulnerável, por exemplo, a crises externas, aumentam a dependência de financiamento estrangeiro, o que pode pressionar o câmbio e levar a juros mais altos.
A redução do saldo positivo da balança comercial foi a principal responsável pelo resultado, segundo o Banco Central. O especialista em comércio exterior Welber Barral afirma que o Brasil buscou alternativas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Mas mesmo com a diversificação dos países compradores, as importações também cresceram:
“O que aconteceu no final foi que o Brasil conseguiu aumentar a exportação para outros mercados, principalmente para a China, para a própria Índia, para o México, para a Argentina. Nós aumentamos as exportações compensando a perda de exportação para os Estados Unidos”, diz Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior.
Rombo nas contas externas brasileiras é o maior em 11 anos
Jornal Nacional/ Reprodução
Já o aumento dos investimentos estrangeiros no Brasil, em 2025, ajudou a financiar e a diminuir o impacto do déficit. São investimentos em empresas e em maquinário, por exemplo. Cresceram de US$ 74 bilhões para US$ 77 bilhões.
“Nós temos um saldo importante na balança comercial, mas a nossa balança de serviços – que é o que o Brasil paga, por exemplo, de royalties, de frete, de serviços financeiros – é muito deficitária. Ao mesmo tempo, o Brasil recebe investimentos estrangeiros e também remete dinheiro de dividendos e de lucros das empresas estrangeiras no Brasil. O resultado de tudo isso é o balanço de pagamentos. O Brasil precisa fazer esforços para atrair investimentos, para continuar atraindo investimentos. Ele precisa fazer esforço para continuar com uma exportação elevada de bens e tentar diminuir o déficit em serviços”, diz Welber Barral.
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Economia

Preço do ouro volta a bater recorde no mercado internacional


Incertezas geradas pela política externa de Trump voltam a pressionar o ouro
As incertezas provocadas pela política externa do presidente Donald Trump voltaram a pressionar o preço ouro. Pela primeira vez, a cotação ultrapassou os US$ 5,1 mil.
Entre as poucas certezas que restam nas mesas de operações está a vantagem de diversificar, distribuir o dinheiro em diferentes investimentos.
“É uma forma mais fácil de você se proteger. Você tem um ativo que, quando a geopolítica estressa, anda muito bem. Quando o juro cai, ele anda muito bem. Então, ele cria um papel na composição de portfólio, com um tipo de correlação que hoje está difícil de achar”, afirma Fabio Zaclis, gestor de fundos multimercados na Daycoval Asset.
Essa mais recente corrida pelo ouro começou com a guerra da Rússia e da Ucrânia e acelerou a partir da posse de Donald Trump.
“Está havendo um movimento de saída de ativos denominados em dólar, de venda da moeda americana e de muita preocupação em relação para onde vão os Estados Unidos e para onde vai o resto do mundo. Então, esse é o pano de fundo”, diz o economista Eduardo Giannetti.
Quando Trump assumiu, o ouro era negociado a US$ 2.730 a onça – medida padrão que equivale a 31 gramas. Com o aumento das tensões entre Estados Unidos e Europa por causa da Groenlândia, a disputa comercial com a China e a crise geopolítica e militar, o ouro vai renovando as máximas. Chegou a ultrapassar a barreira dos US$ 5,1 mil e acabou fechando a US$ 5.082. A prata acompanha: de US$ 30 a onça na posse de Trump a US$ 115 a onça nesta segunda-feira (26).
Preço do ouro volta a bater recorde no mercado internacional
Jornal Nacional/ Reprodução
No mesmo período, o dólar perdeu força. No Brasil, passou de R$ 6 para R$ 5,27. Essa busca por alternativas ao dólar, aos títulos e ativos americanos não só valoriza o ouro e a prata como também gera uma onda de investimentos atrás de mercados emergentes – o que, segundo economistas, coloca o Brasil em uma posição estratégica. Em menos de um mês, o saldo de capital estrangeiro já passa de US$ 15,7 bilhões, segundo a B3. Isso é quase a metade de todo o volume registrado em 2025.
“Se o Brasil conseguir fazer uma mudança de vários temas econômicos que acho que já são conhecidos aqui como a questão fiscal, questões institucionais de conflitos de poderes, e ter uma institucionalidade que tem uma clareza para o investidor estrangeiro de segurança no investimento, de melhoria marginal de política econômica, esse fluxo poderia ser ainda muito maior como a gente já vê em alguns momentos”, diz Fabio Zaclis.
“Nós temos que aumentar o investimento em infraestrutura. Nosso sistema portuário está muito atrasado, ferrovias, nossas hidrovias. Nós temos que fazer um trabalho de melhoria consistente desse arcabouço tanto de infraestrutura capital físico, quanto de segurança jurídica para investimento de longos prazos para que realmente esse momento – que é favorável ao Brasil – se concretize e nos permita recuperar o dinamismo que nós perdemos há muito tempo”, afirma Eduardo Giannetti.
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Nikolas visita feridos por raio durante caminhada: “não vão nos derrotar”


O episódio ocorreu durante a “Caminhada pela Liberdade”, mobilização liderada por Nikolas Ferreira que se estendeu por seis dias. A iniciativa começou em Paracatu (MG), no dia 19 de janeiro, e foi concluída neste domingo, em Brasília, reunindo apoiadores do deputado e representantes da direita brasileira, incluindo autoridades públicas.