Mês: janeiro 2026
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Relatório da Oxfam aponta que governos optam por defender a riqueza
Relatório da Oxfam, um movimento global que luta contra a desigualdade, a pobreza e a injustiça, afirma que os governos estão escolhendo proteger a riqueza e o poder político dos bilionários em vez de garantir dignidade material, voz política e liberdades civis para a maioria da população. 

O relatório Resistindo ao Domínio dos Ricos: Defendendo a Liberdade Contra o Poder dos Bilionários foi lançado pela Oxfam por ocasião do Fórum Econômico Mundial de Davos 2026.
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“Este relatório é sobre essa escolha. Como os governos no mundo todo estão fazendo a escolha errada; eles estão optando por defender a riqueza, não a liberdade. Escolhendo o domínio dos ricos. Escolhendo reprimir a indignação de seu povo diante de como a vida está se tornando inacessível e insuportável, em vez de redistribuir a riqueza dos mais ricos para os demais”, diz o texto.
O documento destaca a ampliação do poder político e o crescimento recorde da riqueza dos bilionários, diante da estagnação da diminuição da pobreza no mundo e da redução dos direitos civis.
“Em vários países, os super ricos não só acumularam mais riqueza do que jamais poderiam gastar, como também utilizaram essa riqueza para garantir o poder político para moldar as regras que definem as nossas economias e governam as nações. Ao mesmo tempo, em todo o mundo, estamos vendo uma deterioração e um retrocesso dos direitos civis e políticos da maioria; a repressão de protestos; e o silenciamento da oposição”.
De acordo com o relatório, os bilionários estão se tornando ricos também politicamente e capazes de moldar e influenciar a política, as sociedades e as economias. “Em nítido contraste, aqueles com menos riqueza econômica estão se tornando politicamente pobres, com suas vozes silenciadas diante do crescente autoritarismo e da supressão de direitos”.
Segundo o documento, a diminuição da pobreza praticamente estagnou, com o registro de um novo aumento da pobreza na África. “Em 2022, quase metade da população mundial (48%), ou 3,83 bilhões de pessoas, vivia na pobreza. Olhando, além da renda, para outros aspectos da pobreza, uma em cada quatro pessoas no mundo enfrenta insegurança alimentar moderada ou grave. Esse número aumentou 42,6% entre 2015 e 2024”.
“A conclusão deste relatório mostra que isso não é inevitável. Os governos podem optar por defender as pessoas comuns em vez dos oligarcas. As próprias pessoas, quando organizadas, podem apresentar um contrapeso poderoso à riqueza extrema. Juntos, podemos exigir um mundo mais justo e igualitário”, conclui o texto.
O documento completo pode ser acessado no site da Oxfam.
Bolsa bate recorde e fecha acima dos 166 mil pontos pela primeira vez
As incertezas no mercado internacional não afetaram a bolsa brasileira, que bateu recorde e fechou acima dos 166 mil pontos pela primeira vez. O dólar subiu em meio às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Europa.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta terça-feira (20) aos 166.277 pontos, com alta de 0,87%. O indicador chegou a cair durante a manhã, mas passou a subir após a abertura das bolsas nos Estados Unidos, com a migração de capitais externos para países emergentes.
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No fim da tarde, a bolsa desacelerou em meio ao discurso de um ano de governo do presidente Donald Trump, chegando a perder os 166 mil pontos. O indicador, no entanto, reagiu nos minutos finais de negociação, impulsionado por ações de mineradoras, de bancos e de petroleiras, setores com maior peso no Ibovespa.
Câmbio
A euforia na bolsa não se repetiu no mercado de câmbio. O dólar comercial encerrou a terça vendido a R$ 5,375, com alta de R$ 0,016 (+0,3%). A cotação iniciou o dia em forte alta, chegando a R$ 5,40 pouco antes das 11h, mas desacelerou ao longo da tarde.
A escalada das tensões entre os Estados Unidos e a Europa continuou nesta terça, com a ameaça do presidente francês, Emmanuel Macron, de acionar um mecanismo de defesa comercial. A retaliação permitiria à União Europeia aplicar tarifas de até 93 bilhões de euros aos produtos estadunidenses após Trump reiterar as ameaças de anexar a Groenlândia e ameaçar elevar as tarifas para produtos europeus.
A decisão do parlamento europeu de suspender a tramitação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos contribuiu para o aumento das tensões. Fechado em julho do ano passado, o acordo estabelecia uma tarifa de 15% dos Estados Unidos sobre produtos europeus.
A diferença entre os juros brasileiros e estadunidenses ajudou a segurar as tensões sobre o mercado financeiro no Brasil. Os investidores que fugiram das bolsas estadunidenses, que fecharam em forte queda, foram atraídos pelas altas taxas de juros no Brasil, o que reduziu a pressão sobre o dólar e a bolsa.
Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reúne-se para definir os rumos da Taxa Selic (juros básicos da economia). Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, no maior nível em quase 20 anos.
Petrobras assina contrato bilionário para fabricar navios no RS
Um evento na cidade de Rio Grande, no extremo sul gaúcho, nesta terça-feira (20), marcou a assinatura de contratos para a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças. Ao todo, o investimento é de R$ 2,8 bilhões, com potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos, segundo o governo federal. A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, além de ministros, parlamentares e outras autoridades.

As embarcações foram encomendadas e serão operadas pela Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pela logística do transporte de petróleo e derivados. Elas serão construídas em estaleiros de três estados. No Rio Grande do Sul, o estaleiro Rio Grande Ecovix será responsável pela obra dos gaseiros, no valor total de R$ 2,2 bilhões. Esse tipo de navio é projetado para armazenar e transportar gases liquefeitos, como o GLP, usado diariamente por milhões de consumidores no país. A primeira entrega está prevista para daqui a 33 meses, com as entregas seguintes ocorrendo a cada semestre.
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No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, em Manaus, construirá as 18 barcaças, fortalecendo o modal de navegação no interior da Transpetro. Essas embarcações são utilizadas no transporte de grandes volumes de carga em contêineres. O valor do investimento chega a R$ 295 milhões.
Em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense, em Navegantes, vai construir os 18 empurradores, que são embarcações a propulsão utilizadas na movimentação de barcaças. O custo total será de R$ 325 milhões.
Com as embarcações, de acordo com a Petrobras, a frota de gaseiros da Transpetro irá subir de seis para 14, triplicando a atual capacidade de transporte de GLP e derivados. O objetivo, segundo a empresa, é reduzir a dependência do afretamento desse tipo de navios. Os novos gaseiros, informou a estatal, serão até 20% mais eficientes no consumo de energia, reduzirão as emissões de gases de efeito estufa em 30% e poderão operar em portos eletrificados. “Isso significa que serão top em tecnologia embarcada”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante o evento.
Indústria naval
Todas as contratações ocorrem no âmbito do Programa Mar Aberto, do governo federal, criado para ativar a indústria naval brasileira. O programa prevê R$ 32 bilhões em investimentos na fabricação de navios e embarcações até 2030. A iniciativa prevê a construção de 20 navios de cabotagem, além de 18 barcaças e 18 empurradores, bem como o afretamento de 40 novas embarcações de apoio destinadas à renovação da frota de suporte às atividades de exploração e produção (E&P).
“A retomada da indústria naval também se dá porque o governo do Brasil desenvolveu política industrial específica para o setor. Sem a política de conteúdo local, os recursos do fundo da Marinha Mercante, os mecanismos como a depreciação acelerada [incentivo fiscal], não seria possível estarmos aqui assinando esses contratos”, destacou o presidente da Transpetro, Sergio Bacci.
Geração de empregos
Somente no estaleiro de Rio Grande, é esperada a geração de 7 mil novos empregos diretos e indiretos, que demandarão qualificação especializada.
“Essas encomendas vão demandar um número significativo de profissionais qualificados e já vão demandar a partir de março deste ano. E é por isso que nós estamos apoiando a indústria naval com o nosso programa [de] autonomia e renda. Esse programa vai oferecer mais 1,6 mil vagas em cursos de capacitação com bolsa auxílio. Nesse contexto, vai ser inaugurado agora em março, aqui no Rio Grande, uma nova escola do Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial]”, anunciou Magda Chambriard. Segundo a presidente da Petrobras, essa nova escola será destinada à formação de mão de obra para a indústria naval do país.
Ainda segundo Magda, o setor naval ampliou de 18 mil empregos, em 2022, para 50 mil empregos no fim do ano passado. “Esses empregos vão ser ampliados em 2026, 2027 e 2028, ou seja, vamos nos aproximar de volta do número de 80 mil empregos na indústria naval brasileira”, projetou.
“Hoje temos aqui 400 colaboradores. Com os contratos já assinados deveremos alcançar no segundo semestre de 2027 um patamar da ordem de 4 mil colaboradores, ou seja, os próximos recrutamentos serão intensivos”, afirmou José Antunes Sobrinho, acionista da Ecovix, que atua no estaleiro gaúcho.
China encerra embargo e libera frango do RS após surto sanitário
Após um ano e meio de restrições, a China anunciou o fim do embargo à importação de carne de frango produzida no Rio Grande do Sul. A decisão foi comunicada pelas autoridades chinesas na sexta-feira (16) e confirmada nesta terça-feira (20) pelo Ministério da Agricultura brasileiro e por entidades do setor.

A suspensão da compra do produto havia sido imposta pelos chineses após a confirmação de um surto da Doença de Newcastle no estado em julho de 2024.
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A medida foi oficializada em comunicado conjunto da Administração-Geral das Alfândegas da China e do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país asiático, que revogou um ato anterior baseado em análise de risco sanitário.
O embargo havia sido imposto após a detecção da doença em uma granja comercial no município de Anta Gorda (RS). Na época, o estado ficou em emergência zoosanitária por cerca de três semanas.
Em maio do ano passado, o estado registrou caso de gripe aviária numa granja no município de Montenegro. Um mês depois, o país foi confirmado livre da gripe aviária, após 28 dias sem registros. Em novembro de 2025, a China liberou as importações de frango dos demais estados brasileiros, mas manteve a proibição para o Rio Grande do Sul.
Impacto econômico
A ausência do mercado chinês afetou diretamente o desempenho das exportações gaúchas. Em 2024, o bloqueio contribuiu para a queda de cerca de 1% nas exportações de carne de frango do estado. Até antes do embargo, a China respondia por quase 6% dos embarques de frango do Rio Grande do Sul, com a restrição sendo parcialmente compensada pela venda a outros países.
Segundo o Ministério da Agricultura, a retomada das exportações foi possível após a comprovação das medidas de controle e erradicação da doença, em conformidade com os protocolos internacionais de saúde animal.
Retomada estratégica
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avaliou que a reabertura do mercado chinês representa um passo relevante para a normalização dos fluxos comerciais.
“A decisão reafirma a credibilidade do sistema sanitário brasileiro e o reconhecimento internacional do nosso modelo de resposta”, destacou a entidade, em nota.
Segundo a ABPA, as negociações envolveram diálogo permanente com as autoridades chinesas. Nesse período, as entidades e o governo brasileiro enviaram informações detalhadas que comprovassem as ações de controle e erradicação e o alinhamento aos protocolos internacionais de saúde animal.
Entidades do setor destacam que a expectativa agora é de retomada gradual dos embarques, à medida que sistemas de habilitação sejam atualizados e os certificados sanitários liberados. A China é um dos principais destinos do frango brasileiro e considerada estratégica para o equilíbrio do comércio internacional da proteína animal.
Prefeitura de São Paulo promove mutirão com 2,5 mil empregos
Um mutirão na capital paulista vai promover, nesta quarta-feira (21), 2,5 mil vagas de empregos para diversas áreas do comércio, serviços e construção civil. As inscrições para o Contrata SP, que celebrará antecipadamente o aniversário da cidade de São Paulo (25 de janeiro), devem ser feitas ainda hoje (20) no Portal Cate.

Segundo a prefeitura de São Paulo, os salários variam de R$ 850, para estagiários, a R$ 7.581, para operador de guindaste.
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Quem passar pelo Contrata SP, no Cate Central, também vai poder consultar vagas disponíveis no Cate. Entre elas se encontram vagas para atendentes de lanchonetes, mercados e lojas.
Para operadores de telemarketing serão oferecidas mais de 100 oportunidades e a exigência é estar cursando ou ter concluído o ensino médio. Não é exigida experiência na área.
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Já para instalador e reparador de linhas e aparelhos de telecomunicações serão oferecidas 20 vagas, com salário de R$ 1.631. Não é necessária experiência, mas é preciso ter ensino fundamental e disponibilidade para trabalhar aos sábados.
Para participar do evento e concorrer a uma vaga é preciso fazer a inscrição no site do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (Cate) e comparecer no Cate Central, na Avenida Rio Branco, 252, com RG, CPF e carteira de trabalho (física ou digital). A unidade funciona das 09h às 16h.
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