Economia

Países do Sahel qualificam sequestro de Maduro como ‘ataque à soberania’ da Venezuela

Um comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira (08/01) pela Aliança dos Estados do Sahel (AES), bloco formado por países do Sahel africano, criticou o que definiu como “sequestro ilegal” do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa. O documento assinado por Ibrahim Traoré, presidente de Burkina Faso e da AES reforçou que o “uso da […]

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Economia

Trump ameaça fazer ‘ataques repetidos’ contra a Nigéria

Em entrevista ao diário The New York Times (NYT) publicada nesta quinta-feira (08/01) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças militares do país poderiam fazer, em breve, uma operação similar a que foi realizada na Venezuela, no último sábado (03/01), mas contra um país africano: a Nigéria. A declaração em tom […]

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Economia

Em ato sobre 8 de Janeiro, Lula não cita Venezuela, mas Janja usa camisa com ‘América Invertida’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta quinta-feira (08/01), no Palácio do Planalto, uma cerimônia alusiva aos três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, com a presença de ministros, governadores de estados, parlamentares e lideranças sociais.  O ato deste ano, intitulado “Defesa da Democracia” não contou com a presença […]

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Economia

Maioria do Conselho de Segurança da ONU condena ataque dos EUA à Venezuela; confira declarações

O Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião de emergência em 3 de janeiro em resposta ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na morte de dezenas de pessoas e na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A reunião diplomática de alto nível foi marcada por duas posições claramente distinguíveis: aqueles que […]

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Economia

Ativistas do Palestine Action mantêm greve de fome em prisões britânicas e correm risco de morte

Ativistas ligados ao grupo Palestine Action presos no Reino Unido estão à beira da morte, em greve de fome, enquanto suas exigências são ignoradas pela Justiça britânica, segundo informações da emissora Al Jazeera. Os detidos iniciaram a greve em novembro passado, após serem presos por suposto envolvimento em invasões à subsidiária britânica da empresa israelense […]

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Economia

Espanha confirma que cinco presos políticos libertados na Venezuela têm cidadania espanhola


Regime venezuelano anuncia libertação de presos políticos, mas frustra ativistas e familiares de detentos
A Venezuela anunciou nesta quinta-feira (8) a libertação de presos políticos. Parecia um primeiro sinal de abertura.
Sandra Cassaño conta à reportagem que não vê o filho há seis anos e sete meses. Ele completou 28 anos há dois dias. Sandra estava cozinhando o almoço quando recebeu um telefonema e descobriu que pela primeira vez desde que Nicolas Maduro foi deposto, a Venezuela soltaria presos políticos. O filho dela foi acusado de terrorismo quando foi visitar parentes do outro lado da fronteira.  
“Eu queria abraçar, beijar e passar o aniversário do meu filho com ele”.  
Miriam achou durante 10 anos que o filho dela estava morto. Descobriu um ano atrás, que na verdade seu filho estava preso na Venezuela.
Histórias assim se multiplicam na fronteira. Nesta quarta-feira (8), os parentes sentiram finalmente um pouco de esperança. O presidente do congresso venezuelano, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, surpreendeu quando, mais cedo, anunciou a libertação.  
Disse que muitos presos políticos do país e também estrangeiros seriam soltos imediatamente. Na declaração, Rodriguez agradeceu a líderes e governos que segundo ele, sempre estiveram ao lado da Venezuela pra defender o direito do país à independência.  
Rodriguez citou o ex-premiê espanhol José Luiz Zapatero, o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, e o Catar.
Mas, no fim do dia, a esperança parecia ter sido frustrada. Nas redes sociais, familiares de ativistas e políticos presos criticaram a demora no processo e a falta de informações claras. E a principal organização que monitora detenções de presos políticos informou que apenas cinco tinham sido soltos.
Entre eles, Rocío San Miguel, ativista de direitos humanos, que foi acusada sem provas de tentar assassinar Nicolás Maduro.
Na lista para libertação, também estava Rafael Tudares, advogado, detido havia um ano. Ele é genro de Edmundo González, o candidato da oposição que disputou a eleição de dois 2024 contra Nicolás Maduro. Gonzalez teve a vitória reconhecida por mais de 50 países e por organizações independentes que monitoraram a votação.
A perseguição a opositores começou com o mentor de Nicolas Maduro, Hugo Chavez. Em 2009, ele criou a Milícia Nacional Bolivariana, um braço armado formado por reservistas e civis. Foi aí que o regime passou a prender e exilar políticos, juízes e jornalistas críticos do governo.  
Em momentos críticos, a repressão aumentava, como na sequência das eleições de 2024, contestadas em protestos e pela oposição. Naquela época, o governo mandou prender centenas de pessoas.  
Segundo a organização Foro Penal, que monitora os abusos aos direitos humanos na Venezuela, até o início da semana, o governo venezuelano tinha 806 presos políticos. Entre eles, 175 militares, 105 mulheres e 1 adolescente.
O medo da perseguição política ultrapassa as fronteiras e chega do outro lado, na Colômbia.   Nubia Mise mora em Cucuta e vai todos os domingos para a fronteira com a Venezuela, protestar contra as prisões de inocentes. Ela conta que o irmão dela foi preso e torturado por três meses em 2025. Ele era moto taxista e transportou um peruano com cidadania americana para o outro lado da ponte.
Para Nise, era como se toda a família estivesse sendo torturada porque não saber onde o irmão estava, mas imaginá-lo sofrendo e não poder fazer nada era muito frustrante.  
“Ele foi solto com fraturas nos dentes, nas costelas”, disse ela.  
Javier Giraldo diz que seu pai, de 70 anos, é o preso político mais velho da Venezuela. E garante que mesmo depois que ele seja solto, vai continuar protestando na fronteira – até que todos sejam soltos.
O governo da espanha confirmou na noite desta quinta-feira (8) que as 5 pessoas libertadas hoje têm cidadania espanhola e já estão em um voo a caminho da Espanha.
Na fronteira ainda há presença de militares, segurança reforçada. E muita incerteza ainda sobre o futuro da Venezuela.  
Donald Trump disse em uma entrevista ao jornal The New York Times que os Estados Unidos devem comandar a Venezuela por anos. E afirmou que o governo interino de Delcy Rodriguez já está dando aos americanos tudo o que é necessário.  
O presidente da Colombia Gustavo Petro falou por telefone com o presidente Lula. Os dois manifestaram preocupação com o uso da força americana contra a Venezuela.  
E o governo venezuelano atualizou os números e disse que pelo menos 100 pessoas morreram na ofensiva.
Venezuela anunciou nesta quinta-feira (8) a libertação de presos políticos
Reprodução/TV Globo