Economia

Petróleo cai mais de 1% após declarações de Trump sobre Venezuela

Os preços do petróleo caíram pela segunda sessão consecutiva nesta quarta-feira (7), com os investidores digerindo um acordo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para importar até US$ 2 bilhões em petróleo venezuelano, uma medida que aumentaria a oferta para o maior consumidor mundo. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em baixa de […]
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Brasil tem segunda maior saída de dólares da história em 2025


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O Brasil registrou em 2025 a segunda maior saída líquida de dólares da série histórica, iniciada em 1982, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Banco Central (BC). O fluxo cambial total ficou negativo em US$ 33,316 bilhões, volume inferior apenas ao registrado em 2019, quando a saída somou US$ 44,768 bilhões.

Apesar do resultado expressivo, o real se valorizou ao longo do ano, sustentado por juros elevados no país e pela queda do dólar no mercado internacional.

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O desempenho negativo foi provocado principalmente pelo canal financeiro, que acumulou saída líquida de US$ 82,467 bilhões em 2025, a segunda maior da série histórica, atrás apenas de 2024. Esse canal inclui investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros, pagamento de juros e outras operações financeiras.

Já o canal comercial apresentou entrada líquida de US$ 49,151 bilhões, insuficiente para compensar a forte evasão financeira. O saldo positivo ficou abaixo do pico registrado em 2007 e também menor que o observado em 2024.

Importações

Segundo o BC, o principal fator para a menor entrada de dólares pela via comercial foi o avanço das importações. O volume de câmbio contratado para compras externas alcançou US$ 238 bilhões, o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2022.

As exportações somaram US$ 287,5 bilhões no ano. Diferentemente da balança comercial, que inclui apenas exportações e importações já realizadas, o fluxo cambial inclui operações como pagamentos antecipados e adiantamentos de contrato de câmbio.

Apreciação do real

Mesmo com a saída expressiva de dólares no mercado à vista, o real apreciou-se em 2025. Os juros elevados no Brasil e o enfraquecimento global do dólar estimularam posições favoráveis à moeda brasileira no mercado de derivativos (ativos que derivam de outros ativos), compensando o fluxo cambial negativo.

O Banco Central, por sua vez, teve atuação limitada no mercado à vista, realizando apenas duas intervenções de US$ 1 bilhão cada, por meio do mecanismo conhecido como “casadão”. Nessas operações, o BC vende dólares das reservas internacionais, combinando com swaps cambiais reversos, compra de dólares no mercado futuro, na mesma quantia. O casadão permite que a autoridade monetária alivie a taxa de juros em dólar, sem mexer no câmbio.

Saída em dezembro

Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 13,562 bilhões, valor inferior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando a saída chegou a US$ 27 bilhões. O resultado refletiu uma saída de US$ 20,982 bilhões pela conta financeira, parcialmente compensada por uma entrada de US$ 7,421 bilhões pela conta comercial.

Tradicionalmente, dezembro concentra remessas ao exterior para pagamento de dividendos. Em 2025, os envios foram intensificados por empresas e investidores que buscaram se antecipar ao fim da isenção do imposto de renda sobre remessas internacionais, que passou a ser tributada a partir de janeiro de 2026.

Prévia

As relações monetárias e financeiras entre residentes e não residentes são medidas pelo balanço de pagamentos, divulgado no fim de cada mês pelo Banco Central. O fluxo cambial, no entanto, funciona como uma prévia dos números, ao contabilizar adiantamentos de contratos de câmbio e pagamentos antecipados.

O fluxo cambial é composto de duas partes: o fluxo comercial, que mede o fechamento de câmbio para exportações e importações, e o fluxo financeiro, que mede investimentos em empresas, empréstimos e transações no mercado financeiro. Os dados do Banco Central mostram que, no ano passado, a fuga de dólares ocorreu no canal financeiro.

Economia

Desembarque de estrangeiros em São Paulo cresce 21% em 2025


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O estado de São Paulo foi o principal portão de entrada do país em 2025. Dos mais de 9,2 milhões de turistas estrangeiros que estiveram no Brasil no ano passado, cerca de 2,7 milhões desembarcaram nos terminais do estado. Isso representou um aumento de 21% em relação a 2024, quando houve 2,2 milhões de visitantes do exterior.

Os dados foram divulgados nesta semana conjuntamente pela Embratur, pelo Ministério do Turismo e pela Polícia Federal.

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A lista de visitantes estrangeiros que entraram no país por São Paulo é liderada pelos estadunidenses. Ao todo, 431.478 pessoas dos Estados Unidos desembarcaram no estado paulista, seguidos pelos argentinos, com 391.543 turistas; chilenos, com 173.888; portugueses, com 118.453; e alemães, com 107.779.

Só no mês de dezembro, 259.237 turistas estrangeiros entraram no Brasil por São Paulo, contingente 9,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

“O estado, que reúne as tradicionais atrações turísticas da capital, as belas praias e oportunidades de contato com a natureza, tem se consolidado como um destino de experiências, onde a diversidade cultural e a gastronomia se destacam. Nosso objetivo é que o destino cresça ainda mais em 2026”, destacou Marcelo Freixo, presidente da Embratur.

Brasil

O Brasil encerrou o ano de 2025 com 9.287.196 turistas internacionais, o que representou aumento de 37,1% em relação a 2024. A maior parte desses visitantes estrangeiros veio da Argentina, que enviou 3.386.823 de turistas ao país. Na sequência aparece o Chile, com 801.921 visitantes, e os Estados Unidos, que somaram 759.637 chegadas ao Brasil.

 

Economia

Master: tribunal analisa recurso do Banco Central sobre inspeção


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O Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou o recebimento do recurso apresentado pelo Banco Central, que recorre de decisão do ministro relator do caso Banco Master, Jhonatan de Jesus, que determinou uma inspeção ao órgão regulador do mercado financeiro. 

“Na atual fase, o relator está analisando os embargos de declaração opostos pelo BC. É preciso aguardar essa definição para vermos como o processo seguirá”, informou a assessoria técnica do TCU.

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Nos embargos de declaração, a determinação por um único juiz é questionada pelo Banco Central sob o argumento de que a decisão deveria partir de um processo de deliberação colegiada.

Um comunicado publicado nos canais de comunicação do TCU, nessa terça-feira (6), reforça o papel de controle da Corte sobre processos decisórios da administração pública federal, previsto na Constituição Federal.

Autonomia decisória

A nota “reafirma que o Banco Central do Brasil, embora dotado de autonomia técnica e decisória, integra a administração pública federal e, como tal, submete-se ao sistema constitucional de controle externo”.

De acordo com o informativo, a ação do TCU não é nova, nem excepcional, e está alinhada com a defesa de independência do órgão regulador.

“Não fragiliza a autoridade do Banco Central. Ao contrário: reforça a legitimidade institucional das decisões públicas, assegurando à sociedade que atos de elevado impacto econômico e sistêmico foram praticados com observância estrita dos princípios constitucionais”, finaliza.

Economia

B3 realiza 75 leilões em 2025 e alcança marca histórica


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No ano passado, a B3 alcançou uma marca histórica ao realizar um total de 75 leilões, que resultaram em R$ 243,8 bilhões em investimentos. O número supera o desempenho de 2024, quando foram realizados 64 leilões com contratos que geraram R$ 180 bilhões em investimentos.

Segundo a B3, a bolsa de valores de São Paulo, os leilões do ano passado fizeram com que 98 ativos públicos fossem concedidos para a iniciativa privada, com expectativa de gerar até 1,6 milhão de empregos diretos e indiretos.

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O setor rodoviário concentra a maior parte desses pregões: 20 leilões, o dobro do ano anterior. Esses projetos somaram R$ 106,6 bilhões em investimentos. Também teve destaque a área de saneamento, com oito pregões realizados em 2025 e investimentos previstos de R$ 44,5 bilhões; o setor de energia, com cinco certames, que geraram R$ 5,5 bilhões.

Já no setor portuário foram realizados sete leilões portuários, que totalizaram R$ 5,9 bilhões em investimentos. Entre eles está o do Porto de Paranaguá, maior investimento já contratado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em leilões realizados na B3 e um marco para o setor portuário nacional por se tratar do primeiro canal de acesso brasileiro a ser leiloado.

Outro marco, destacou a B3, foram os leilões no setor de infraestrutura social, como hospitais, escolas e presídios. Ao todo, foram viabilizados oito certames desse tipo, mais que o dobro de 2024, com investimentos de R$ 12,5 bilhões.

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Agro do Brasil deve perder espaço para o dos EUA na Venezuela

A Venezuela não representa muito para o agronegócio brasileiro atualmente, mas, há uma década, era muito importante. Pelo menos 3% das exportações do agronegócio, em 2014, iam para o país vizinho. Atualmente, com a crise econômica vivida pelos venezuelanos, as importações deles representam apenas 0,3% do que os brasileiros exportam nesse setor.
Leia mais (01/07/2026 – 20h00)