Economia

Premiê da Dinamarca afirma que um ataque dos EUA à Groenlândia seria ‘fim da OTAN’

A premiê da Dinamarca, Mette Frederiksen, alertou nesta segunda-feira (05/01) que qualquer ataque dos Estados Unidos dirigido à Groenlândia, aliada da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) seria o fim de “tudo”. “Se os Estados Unidos decidirem atacar militarmente outro país da OTAN, tudo pararia, o que inclui a OTAN e, portanto, a segurança […]

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Economia

Deputados tomam posse na Venezuela após ataque dos EUA, pedem libertação de Maduro e convocam unidade nacional

Sob estado de comoção e em meio à crise provocada pelos bombardeios realizados pelos Estados Unidos no território venezuelano, deputados e deputadas da Venezuela tomaram posse nesta segunda-feira (05/01) para o novo período constitucional legislativo (2026–2031). A sessão foi conduzida pelo deputado decano Fernando Soto Rojas, do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), conforme previsto […]

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Economia

Quem é Cilia Flores, a chamada ‘primeira combatente’ da Venezuela

Cilia Flores, esposa do presidente venezuelano Nicolás Maduro, nasceu em 15 de outubro de 1956 em Tinaquillo, na região central da Venezuela. Ela cresceu em bairros operários da zona oeste de Caracas. Formada em Direito pela Universidade Santa Maria, com especializações em Direito do Trabalho e Penal, sua ascensão à proeminência ocorreu em 1992, quando […]

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Economia

Entenda por que EUA, maiores produtores de petróleo do mundo, estão interessados no óleo venezuelano

Ataque dos Estados Unidos à Venezuela mexe com o mercado de petróleo
O ataque dos Estados Unidos à Venezuela mexeu com o mercado de petróleo.
O maior impacto foi nos contratos futuros do óleo tipo Brent, que subiram 1,66%. Uma reação ao anúncio de que empresas americanas vão voltar a produzir petróleo na Venezuela.
Multinacionais que atuavam no país tiveram seus bens expropriados pelo ex-presidente Hugo Chavez, em 2007. A estatal PDVSA assumiu a produção e os investimentos.
“Ela dispensou pessoas, ela ficou, por isso, sem acesso à tecnologia, e ficou sem acesso a financiamento. E aí uma empresa que produzia mais de 3 milhões de barris por dia hoje produz menos que 1 milhão”, explica David Zylbersztajn Professor do instituto de energia/ PUC- Rio.
A economia da Venezuela depende quase exclusivamente do petróleo. Chegou a ser um dos maiores produtores do planeta. Apesar das reservas – com mais de 300 bilhões de barris – a falta de investimentos fez a indústria encolher. É agora 30% do que já foi um dia.
“A Venezuela, já nos últimos 15 anos, foi retirando os incentivos e as condições, do ponto de vista institucional e regulatório que favoreciam a permanência e a participação de empresas estrangeiras, notadamente norte-americanas”, diz Helder Queiroz, professor do Instituto de economia da energia da UFRJ.
Mas por que os Estados Unidos – maiores produtores de petróleo do mundo – estariam interessados no óleo venezuelano, que é mais pesado e viscoso? Segundo especialistas, grandes refinarias – principalmente na costa do golfo do México – são equipadas para refinar exatamente esse tipo de matéria prima.
“As refinarias precisam de um determinado mix de petróleo que às vezes não têm no país. Que é o caso dos Estados Unidos, eles não têm produção de petróleo ultra pesado como o da Venezuela. Eles têm que importar do Canadá, do México e da Venezuela também”, explica Edmar de Almeida Professor do Instituto de Energia da PUC-Rio.
Na Venezuela, as empresas já sabem onde tem petróleo e o retorno do investimento pode ser mais rápido.
“Tem lugares que já podem aumentar muito rapidamente. Até uma eficiência operacional você já aumenta a produção, porque hoje você tem uma imensa ineficiência na Venezuela. Então você pode já ter impactos positivos em dois anos, em três anos, então é muito pouco tempo”, afirma David Zilberstein.
No Brasil, a Petrobras informou que não tem operações na Venezuela e permanece acompanhando o mercado. As ações da empresa caíram nesta segunda-feira (5).
Os especialistas dizem que ainda é muito cedo para arriscar cenários. É preciso aguardar os desdobramentos das negociações entre os dois países. E lembram que não dá para produzir petróleo sem criar o ambiente para os investimentos.
“Estados Unidos sempre buscou exercer a sua influência geopolítica aqui na região, mas nunca foi feito de uma forma tão explícita e direta como foi feito na Venezuela. Então isso muda o paradigma geopolítico em relação ao papel da nossa região em relação aos Estados Unidos e isso vai ter que fazer todo mundo repensar o nosso futuro e o nosso posicionamento geopolítico”, diz Helder.
Economia

Estudante que desapareceu na montanha mais alta do Sul do país é encontrado vivo

Estudante que se perdeu em trilha é resgatado depois de 5 dias na mata
Um estudante que desapareceu na montanha mais alta do sul do país foi resgatado nesta segunda-feira (5), depois de passar cinco dias na mata.
Foi o fim de uma angústia. Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, caminhava com dificuldade ao chegar a essa fazenda no litoral do Paraná, na manhã desta segunda-feira (5), para pedir ajuda.
Roberto desapareceu na manhã de 1º de janeiro, no Pico Paraná, o ponto mais alto do sul do Brasil. São quase 1,9 mil metros de altitude e uma trilha que pode durar 13 horas, em ida e volta. Depois de cinco dias, conseguiu chegar à propriedade – a 20 quilômetros de onde foi visto pela última vez.
De lá, fez uma ligação de vídeo com a família.
“Foi Deus, foi Deus… se você vê meu estado, você não acredita. Eu estou cheio de roxo no meu corpo, estou com várias escoriação e estou sem enxergar porque perdi meu óculos, sem bota e só isso”, disse Roberto em ligação de vídeo com a irmã.
Ele fazia a trilha com uma amiga. Os dois se juntaram a outros montanhistas, no cume. Mas na volta, acabou se separando do grupo.
“Isso foi um grande aprendizado para eu nunca mais fazer isso. Eu quebrei a regra, eu sabia dessa regra que ‘vai junto e volta junto’. Eu fui irresponsável em relação a isso”, diz Thayane Smith, amiga de Roberto.
As buscas mobilizaram 100 bombeiros e 300 voluntários.
“Ele falou que só bebeu água, que está todos esses dias sem comer nada, porque não tinha nenhuma árvore de fruta”, relata Renata Farias Tomaz, irmã de Roberto.
Roberto Farias está em observação em um hospital em Antonina, no Paraná. Segundo a equipe médica, ele teve ferimentos leves e está desidratado. A previsão é que tenha alta nesta terça-feira (6).
“Só tenho a agradecer a todos, quem subiu, quem fez as orações, quem sentiu essa emoção junto com a minha família que também estava por lá. Só tenho a agradecer muito”.
Economia

Exportações de carne em Mato Grosso sobem 43% apesar do tarifaço de Trump


Exportações de carne bovina de MT sobem 43% apesar do tarifaço de Trump
José Ignacio Pompé/Unplash
Com um dos maiores rebanhos do Brasil, as exportações de carne de Mato Grosso aumentaram 43,12% apesar do tarifaço do presidente americano Donald Trump, de 50% que durou cerca de 99 dias, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec). O resultado representa a soma das vendas ao exterior de carne bovina, suína e de aves entre janeiro e novembro de 2025.
O receio do setor agropecuário, agora, se dá em relação à sobretaxa adicional de 55% da China, válida por três anos. A medida vale sobre o excedente das cotas de países fornecedores, como o Brasil.
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O bom desempenho de Mato Grosso na exportação de carne ocorreu especialmente pela estratégia de redirecionar os embarques e ampliar as vendas para mercados asiáticos, o que ajudou a passar praticamente à margem do impacto do tarifaço de Trump.
As exportações totais de carnes saltaram de aproximadamente US$ 2,7 bilhões, em 2024, para cerca de US$ 3,85 bilhões, em 2025, no acumulado de janeiro a novembro, conforme dados da Sedec.
O principal crescimento nas vendas foi da carne bovina, que bateu novo recorde, em novembro, ao superar as 112 mil toneladas, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Segundo a Sedec, o valor das vendas ao exterior da carne bovina passou de US$ 2,45 bilhões para US$ 3,62 bilhões no período, e pela carne suína, que avançou de US$ 59,97 milhões para US$ 68,55 milhões.
Os dados mostram que o número de abates recuou em 2025. O abate de bovinos passou de 7,14 milhões de cabeças em 2024 para 5,39 milhões em 2025.
Nos suínos, a redução foi de 2,79 milhões para 2,07 milhões, enquanto, na avicultura, os abates caíram de 211,87 milhões para 158,13 milhões de frangos. Ainda assim, a receita das exportações avançou, impulsionada pelo maior valor agregado da carne exportada, de acordo com a Sedec.
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🥩Principais compradores
O principal destino da carne bovina de Mato Grosso continua sendo a China, que responde por 54,8% de toda a carne bovina exportada pelo estado em 2025, segundo o Imea.
Contudo, o setor agropecuário segue preocupado com a sobretaxa anunciada no começo deste ano sobre a carne brasileira. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) afirmou que qualquer incidente causa impactos em toda a cadeia produtiva, especialmente sobre o bolso do pecuarista.
Em seguida, vem Hong Kong, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Filipinas. No caso da carne suína e de aves, mercados asiáticos como China, Japão, Coreia do Sul e países do Oriente Médio mantiveram forte ritmo de compras neste ano.
Economia

Bolsas de Valores em todo o mundo sobem

Bolsas de Valores em todo o mundo sobem
No mercado financeiro, investidores estão buscando segurança em prata e ouro.
Foi um fim de semana na expectativa de como o mundo financeiro iria reagir à ação de Trump na Venezuela. E o que se viu hoje não é muito comum, diz o economista Rodrigo Moliterno.
“A ação dos Estados Unidos em capturar Maduro não surtiu efeito neste momento nos mercados, pelo contrário aquele efeito susto já passou e do lado econômico a gente tem uma Venezuela que hoje ela é pouco representativa para os mercados, apesar de ter uma das maiores reservas de petróleo do mundo, comercialmente ela representa muito pouco”.
Bolsas de valores do mundo inteiro fecharam o dia em alta. No Brasil, a de São Paulo subiu 0,83%
“Acho que o mercado seguiu a cartilha que vinha sendo tocada do final do ano, antes do acontecido com o caso da Venezuela”, afirma Rodrigo Moliterno.
O dólar até caiu um pouquinho, R$ 5,40. O comportamento do dólar não passou despercebido pelos analistas. A moeda americana sempre foi um porto seguro em momentos de tensão geopolítica, para onde os investidores fugiam em busca de segurança. E a cotação disparava. Ainda é… Mas nesta segunda-feira (15) o que deu um salto foi o preço do ouro – e também o da prata.
Tem sido assim desde que Trump assumiu e começou a tarifar o comércio mundial. Nos últimos 12 meses, enquanto o ouro acumulou alta de quase 68%, o dólar perdeu 12,5% do valor em relação ao real.
O professor de relações internacionais Roberto Uebel diz que, além dos investidores, governos têm buscado segurança no ouro.
“A capacidade de proteção do ouro é muito maior, tanto é que economias muito desenvolvidas como economias europeias, norte-americanas, grandes potências como China, como Rússia e países em instabilidade, todos têm reservas em ouro justamente para ter essa proteção e evitar que seus dólares, as suas reservas em dólar, em euro, libra, franco suíço, seja qual for a moeda sejam facilmente confiscadas por meio de sanções, por meio de alguma ação de um terceiro ator”, diz.