Economia

Palestina e Saara Ocidental: quando resistir é um direito

Há uma perversidade política profundamente enraizada na ordem internacional contemporânea, na qual povos ocupados são instados à paciência, à moderação e à resignação, enquanto ocupantes armados, colonizadores e violadores sistemáticos do Direito Internacional seguem tratados como interlocutores legítimos.  Palestina e Saara Ocidental expõem, de forma cristalina, essa hipocrisia estrutural. Estamos diante de dois dos mais […]

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Economia

Cuba anuncia progresso no desenvolvimento de vacina terapêutica contra câncer

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, encabeçou pessoalmente, no Palácio da Revolução, em Havana, um ato de reconhecimento ao trabalho da cientista Yanelys Morera Díaz e sua equipe de pesquisadores no desenvolvimento do projeto HEBERSaVax, uma vacina cubana que vem sendo testada no tratamento de diferentes tipos de tumores malignos. Segundo o mandatário, “são muito […]

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Economia

Ação em cinco estados investiga ligação do PCC com setor de combustíveis

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal fazem uma operação nesta quinta-feira (28/05) em São Paulo, no Paraná, em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Rio de Janeiro. O objetivo da ação é investigar a infiltração do Primeiro Comando do Crime (PCC) no setor de […]

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Economia

Aumento dos gastos militares acirra dependência dos países periféricos

No ano de 2025, os gastos militares globais chegaram a 2,88 trilhões de dólares, o maior patamar da série histórica registrada pelo SIPRI, o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo. Desde 2016, o gasto militar global cresceu 41%, enquanto, nos últimos anos, crises militares e de segurança vêm influenciando discursos de autoridades […]

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Economia

Especialistas avaliam que decisão dos EUA sobre PCC e CV pode gerar impactos jurídicos, econômicos e na soberania nacional


Especialistas em segurança pública analisam decisão do governo americano de classificar PCC e CV como organizações terroristas internacionais
A decisão do governo americano de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais: o Jornal Nacional ouviu especialistas em segurança pública sobre as consequências jurídicas e econômicas desse anúncio para a relação entre os Estados Unidos e o Brasil.
Especialistas avaliam que a decisão do Departamento de Estado americano pode trazer mudanças nas relações entre os Estados Unidos e o Brasil, com consequências jurídicas, econômicas e até mesmo para a soberania nacional. O analista de segurança Alessandro Visacro acredita que a medida abre opções para o governo americano:
“Essa classificação de PCC e CV como organizações terroristas, ela na verdade cria um leque de opções que dá mais flexibilidade para o governo americano agir. Essas opções vão desde a sanção econômica ao bloqueio de bens de pessoas supostamente ou comprovadamente ligadas a essas organizações. Também permite, de certa forma, os Estados Unidos exercerem pressão política sobre o Estado brasileiro e, em um caso mais extremo, até a possibilidade de uso da força, de emprego de alguns elementos de força dentro do território nacional ou fora do território nacional, contra ativos ou pessoas, ou membros dessas localizações criminosas”.
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O professor da PUC Minas, Luis Flávio Sapori, membro associado do FBSP, analisou as implicações para a soberania nacional:
“O principal risco dessa medida é que isso pode afetar a soberania nacional. À medida que os Estados Unidos qualificam essas facções como terroristas, eles podem utilizar as suas Forças Armadas para fazer intervenções diretas nos países que abrigam essas facções”.
Roberto Uchoa, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, diz que a decisão também traz consequências ao sistema financeiro do Brasil:
“Um ato unilateral desse, o que acontece é que coloca uma pressão sobre o governo brasileiro e sobre o sistema financeiro brasileiro, que passa também possivelmente a ser alvo de sanções, possivelmente com uma ligação de que há infiltração dessas organizações no sistema financeiro ou até mesmo o setor de combustíveis brasileiro, que também pode ser alvo de sanções. Então a verdade é essa: coloca o Brasil e seus diversos setores na mira do governo dos Estados Unidos”.
Especialistas avaliam que decisão dos EUA sobre PCC e CV pode gerar impactos jurídicos, econômicos e na soberania nacional
Jornal Nacional/ Reprodução
Rafael Alcadipani, professor da Fundação Getúlio Vargas, acredita que a mudança traz impactos para a economia brasileira:
“Ele abre um leque diferente do leque que está presente hoje. Hoje é um leque mais de law enforcement, de polícia, de ações de segurança pública. Ele passa a ter a possibilidade de ações que são ações militares no caso extremo. Eu não acredito que o governo dos Estados Unidos vá realizar ataques contra alvos do Primeiro Comando da Capital, do Comando Vermelho em solo brasileiro. Não me parece que esse é o clima. Mas pode haver sanções econômicas, sanções financeiras. Pode gerar uma série de desgastes para o Brasil e para bancos brasileiros e para o setor financeiro brasileiro, em termos de ter dinheiro de brasileiros e dinheiro de empresas brasileiras, de bancos brasileiros nos Estados Unidos. Tem efeitos aí que podem ser significativos em termos de fluxos econômicos e afetar, sim, a economia brasileira”.
Com a inclusão do Comando Vermelho e o PCC, a lista de organizações terroristas estrangeiras do governo americano passará a contar com 96 grupos, a maioria do Oriente Médio. Na América do Sul, há outras 19 organizações que atuam no tráfico de drogas, em países como Colômbia, México, Venezuela e Equador.
O diretor do Centro Brasileiro de Relações Internacionais, Feliciano Guimarães, afirma que a decisão também provoca mudanças nos Estados Unidos:
“Isso é uma designação feita pelo Departamento de Estado, significa que, do ponto de vista legal, o Departamento de Estado, o Departamento do Tesouro e o FBI têm mais instrumentos jurídicos para investigar de um lado e punir eventuais parceiros – ou nacionais dos Estados Unidos ou estrangeiros – que eles entendem como ligados ao PCC e ao Comando Vermelho. Agora você tem aumento de instrumentos jurídicos que permitem que você faça decisões mais rápidas do ponto de vista de punição”.
O promotor do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakyia diz que o assunto muda da esfera da segurança pública e passa a ser um assunto de defesa nacional dos Estados Unidos:
“Passando a ser um assunto de defesa, quem vai tratar disso é a CIA e são os militares. Não é mais um assunto que seria tratado internamente pelo FBI e pela DEA, como a gente vem tratando aqui há muito tempo. Isso vai causar um problema, porque essas informações estando sob a guarda da CIA, elas passam a ser secretas ou confidenciais. Aí a gente não tem acesso a esse nível de documento”.
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Economia

Justiça dá prazo de 10 dias para Governo do TO restabelecer estrutura da Vice-Governadoria; entenda


Decisão suspende lei que extinguiu cargos e estrutura de apoio de Laurez Moreira
Divulgação/Governo do Tocantins
A Justiça determinou, nesta quinta-feira (28), que o Governo do Tocantins restabeleça integralmente a estrutura administrativa, física e de pessoal da Vice-Governadoria no prazo de 10 dias. A decisão liminar atende a um pedido de tutela de urgência feito pelo vice-governador Laurez Moreira (PSD).
A decisão foi assinada pelo juiz Roniclay Alves de Morais, da 1ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas. A determinação ocorre após o governo ter extinguido cargos e reduzido a estrutura de apoio do gabinete da Vice-Governadoria por meio de uma medida provisória convertida na Lei nº 4.990/2026. Caso a ordem judicial não seja cumprida no prazo estipulado, o magistrado fixou multa diária de R$ 5 mil, limitada ao valor total de R$ 100 mil.
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Em nota, o Governo do Estado informou que a Procuradoria-Geral do Estado ainda não foi notificada da decisão. Disse também que, caso seja intimada oficialmente, irá analisar o teor da determinação judicial e poderá entrar com recurso.
Segundo a decisão, o Estado deve garantir o retorno do gabinete ao Palácio Araguaia, a reativação de cargos comissionados, a devolução de veículos oficiais e o restabelecimento da equipe de segurança, que havia sido reduzida de sete para dois militares.
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Ao analisar o caso, o juiz considerou que houve um “esvaziamento material” das funções de Laurez Moreira. O magistrado destacou que o governador não pode extinguir cargos ocupados por “ato unilateral” (vontade de apenas uma das partes) e que a retirada da estrutura compromete a “integridade física e o regular funcionamento das atribuições constitucionais” do vice-governador.
No processo, Laurez alega perseguição política. O gabinete da Vice-Governadoria teria sofrido cortes severos após o retorno de Wanderlei Barbosa ao cargo, resultando na remoção das instalações da sede do governo e no corte de cartões corporativos.
Linha do tempo dos acontecimentos
As mudanças na estrutura do governo e a movimentação política se intensificaram após o afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no dia 3 de setembro de 2025.
Barbosa foi afastado por 180 dias no âmbito da segunda fase da “Operação Fames-19”, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos na compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. De imediato, o vice-governador Laurez Moreira assumiu o comando do Executivo estadual.
Laurez permaneceu na chefia do governo até 5 de dezembro de 2025, data em que o titular retornou às funções e Laurez reassumiu seu posto na Vice-Governadoria.
Segundo o relato do vice-governador, foi a partir desse retorno que se iniciaram medidas administrativas para o esvaziamento de seu gabinete, incluindo a supressão de veículos oficiais, o corte de cartões corporativos de abastecimento e a redução de sua equipe de segurança.
A crise institucional se agravou em 14 de janeiro de 2026, quando o gabinete da Vice-Governadoria foi removido fisicamente das dependências do Palácio Araguaia, sede do Governo do Tocantins.
Pouco depois, em 30 de janeiro, o Estado editou uma Medida Provisória que extinguia formalmente a estrutura de pessoal e o apoio administrativo do órgão. Essa medida foi convertida na Lei estadual nº 4.990 em 1º de abril de 2026, consolidando o desmonte da estrutura de apoio que agora a Justiça determinou que seja recomposta.
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