Economia

CEO da Aramco adverte que perda de 1 bilhão de barris atrasará recuperação do mercado de petróleo

O mundo perdeu cerca de 1 bilhão de barris de petróleo nos últimos dois meses e os mercados de energia levarão algum tempo para se estabilizar, mesmo que os fluxos sejam retomados, disse o presidente-executivo da Saudi Aramco neste domingo (10), enquanto as interrupções no transporte marítimo sufocam o tráfego pelo estreito de Hormuz.
Leia mais (05/10/2026 – 16h02)
Economia

Netanyahu diz que guerra contra Irã ‘só termina’ após retirada de urânio enriquecido ‘com ou sem acordo’

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que a guerra que promove juntamente com os Estados Unidos contra o Irã deve terminar somente quando o urânio enriquecido seja completamente “retirado” do país. A posição foi dada em entrevista ao programa 60 Minutes, da emissora norte-americana CBS, em um trecho de prévia exibido neste domingo (10/05).  “Ainda […]

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Economia

Irã bloqueia passagem em Ormuz a navios que sigam política de sanções dos EUA

O porta-voz do Exército do Irã, Mohammad Akramina, declarou neste domingo (10/05) que não permitirá que embarcações de países que aderem à política de sanções dos Estados Unidos contra o país persa passem pelo Estreito de Ormuz. “A partir de agora, os países que seguirem o exemplo dos Estados Unidos e imporem sanções à República […]

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Economia

Comitê Ministerial de Israel avalia cancelar Acordos de Oslo e impedir futuro Estado palestino

O Comitê Ministerial de Legislação de Israel debate neste domingo (10/05) um projeto de lei apresentado pela vice-presidente do Parlamento do Knesset, Limor Son Har Melech, que pede o cancelamento dos Acordos de Oslo e a rejeição formal de qualquer futuro estabelecimento do Estado palestino.  A proposta representa uma das tentativas mais diretas de anular […]

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Economia

Desembarque dos mais de cem passageiros do navio com hantavírus começa nas Ilhas Canárias

Começou neste domingo (10/05) o desembarque dos mais de cem passageiros a bordo do cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, nas Ilhas Canárias. A operação de resgate no porto de Granadilla de Abona deverá se prolongar até amanhã, segundo autoridades espanholas. Os primeiros a desembarcar foram os 14 espanhóis a bordo. Num […]

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Economia

Cabedelo, Paraíba: destino turístico é tomado pelo crime e vigiado 24 horas por câmeras instaladas por bandidos

Home office do crime: facção no Rio expandia poder sobre cidade da Paraíba.
Cabedelo, na Paraíba, passou a ser comandada à distância por uma facção criminosa instalada no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro — a mais de 2 mil quilômetros de distância.
A Polícia Federal e o Ministério Público já realizaram mais de dez operações para combater a corrupção e o crime organizado na cidade de mais de 60 mil habitantes, identificando que o Comando Vermelho se infiltrou em pontos estratégicos da prefeitura do município.
Criminosos ditam regras e interferem na rotina dos moradores. Cabedelo cresceu entre o mar e o rio, e tudo é muito perto. A praia colorida é uma atração para os turistas, mas quem mergulha dentro da cidade encontra uma outra Cabedelo, cheia de ausências. Há falta de coleta de lixo, falta de asfalto e vielas vazias onde o silêncio não é de paz.
Nesse cenário, as pessoas têm medo de gravar entrevistas ou falar sobre o assunto. João Marcos Gomes Cruz Silva, delegado regional de Polícia Judiciária da PF na Paraíba, afirma que “a cidade de Cabedelo, infelizmente, ela vive um colapso institucional”. Leonardo Quintans, procurador-geral de Justiça do MP-PB, complementa: “A sociedade fica refém, a sociedade perde sua liberdade, a sociedade passa a ser comandada por esse poder paralelo”.
Segundo as investigações, integrantes do Comando Vermelho monitoram a rotina de Cabedelo a partir do Rio de Janeiro. De lá, alguém vê tudo. Áudios obtidos mostram a organização do monitoramento: “ Tem 30 câmeras geral ”. Um integrante, ao mostrar o monitoramento de câmeras por vídeo, diz: “Oi, família. Minha visão de cria aqui. Só paz e tranquilidade”. Para a polícia, trata-se de um “home office do crime organizado”.
O Complexo do Alemão reúne 13 favelas na Zona Norte do Rio e, nas investigações, um nome aparece com frequência: Flávio de Lima Monteiro, o Fatoka. Aos 43 anos, ele começou na facção Nova Okaida, na Paraíba, e depois fundou a Tropa do Amigão, um dos braços do Comando Vermelho no Nordeste. Contra ele, há 13 mandados de prisão por tráfico, homicídios e organização criminosa. Fatoka chegou a ficar preso no Presídio de Segurança Máxima da Paraíba, mas fugiu em setembro de 2018 em uma fuga em massa de 92 detentos que usaram explosivos. Capturado novamente, conseguiu uma medida judicial para liberdade com tornozeleira eletrônica em 2022. No mesmo dia em que o dispositivo foi instalado, ele o rompeu e fugiu para o Rio de Janeiro.
Mesmo longe, Fatoka continua ditando ordens. Áudios revelam planos de expansão para o bairro do Bessa, em João Pessoa: “O que está faltando de nós é ponteamento no Bessa. Aquele quadrado todinho”. O termo “ponteamento” significa mapear território e eliminar rivais. Com isso, ele consegue operar as práticas criminosas com tranquilidade e segurança, diz Quintans.
Nas ruas de Cabedelo, pichações com a abreviatura do nome de Fatoka e do Comando Vermelho marcam o domínio territorial. Moradores vivem reféns; imagens mostram grupos de 13 homens armados atravessando ruas e efetuando disparos para o alto em áreas residenciais. Um criminoso afirma em vídeo: “Tropa do amigão tá na pista, viu? A minha aqui tá tão pesada que não consigo levantar a mão direito”.
As câmeras clandestinas, chamadas de “besouros”, são os olhos do chefe sobre o território. Quando um rival aparece, a ordem é direta: “Aço nele, demorou”. Em setembro de 2024, um morador gravou um vídeo após o carro de sua esposa ser atingido por tiros: “Tá aqui ó, marca da bala, tá vendo? A gente nunca passou por isso. Só peço, pelo amor de Deus, cara, tem cuidado com os inocentes”. O apelo chegou a Fatoka, que respondeu por áudio: “Os caras sabem que a gente tá numa guerra, um carro igual ao dos ‘alemão’, aí, fica andando pra lá e pra cá, uma hora daquela. Deixar de ser otário”.
A Polícia Militar realiza operações para localizar esses equipamentos. O tenente-coronel Luiz Antônio, comandante de batalhão da PM-PB, explica que os criminosos disfarçam as câmeras com fita isolante em meio aos fios dos postes ou até dentro de canos metálicos pintados. Maurício Ferraz, ao acompanhar a operação, relatou que as câmeras ficam em postes, árvores e casas: “Neste momento, em algum lugar, algum criminoso tá vendo essa movimentação nossa aqui”.
O controle da facção interfere até na escolha de líderes comunitários. Vídeos mostram criminosos monitorando reuniões de moradores e dando avisos: “Durante a madrugada, caso vocês escutem zoada nos seus quintal, passando na frente das suas casas, somos nós que estamos andando por dentro da favela, certo? Estamos numa guerra. Estamos presentes toda noite, toda madrugada, em prol de defender as nossas vidas e as vidas de vocês”.
Posteriormente, um comparsa comentou a reação dos moradores com Fatoka, rindo. A facção também planejava usar drones para realizar explosões de impacto.
A investigação aponta que o crime passou das ruas para os gabinetes, infiltrando-se na Prefeitura de Cabedelo como um braço logístico e financeiro.
Os últimos quatro prefeitos da cidade são investigados: Leto Viana renunciou ao cargo enquanto estava preso; André Coutinho teve o mandato cassado pelo TRE; Edvaldo Neto foi afastado 48 horas após a eleição; e Vitor Hugo tornou-se inelegível. As defesas de André Coutinho, Edvaldo Neto e Vitor Hugo declararam que eles são inocentes e negam envolvimento com o crime organizado. A defesa de Leto Viana não respondeu.
O esquema envolveria o loteamento de cargos, “rachadinhas” e o uso da empresa Lemon Terceirização e Serviços Ltda. para desviar dinheiro público. O prejuízo estimado à prefeitura é de R$ 270 milhões.
Por meio da empresa, a facção infiltrava parentes e amigos na prefeitura e na Câmara de Vereadores, além de manter funcionários fantasmas cujos salários eram revertidos para atividades ilícitas. Ariadna Cordeiro Barbosa, gerente financeira da facção, afirmou em depoimento que as contratações eram garantidas: “Assim que você chegava lá, dizia quem era a indicação, ela botava na folha. Indicação FTK [Fatoka]. Todas as vezes [a pessoa era admitida]”. Em contrapartida, a facção garantia a segurança de gestores em áreas conflagradas e vetava a entrada de opositores.
Enquanto o dinheiro era desviado, equipamentos públicos como quadras de esportes e prédios de saúde ficaram abandonados ou subutilizados. Em um prédio público onde apenas o raio-X funciona três vezes por semana, o vigilante é funcionário da Lemon. Na atual gestão, o site da prefeitura sequer exibia o nome do prefeito em exercício. José Pereira, presidente da Câmara, assumiu o posto e afirmou: “Não é fácil, nós entendemos todas as situações da população”. O procurador do município, Leonardo Nóbrega, informou que o contrato com a Lemon será anulado, mas com modulação para não interromper serviços essenciais prestados por mais de 600 funcionários.
Em nota, a empresa Lemon informou que emprega mais de 700 pessoas em Cabedelo e que exige certidões criminais negativas desde 2024. Afirmou que as denúncias de folha paralela atingem centenas de trabalhadores e que segue colaborando com as investigações.
No Rio de Janeiro, Fatoka considera a favela o local mais seguro, inclusive para quem usa tornozeleira: “Tem uns parceiros aí também que saíram com tornozeleira, tá por aí, pô. Aí é o canto mais seguro. Pra ir pra dentro de favela, esses caras não vão não, pô. ”.
O secretário Victor dos Santos analisa isso como uma inversão de valores que reflete a ausência histórica do Estado nesses territórios. O número de foragidos de outros estados presos no Rio subiu de 677 em 2022 para 1.105 em 2025. No Rio, esses bandidos precisam cumprir tarefas para a cúpula do Comando Vermelho, como segurança em áreas de mata. Um comparsa disse a Fatoka: “Cinco cabeças representando o estado da Paraíba… pra nóis ficar forte com a rapaziada”. Em uma operação em outubro passado no Complexo da Penha, dos 117 criminosos mortos, 62 eram de outros estados.
A defesa de Fatoka afirma que não há elementos probatórios que o vinculem aos fatos narrados. Segundo a polícia, ele permanece foragido no Complexo do Alemão, monitorando Cabedelo: “Vou ser bem sincero pra tu: lá nas áreas, só cai uma folha se eu disser que sim”.
Em nota, a defesa do ex-prefeito Vitor Hugo repudia qualquer tentativa de vinculação do seu nome com organizações criminosas. E afirma que não há provas de participação, favorecimento ou conhecimento de prática ilícita envolvendo Vitor Hugo.
Os advogados do ex-prefeito Edvaldo Neto reafirmam sua tranquilidade quanto à apuração dos fatos e esclarecem que não há qualquer prova concreta de participação dele em organização criminosa ou em supostas fraudes investigadas.
A defesa de André Coutinho diz que o ex-prefeito é inocente e não tem participação nos atos investigados. E que seu afastamento da prefeitura não se justifica. O ex-prefeito Leto Viana não respondeu aos nossos contatos.
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Economia

Petróleo volta a subir com negociações sem sucesso entre EUA e Irã


Os preços do petróleo bruto Brent voltam a subir.
Getty Images via BBC
Os preços do petróleo abriram em alta no mercado asiático na manhã desta segunda-feira (11), no horário local, pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que rejeitava a resposta do Irã à proposta de paz de Washington e de o Irã renovar suas ameaças no Estreito de Ormuz.
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O Brent, referência internacional para entrega em julho, subiu 2,69%, para 104,01 dólares por barril. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate, avançou 2,54%, para 97,84 dólares por barril.
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Economia

Corte de cabelo, cebola no lanche, taxa de vinho e trânsito: motivos banais geram explosões de violência


Cenas de descontrole e crimes
O Fantástico deste domingo apresenta cenas de descontrole em que desentendimentos por motivos banais acabam em violência e até assassinato. Basta uma frustração, um erro ou um simples “não” para que a resposta seja uma explosão de fúria.
Na madrugada de sexta-feira, 1º de maio, em um McDonald’s da Asa Norte, em Brasília, uma cliente fez um pedido no drive-thru: queria o sanduíche sem cebola, mas recebeu com cebola. O que se vê nas imagens logo depois é Huíla Borges Klanovichs na janela onde está Gisley Fernandes Miranda, a atendente da lanchonete. As duas conversam, a atendente entrega um novo sanduíche, Huíla pega o lanche, troca o pacote de mão e dá um tapa no rosto de Gisley. Na sequência, arranca a touca dela e a lança contra a atendente.
Na delegacia, foram registradas duas versões
Huíla, que é funcionária da ONU, contou que pediu um sanduíche sem cebola porque tem uma alergia grave, que voltou ao guichê e foi tratada de forma desrespeitosa, e que a conversa terminou num desentendimento. Huíla não cita, no depoimento, o tapa registrado pelas câmeras. A atendente descreveu outra cena: disse que recolheu o sanduíche, foi à cozinha e voltou com um novo, sem cebola, mas que a troca não encerrou a discussão.
Em algum momento, o sanduíche deixou de ser o problema porque, segundo Gisley, Huíla teria passado a exigir um pedido formal de desculpas. E que nesse momento foi agredida com o tapa no rosto. O registro policial é de lesão corporal. Tudo por causa de cebola num sanduíche.
Em nota ao Fantástico, Huíla disse que lamenta o ocorrido e que vai responder dentro dos termos legais.
O Escritório da ONU informou que a funcionária ficará afastada até o desdobramento das investigações.
O McDonald’s afirmou que repudia qualquer forma de violência.
O delegado da Polícia Civil, Bruno Dias, afirmou: “A atendente errou, assumiu que errou, fez a troca do produto e ainda assim a autora quis um pedido de desculpa formal e aí começou um desentendimento entre elas e ela desferiu aqueles tapas que a gente vê no vídeo.”
O cabeleireiro Eduardo Ferrari, atacado com uma faca por Laís Gabriela dentro do salão onde trabalha, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo
Reprodução/Redes Sociais
Na Zona Oeste de São Paulo, em uma tarde de terça-feira, uma cliente insatisfeita com o resultado de um procedimento voltou a um salão de beleza para reclamar, mas o que ela queria não era exatamente uma conversa. Por muito pouco, e graças à agilidade de Felipe, gerente do salão, o cabeleireiro Eduardo Ferrari não foi esfaqueado. A disposição de Laís para cometer um crime não foi uma reação impulsiva durante uma discussão momentânea, pois o atendimento tinha sido feito havia quase um mês.
Em vídeos nas redes sociais, Laís — ainda contida por funcionários e um segurança — tenta transformar a insatisfação com o cabelo numa justificativa para a violência: “A minha franja tá parecendo cebolinha porque ele cortou todo meu cabelo”.
Eduardo diz que não houve corte e que ela apenas fez mechas no dia 7 de abril. “No dia ela não demonstrou nenhum tipo de insatisfação, inclusive postou foto nas redes sociais, a foto do Instagram dela até antes de ontem era o cabelo.”
Segundo depoimentos prestados à Polícia Civil, Laís Gabriela Barbosa da Cunha realizou um procedimento de mechas e texturização no cabelo no salão Casa Ferrare, na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, em 7 de abril.
Arquivo pessoal
A reclamação começou no dia 13 de abril, quase uma semana depois do atendimento. Nas primeiras mensagens, ela diz: “O cabeleireiro cortou meu cabelo sem eu pedir. Agora meu cabelo está horrível”. No dia seguinte, o tom escala para insultos homofóbicos e ameaças. Ela usa a expressão “viado desgraçado” e completa: “minha vontade era de ir aí e colocar fogo em você”.
O gerente do salão, Felipe, relatou: “Então, eu reparei na hora que ela abriu a bolsa. Foi muito rápido. Então, foi muito chocante pra gente.”
Eduardo afirmou: “Eu provavelmente não estaria aqui agora para estar dando essa entrevista para vocês”
O caso foi registrado como lesão corporal leve, mas a polícia de São Paulo pode reavaliar juridicamente o caso.
A advogada de Eduardo diz que já estão adotando medidas para tentar responsabilizar Laís por homofobia e tentativa de homicídio qualificado.
A defesa de Laís disse que ela foi diagnosticada com transtorno psicótico agudo e transitório, que está abalada e que portava uma faca por ter sido vítima de assalto na região.
No Rio de Janeiro, na madrugada de sábado, 2 de maio, uma discussão em um restaurante da Zona Sul começou por causa da cobrança de uma taxa para clientes que levam suas próprias garrafas de vinho. O conflito terminou em atos violentos, incluindo o arremesso de uma cadeira e uma garrafa. Na mesa ao fundo estavam o cantor Ed Motta e amigos. O grupo levou sete garrafas de vinho e consumiu cinco. Os amigos do cantor já tinham pago a conta — mais de sete mil reais — quando Ed Motta passou a questionar a taxa de rolha de cem reais por garrafa. Os responsáveis pelo restaurante afirmam que, como cortesia, Ed Motta não paga a taxa quando está sozinho, mas sabe que a cobrança é feita em grupo. Irritado, o cantor discutiu com funcionários e arremessou uma cadeira no salão.
Ed Motta e amigos no Restaurante Grado
Reprodução/TV Globo
Um funcionário da equipe relatou: “Começa os xingamentos, falando, ah, vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíba. Vai tomar no seu c…, seu filho da p…, paraíba, nunca mais eu volto aqui.”
Ed Motta esbarrou na mesa vizinha e derrubou a bolsa de uma mulher.
GIF mostra Ed Motta jogando cadeira e princípio de confusão em restaurante no Rio
Reprodução
O cantor foi embora, mas os amigos permaneceram e discutiram com os clientes da outra mesa. Um dos amigos, Diogo Coutinho do Couto, partiu na direção de um dos homens, enquanto outro amigo, Nicholas Guedes Coppim, pegou uma garrafa e deu um soco no mesmo homem. Quando a vítima já estava saindo, Nicholas arremessou a garrafa contra ele. A garrafa tinha o dobro do tamanho normal.
A vítima não quis ser identificada por medo de retaliações. A defesa dele afirmou em nota que o ato foi covarde e demonstra uma violência inaceitável. Após a confusão, os amigos de Ed Motta voltaram para a mesa e fizeram um último pedido a um dos garçons: “Aí ele falou, coloca num balde com gelo o espumante que a gente vai beber”, conta o funcionário.
Clientes chamaram a polícia, mas os amigos do cantor saíram antes. Nicholas foi procurado, mas não atendeu mais o telefone após um breve contato.
A defesa de Ed Motta negou agressão por parte dele e disse que o artista saiu indignado devido ao atendimento. O advogado de Nicholas Coppim afirmou que o cliente está à disposição das autoridades, assim como a defesa de Diogo Couto, que informou que o cliente repudia qualquer ato de violência.
A polícia registrou a agressão como lesão corporal.
Para o psicanalista e professor da USP Cristian Dunc “a nossa convivência social está mais agressiva, mais intolerante. E essa leitura faz com que as pessoas se autorizem a serem mais agressivas, menos educadas. Ela se torna uma questão de vida ou morte.”
Atos de violência descabidos por motivos banais colocam vidas em risco e bastam segundos de descontrole para provocar uma tragédia. Foi o que aconteceu na sexta-feira, no Rio, quando um carro de aplicativo fez uma manobra irregular e o motorista de um carro branco, irritado, sacou uma arma e atirou. O motorista de aplicativo relatou: “Ele começou a me xingar, a gritar. Não devolvi as agressões. E quando eu saí com o carro do lado dele, ele, por sua vez, achou por bem atirar.”
O tiro acertou as costas da passageira Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos, que morreu no hospital. O autor do disparo é o policial civil Freder Uilson, que está preso e tem seis anotações criminais por violência doméstica e lesão corporal. Na delegacia, ele disse que atirou porque pensou que era um assalto.
O motorista descreveu os últimos momentos: “Meu carro estava de costas. Ele atirou para trás. Ela já estava desfalecendo. “Pelo amor de Deus, não me deixa morrer. Eu tenho duas filhas pequenas.”
Câmera flagrou manobra irregular de carro de aplicativo
Reprodução/TV Globo
Thamires foi enterrada ontem, no dia do aniversário de 4 anos de sua filha mais nova. Sua mãe lamentou: “O que vai ser das minhas netas? Me dê forças meu pai…”
Carro de aplicativo ficou com a marca do tiro que atingiu Thamires
Reprodução/TV Globo
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Economia

Exclusivo: câmeras de segurança mostram outro ângulo do momento em que avião bateu em prédio residencial em Belo Horizonte

Exclusivo: câmeras de segurança mostram o momento em que avião bateu em prédio residencial em Belo Horizonte
Na última segunda-feira, 4 de maio de 2026, um avião monomotor decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino a São Paulo, levando cinco pessoas a bordo. O Globocop estava no ar e acompanhou o início do voo.
Pouco após a decolagem, por volta das 12h16, a aeronave não ganhava altura e, apenas três minutos depois, ela colidiu contra um prédio residencial de três andares
O acidente resultou na morte do piloto e de dois passageiros
No momento do impacto, a representante comercial Avani Soares, moradora do primeiro andar, estava em sua cozinha
“Estava na cozinha. Escureceu tudo, um monte de poeira, eu não sabia identificar”, relatou
Ao sair do imóvel, ela precisou passar pelo combustível que já havia vazado, temendo uma explosão: “Eu saí de baixo, pisando no combustível que tinha já vazado. O combustível vazou isso aqui todinho.”
Richard de Souza, policial militar e morador do segundo andar, estava em seu último dia de férias com a esposa e o filho de 5 anos quando ouviu o estrondo e sentiu o tremor
Após levar sua família para um local seguro, ele decidiu retornar ao prédio para auxiliar outros moradores, especialmente idosos e crianças
Nas escadas, ele encontrou o passageiro Arthur Berganholi, de 25 anos, com uma fratura exposta e hemorragia intensa
Utilizando seu treinamento, Richard aplicou um torniquete para estancar o sangramento: “Eu consigo voltar para o meu apartamento, pegar um torniquete e aplico próximo à virilha dele “, explicou o policial
Das cinco pessoas a bordo, três foram inicialmente resgatadas com vida: Arthur, o pai dele, Leonardo Berganholi, de 50 anos, e Emerson Cleiton Almeida, de 53 anos. Leonardo, no entanto, faleceu horas depois no hospital.
O piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, natural do Paraná, morreu no local, deixando esposa e um filho de 5 anos.
O passageiro Fernando Moreira Souto, veterinário de 36 anos e filho do prefeito de Jequitinhonha, também foi uma das vítimas fatais.
Seu tio e padrinho, Marco Antônio Moreira, lamentou a perda: “Ele era o único sobrinho que eu tinha… E tenho.”
O amigo Iago Pereira, que conversou com Fernando minutos antes do voo, recordou o momento: “Nos encontramos no hangar, ficamos conversando ali, esperando dar a hora deles decolarem. O que mais me dói é essa questão de ter sido o último encontro ali. Foi algo totalmente rotineiro, despretensioso.”
O ponto exato da colisão foi o terceiro andar, onde o avião destruiu uma parede da fachada entre as vigas de sustentação e invadiu a cozinha de um apartamento que estava vazio.
No entanto, no apartamento vizinho, a empreendedora Claudete Martins viu a aeronave vindo em sua direção quando tentava fechar a janela
“Eu vim fechar a janela para não entrar muita poeira. E quando eu chego aqui na janela eu vejo o avião vindo bem na minha direção. E recuei para trás. Parece que o piloto fez uma manobra na hora, para não bater em mim”, afirmou Claudete.
Após o choque, ela ficou retida pela fumaça e pelos destroços até ser orientada pelos bombeiros.
“Acho que não chegou a minha hora. Deus tem um propósito. E Ele tocou no piloto, né? Desvia dela”, desabafou.
A cozinha atingida pertencia ao apartamento do engenheiro mecânico Fausto Avelar e da química Natália Amaral.
A família, que inclui um bebê de três meses e uma filha de um ano e cinco meses, só não estava no local porque decidiu permanecer em Jabuticatubas para uma missa
Fausto soube do ocorrido por uma vizinha: “Uma vizinha me ligou, perguntou assim, ‘Fausto, cadê seus meninos?’ Eu falei ‘tá aqui comigo’. Ela falou ‘você tá vendo eles?’ Eu falei ‘tô’. Ela falou ‘graças a Deus, você tá bem?’ Aí eu fiquei assim, sem saber, até eu conferi o telefone para ver se era a pessoa mesmo. E aí ela falou assim: “Liga na televisão que você vai ver.”
Natália refletiu sobre a gravidade da situação: “Normalmente a gente estaria aqui. É muito difícil pensar o que poderia ter acontecido. Nossa, ia ser uma fatalidade, com certeza. Porque estaria ou o Fausto, ou minha sogra, ou eu, ou a minha menininha mais pequenininha, ou até o cachorrinho estaria ali na cozinha, provavelmente.”
As investigações sobre as causas do acidente continuam.
A delegada Andrea Pochmann, da Polícia Civil de Minas Gerais, informou que aguarda o relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) para verificar possíveis falhas humanas ou técnicas.
Em nota enviada ao Fantástico, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos ( CENIP) informa que a conclusão dessa investigação ocorrerá no menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes.
“As imagens dão a impressão que o avião tinha uma dificuldade de ascender. Isso pode ser um indício de que aerodinamicamente o avião não estava respondendo aos comandos do piloto”, disse o especialista José Cândido Almeida Jr., professor da PUC-MG.
Os sobreviventes Emerson e Arthur permanecem internados.
Emerson teve lesões graves no tórax e abdômen, enquanto Arthur recupera-se da fratura na perna e, segundo sua namorada Liza Schofield, não se lembra do acidente.
A Defesa Civil já autorizou o retorno dos moradores ao Condomínio Juliano
Para Avani Soares, o desafio agora é superar o trauma: “Aviões passam muito por aqui, você estremece, você arrepia, não é fácil, porque vai ficar muito trauma. A gente vai ter que se esforçar, mas ser muito grata porque não explodiu o prédio, que era para ir tudo para os ares.”
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