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CDL Salvador, Rede Bahia e ESPM anunciam pós-graduação para comércio varejista


Rede Bahia, CDL e ESPM anunciam nova pós-graduação em Salvador
Walter Guedes
A CDL Salvador, a Rede Bahia e a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) se uniram para anunciar a chegada do curso de pós-graduação master em Comportamento e Ciências do Consumo em Salvador. As inscrições seguem abertas até 13 de setembro.
As aulas serão na capital baiana, em formato híbrido — online e presencial. A carga horária prevista é de 390 horas, com duração de três semestres (18 meses).
Segundo os organizadores, o projeto é uma oportunidade inédita para empresários, executivos e profissionais do comércio se aprofundarem no entendimento do comportamento do consumidor e aplicarem estratégias baseadas em dados e ciência em seus negócios e nichos de atuação.
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“Ao trazer um curso desse nível para Salvador, estamos oferecendo às empresas e profissionais da nossa região acesso a um conteúdo de excelência, que antes só estava disponível nos grandes centros. É um passo importante para fortalecer o varejo e preparar nossos líderes para os desafios do novo mercado”, destaca o professor e coordenador acadêmico regional da ESPM, Diego Oliveira.
Para o presidente da CDL Salvador, Alberto Nunes, a iniciativa também reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento empresarial e com o comércio varejista da capital baiana e região. “Trata-se de um passo importante para fortalecer ainda mais o varejo e preparar os profissionais do setor para o futuro. Afinal, formar líderes mais preparados, capazes de tomar decisões estratégicas e gerar valor para suas empresas e para o varejo como um todo, é o objetivo de todos nós”, defende.
CDL Salvador, Rede Bahia e ESPM lançam nova pós-graduação em Salvador
Walter Guedes
Todas as aulas do curso serão ministradas por especialistas renomados. Entre os conteúdos abordados estão neurociência aplicada ao consumo, análise de dados, comportamento digital, experiência do cliente e estratégias omnichannel, além de estratégias de marketing.
“Diante da presença da Rede Bahia em todo o estado, entendemos que o solo baiano é feito de entidades fortes e o conhecimento é fundamental nesse processo de agregar valor ao que é proporcionado aos baianos e baianas. Estamos muito felizes com mais essa parceria junto à ESPM. Desejo que tenhamos o melhor aproveitamento possível e que possamos colher outros frutos para os profissionais do comércio varejista”, destaca a diretora comercial da Rede Bahia, Juliana Jozzolino.
Rede Bahia, CDL e ESPM anunciam nova pós-graduação em Salvador
Walter Guedes
No último dia 12, a Rede Bahia sediou o evento de lançamento do novo curso, na presença de empresários locais, representantes de diversas instituições e professores. Na ocasião, uma palestra sobre como aplicar princípios da neurociência no comportamento do consumidor foi realizada, tendo em seguida um painel de discussão para interações e perguntas. O objetivo do encontro foi promover aprendizado e networking, proporcionando um ambiente enriquecedor para todos os participantes.
Ex-alunos da ESPM e associados CDL Salvador têm condições especiais de pagamento. As aulas presenciais ocorrerão na sede da Rede Bahia, no bairro da Federação, às sextas-feiras e sábados, alternando com os encontros online. Mais informações estão disponíveis no site da ESPM.
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Gênio da crônica e do humor: veja destaques da trajetória de Luís Fernando Veríssimo


Veríssimo estava internado desde o dia 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, com um quadro de pneumonia
Reprodução Jornal Nacional
Morreu hoje (30) de madrugada, em Porto Alegre, o jornalista e escritor Luís Fernando Veríssimo. Ele tinha 88 anos.
TV. Teatro. Cinema. Uma obra que se espalhou de diversas formas depois de ganhar o Brasil nas páginas dos jornais e livros.
“Para mim é um mistério. Esse sucesso do livro é um mistério. Um fenômeno inexplicável”, disse Luis Fernando Veríssimo em entrevista de arquivo.
Talvez dê para começar a explicar pelo sobrenome. Veríssimo. Luis Fernando, filho de Érico. Um dos maiores nomes da literatura nacional, autor de obras como O Tempo e o Vento, uma influência inquestionável.
“O pai foi um dos primeiros escritores brasileiros a escrever de uma maneira mais informal E eu acho que herdei um pouco isso. Essa informalidade na maneira de escrever”, afirmou Luis Fernando Veríssimo .
Luis Fernando Veríssimo nasceu em Porto Alegre, em 1936. Viveu parte da infância e da adolescência nos Estados Unidos, nos anos 60, trabalhou como tradutor, no Rio, onde se casou com Lucia Helena Massa, o amor da vida toda.
“Isso tudo aconteceu porque a Lúcia era péssima datilógrafa”, contou Veríssimo em entrevista a Pedro Bial em 2019. “Ele resolveu o caso casando, e se livrar da datilógrafa foi melhor negócio”, brincou em resposta Lucia.
De volta à capital gaúcha, a carreira de jornalista começou no Jornal Zero Hora,
“Eu demorei muito para começar a escrever né, eu comecei com 30 anos, até então não tinha escrito nada, fora umas traduções do inglês para o português. E aí quando comecei a escrever eu já sabia mais ou menos como fazer”, comentou Luis Fernando Veríssimo no programa Conversa com Bial.
O primeiro livro, O Popular, foi lançado em 1973. Ao todo foram mais de 60 publicações. Crônicas, romances, contos e quadrinhos bem-humorados… que fizeram de Veríssimo um dos autores mais lidos do país.
“Não tenho uma vocação humorística, mas consigo eventualmente produzir humor. Mas é uma coisa mais deliberada, mais pensada, do que propriamente espontânea, no meu caso”, disse Veríssimo.
Uma das marcas do humor crítico e sagaz está nas tirinhas que marcaram época. Duas serpentes que debatiam sobre futebol, o sentido da vida e a política.
“Era época da ditadura. Eu comecei a ter um espaço no jornal em 1969, não se podia criticar governo obviamente, militar, não podia falar. Então as cobras foi uma maneira de eu dizer um pouco do que eu gostaria de dizer, mas no texto eu não daria para dizer. Talvez porque cobra e desenho tenha conotação de coisa infantil, coisa lúdica, passava pela censura”, disse Veríssimo à GloboNews Literatura.
Dentre os personagens mais conhecidos, o Analista de Bagé. Um gaúcho com abordagem bruta e técnicas pouco convencionais de tratar os pacientes.
“Nunca pensei que meu personagem fosse virar estátua. Ainda mais na própria cidade de Bagé que eu escolhi como cenário pras atividades dele”.
Na Globo, Veríssimo foi um dos roteiristas da lendária TV Pirata, no fim dos anos 80 e o livro “Comédias da Vida Privada” foi adaptado para uma série.
“Um desafio, porque o humor de televisão, ao contrário do que possa parecer, é mais difícil de fazer que o humor impresso, o humor gráfico, vamos dizer assim”.
Por trás da desenvoltura com o saxofone, uma de suas grandes paixões, se escondia um homem tímido.
“Minha timidez é, por exemplo, tenho horror de fazer isso que tô fazendo agora. Dar entrevista, falar em público e tal. Eu sempre digo que não dominei a arte de falar e pensar ao mesmo tempo né, são duas coisas que se excluem. Então é nesse sentido é que se manifesta a minha timidez”.
Mas a economia nas palavras não se aplicava às máquinas de escrever e, depois, aos computadores. Os textos de Veríssimo frequentaram os principais veículos impressos do país. No jornal O Globo, foi colunista por 22 anos.
“Essa é uma das vantagens da crônica. Ele [o escritor] pode ser o que quiser escrevendo uma crônica”.
Veríssimo tinha doença de Parkinson e problemas cardíacos. Em 2021, sofreu um acidente vascular cerebral, que o afastou da escrita. Ele estava internado desde o dia 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, com um quadro de pneumonia.
Veríssimo deixa a mulher, três filhos e dois netos.
Numa das últimas entrevistas, ao programa Conversa com Bial, Veríssimo falou sobre o fim da vida, com a mesma leveza que marcou sua obra.
Bial: “Você pensa em posteridade?”
Veríssimo: “O que vier depois da gente?”
Bial: “Como você vai ficar?”
Veríssimo: “Eu sempre digo que a morte é a última coisa que eu quero que me aconteça (risos)”.
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Cozinha afetiva, chefs internacionais e receitas tradicionais atraem visitantes e prometem experiências únicas em festival gastronômico


Cozinha afetiva, chefs internacionais e receitas tradicionais atraem visitantes e prometem experiências únicas em festival de comida mineira
Reprodução/TV Globo
O festival Tiradentes está celebrando uma das maiores riquezas de Minas Gerais.
Barriga de porco, purê de banana e farofa de castanha assada. Tudo bem mineiro. Mas com aquele toque de alta gastronomia.
“Toda base da cozinha da gente, é uma cozinha afetiva, é uma cozinha compartilhada, onde o mineiro recebe na cozinha”, comenta o chef de cozinha Higor Braga.
Já os chefs Rafael Pires e Renato Martins, do Rio de Janeiro trouxeram o sabor do mar para Minas: arroz caldoso de frutos do mar.
“Sensacional. Muito bom. Uma delicia. Não dá nem para dar entrevista. Agora vou só comer. Beijo”, brinca a engenheira, Gabriela Custódio.
O Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes é essa mistura saborosa de simplicidade e inovação. Ingredientes que ganharam o estômago e o coração do chef português Vitor Matos.
“Eu não sei se me sinto no Brasil ou se me sinto em Portugal porque aqui há uma ligação muito forte a Portugal”, afirma o chef de cozinha Vitor Matos.
O tema deste ano é mineiridade em movimento.
“Tudo acontece em volta da cozinha mineira. A culinária mineira ela celebra, ela traz arte dança, traz cultura, ela traz tudo”, diz Guilherme Sanzio, diretor de produção do festival.
Cozinha afetiva, chefs internacionais e receitas tradicionais atraem visitantes e prometem experiências únicas em festival de comida mineira
Reprodução/TV Globo
Além dos estandes nas praças, dos jantares especiais nos restaurantes, tem shows, degustação e oficinas. Os visitantes podem, não só acompanhar, como também ajudar no preparo dos pratos.
Na praça principal dá para ver de pertinho como se faz, por exemplo, uma feijoada com a chef eleita a melhor do mundo. E de graça.
“São novos olhares através da cozinha popular brasileira e a cozinha brasileira como sendo um orgulho nacional”, diz Janaina Torres, chef de cozinha.
A cidade histórica de Tiradentes deve receber mais de 70 mil pessoas, até este domingo (31). Como as irmãs Claudia e Cátia que foram de Pernambuco, só para conhecer a gastronomia mineira.
“A comida mineira, o tempero é muito gostoso. É um tempero diferente do nosso, então assim, vale a pena”, diz Claudia Lucia do Espirito Santo, assistente social.
Cozinha afetiva, chefs internacionais e receitas tradicionais atraem visitantes e prometem experiências únicas em festival de comida mineira
Reprodução/TV Globo
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Final de semana em Barretos tem shows e premiação de R$ 380 mil para peão vencedor


Peão em competição em Barretos
Reprodução Jornal Nacional
No interior de São Paulo, a edição de 70 anos da Festa do Peão de Barretos está no último fim de semana.
São apenas oito segundos, mas cada um deles parece uma eternidade. Este ano, 35 competidores sonham em ser o grande campeão de Barretos. O mexicano Luís Porto é um dos estrangeiros no rodeio internacional. Ele não conhecia o Brasil e diz estar emocionado com a grandeza da festa: “Para mim sempre foi um sonho vir aqui nesta arena”, contou.
A grande final acontece amanhã (31). Os prêmios passam de R$ 380 mil.
O espaço em que os peões ficam concentrados antes e depois das montarias, é onde eles ajustam equipamentos, terminam de traçam as últimas estratégias das provas e reservam ainda um momento para a fé, tão importante no meio sertanejo.
“É a mesma coisa de um jogador estar jogando num grande time, num grande estádio. É o sonho de qualquer um estar aqui, na maior arena da américa latina”, relata o peão Vinicius Almeida De Oliveira.
A estimativa da Secretaria Estadual de Turismo é que, durante 11 dias, a Festa do Peão de Boiadeiros de Barretos movimente mais de R$ 1 bilhão e gere 10 mil empregos. É o resultado da passagem de quase um milhão de visitantes, mais de oito vezes a população da cidade.
Para não perder nada, parte do público fica na área de camping, dentro do Parque do Peão que tem capacidade para 20 mil pessoas.
“É uma alegria muito grande, é satisfatório. Fala comigo, fala com o coração. Eu venho aqui, eu me encontro. É bom demais”, relatou o empresário e visitante Éder Fernandes.
Para embalar essa multidão, shows de mais de 100 artistas, como Zezé Di Camargo & Luciano, Ana Castela e Chitãozinho & Xororó. “Eu já assisti mais de 30, 40 shows deles, cada emoção, cada show é diferente”, relatou o administrador de empresas e fã da dupla Marcos Nicola.
A dupla Edson & Hudson se apresenta essa noite (30) e preparou um especial para celebrar os 70 anos do evento: “Energia diferente. Energia boa, positiva, de amor, de respeito ao próximo. Então a gente sente muito isso aqui em Barretos”, explicou Edson.
“Eu já venho há quatro anos e cada ano a emoção é diferente, como se eu tivesse vindo a primeira vez. Já estou com saudade, já estou programando, ano que vem estaremos aqui novamente”, conta a empresária Lucimara Chaves.
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‘Vassoura-de-bruxa’: praga ameaça base da alimentação e a fonte de renda de indígenas no Norte do país


Região é lar de inúmeras comunidades indígenas tradicionais
Reprodução Jornal Nacional
O Amapá está em situação de emergência por causa de um fungo. A praga devastou lavouras de mandioca e deixou indígenas sem a base da alimentação.
O ritual para pedir aos espíritos proteção para as roças andava esquecido, mas voltou a fazer parte da rotina do povo Karipuna depois que uma doença chegou por aqui.
“Tem que acreditar porque tem coisa que a gente não vê, que também funciona e resolve”, afirma o cacique Edmilson Oliveira.
A vassoura de bruxa da mandioca atinge mais de 80% das lavouras do Oiapoque.
“Tipo uma pandemia. Veio com o Covid, agora veio o Covid da mandioca”, diz o cacique Martinho Damasceno.
A extensa fronteira do Brasil com a Guiana Francesa foi a porta de entrada do fungo que já se espalhou por oito dos 16 municípios do Amapá. Ele interrompe a passagem da seiva e mata a planta. As folhas ficam com a aparência de vassoura, daí o nome da doença.
Região afetada fica na fronteira com a Guiana Francesa
Reprodução Jornal Nacional
Antes da chegada da vassoura de bruxa por aqui, as comunidades indígenas trabalhavam com 68 tipos de mandioca. A doença foi tão severa que apenas duas resistiram até agora. E também elas já estão sofrendo com agressividade do fungo
“Eu vejo essa situação, né, que tá chegando o fim de uma era. Porque nós éramos fornecedores de farinha para dentro do município do Oiapoque. Hoje é nós que compramos já”, relata o cacique Wagner Kariupuna.
Ela está dizendo que ela está muito preocupada, porque não tem sobrevive. Porque não tem muito que tira sustento. É uma tristeza”, traduz o cacique Gilberto Iaparrá sobre a fala de uma indígena da região.
A mandioca é a base da alimentação e fonte de renda para comunidades inteiras, que hoje dependem do auxílio do governo para comer.
“Aqui para nós, a gente não tinha essa necessidade porque a mandioca ela supria nossas necessidades”, relata o cacique Edmilson Oliveira.
Pesquisadores do Brasil e de outras partes do mundo trabalham para achar uma saída. Mas hoje há mais perguntas do que de respostas.
Agrônomo Embrapa, Saulo Oliveira: “Nós não temos nenhuma ferramenta concreta para o enfrentamento dessa doença, ainda”.
“Essa é a doença mais preocupante que eu já vi nos meus anos todos de estudo. O que se vê no campo é muito dramático”, conta Stephan Winter, agrônomo do Instituto DSMZ.
Repórter: “A vassoura de bruxa da mandioca hoje aqui no Amapá é uma doença sem controle?”
Secretário-adjunto do Governo do AP, Jorge Rafael Almeira: “Sim. Se espalhando diariamente. Pelo ar, pelas vestes, pelas ferramentas dos agricultores. Hoje a realidade é esta.”
Uma realidade que mexeu com a vida de todo mundo. “Era difícil a gente comer arroz, mas o jeito é partir para o arroz”, conta Marinelson dos Santos. Para conter o avanço da doença, o governo instalou barreiras sanitárias e treina indígenas para falar com indígenas.
“A gente tem uma preocupação muito grande hoje na economia do setor, que é essa doença ela sair do estado. E nós temos o estado do Pará aqui ao lado, que é o maior produtor de mandioca do país. É uma corrida contra o tempo”, ressalta a secretária de Desenvolvimento Rural do AP, Beatriz Barros.
A vassoura de bruxa da mandioca também é tema de reportagem especial do Globo Rural, que no domingo começa mais cedo: às 7h30.
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Em primeira visita de novo governo a Moscou, Síria diz que quer Rússia ‘ao seu lado’

O Ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani afirmou, em visita a Moscou nesta quinta-feira (31/07), que seu país quer a Rússia “ao seu lado”. É a primeira viagem oficial à Rússia de um representante do novo governo sírio após a derrubada, em dezembro de 2024, do regime de Bashar Al-Assad, que era aliado […]

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‘Fome em Gaza é incompreensível’, diz patriarca de Jerusalém; soldados atiram contra famintos

O patriarca de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, lamentou a situação humanitária de Gaza nesta quinta-feira (31/07) e afirmou que a fome generalizada no local é “incompreensível” levando em consideração que muitas pessoas estão dispostas a ajudar os palestinos. A inacessibilidade aos suprimentos básicos decorre ao bloqueio e aos soldados israelenses que usam os centros de […]

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Morador de comunidade, flautista de escola pública do Rio ganha bolsa integral em universidade dos EUA


O flautista Matheus Santos de Moura, de 19 anos
Divulgação
Um morador do Morro do Céu, no bairro São Bento, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, está prestes a realizar o maior sonho da sua vida: estudar música em uma universidade americana.
Nesta sexta-feira (1º), Matheus Santos de Moura, de 19 anos, embarca para os Estados Unidos, onde vai cursar bacharelado em flauta transversal na Escola de Música da Universidade do Missouri pelos próximos 2 anos.
📌 A Escola de Música é uma divisão acadêmica da Universidade do Missouri em Columbia. Seu foco é o estudo da música, concedendo bacharelado, mestrado e doutorado. Os programas da instituição abrangem composição, performance, regência, educação musical, história da música, teatro musical e musicologia.
Filho caçula de uma família humilde da comunidade, Matheus foi um dos 3 brasileiros selecionados para estudar nos EUA.
“Representar muitos jovens da minha comunidade e do Rio de Janeiro é uma honra”, conta o rapaz. 
Com um excelente desempenho no curso técnico de música, que fez na Faetec de Marechal Hermes, ele conseguiu eliminar 2 anos da graduação norte-americana e deve se formar aos 22 anos.
“Com as notas de um ano e meio do curso técnico na Faetec, eliminei 2 anos de estudos lá na Universidade do Missouri. O curso seria realizado em 4 anos, mas só precisarei estudar 2 para me formar”, relata. 
Bolsa integral
Matheus conquistou a bolsa de estudos integral após participar de uma masterclass e ser selecionado para um programa de mentoria.
Na bagagem, além dos sonhos e planos para uma carreira promissora, ele leva as camisas dos projetos sociais dos quais participou e um casaco da mãe, como forma de manter vivas suas raízes.
Matheus durante uma apresentação
Divulgação
“A ficha ainda não caiu. Estou realizando um sonho. Ainda não estou acreditando”, diz Matheus.
O jovem conta que o interesse pela música começou cedo. Aos 4 anos, ele se encantou com a bateria da igreja evangélica frequentada pela família. Aos 7, iniciou os estudos com flauta doce, passou pelo pífano [uma pequena flauta] e, mais tarde, se dedicou à flauta transversal, até chegar à Faetec.
Matheus acredita que a formação em uma universidade americana vai valorizar seu currículo e abrir portas no Brasil — mas não descarta a possibilidade de seguir carreira no exterior.
Sua maior inspiração vem de dentro de casa. E ele faz questão de pontuar quem foi seu ídolo.
“Tudo isso começou com o meu falecido pai. Me inspirei no meu pai, que tocava violão. Comecei a estudar música e, desde então, tenho evoluído. Acredito que a semente que eu plantei germinou e virou uma árvore. Sempre disse para minha mãe que um dia iria para os Estados Unidos. Agora é real”, comemora.
O flautista Matheus Santos de Moura, de 19 anos
Divulgação
A passagem foi integralmente custeada pela própria Faetec, e Matheus já está cheio de planos. “Quero fazer história e representar a música brasileira no exterior”, afirma.
Para o presidente da Faetec, Alexandre Valle, a conquista de Matheus reforça o valor da educação pública de excelência para a formação de crianças e jovens.
“É uma alegria ver que um ensino técnico de qualidade e gratuito, como é oferecido pela Faetec, pode transformar a vida de muitas famílias e ajudar a realizar sonhos de tantos jovens como o Matheus.”
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Justiça anula cotas para pessoas trans na FURG e determina fim de processo seletivo específico


Universidade criou projeto de atendimento junto com prefeitura e empresa
Divulgação/FURG
A Justiça Federal do Rio Grande do Sul anulou a política de cotas para pessoas transgênero instituída pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e determinou a suspensão imediata dos processos seletivos específicos voltados a esse público.
Apesar da anulação dos editais, os estudantes já matriculados por meio da política agora invalidada poderão concluir as disciplinas em andamento e aproveitar os créditos cursados em futuros processos seletivos regulares, determina a decisão.
Em nota divulgada na quarta-feira (30), a universidade informa que “reafirma o seu posicionamento em defesa da sua comunidade acadêmica, e em especial a autonomia universitária, preceito que baliza e legitima as deliberações democráticas aprovadas pelo Conselho Universitário e nas demais esferas deliberativas da instituição”. (leia, abaixo, na íntegra)
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A decisão é passível de recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
A sentença
A decisão foi proferida no dia 25 de julho pelo juiz federal substituto Gessiel Pinheiro de Paiva, que julgou procedente uma ação popular. Segundo a sentença, a criação de cotas exclusivas para pessoas trans não encontra respaldo direto na Lei nº 12.711/2012, que regula o sistema de cotas nas universidades federais.
O magistrado reconheceu que as universidades têm autonomia para tomar decisões, mas ressaltou que isso não significa que elas possam criar regras novas sem que exista uma lei que permita isso.
A decisão também apontou problemas na forma como a FURG justificou a criação das cotas. O juiz considerou que os dados utilizados para justificar a medida eram provenientes de entidades privadas, sem metodologia verificável ou validação oficial, o que comprometeria a objetividade necessária à formulação de políticas públicas.
O juiz também analisou a forma de seleção adotada nos editais específicos, que incluía a avaliação de um memorial descritivo com critérios subjetivos, como a vivência da transição de gênero e expectativas pessoais com o ingresso na universidade. Para o juiz, esse modelo viola os princípios da impessoalidade e da capacidade, previstos na Constituição Federal, ao não garantir critérios objetivos e meritocráticos para o acesso ao ensino superior.
A sentença determinou que a FURG pare de realizar esse tipo de seleção e, se quiser criar uma nova política para pessoas trans, que use dados oficiais e critérios objetivos, como o desempenho no ENEM e a seleção pelo SISU.
Histórico
As inscrições para o processo seletivo da FURG específico para estudantes transgêneros foi aberto, pela primeira vez, em 2022.
Já em fevereiro de 2023, uma liminar foi concedida em resposta a um pedido de dois advogados, que solicitaram à Justiça a suspensão da oferta de cotas para trans na universidade. A decisão foi suspendida em março do mesmo ano.
O que diz a Furg
“Nesta quarta-feira, 30, circulou uma informação sobre uma decisão judicial com relação ao processo seletivo específico para pessoas trans da FURG. A Universidade informa que, até o momento, não foi intimada de qualquer decisão em relação ao tema. A instituição reafirma o seu posicionamento em defesa da sua comunidade acadêmica, e em especial a autonomia universitária, preceito que baliza e legitima as deliberações democráticas aprovadas pelo Conselho Universitário e nas demais esferas deliberativas da instituição.
A FURG destaca seu compromisso com a democratização do acesso ao ensino superior, e se coloca permanentemente à disposição da sua comunidade acadêmica, tanto para acolhimento, quanto para a defesa dos seus direitos.”
VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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Taxação de 50% dos EUA sobre o café deve afetar mais os americanos que os produtores no Brasil, avaliam exportadores em MG


Taxação de 50% dos EUA sobre o café deve afetar mais os americanos que os produtores
A tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente Donald Trump sobre a importação de café brasileiro deve atingir mais os consumidores e a indústria dos Estados Unidos do que os produtores do Brasil. A medida entra em vigor no próximo dia 6 de agosto e preocupa o setor, já que os norte-americanos são os maiores compradores da bebida brasileira.
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Segundo especialistas, a nova tarifa pode provocar mudanças no fluxo de comercialização global do grão. Para o presidente do Centro do Comércio de Café de Minas Gerais, Ricardo Schneider, embora o Brasil sinta os efeitos da medida, o impacto deve ser mais severo nos EUA.
“Essa demanda não vai deixar de acontecer no equilíbrio mundial de café. Nós temos uma oferta e demanda relativamente equilibrada. Se isso prevalecer, parte dessa demanda vai para outras origens produtoras que não têm condições de suprir totalmente e vai abrir espaço para o Brasil mudar esse fluxo”, afirmou.
Taxação de 50% dos EUA sobre o café deve afetar mais os americanos que os produtores no Brasil, avaliam exportadores em MG
Reprodução EPTV
Minas Gerais é o principal estado produtor e exportador de café do país. Só no primeiro semestre deste ano, o estado exportou cerca de US$ 5,5 bilhões em café. Desse total, os Estados Unidos responderam por uma parcela significativa.
De acordo com dados do setor, o Brasil embarcou US$ 1,16 bilhão em café para os EUA nos primeiros seis meses de 2025, sendo o produto mais lucrativo nas exportações brasileiras para o país norte-americano no período.
Mesmo com a nova tarifa, a expectativa é de que a procura pelo café brasileiro continue. Isso porque os estoques globais estão entre os mais baixos das últimas décadas, e outros países também têm demanda crescente.
“Se os Estados Unidos forem buscar café em outras origens, outros países compradores vão ter que comprar mais café do Brasil, porque falta produto no mercado, a realidade é essa”, explicou Breno Paiva, diretor do Porto Seco do Sul de Minas.
Segundo ele, embarques feitos antes do início da vigência da tarifa ainda devem chegar aos EUA sem a taxação, mas novos envios podem ser suspensos.
“Ninguém vai querer embarcar com uma tarifa de 50%, ou muito pouco vai ser embarcado com essa tarifa, até que isso se resolva”, afirmou.
Taxação de 50% dos EUA sobre o café deve afetar mais os americanos que os produtores no Brasil, avaliam exportadores em MG
Reprodução EPTV
Para as entidades do setor cafeicultor, a medida deve encarecer o produto para o consumidor americano, enquanto o impacto direto para o produtor brasileiro tende a ser limitado.
“Para o produtor brasileiro, o impacto é muito menor do que para os Estados Unidos. Nós não vamos deixar de vender café porque tem mais comprador do que vendedor para o produto”, disse Paiva.
Ricardo Schneider complementa: “Nós somos 30% das importações deles e eles são 17% das nossas exportações. Realmente, achar mercado para todo esse café não é fácil, mas é mais difícil para eles encontrarem essas 8 milhões de sacas em outras origens produtoras, com a diversidade e a logística que o Brasil oferece. O impacto é maior para eles, para a indústria e para o consumidor americano”.
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