Economia

‘Alívio em saber que a justiça está sendo feita’, diz advogado da família após prisão de Sérgio Nahas por assassinato da esposa em SP

Empresário foragido é preso na Bahia por assassinato da mulher
O empresário Sergio Nahas foi preso na Bahia quase 24 anos depois de ter assassinado a esposa em São Paulo.
Foi o sistema de reconhecimento facial na Praia do Forte, na Bahia, que identificou o rosto de Sergio Nahas e deu o alerta para a polícia.
“Em dois momentos conseguimos identificar a presença dele e no sábado dia 17 as equipes foram para campo. Ele não reagiu à prisão e automaticamente foi conduzido para a delegacia competente”, diz André Borges, superintendente de Telecomunciações da SSP-BA.
O crime ocorreu em 2002, dentro do apartamento em que Sérgio Nahas morava com a mulher. Durante a investigação, ele sempre afirmou que Fernanda se matou depois de uma discussão.
Em 2018, 16 anos depois do crime, o Tribunal do Júri de São Paulo condenou Sergio Nahas pelo assassinato da mulher. A justiça entendeu que Fernanda foi morta pelo marido porque queria se divorciar ao descobrir que era traída. E que ele usava drogas.
Nahas recorreu da condenação em liberdade. Em maio de 2025, o Supremo Tribunal Federal determinou o cumprimento imediato da pena de oito anos e dois meses de prisão, em regime fechado, mas só agora Sérgio Nahas foi encontrado.
Segundo a Polícia Militar da Bahia, no momento da prisão, Sergio Nahas estava com 17 porções de cocaína e três celulares. Ele está em um complexo penal em Salvador e será transferido para São Paulo.
O advogado da família de Fernanda, que conviveu com ela desse a infância, disse que a prisão de Nahas põe fim a uma espera de quase 24 anos.
“Destruiu a família. O pai da Fernanda, faleceu sem ver a Justiça. A mãe da Fernanda, os irmãos, a sociedade no todo se abalou por essa demora. Foi um alívio em saber que agora está sendo feito a justiça, que agora ele vai para a cadeia e vai pagar pelo crime que ele fez”, comenta Davi Gebara Neto.
Economia

Governo vai enviar proposta de acordo Mercosul-UE para o Congresso

Governo vai enviar proposta de acordo Mercosul-UE para o Congresso
O governo brasileiro vai enviar para o Congresso o acordo do Mercosul com a União Europeia. O objetivo é fazer com que o pacto comercial entre logo em vigor.
A decisão do Parlamento Europeu que enviou para a Justiça o acordo foi um revés para o Mercosul. E preocupa o Brasil, que detém o maior peso nas exportações para a Europa.
Na prática, a votação dos eurodeputados atrasa o processo. A estratégia brasileira agora é tentar a vigência provisória.
“O presidente deve encaminhar ao Congresso, à Câmara Federal, a proposta para adesão, a internalização do acordo Mercosul – União Europeia. E aí, isso ajudará, entendo que ajudará na Comissão Europeia, pra que haja uma vigência provisória enquanto há uma discussão na área judicial”, diz Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento e Comércio.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad saiu da conversa com Alckmin pra um encontro com a embaixadora da União Europeia, Marian Schuegraf. Ela admitiu que haverá atraso, mas considera que ao acelerar a aprovação aqui, o Brasil incentiva os chefes de governo europeus a agirem.
“Com grande prazer escutei hoje que o parlamento brasileiro quer acelerar esse processo e isso espero que vai incentivar os procedimentos do lado europeu também. E se unem com os outros países do Mercosul, ainda melhor. Fico muito feliz dessa ambição do lado brasileiro”, afirma Marian Schuegraf, embaixadora da União Europeia no Brasil.
Em Davos, na Suíça, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, lamentou a judicialização imposta pelo Parlamento Europeu. Refirmou que o acordo é justo e equilibrado e é a saída para o crescimento da Europa.
O acordo enfrenta a oposiçaõ de países protecionistas, como França, Irlanda e Polônia.
Esse acordo, negociado por quase 26 anos, cria a maior zona de livre comércio do mundo. Precisa ser ratificado pelos parlamentos de todos os países dos dois blocos. No Congresso daqui esse aval tem prioridade: o presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos, disse que pretende pautar o acordo na reunião de líderes, semana que vem.