Economia

Governo envia acordo Mercosul-UE ao Congresso e tenta acelerar ‘vigência provisória’

O governo brasileiro quer acelerar a aprovação, pelo Congresso Nacional, do acordo de parceria comercial que representantes políticos do Mercosul e da União Europeia assinaram no último sábado (17/01). Segundo o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encaminhar, nos próximos […]

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Economia

Lula consulta Autoridade Palestina sobre plano de Trump para Gaza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, nesta quinta-feira (22/01), com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Na ligação, os líderes discutiram a situação na Faixa de Gaza, enclave palestino que foi praticamente destruído pelas forças militares de Israel ao logo dos últimos anos, com mais de 68 mil […]

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Economia

Quais países aceitaram entrar no Conselho da Paz de Trump

Mais de 20 países aceitaram aderir o chamado “Conselho da Paz” de Donald Trump, proposta que terá como objetivo supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza após o genocídio perpetrado por Israel desde outubro de 2023. O organismo foi oficializado na manhã desta quinta-feira (22/01), no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, pelo presidente […]

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Economia

Governo venezuelano projeta aumento de 37% nas receitas para 2026

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta quarta-feira (21/01), que as receitas do país vão aumentar 37% no ano de 2026. A estimativa foi apresentada durante sessão do Conselho Federal de Governo, no Palácio de Miraflores, com participação de governadores, prefeitos e ministros do gabinete. Segundo ela, o resultado decorre de uma “administração responsável” […]

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Economia

‘Violação democrática’: França reage à possível aplicação provisória do acordo UE-Mercosul

A França reagiu nesta quinta-feira (22/01) à possível aplicação provisória do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, após votação na quarta-feira (21/01) no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, para encaminhar o recente acordo comercial assinado entre os dois blocos ao Tribunal de Justiça da União Europeia, a fim de analisar sua legalidade. Para o […]

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Economia

Clientes do Will Bank que não tinham investimentos estão fora do ressarcimento do FGC; devolução vai ser feita pelo próprio banco

Clientes do Willbank que não tinham investimentos ficam fora da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito
O Banco Central anunciou nesta quinta-feira (22) como os clientes do Willbank serão ressarcidos depois da liquidação do banco.
O Banco Central considerou que não havia mais alternativa para reestruturar o banco digital que pertencia ao conglomerado Master. Na decisão, afirmou que o Willbank não honrou os pagamentos devidos à Mastercard, operadora de cartões de crédito.
Com a liquidação, os quase seis milhões de clientes do Willbank não podem mais fazer transações nem movimentar a conta. Compras, transferências e pagamentos foram todos bloqueados, inclusive via Pix Isso afetou também os cartões de crédito do banco, que não estão mais em funcionamento.
Mas as faturas e as dívidas não deixam de existir. Os gastos feitos com o cartão de crédito – antes da liquidação do Will Bank – deverão ser pagos normalmente. Quem não pagar vai enfrentar as mesmas consequências de qualquer atraso, como juros ou a inclusão do nome em cadastros de inadimplentes. E mais: se o cliente parcelou uma compra, por exemplo, as faturas vão continuar chegando porque o liquidante indicado pelo BC vai estar no comando do Will Bank até concluir todo o processo de liquidação. Ainda não há detalhes sobre como os clientes realizarão o pagamento.
Outra preocupação dos milhões de clientes é com o ressarcimento dos valores depositados nas contas. Como a Will era uma financeira, não oferecia conta corrente e sim conta de pagamento pré-paga. Nessa modalidade, a Will era obrigada a depositar diariamente o dinheiro em uma conta dela no Banco Central. Com isso, o ressarcimento não será feito pelo Fundo Garantidor de Crédito e sim pela própria Will, usando esses recursos depositados no BC. E, pelas regras, não há limite de valor por cliente. Mas para receber o dinheiro de volta, o titular da conta de pagamento deve esperar as instruções que serão divulgadas pelo liquidante.
No caso do cliente que tinha investimentos em CDBs, por exemplo, o recurso será garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos – um fundo custeado por instituições financeiras para ressarcir clientes em situações como esta. O limite é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Os investidores do Will Bank já podem começar a procurar o aplicativo do FGC. Mas o processo de pagamento ainda depende de levantamentos feitos pelo liquidante. O prazo é de dois meses em média. O FGC estima um valor superior a R$ 6 bilhões.
Economia

Trump sugere ‘testar’ a Otan e acionar a aliança para lidar com imigração na fronteira dos EUA


Em Davos, Trump insiste em compra da Groenlândia e diz que não fará uso da força, mas ameaça Europa e Otan
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta quinta-feira (22) que o país deveria acionar a Otan para lidar com a imigração na fronteira com o México, ao tratar a entrada de migrantes como uma “invasão”.
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Em uma postagem em uma rede social, Trump afirmou que os EUA poderiam invocar o Artigo 5 do tratado da aliança militar — que prevê defesa coletiva em caso de ataque — para forçar os aliados a ajudarem na proteção da fronteira.
“Talvez devêssemos ter colocado a Otan à prova: invocado o Artigo 5 e forçado a Otan a vir até aqui proteger nossa fronteira sul contra novas invasões de imigrantes ilegais, liberando assim um grande número de agentes da Patrulha de Fronteira para outras tarefas”, escreveu.
O Artigo 5 da Otan nunca foi usado para lidar com imigração e é tradicionalmente associado a ataques armados contra países-membros. Os Estados Unidos invocaram o mecanismo uma única vez, em 2001, após os atentados terroristas de 11 de setembro.
As declarações de Trump foram feitas em meio a tensões entre os norte-americanos e a Europa. O presidente tem pressionado países aliados ao defender que os EUA assumam o controle da Groenlândia, que é um território autônomo da Dinamarca.
Na quarta-feira (21), durante o Fórum Econômico Mundial na Suíça, Trump afirmou que nenhum outro país além dos EUA é capaz de garantir a segurança da Groenlândia. Ele disse ainda que não pretende usar a força para tomar o território, mas voltou a ameaçar a Otan com retaliações.
“Nunca pedimos nada à Otan e nunca ganhamos nada da aliança. E provavelmente não teremos nada, a menos que eu decida empregar força excessiva”, afirmou.
“Cuidamos das necessidades da Otan durante anos e anos e somos tratados de forma muito injusta pela aliança”, acrescentou.
Mais cedo, nesta quinta-feira, Trump afirmou que avançou nas negociações com a Otan sobre a Groenlândia. Segundo ele, os Estados Unidos buscam acesso total à ilha.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião com o secretário-geral da Otan, em 21 de janeiro de 2026
REUTERS/Jonathan Ernst
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Economia

Vereador tem diploma cassado por compra de votos e uso de ‘óculos espião’ no sul do Pará


MP pede manutenção de cassação de vereador acusado de compra de votos com óculos espião no Pará
MPE
A Corte Eleitoral do Pará decidiu cassar o diploma do vereador Edivaldo Borges Gomes, conhecido como “Irmão Edivaldo”, por compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024, no município de Ourilândia do Norte, no sudeste do estado.
A decisão foi tomada na primeira sessão de julgamento de 2026, realizada nesta quarta-feira (21), após o recesso forense. Por unanimidade, o colegiado acompanhou o voto do relator, juiz Thiago Sefer, e do juiz Marcelo Lima Guedes, mantendo a sentença da 74ª Zona Eleitoral.
Além do vereador, também foram condenados três filhos dele — Deibson, Dheymison e Débora da Silva Borges — por participação no esquema de compra de votos.
Segundo a decisão, fica determinada a cassação do diploma, a anulação de todos os votos recebidos, a aplicação de multa no valor de R$ 53.205,00 e a inelegibilidade por oito anos, contados a partir de outubro de 2024.
Esquema de compra de votos
De acordo com o processo, as investigações apontaram um esquema organizado para garantir a fidelidade de eleitores por meio de pagamentos em dinheiro vivo, estratégia adotada para evitar rastros bancários.
Os cabos eleitorais recebiam R$ 100 por indicação, enquanto cada eleitor que aceitava vender o voto recebia R$ 200.
Para fiscalizar o cumprimento do acordo, o grupo utilizou recursos tecnológicos. Uma eleitora adolescente foi orientada a votar usando óculos equipados com uma microcâmera, que gravava o momento da votação dentro da cabine eleitoral — prática que viola o sigilo do voto.
Flagrante dentro da seção eleitoral
O caso começou a ser descoberto quando uma mesária desconfiou da eleitora, que usava óculos escuros durante a votação. Ao pedir que o objeto fosse retirado, foi identificada a microcâmera frontal.
Com a jovem, também foi encontrado um “santinho” com o código “yx33”, utilizado pelo grupo para controlar quais eleitores já haviam votado.
As imagens gravadas foram consideradas prova determinante para a confirmação da fraude eleitoral.
Ainda cabe recurso
A decisão foi proferida em segunda instância, mas ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme entendimento do próprio tribunal, a decisão não tem efeito imediato, já que ainda podem ser apresentados recursos ordinários, como embargos de declaração.